27 de abr de 2016

[TAG]: AMO/ODEIO

Olá, lovers! Tudo bem?

Já faz um tempinho que não posto nenhuma TAG por aqui. Pois bem, eu encontrei essa feita pela Silviane Casemiro, do blog parceiro "Estilhaçando Livrose não hesitei em fazê-la, pois A-D-O-R-E-I! S2

A TAG consiste em citar 10 coisas que amo e 10 coisas que odeio  e, por fim, indicar 10 blogs para responder. Porém, como de costume, não vou indicar ninguém. Contudo, convido a todos para fazê-la também. \o Sejam bem-vindos ao meu bem e mal querer. hahaha


AMO
1) Minha família 
2) Rock 'n' Roll 
3) Filmes  
4) Livros 
5) Escrever 
6) Blogar 
7) Jogar conversa fora com os amigos 
8) Ir ao cinema
9) Esses leitores lindos
10) Trabalhar (apesar de estar há tempos desempregada  tá osso!)


ODEIO
1) Acordar cedo
2) Pagode
3) Funk
4) Forró
5) Filmes do gênero comédia (são poucos que gosto)
6) Pessoas egocêntricas
7) Preconceito
8) Brigas
9) Pessoas que maltratam animais
10) Falsidade 

24 de abr de 2016

[Como eu era antes de você]: X Ambassadors "Unsteady" (Tradução)

Dias atrás, foi apresentado um novo teaser trailer com trinta segundos do filme "Como eu era antes de você", obra da escritora Jojo Moyes, que ganhou uma adaptação para as telonas. \o/ Aliás, o que mais me chamou atenção, além das cenas extras que foram poucas, foi a canção apresentada no teaser, pois é linda de viver. Portanto, confira a tradução desta linda canção que faz parte do soundtrack do filme. S2

X Ambassadors, "Unsteady"

P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

23 de abr de 2016

[Dia Mundial do Livro]: em 23/04

"Agora, livro meu, vai, vai para 
onde o acaso te leve." (Paul Verlaine)
P.S: Dia Mundial do Livro e do direito do autor, em 23/04. S2

20 de abr de 2016

[CURIOSIDADE]: DEZESSEIS, A ESTRADA DA MORTE

Para quem não sabe, o real propósito de "Dezesseis - A Estrada da Morte" sempre foi mostrar o porquê e por quem o coração do Johnny foi partido (?), levando ele para a tão temida "Curva do Diabo". Desta forma, o ponto-base do enredo não são os rachas de carros, entre tantas outras coisas. Afinal, toda vez que eu escutava a canção, imaginava o motivo do Johnny tomar tão desesperada e louca decisão. A trama foi construída com uma narrativa simples e corrida, pois é apresentada por adolescentes com hormônios a flor da pele, em curto prazo de tempo, ou seja, em meses... Envolta até mais em diálogos do que em narrativa, onde os acontecimentos são disparados em velocidade luz, mostrando o seu real propósito em doses homeopáticas e chegando, por fim, naquilo que eu sempre tive curiosidade em saber, ou seja, UM CORAÇÃO PARTIDO... S2 Bem-vindos à estrada da morte!


**Para adquirir "Dezesseis - A Estrada da Morte"
em formato físico, clique AQUI.

[Aviso]: Sobre parcerias para resenhas

Olá, lovers!

O motivo deste post é único e exclusivo... Como bem sabem este é um blog pessoal, onde posto de tudo um pouco, tanto para divulgação dos meus trabalhos quanto para entretenimento. Assim, muitas resenhas feitas aqui são de autores/amigos e novos autores que me enviaram suas obras para um parecer. P.S: Agradeço a confiança, morécos! S2

Eu raramente me inscrevo em parcerias com editoras, pois sei que será tempo perdido, pois infelizmente não dão crédito para blogs com conteúdo diversificado. Porém, quando alguém me procura dizendo querer me enviar o seu material, antes procuro saber sobre o quê se trata (?) e se me interessou. \o Desta forma, as chances de eu curtir a leitura e resenhá-la com coerência é ainda maior. o/ Aliás, neste momento, já li e resenhei tudo que foi enviado como parceira, isso implica que, por enquanto, teremos uma quantidade menor de resenhas. Portanto, estou distraindo-me e relendo alguns livros que AMO. S2 No entanto, estou aberta a novas parcerias, tanto para autores/escritores quanto para editoras. Ressaltando que essa parceria seria apenas para livros físicos, pois pouco leio pelo computador e celular. Por este motivo peço para que os interessados, por favor, envie um e-mail com o título "Parceira para resenha",  anexando capa e sinopse para:

simoniass@hotmail.com 

Abraços mega literários em todos,

Simone Pesci

[Belos, Recatados e Do Lar]: #SQN

Porque eu e alguns dos meus personagens NÃO SEGUIMOS OS PADRÕES IMPOSTOS PELA REVISTA VEJA, TÃO COMO PELA SOCIEDADE. E por este motivo apresento três dos lindos personagens que criei, ambos protagonistas de suas histórias, sempre envoltos em contradição e não seguindo padrão algum. Eis que surgem Alex (Entre o Céu e o Inferno), Johnny (Dezesseis - A Estrada da Morte) e Lucius (Redenção). S2

(clique em cima da imagem para melhor resolução)

**Para saber do que se trata esse post, clique AQUI.

[Texto]: Manhosa — por Chico Garcia

Eu encontrei este texto via facebook, na página "Sexo, Amor e Crônicas" e simplesmente AMEI!!! Portanto, como de costume, estou repostado aqui, é claro que com os devidos créditos. Vem junto conferir. \o 

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A mulher é tão forte que escolhe a hora para fraquejar. Tem o dom de se curvar por opção, baixar a guarda simplesmente para nos derrotar, reles seres masculinos. E é tão bom ser ludibriado pelo sussurro feminino suplicando por carinhos e beijos que confortam. É a maior demonstração de força das mulheres. Conseguem dominar até mesmo na submissão. 

Todo mundo precisa de atenção, mas é preciso sabedoria para perceber a necessidade das horas carentes de uma mulher. Afago em excesso não supre. Sufoca. Não é tão fácil compreender o equilíbrio entre estar perto ou longe, porém nunca distante. 

O homem atinge o panteão dos sábios quando se faz presente sem ser notado, quando alcança a rara capacidade de dar segurança emocional para a sua companheira. Nesses casos, a mulher sabe que estará protegida em qualquer tempestade. Sabe que será aquecida nas noites de inverno e terá sua alma acalentada com o calor do corpo. Se ela for prioridade pra ele, a solidão será uma ilustre desconhecida. 

Se a mulher estiver naqueles dias manhosos, não a deixe só. E nem me refiro ao ciclo menstrual, falo daquele despertar com preguiça de viver, de querer apenas ser mimada, agradada, de ter seus pensamentos antecipados. Nesses dias, a mulher quer um homem que a surpreenda sem sustos, que seja previsível com uma doçura inédita, que encante pela onipresença. 

Manha é o ronronar feminino. Uma sensualidade despretensiosa, um esgueirar-se de feliz. E tal qual um felino, a mulher pode muito bem desdenhar do carinho a qualquer instante. Não importa. Atenda o pedido seja ele qual for, leia o verdadeiro sentido daquele desejo momentâneo e aprenda a lidar com essa contradição emocional. A mulher precisa da compreensão de que nunca será entendida. 

Felizardo do homem que tiver uma mulher manhosa ao seu lado, implorando por colo ao se sentir desprotegida. Essa vulnerabilidade só é demonstrada se há sentimento, se ela sentir segurança ao lado dele. Se for autossuficiente e não precisar de você nos momentos difíceis, desconfie. A mulher não é frágil, mas se demonstrar fraqueza perto de você, comemore. Significa confiança. Não a decepcione. 

Ao mesmo tempo, aos primeiros gemidos detectados, o homem estará completamente entregue. É uma das maiores forças da sedução. 
A mulher que mia domina qualquer fera masculina.
Texto de: Chico Garcia
Via: Sexo, Amor e Crônicas

17 de abr de 2016

Sobre pedalar...

Nunca é tarde demais para reinventar a bicicleta. Um sorriso te traz energia ou vida, dando-lhe força. (Canção: Innervision, by System Of a Down)

16 de abr de 2016

[Falando em ]: Ponte de Cristal — de Thati Machado

Eu ganhei este livro de presente de aniversário da minha moréca, a portuguesa Susana Silva. P.S: Obrigada, Su! S2 Aliás, eu nunca li nada da autora Thati Machado, mas já adianto que gostei pacas do que li e afirmo: eu leria até mesmo a sua lista de compras. \o 

De início, pensei que se tratava de um enredo investigativo/suspense, pois não havia compreendido muito bem a sinopse e foi o que transpareceu  a meu ver  com a capa. Porém, ao decorrer da leitura, me dei conta de que se tratava de um romance investigativo com um "quê" distópico. Agora confiram a sinopse e resenha de "Ponte de Cristal", uma publicação da Laço Editorial


Sinopse: A renomada escritora Mia Prescott não imagina que a sua decisão de acertar contas com o passado causará uma reviravolta em sua vida e colocará à prova todas as suas certezas. Seu país, o Lar, precisará da sua ajuda ou sofrerá pelas mãos da mesma pessoa que arruinou seu verdadeiro eu. Vivendo na Capital, Mia não percebe que uma revolução está se aproximando e que ela é a única capaz de detê-la. Bom, ela e o homem a quem ela jurou se vingar. Ou talvez não seja ele... Quer dizer, em quem confiar? 


"Porque quando a ponte de cristal se quebrar, haverá de alguém guiar"







Contagiante!
Instigante!
Entorpecedor! 


Mia Prescott é uma famosa escritora. Ela tem uma vida estável, sempre ao lado dos amigos, Stevie e Rose (que é uma policial). Porém, apesar de todo reconhecimento como escritora e uma vida  digamos assim  boa, ela esconde dentro de si uma avassaladora raiva, que faz com que ela anseie por vingança. Afinal, no passado, mais especificamente na adolescência, foi vítima de um abuso sexual. Abuso este que foi consumado por Théo, aquele a quem ela entregou seu coração ou, pelo menos, assim pensava...
Naquele restaurante rústico com mesas espalhadas na calçada de uma rua tranquila, eu podia acreditar que levava uma vida normal. Apenas uma escritora famosa, almoçando com sua velha amiga em seu restaurante preferido. Um dia as coisas foram assim e poderiam continuar sendo, não fosse a necessidade de acertar contas com o passado. (Livro: Ponte de Cristal, Pág.11)
Tendo em mente consumar sua vingança, ela muda seu visual e segue para uma outra cidade, à procura do seu algoz, deixando até mesmo o seu grande amigo Stevie de lado, depois de uma tórrida noite de amor com ele. Assim que chega na cidade, se hospeda na casa de dona Adelaída, pois todos os hotéis/pousadas estão cheios. Porém, é exatamente neste lugar que ela se depara com aquele que odeia ou, pelo menos, assim pensava...
Eu estava me sentindo patética e vulnerável. Achei que o meu plano era ótimo e quando chego aqui percebo que ele já sabia de tudo e que estava a minha espera. Percebo ainda que ele não desperta toda a raiva de costume, pelo simples fato de que o seu olhar parece outro. Parece o olhar doce e carinhoso pelo qual eu me apaixonei, e não o olhar duro e violento que me enganou, me violentou e colocou a minha vida de cabeça para baixo. (Livro: Ponte de Cristal, Pág:27)
O que Mia não contava é que estava de frente com o irmão gêmeo idêntico de Théo, ou seja, Gael... Um irmão que ela sequer sabia da sua existência e que assim que ficou de cara com ele, tornou-se ainda mais aturdida, imaginando se estava enlouquecendo ou até mesmo se não seria o seu algoz que estava disfarçando-se. No entanto, ela conseguiu enxergar que não se tratava de Théo, o que a fez seguir com sua vingança, agora com ele como seu braço direito, pois SIM, Gael também anseia por vingança contra o irmão... E o motivo desta vingança vai sendo revelado em doses homeopáticas... Doses essas que deixa ambos ainda mais ligados, entregando-se à uma paixão.
 Esqueça essa noite, por favor  pedi, ainda sobre o seu corpo, lhe acariciando os braços.  Nós já perdemos muito tempo. Você precisa começar a me beijar agora se quiser compensar todos os anos em que estivemos separados  ele sorriu e eu não precisei pedir duas vezes. Seus lábios afagaram os meus e de repente nada mais importava. O beijo começou doce e suave e em poucos minutos se tornou feroz e selvagem. Nós havíamos perdido muito tempo, afinal de contas. (Livro: Ponte de Cristal, Pág.145)
Assim, ansiando por justiça e ao lado dos amigos, eles partem para um lugar chamado "Lar", onde há falsos socialistas e um terrível líder que almeja o poder, sendo este, Théo... Cometendo absurdos com as pessoas que vivem na capital, fazendo dos seus oponentes, especialmente Mia e Gael, membros da "Resistência", uma comunidade com outros ideais socialistas... Ideais estes plausíveis. Agora cesso os comentários para não soltar spoilers.

Essa leitura foi mais uma excelente surpresa da literatura nacional, pois, apesar de não ser o gênero que sou habituada ler, me prendeu do início ao fim, com uma trama instigante e muito bem amarrada, deixando-me inquieta para saber o que realmente estava acontecendo, algo que como eu já disse, vem em doses homeopáticas, fazendo grandes revelações e dando sentido a história. 

Eu me apaixonei por Stevie logo de cara, mas quando Gael entrou em cena, meu coração passou pertencer a ele. Gostei de Mia também, pois mostrou-se uma mulher como qualquer outra, que depois de um acontecimento terrível pelo qual passou, encontra forças dentro de si e, por fim, mostra sua força, procurando fazer justiça com as próprias mãos. Os personagens antagonistas tem importante participação na trama, alguns deles até destaque maior (o que eu amei), mostrando situações adversas tão como a certeza de um querer e poder. A autora conduziu a história muito bem, instigando a cada virar de página, e os capítulos finais veio em minha mente como uma cena de filme (aliás, eu amaria ver tudo isso nas telonas \o  hehehe). O final não fugiu do que eu já esperava, ainda assim, eu AMEI! S2

O livro é narrado em primeira pessoa, com diálogos e narrativa de fácil compreensão; a diagramação é simples, com fontes e espaçamentos na medida certa, envolta em papel pólen, ou seja, o amarelinho; e sua capa estampa a sombra de uma Mia em um de seus momentos na trama, com uma arma em mãos, lutando por justiça. Por fim, para que você que curte um enredo instigante e que te prende do início ao fim, eis uma excelente pedida. \o

Livro: Ponte de Cristal
Autora: Thati Machado
Gênero: Ficção/Investigativo/Distopia
Editora: Laço Editorial
Ano: 2014
Páginas: 314

15 de abr de 2016

[Falando em]: O diário dos trinta anos — de Joyce Xaxier

Há tempos eu queria ler um texto da Joyce Xavier, afinal, sempre gostei muito dos textos que ela posta em seu mural e também em sua fanpage no facebook. \o Foi quando ela entrou em contato para adquirir o meu livro que sugeri a troca de exemplares  e ela, sem hesitar, aceitou de prontidão. P.S: Obrigada, Joy! S2 Agora vamos de sinopse e resenha de "O diário dos trinta anos", uma publicação da editora Penalux  Selo Prosa.



Sinopse: Maria Luisa Fernandes, Malu, Maluí ou Maluca, formada em Ciências Contábeis e Psicologia, trabalha com a sua amiga de faculdade, Diana em seu próprio escritório contábil. Com a vida economicamente bem, porém depressivamente louca, Malu ganha de presente no dia seu aniversário de trinta anos, um diário  que o nomeia de Ginger  da debochada Carol Portinari, atual do seu ex, Marcelo. Protagonista de inúmeros relacionamentos fracassados pela traição, ela sofreu uma depressão quando terminou com Rafael, um relacionamento intenso e forte e preferiu jogar fora todos os seus remédios e não ir mais para a terapia. Rendeu-se a embriaguez. Com as suas noites de bebedeiras ao lado de seu amigo Brit, ela sempre é salva por Dona Dalva em seu escritório. Os dias de ressaca são normais nos dias de solidão ela ouve Spice Girls. Sempre com um jeito de menina e apaixonada por sexo, Malu não quer crescer  “É um paraíso ser criança. É um inferno ser adulto.  A mesma diz em um de seus dias melancólicos. Procura homens em redes sociais e aventura-se com Fernando, o motoboy da sua empresa e PH, o pipoqueiro do bairro, ambos relacionamentos de carência e tesão. Nos dias de TPM, ela sempre se desgasta com a sua amiga Antunieta e no seu pior dia de porre reencontra seus amigos de longa data: Amanda, Rodrigo, Thiago e Arthur. Além de ir para uma rave e descrever todas as páginas deste diário com inúmeros palavrões. Sua essência é desbocada. Neste diário, você encontrará uma mulher que faz piada da sua própria desgraçada. Você soltará gargalhadas com o jeito espontâneo e libertador de Malu, você perceberá o quanto pode perder tempo sofrendo por alguém, se ao seu redor pode ter alguém que realmente te ame.


"Porque sorrir é o melhor remédio"

Divertido!
Dramático!
Envolvente!


Maria Luisa (mais conhecida como Malu), acabara de completar trinta anos. Divorciada, trabalha ao lado da amiga, Diana; tem um amigo gay superdivertido que gosta de ser chamado como Brit, pois SIM, ele é fã da cantora Britney Spears, entre tantos outros amigos que estão ao seu redor  e ao comemorar mais um ano de vida, ela ganha de presente de uma das amigas um diário... Diário este que ela intitula como "Ginger"De início, ela fica emputecida com 'o presente'. Porém, quando começa a relatar em detalhes sua vida no diário, acaba por constatar que o presente foi de grande valia, pois é através dele que diariamente faz os seus desabafos.
Minha puta vida se embaralha cada vez mais quando quero ser a puta que jamais conseguirei ser. Às vezes quero dar o troco em alguém, mas no final quem se fode sou eu. Uma simples noite de diversão vira romance, e quando o romance pega fogo, sempre tem algo para apagá-lo. Tudo acaba e vira cinza e só com o tempo para organizar e limpar tudo. E depois vem tudo de novo, para reciclar. Nada vem pra ficar. (Livro: O diário dos trinta anos, Pág.23)
Apesar de transparecer desencanada, Malu é uma mulher que sonha com um verdadeiro amor... Amor este que ela tem como o seu ex, Rafael  e ele, na verdade, assim como outros caras com quem se envolveu, a traiu, o que a deixa com o pé atrás com qualquer novo relacionamento que venha a ter. E assim, com seu aparente jeito desencanado, ela vai levando os dias, embriagando-se, curtindo a vida e, vez ou outra, tendo uma noite 'daquelas de sexo'.
Por isso assumo-me louca. A separação destruiu a minha vida e abalou o meu emocional. E quando eu acordo com aquela frase na mente "não estou a fim", pronto. É melhor sair de perto, sumir, me esquecer ou morrer. Se preferir, eu mesmo te mato. (Livro: O diário dos trinta anos, Pág.33)
Inicialmente os relatos são um tanto quanto sarcásticos e divertidos. Contudo, com um tempo, eles se tornam mais dramáticos, aprofundando-se  e, ainda assim, mostrando as coisas de forma sarcástica. Ela fala sobre o envolvimento com um de seus funcionários; ela fala sobre o envolvimento com o pipoqueiro que fica do outro lado da rua onde mora; e todos estes a decepcionam... Desta forma, em grandeza e verdade, escreve seus diversos desabafos, envoltos em suas próprias experiências, sendo essas amorosas ou não. 
Eu não queria pipoca, eu não queria piroca e muito menos ouvir mentiras, mas tenho a carne fraca, mesmo sabendo que homem que chora é pior do que a mulher que não chora. Ouvi isso de uma amiga outro dia, mas não sei a autoria. Se eu soubesse e fosse do sexo masculino, casaria agora. Amo os poetas e suas poesias. (Livro: O diário dos trinta anos, pág.95)
Trata-se de um conteúdo onde a protagonista narra em detalhes (e num curto período de tempo), a sua vida  e sua narrativa é relativamente como se fosse um diário. Aliás, eu gostei bastante da forma como a autora conduziu estes relatos, com uma pegada sarcástica e de fundo emocional, em alguns trechos envolto em prosa e poesia, ora me fazendo cair na gargalhada, ora fazendo-me questionar sobre a vida. Confesso!... Eu vi muito da Malu em mim, e chego arriscar que a Joyce, ou seja, a autora, é a própria Malu. hahaha >>> Porém, ressalto que se você (caro leitor), não é adepto de uma leitura diferenciada, NÃO SE ARRISQUE COM ESSA LEITURA! Afinal, como eu já bem disse, não se trata de uma história com ampla abordagem, mas sim de relatos corriqueiros em curto prazo de tempo. Em verdade, eu acho que a autora deveria dar continuidade neste projeto, e além deste diário, presentar os leitores com um livro dele, com uma abordagem mais ampla, pois ficaria tão legal quanto. Se eu gostei? NÃO! Eu A-D-O-R-E-I!!! S2 

O enredo é narrado em primeira pessoa, com narrativa de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com espaçamentos e fonte de bom tamanho, adornada em papel pólen, ou seja, o amarelinho; a capa estampa uma Joyce, ops, uma Malu com seu tão querido diário em mãos. Eu li o livro em questão de horas, pois é uma leitura fruível e gostosa de se ler, além de não ser tão extensa. Por fim, para você que curte uma divertida leitura de fundo emocional e envolta em prosa e poesia, eis uma boa pedida. \o


Livro: O diário dos trinta anos
Autora: Joyce Xavier
Gênero: Prosa Ficcional
Editora: Penalux  Selo Prosa
Ano: 2015
Páginas: 116

13 de abr de 2016

Oito passos para garantir que seu original não será publicado

Olá, amores!

Eu encontrei este artigo na linha do tempo de uma amiga/blogueira e de imediato compartilhei. \o Aliás, eu não poderia deixar de postá-lo aqui, pois achei de grande valia. As dicas foram  escritas pelo autor/escritor que muito admiro, Raphael Montes, e leva consigo 8 observações de tudo o que um autor/escritor não deve fazer para uma possível aprovação de um original. Confesso que alguns dos itens perduram em meu âmago com veemência. Porém, hoje, já estou sabendo levar essa  digamos assim  inconsistência melhor. hahaha >>> Agora vem junto conferir o artigo, e se possível, tente não cometer tais erros.

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Fale mal dos escritores. Eles não merecem estar nas editoras e são seus concorrentes 

Ao terminar de escrever... 

1. Não revise nem releia exaustivamente. Sem dúvida, seu texto está pronto tão logo o ponto final seja colocado. Não é preciso lapidar o texto, deixá-lo descansar alguns meses, corrigir erros de ortografia, repensar frases, situações e diálogos. Sua mãe leu e disse que sua linguagem lembra Machado de Assis e Guimarães Rosa (ao mesmo tempo). Trate de imprimir logo o material e enviar para as editoras. Elas estão desesperadas para conhecer seu original. 

2. Envie o texto da maneira que julgar mais adequada. Não importa o formato, o tamanho da letra, a encadernação. Normalmente, as editoras possuem uma “política de envio”, mas ignore. Ignore também o catálogo e a linha de publicação da editora. Atire para todos os lados. Você acaba de escrever uma obra-prima e mesmo aquela editora de livros religiosos vai querer publicar seu romance de fantasia. Afinal, é quase a mesma coisa, não? 

3. Seja impaciente. Paciência é para os fracos e pouco talentosos. Espere a resposta em um mês ou, melhor, em uma semana. Então, envie e-mails reiteradamente, ligue para a editora, para o editor e, em último caso, vá atrás do editor e o torture até que ele tenha lido e aprovado seu livro. 

4. Outra opção: envie junto com o envelope do seu original um aparelho de celular descartável. Espere alguns dias e ligue para o telefone. Possivelmente, seu envelope começará a emitir uma musiquinha no meio da pilha de envelopes e alguém na editora vai encontrá-lo e atender o telefone. Você estará em contato direto com seu editor! (Juro que essa aconteceu de verdade.) 

5. Ignore os prêmios literários. São todos comprados, armação das mais cabeludas, máfia da literatura. Se você não conhece ninguém na comissão julgadora, melhor nem enviar. Eles só premiam mesmo livros sobre imigrantes ou escritores do Sul do Brasil. 

6. Evite agentes literários. Esses profissionais são o lado negro da força, roubam descaradamente uma porcentagem do escritor e, apesar de estarem há anos no mercado e existirem aos montes na Europa e nos Estados Unidos, não servem para nada. 

7. Fale mal das editoras. Xingue muito no Twitter, no Facebook e em todas as demais plataformas que puder. Editoras são essas empresas mesquinhas que mal leem o seu original e, por isso, deixam de reconhecer sua genialidade. O mercado é feroz, e a culpa é das editoras, claro. 

8. Fale mal dos escritores também. Em geral, eles não merecem estar nas editoras em que estão e são seus concorrentes. Por isso, espalhe fofocas, ofenda (anonimamente ou não) e desconfie de todos. Nenhum deles é melhor do que você. É muito injusto que já estejam publicados, e o mundo precisa saber disso. Sem dúvida, aquela famosa autora teve alguém pra indicá-la e aquele jovem fazendo sucesso passou no teste do sofá com algum figurão. 

Via: O Globo

9 de abr de 2016

[Falando em]: Orgulho e Preconceito — de Jane Austen

Fazer a resenha deste livro chega ser algo inimaginável, pois trata-se de um enredo que amo de coração. Eu ganhei essa maravilha de presente de aniversário da minha mais recente e linda amiga, a blogueira Josy Borges, do blog "Eu Leio, e você?", e agradeço o MARAVILHOSO mimo. S2 Aliás, eu tenho a adaptação do filme de 2006, que já assisti diversas vezes e nunca me canso. E ao ler esse clássico divino, pude ter uma ampla (e melhor) visão de todo contexto. Agora confiram a sinopse, book trailer e resenha de "Orgulho e Preconceito", uma publicação da editora Martin Claret.   


Sinopse: Jane Austen inicia “Orgulho e Preconceito” com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: “É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico precisa de uma esposa”. O livro é o mais famoso da escritora e traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Na obra, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos da trama meticulosa Elizabeth e Darcy ao autoconhecimento. O livro pode ser considerado a obra prima da escritora, que equilibra comédia com serenidade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada. 




"Porque subjugando o seu orgulho, terei o meu preconceito"


Romântico!
Envolvente!
Sensacional!


Era uma vez...
Uma época em que as damas tinham como objetivo o matrimônio, e que o preconceito, tanto como o orgulho, eram camuflados como uma conduta exemplar. Eis que surge a família Bennet, composta por Sr. e Sra. Bennet e suas cinco filhas: Jane, Elizabeth (Lizzy), Mary, Catherine e Lydia. Família essa não tão abastada financeiramente e de conduta duvidável, onde parte das filhas, que deveriam ser garotas exemplares em atitudes, deixavam a desejar, tal como a mãe  Sra. Bennet  que tem como propósito maior futilidades e, principalmente, conseguir um casamento para as filhas. O pai, por sua vez, apesar de um homem considerado culto e inclinado a leituras, às vezes (assim como a Sra. Bennet e suas filhas  Catherine e Lydia), toma por si atitudes e decisões não tão plausíveis, expondo a família ao ridículo. 
É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico precisa de uma esposa. Por menos conhecidos que sejam os sentimentos ou as ideias de tal homem ao entrar pela primeira vez em certo lugarejo, tal verdade está tão bem arraigada na mente das famílias que o rodeiam, que ele vem a ser considerado propriedade legítima de uma ou outra de suas filhas. (Livro: Orgulho e Preconceito, Pág.9)
E assim chega uma importante notícia, onde ficam sabendo que um novo visitante (abastado financeiramente), chamado Sr. Bingley, está prestes a chegar na cidade. Desta forma, a alegria e curiosidade de todos vem à tona, especialmente das filhas e mãe, que insistem com o pai para participaram de uma festa em comemoração à esta chegada  é claro que com a intenção de impressionar o novo visitante, tentando assim uma possível chance de enlaçá-lo em matrimônio com a filha mais velha, Jane, que por sinal, é vista como a mais bela. Porém, no momento de tal acontecimento, surge uma nova peça no tabuleiro, sendo este Sr. Darcy (amigo íntimo de Bingley), um homem ainda mais rico, que diferente da reciprocidade e cordialidade do Sr. Bingley, é um ser que transparece arrogância, preconceito e, por fim, extremamente orgulhoso... O que chama atenção de Elizabeth, que não tem papas na língua e não se intimida com tamanho trejeito, enfrentando-o com sua exímia inteligência, pois apesar de não ser abastada financeiramente, és uma garota que supri certos anseios, fazendo deles seu deleite diário, sendo um destes a leitura, dentre tantas outras coisas consideradas notórias e de bom grado para uma dama, independente de sua classe social.

Logo de cara há um interesse verdadeiro entre o Sr. Bingley e Jane, tão como o Sr. Darcy para/com Lizzy. Porém, em meio a tantas diferenças financeiras e também de como se portar na sociedade, surge o preconceito e orgulho do Sr. Darcy, assim como o julgamento exacerbado e rígido de Elizabeth. E, por fim, Jane e Bingley são os mais prejudicados, pois acabam se afastando. E quando tudo parece estar perdido, Lizzy reencontra Sr. Darcy... E neste reencontro mágico, onde há verdades ocultas e adversidades, surge uma declaração...
 Tentei lutar, mas em vão. Não consigo mais. Não posso reprimir meus sentimentos. Você tem de me permitir dizer com quanto ardor eu admiro e amo você. (Livro: Orgulho e Preconceito, Cap.34)
Lizzy fica consternada com tal declaração, afinal, pudera ela entregar seu coração àquele que arruinou a vida amorosa de sua irmã? Pois, SIM, Darcy convenceu Bingley a desistir deste possível matrimônio, deixando sua tão amada irmã Jane às ruínas e com o coração partido, além de escancarar o verbo dizendo o quão averso as atitudes de sua família és. Desta forma, Elizabeth dá sua resposta..
 Posso dizer que desde o começo... quase desde o primeiro momento em que vi você pela primeira vez, eram tais os seus modos, que me impressionaram com a mais profunda convicção da sua arrogância, do seu desprezo e do seu desdém egoísta dos sentimentos dos outros, que formaram a base de desaprovação sobre a qual os sucessivos acontecimentos construíram uma tão inabalável antipatia; e, um mês depois de conhecer você, eu já sentia que era o último homem do mundo com quem eu poderia ser convencida a me casar. (Livro: Orgulho e Preconceito, Cap.34)
Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers.

Eis um clássico, onde acontecimentos são narrados em outro século (aliás, ele também foi escrito em outro século). Por isto é uma narrativa um tanto formal e rebuscada, algo que aos meus olhos é sensacional. Trata-se de uma história onde há uma análise pré-conceito, onde apesar do romance que nela reverbera, há tantos aspectos que de fato perduram até hoje, em razão de classes sociais, interesses e até mesmo boa conduta. 

Essa é uma história para ser sentida, tal qual para nos questionar, subjugando a nós e aos outros, assim como um dos personagens centrais, ou seja, o Sr. Darcy, que no decorrer da trama, devido a paixão avassaladora por Elizabeth, aos poucos vai mudando sua conduta, deixando-o transparecer menos arrogante e mostrando sua verdadeira origem e sentimentos, ou seja, um homem cheio de coração, que quando se permite amar, não se importa com o veredito alheio. Desta forma, passa a se portar de forma maleável, até mesmo em situações das quais ele subjuga adversas.

Elizabeth, por sua vez, me mostrou que mesmo quando temos a certeza de que estamos certos, há uma grande possibilidade de estarmos errando com nosso prejulgamento. Assim, podemos cair em nossas próprias armadilhas imaginárias e indagativas, tendo como veredito uma possível condenação que nos levará a verdade, às vezes até mesmo ao ridículo.


Eu nem preciso dizer o quão sou apaixonada pelos personagens principais, né? Darcy e Lizzy são como um bálsamo pra mim. S2 Porém, tenho que dizer que a trama leva consigo muito mais do que estou postando aqui, ela é tão rica em detalhes e acontecimentos, assim como em personagens, narrativa e diálogos, que não teria como eu tentar falar sobre cada um (ou no geral), pois ficaria uma resenha ainda mais extensa do que já está ficando. rs  E, por este motivo, vou parando por aqui, apenas ressaltando a grandiosidade da obra e quão magnífica é. Se eu já amava antes, nem sei como colocar em palavras o que sinto agora, depois de ler tantos detalhes que não foram expostos na adaptação para as telonas, fiquei estupefata e ainda mais encantada. Houve alguns momentos em que as cenas e cenários foram invertidos, comparando o livro ao filme. Porém, a meu ver, não perdeu beleza alguma. Acho que a leitura fluiu tão bem, pois eu já tinha em minha mente os personagens da adaptação de 2006 para a telona, o que tornou a leitura ainda mais prazerosa. 

Uma ressalva: Jane Austen escreveu essa obra baseando-se em fatos reais de sua vida, especialmente de um grande amor não correspondido. Por isto conduziu a trama de tal forma em páginas, para que suprisse seus anseios. Aliás, existe um filme que conta a história de Austen e que mostra detalhadamente tudo, até mesmo quando ela escrevia "Orgulho e Preconceito". Este filme se chama "Becoming Jane" (Amor e Inocência), lançado em 2008. P.S: Eu mega indico. \o 

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos formais (porém compreensivos e lindos de se ler). Quanto a diagramação, por se tratar de um formato Pocket, ou seja, aquele menor, a fonte de leitura me incomodou, pois está bem pequena, e eu tenho dificuldade em ler letras miúdas; os espaçamentos estão em boa medida e as páginas são em offset (brancas), que, por sinal, eu não aprecio muito, pois a leitura fica um pouco mais pesada; sua capa é simples, estampando ao fundo desenhos de folhas e no meio há um quadro com o título e autoria, além do logotipo da editora. Por fim, para você que curte um enredo sensacional, eis essa belíssima pedida. \o Se eu gostei? Não, eu não gostei... EU AMEI! (...) E leria até mesmo a lista de compras da Austen. S2


Livro: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen
Gênero: Ficção Inglesa - Romance
Editora: Martin Claret
Ano: 2015 (3a. reimpressão)
Páginas: 382

8 de abr de 2016

Sobre desanuviar...


Deixe meu céu desanuviar: os dilúvios de espinhos já deleitaram-se tanto! E não sendo suficiente, ainda pregam peças  aproveitam-se de minhas ingênuas esperanças para, só por prazer, também perfurar o que restou. Então a época das chuvas vem e vai... para certificar-se de que nada será reconstruído. (by Grabriela Carlotto)

[Tributo a Literatura Nacional]: #DigaSimAoNacional

Dentre tantos absurdos que estou vendo por aí, principalmente uma campanha contra a literatura nacional, eis essa belíssima homenagem feita pelo Dirceu Emiliano em seu canal no youtube. Sabe, estou num desânimo que só, e quando me deparo com uma homenagem deste tipo, surge aquele lampejo de esperança. Desde 2010 sou blogueira, e antes disto já era leitora —  e foi em 2014 que publiquei (de forma independente) o meu primeiro livro. No entanto, sempre pensei e agi de tal forma... Não vou negar que algumas vezes recebi PDFs de livros, porém, em sua maioria, eram PDFs de autores que me enviavam para pareceres e resenhas e pouquíssimas vezes como pirataria. Hoje tenho uma outra visão, talvez pelo fato de estar do outro lado, ou seja, como escritora  e agora, mais do que nunca, dou valor a tantas coisas que antes passavam despercebidas. Por isto, eu digo:  EU APOIO LITERATURA NACIONAL! Aliás, eu apoio a literatura no geral. Portanto, a todos que apoiam a literatura (no geral), desejo vida longa e muitas alegrias enveredadas em páginas. S2


P.S: Parabéns pelo vídeo e iniciativa, Dirceu. \o/

7 de abr de 2016

[O Teatro Mágico]: Sintaxe À Vontade

Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser. Todo verbo é livre para ser direto ou indireto. Nenhum predicado será prejudicado nem tampouco a frase, nem a crase nem a vírgula e ponto final! Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas e estar entre vírgulas é aposto e eu aposto o oposto que vou cativar a todos sendo apenas um sujeito simples.

[Bônus]: Entre o Céu e o Inferno — de Simone Pesci

Para quem já conferiu "Entre o Céu e o Inferno", existe um bônus que não foi publicado, onde é narrado um sonho de Alex (a protagonista principal), mostrando ao leitor como seguiu os dias após tudo que passou. A canção inspiração deste bônus é do meu 'tão amado' Serj Tankian. Aliás, para quem não sabe, uma de suas canções  Gate 21  foi que me inspirou para escrevê-lo. Talvez, EM BREVE, trarei novidades. S2 Por fim, vem junto conferir a tradução da canção/bônus... Conheçam a pureza sublime de um céu... E o fogo abrasador de um inferno.

P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

**Para conferir o capítulo 1, clique AQUI.

[Provérbio Chinês]

"Um pouco de perfume sempre fica nas mãos de quem oferece flores."









6 de abr de 2016

[NOVO AUTOR]: A DIFÍCIL TRAJETÓRIA

Uma amiga compartilhou este artigo no facebook e eu achei super válido, afinal de contas, eu só li verdades e super me identifiquei. Por isto estou repostando-o, é claro que com os devidos créditos. Vem junto conferir. \o


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Quando um autor inicia sua carreira literária, experimenta uma sensação de busca e ao mesmo tempo, descaminho. Para alguns, a minoria dos novos artistas e maioria dos que chegam a algum lugar, sempre existe alguém que possa facilitar a entrada no mundo editorial; e não necessariamente se leva em conta a qualidade ou conteúdo dos textos, às vezes é a simples menção de um nome e o que ele fala àquela realidade. Para outros, que não têm a quem recorrer, o caminho é longo e sinuoso. Empreende-se muito e o retorno é quase invisível (e não se trata de retorno financeiro, porque a princípio, em regra, ele não existe e o que se busca é divulgar o trabalho). Entre os inúmeros desafios destacam-se as dificuldades para se obter um contrato de edição e os altos custos que demanda uma publicação independente. 

Mas embora tudo pareça inviável, o desejo de ser lido não conhece dimensões e chega um tempo em que as obras já não se contentam em viver silentes, falam por si mesmas. 

É uma voz incessante, intensa; o som de frases filosóficas, apaixonadas, realistas ou simplesmente frases, com histórias que nascem interiormente e buscam títulos e personalidades marcantes. Não é propriamente uma pretensão de fama, mas de ter algo a mostrar, a ser dito. E também de rebeldia diante das portas fechadas. E é assim que os textos ganham a esquina. Pode ser numa impressão simples ou mesmo sofisticada. Pode ser ainda na versão virtual. (Trecho do meu artigo: Direitos autorais: o novo autor e a lei 9.610/98). 

Escrever/publicar/ser lido é uma longa trajetória. Não termina na publicação, na impressão. Não é só a arte de colocar o texto no papel ou no monitor. Se debruçar horas e horas sobre o livro para esmerar a narrativa. Existem etapas como a revisão de texto, ISBN, código de barras, ficha catalográfica, diagramação e finalmente os custos de impressão. E depois disso tudo começa o dilema da distribuição: como chegar ao leitor? E nessa etapa nasce um drama para o autor nacional. 

Esta humilde autora que agora vos fala saiu para tentar distribuir seus livros em livrarias da cidade de Belo Horizonte semana passada e aprendeu que mesmo as pequenas livrarias de rua não revendem obras de autores independentes/novos autores. Além disso, nem precisamos sonhar com as distribuidoras que hoje, assim como as livrarias, só negociam com editoras. 

Desde que comecei a escrever precisei recorrer a outros estados para publicar meus textos. Meu único canal por tempos e tempos foi a internet. Em Belo Horizonte foi o lugar que menos consegui possibilidades até hoje. E até lançar um livro aqui fica difícil porque as entidades culturais que deveriam ser uma ferramenta do artista local só abrem as portas para o que querem. Para quem chama a atenção da mídia certamente não falta espaço. 

E-mails sem respostas, meios de comunicação com propostas caríssimas de divulgação e um grande preconceito em relação ao que se desconhece são algumas das dificuldades rotineiras para quem optou por publicar seus livros sem um selo editorial. 

Mas quem escreve por vocação não desiste. Existe toda uma construção ali. Um envolvimento. Uma expectativa sobre o enredo. Ver nosso texto ganhar corpo é algo que vai além de explicação. É paixão. É discutir com esse limite que se chama impossível. Não dá pra aceitar o não e basta, porque a única opinião que conta é a do leitor. 

E são justamente os leitores, com suas cartas e resenhas que me motivam e que não me deixam desistir. Reconheço, não foi fácil chegar até aqui. Meus livros são todos frutos da autopublicação e dentro do universo que tenho como autora independente vão aos poucos ganhando espaço. 

Sou questionada desde o dia em que comecei a escrever. “Por que insistir? Não vai conseguir reconhecimento.” “Ninguém vai te abrir espaço.” “Isso não dá dinheiro”. A publicação independente custa muito caro. Vai gastar e não vai conseguir nada do que gastou de volta.” E é verdade. 

Então, você abre sua caixa postal e vê alguém falando ali que seu livro despertou o prazer pela leitura. E magicamente, confesso, tudo valeu a pena.

Por: Bruna Longobucco
Via:  Feitiço Literário

5 de abr de 2016

[Falando em]: Minha Tentação — de Mila Cris

Eu recebi este livro tempos atrás, como parceria  da TDL. P.S: Obrigada, Nam! S2 Aliás, eu nunca tinha lido nada da autora e já adianto, EU ADOREI!  \o Confira agora a sinopse, book trailer e resenha de "Minha Tentação", primeiro livro da autora Mila Cris, uma publicação da  Tribo das Letras - Selo Métrica.


Sinopse: Dr. Liam Parker é um médico cardiologista, já salvou muitas vidas, contudo não faz ideia de como curar sua alma. Carrega o enorme fardo de não ter salvo a vida de alguém que amava, diante do fracasso ele decide abandonar a medicina. 
Alice Costa é uma mulher cheia de vida, por conflitos familiares muda-se do país deixando o grande amor de sua vida, no entanto, ao retornar conhecerá o sabor da desilusão e quanta dor um coração traído pode carregar. 
Liam não é nada sociável e Alice fala pelos cotovelos. Uma história de amor capaz de contestar a física, pois quando duas pessoas totalmente opostas se atraem nem  Einstein poderia explicar o resultado.



  "Porque os dispostos se distraem"

Romântico! 
Sensual!
Cativante!


Trata-se de um enredo que leva um selo hot. Porém, além de caliente, carrega consigo muito romance. 

Os personagens centrais são Liam e Alice, e ambos perduram em suas dores. Ele, um cardiologista de 34 anos, que passou por uma grande fatalidade da vida, quando perdeu sua noiva  Julie   de uma hora pra outra, deixando-o numa terrível consternação e tornando-o amargurado em todos os sentidos. Desta forma, deixa de exercer a profissão que tanto ama, trabalhando apenas com a parte administrativa, elaborando todo projeto de aplicação de provas para os residentes. 

Ela, por sua vez, é uma garota de 24 anos, que saiu por exatos oito meses do seu país, ou seja, do Brasil, para cuidar do seu avô doente  e que, por fim, veio a falecer. Porém, quando voltou para o seu país, deu de cara com uma terrível traição, por parte do seu até então noivo, Daniel. Assim ela decide voltar para Vancouver, onde acaba por fixar moradia e onde também desempenha seu trabalho no RH do mesmo hospital em que se encontra Dr. Liam.

Eu reconheço que sou rude na maioria das vezes. É meu jeito de manter as pessoas e as emoções longe de mim. Eu gosto assim. E com Alice não foi diferente. (Livro: Minha Tentação, Pág:44)
SIM! Alice passa a estagiar como secretaria do Dr. Liam, e logo de cara fica estupefata com seu jeito ogro de ser, afinal, ele é provido de arrogância, além de ser extremamente ranzinza, entre tantos outros adjetivos que não o favorece. Ela, ao contrário dele, é uma garota pra cima e também sem papas na língua, o que a faz bater de frente com as grosserias do seu  até então  chefe. Contudo, no meio de tanta indiferença, surge, por ambas as partes, um real interesse...
Liam era tão ou mais quebrado do que eu. Não seria saudável me interessar por alguém como ele. Ele traz amargura no seu coração por um passado doloroso. Uma dor que ainda não conseguiu superar. (Livro: Minha Tentação, Pág.80)
Alice questiona-se sobre o passado e a dor de Liam. No entanto, seu passado e suas dores estão tão presentes quanto. Ela afastou-se dos pais (porém não vou dizer o porquê, pois é spoiler), e sempre que os mesmos a procuram (especialmente sua mãe), ela se desvencilha. Assim leva os dias, trabalhando, e (vez ou outra), distraindo-se em algum evento com sua amiga, que também é funcionária do hospital, chamada Tamara (ou Tamy para os mais chegados). Quanto a Liam, ele continua o carrancudo de sempre, às vezes tendo Scott  o amigo lindo e mais que descontraído ao lado (ainnn Scott  suspiros pra você). Assim, entre tapas e beijos, é ódio e desejo, é sonho é ternura... Ambos começam a se relacionar...
 Sabe, eu amei Julie. Éramos um bom casal. Mas, você... você é perfeita pra mim, Alice   afirmei com convicção e seus olhos suavizaram. Era a verdade. E algumas verdades precisavam ser ditas. Tudo parecia mais real quando deixávamos o nosso coração falar.   E o que eu sinto por você, é algo totalmente novo. Nunca amei ninguém, nem mesmo Julie, como eu amo você. (Livro: Minha Tentação, Pág.232)

Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers


Eu gostei muito do enredo, a autora soube construir uma trama bem envolvente de se ler, com cenas quentes, onde os personagens centrais vivenciam os dias sobrevivendo, e por um lampejo de lucidez, se permitem amar... Os antagonistas também são de suma importância  e houve um especial, ou seja, o Scott, por qual me apaixonei mais do que qualquer outro, pois além de lindo é divertido, características que não encontrei em Liam (confesso, às vezes ele me deixava doidinha com seu jeito ogro e seu costumeiro ciúmes). As cenas finas são bem instigantes, trazendo uma nova situação que, por ora, me fez perder o fôlego, imaginando o que outro personagem antagonista, ou seja, o Dr. Jackson (oponente de Liam) faria... Se agiria por vingança ou não. Aliás, no término da leitura, devido a uma nova constatação, fiquei instigada em ler uma possível continuação do meu personagem preferido, o Scott. S2 Por fim, uma trama onde as pelejas da vida vem à tona para conscientizar o quão devemos nos desgarrar de mágoas do passado. 


O enredo é narrado em primeira pessoa, por ambos protagonistas (em alguns casos até mesmo por alguns antagonistas), com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está com espaçamentos e fontes em excelente medida, e leva em cada início de capítulo uma imagem de um casal em seu momento íntimo, e nas outras páginas (no canto superior - a direita e à esquerda), há também um lindo coração estetoscópio e também um gatinho, que, por sinal, se refere ao gato de Alice na trama, ou seja, o Felpudo. Sua capa estampa um casal que, a meu ver, é Liam e Alice em um dos seus momentos íntimos. Para você que curte um romance com uma pitada hot e recheado de coração, eis uma ótima pedida. 



Livro: Minha Tentação
Autora: Mila Cris
Gênero: Romance/Hot
Editora: Tribo das Letras - Selo Métrica
Ano: 2015
Páginas: 376