8 de mar de 2017

↓↓↓ COMUNICADO IMPORTANTE ↓↓↓

Olá, amores!




Devido a problemas pessoais, estou sem internet por tempo indeterminado. E, por este motivo, o blog não será atualizado. Ainda assim estarei lendo novos livros para trazer mais resenhas, além de tantas outras coisas legais. Aos que sempre estão por aqui, peço um pouco de compreensão. No mais, agradeço a todos. Espero voltar EM BREVE!

Abraços literários,
Simone Pesci

8 de Março, Dia Internacional da Mulher

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento. 

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período. 

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas. 

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações. 

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz" - que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921. 

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas. 

"O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países", explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp). 

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

Hoje é Dia da Mulher. Ontem foi Dia da Mulher. Amanhã será Dia da Mulher. Enquanto houver dias. Enquanto houver mulheres. ★ Joaquim Pessoa ★

Texto via: Nova Escola

7 de mar de 2017

6 Passos Para Uma História Bem Contada

Eu encontrei esse gráfico com seis excelentes dicas para a criação de uma história bem contada  e, claro, achei super válido repostá-lo aqui. A propósito, fiquei feliz ao constatar que sigo todas as dicas (P.S: Se fica bem contada... Eu não sei - rs). Contudo, sempre procuro dar o melhor em meus textos. Agora confira os "6 Passos Para Uma História Bem Contada", por Eldes Saullo.



Artigo via: Eldes Saullo

4 de mar de 2017

[Divulgando/Lançamento]: O Que Resta de Mim — de Thais M. de Lima

Eu conheço a Thays M. de Lima através da plataforma facebook, e também por ela ser uma excelente blogueira literária. Eis que me deparo com essa belíssima surpresa... Ela publicou de forma  independente/digital , o seu primeiro livro, algo que me deixou muito curiosa, pois a Thays é uma leitora assídua, e isso me faz crer que "O que Resta de Mim - Flor de Lis", o primeiro livro de uma série, é uma apaixonante pedida. Além do mais, que capa divina é essa... S2 (P.S: Estou louca para conferir esse livro - rs). Portanto, deixarei abaixo a sinopse, uma breve apresentação em vídeo que editei  e, claro, o link para compra via Amazon.



Sinopse: Com a intenção de superar seus traumas, Gabriela deixou São Paulo para tentar um recomeço no Rio de Janeiro. Seu objetivo era apenas iniciar seus estudos em uma das maiores universidades da cidade e tocar sua vida de alguma forma. Guilherme é avesso a compromissos, mas nem sempre foi assim. Aos 12 anos ele fora tirado da vida que conhecia deixando para trás uma promessa não cumprida. Enquanto Gabriela quer ficar longe de encrenca, Guilherme é a definição de encrenca. Contudo, ele é único que consegue enxergar através de seus olhos. E isso a aterroriza, porque ela pensou ter deixado seu passado para trás, mas na verdade ele estava bem à sua frente. Quando o amor e um passado repleto de feridas andam juntos resta apenas uma escolha...


P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

✔ Para adquirir a obra em formato digital, clique AQUI.

Porque eu me chamo Simone...

(...) e meu sobrenome é intensidade!
Confira três textos  de minha autoria , já postados aqui no blog.
Bem-vindo(a)!



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“Viver é um rasgar-se e remendar-se”

Meus joelhos trazem marcas de uma infância bem vivida. Há o tombo da bicicleta na ladeira da igreja, o escorregão no barranco atrás da casa da vó, a queda brusca na travessia da rua de paralelepípedos do trabalho do pai. 

Olho para minhas cicatrizes e me lembro da dor que ficou lá atrás, junto com as histórias que desconstruí e voltei a escrever com uma caligrafia mais amadurecida. 

Tenho descoberto que, assim como Guimarães Rosa poetizou, “Viver é um rasgar-se e remendar-se”. Talvez ele já soubesse que a vida é feita de desconstruções e reconstruções, e que, ainda que nossas bainhas desfeitas nos causem tanta dor, outros arranjos serão possíveis no seu tempo, mostrando que jamais seremos os mesmos, mas isso também significa crescer. 

Estar “remendado” pela vida não nos torna mais tristes ou piores. Ao contrário, estar remendado quer dizer que evoluímos, que conseguimos lidar com nossos abismos e nos reerguemos, que ralamos a alma no chão de nossas aflições e nos tornamos mais fortes e corajosos. 

Algumas cicatrizes são imperceptíveis aos olhos, mas nem por isso doem menos. Porém, também trazem o tempo do amadurecimento, tempo em que a inconstância e a agitação da imaturidade dão lugar ao silêncio e à serenidade da calmaria. 

Viver é dar novo sentido ao que vamos nos tornando com o passar do tempo. Pois o que somos hoje não é o mesmo que ontem, e nem será o mesmo que amanhã. Nos descosturamos e remendamos incessantemente, fazendo novas escolhas, renunciando ao que não serve mais, viajando para um lugar diferente, assistindo a algum filme ou documentário interessante, lendo algum texto num livro antigo ou na internet, batendo papo com aquele amigo inteligente, experimentando um novo sabor, ouvindo uma boa música. 

Crescemos, nos despedimos, nos vestimos e nos despimos. É preciso ser feliz com aquilo que nos pertence, com a colcha de retalhos que nos tornamos, com as pontas descosturadas e as novas emendas que compõem nosso tecido. 

A gente muda e nosso mundo se transforma. É preciso reaprender a lidar com o que nos tornamos depois que somos descosturados. É preciso encontrar sentido nas novas realidades que agora fazem parte do nosso mundo e de nós mesmos. Aprender a conviver com a falta, com o silêncio, mas também com a chegada de novas alegrias e surpresas. 

Ainda me lembro dos tombos memoráveis da minha infância. Foram eles que me ensinaram a me resguardar do perigo e andar mais cuidadosa pela vida. Me rasgaram a pele, sangraram e causaram dor. Hoje são só sinais de um tempo bom que não existe mais. Cresci, acumulei conhecimento e alguma serenidade, e hoje tento passar ao meu filho um vestígio da minha experiência. Porém, sei que antes ele precisará rasgar-se e descosturar-se para então reconhecer seu espaço e seu caminho. 

Ninguém pode nos poupar do que está reservado para nós. As pedras, desafios e alegrias de nosso caminho são só nossos, e os remendos adquiridos no decorrer do tempo, também…


Por: Fabíola Simões

[Dicas de leitura]: Livros com Vampiros

Já faz algum tempo que eu não trago um "Dicas de leitura", não é mesmo? Pois bem, hoje apresento cinco dicas nacionais bem legais, todas  digamos assim  vampirísticas. Se você curte esse cenário sobrenatural, vem junto conferir. o/ Bem-vindos!


(clique na imagem para maior resolução)

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3 de mar de 2017

[Quote]: Dezesseis, A Estrada da Morte

Que tal conferir mais um quote de "Dezesseis, A Estrada da Morte"?!


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Bye, bye, bye Johnny 
Johnny, bye, bye 
Bye, bye Johnny

2 de mar de 2017

[Blog]: Atualizações

Olá, lovers!

Para facilitar, deixarei abaixo os links com quatro novas atualizações aqui no blog, ou seja, um texto de reflexão, outro texto extraído de um livro da autora Sherrylin Kenyon, além de duas resenhas nacionais, sendo uma de um conto e a outra de um livro. Bem-vindos!


(clique em cima da imagem para maior resolução)

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[Falando em]: Fui apenas o teu anjo — de J.O Brook & L. B. Brook

Eu baixei esse livro de graça, em formato e-book, e fui dar uma espiadinha no texto. Dificilmente eu leio livro em formato e-book. Tal qual minha surpresa ao me ver envolvida com o enredo e, por fim, trazer essa resenha. Confira a sinopse, book trailer e resenha de "Fui apenas o teu anjo", escrito por J. O. Brook & L. B. Brook, uma publicação da editora Dream Books.


Sinopse: Os sonhos nem sempre chegam da forma que pensamos. A vida transformou Caroline numa mulher poderosa e amarga, conhecida no mundo dos negócios como "Rainha do Gelo" ou "Frozen". Angel, alguém que passou na terra para apenas cumprir uma missão e deixar um milagre. Richard, um homem que entendeu e lutou por realizar o milagre e Mary, um ser especial capaz de mudar a vida de todos... E você acredita em milagres? Já viveu algum? Nunca se esqueça que pessoas passam na nossa vida apenas para deixar saudades e milagres! 




"Porque até mesmo na dor, há de se ter um anjo"





Uma grata surpresa! 

Caroline Stuart é uma garota de treze anos que mora em Newport, e apesar de seus cabelos loiros e olhos azuis, ela não é a mais popular da escola. Enquanto a maioria das garotas prezam por maquiagens, entre outras coisas, ela gosta de ler e ficar na dela, sonhando com os personagens literários e ansiando por ter uma linda história de amor. Sendo assim, passa a maior parte do tempo só. A mãe falecera no parto, deixando ela aos cuidados do pai, um rigoroso militar, e também de sua avó paterna. 
 É horrível o primeiro dia de escola, não conhecemos ninguém e todos nos olham como se fôssemos alienígenas!  declarou Angel, desabafando com a colega. Quando olhou para a mesa de Caroline viu um livro.  Eu não acredito! Você está lendo esse romance? (Livro: Fui apenas o teu anjo, Pág. 2) 
Eis que ela conhece Angel, uma garota da mesma idade, que passa a estudar na mesma classe que ela, tornando-as amigas inseparáveis. Contudo, algo inesperado acontece, fazendo com que Caroline enfrente um processo cirúrgico de urgência, cessando um de sonhos, ou seja, em ser mãe. 
Quando Caroline olhou para Angel, a encontrou chorando. Tinha esperança de que sua melhor amiga dissesse que tudo aquilo era mentira. Angel, ao perceber o desespero de Caroline, segurou o rosto da amiga e disse: 
  Você vai ser mãe, eu prometo! (Livro: Fui apenas o teu anjo, Pág.8) 

Os anos passaram e Angel casou-se com Richard, um arquiteto. Ela ficou grávida, porém falecera no parto, deixando o marido e sua pequena filha, Mary. Richard, mesmo abalado, segue as coordenadas que Angel deixara, especialmente para o primeiro aniversário da filha. E, ainda na comemoração, ele se depara com uma visão que o deixa estupefato, avistando uma mulher parecida com sua falecida esposa, inclusive com um vestido idêntico ao de Angel. 
Era como se ele estivesse novamente diante da mulher, apenas alguns traços eram diferentes. Mas aquela estranha lhe era familiar de alguma forma. Sem entender e sem conseguir deixar de olhar direto nos olhos da moça, estendeu a mão para cumprimentá-la. (Livro: Fui apenas o teu anjo, Pág.10) 
Caroline afastara-se por anos, nem ao menos comparecendo no casamento da amiga. Ela se tornara uma das executivas mais importantes de um grande grupo americano. Apelidada por todos como  Frozen, A Rainha do Gelo , tornou-se amarga, fria e impiedosa. Agora ela mora em Nova York. Contudo, a pedido de um e-mail programado antes mesmo da tragédia e enviado por Angel, comparece no primeiro aniversário de Mary. Agora cesso os meus comentários para não soltar mais spoilers.

Eis uma grata surpresa ao ler essa história, pois ela me envolveu desde o início, fazendo-me concluí-la em questão de horas. Afinal, trata-se de um e-book de 150 páginas, e os autores criaram uma trama dramática, porém com um "que" de  digamos assim  espiritualidade e sobrenatural, algo que gosto muito. Achei o enredo muito fofo, e, de certa forma, ele me lembrou muito a obra de Cecelia Ahern, ou seja, P.S.  Eu Te Amo, claro que com um conteúdo diferenciado. Eu me vi envolvida com todo o contexto e personagens, e apesar de ser previsível, deixou-me transbordando em sentimentos adversos. 

A proposta da trama é linda, mostrando ao leitor que sempre há de se ter esperança, e o que parece ser improvável, pode tornar-se provável. Afinal, para alguns o amor vem de forma fácil, e para outros cheio de sofrimento e dor. O caminho de Caroline e Richard (por um tempo), foi permeado em dor. Porém, devido a uma ajudinha lá do céu, tudo foi entrando nos eixos. No final houve um acontecimento (uma cena em específico), que me deixou muito emocionada, além de ficar uma brecha em aberto, acredito que para uma possível continuação. Se eu gostei? SIM! EU GOSTEI! Por fim, eu indico a obra para amantes de um enredo suave, dramático e romântico.

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com fontes e espaçamentos em bom tamanho; e a capa é linda, estampando as asas daquela que salvara a todos. 


Livro: Fui apenas o teu anjo (formato e-book)
Autores: J.O Brook & L. B. Brook
Gênero: Romance/Drama
Editora: Dream Books
Páginas: 150
Ano: 2016

[Falando em]: Lágrimas no Paraíso — de Gisele Souza

Eu baixei esse conto pela Amazon (em formato e-book), quando estava de graça, e só agora me enveredei em suas páginas. A propósito, eis uma belíssima surpresa. Trata-se de um conto que li em poucos minutos e me fez emocionar, afinal, eu e a minha família já passamos por isso, é claro que com um final feliz, pois estou aqui para testemunhar. Esse conto foi escrito pela autora Gisele Souza, uma pessoa que gosto muito e que conheci em 2014, na Bienal. Confira agora a breve sinopse e o meu parecer de "Lágrimas no Paraíso", um conto onde uma mãe com o coração estilhaçado se expressa em palavras, diante da dor ao perder o seu filho para o câncer.



Sinopse: Uma promessa a ser cumprida através de uma carta repleta de saudades de uma mãe para um filho. 





"Porque nem mesmo a ausência apaga um verdadeiro amor" 

Um conto de quebrar o coração!

Como se trata de um conto bem curtinho, deixarei abaixo três quotes e darei o meu breve parecer. O conto se inicia com uma mãe relatando em detalhes a dilacerante experiência ao perder o filho, Eric, de nove anos para o câncer.
Acho que para uma mãe não existe dor maior que a perda de um filho. Dilacera por dentro não sobrando quase nada. E isso sem prazo para acabar.
Seu pai esteve aqui noite passada para me ver, mas não consegui abrir a porta. Ele me lembra demais de você. Apesar de não querer nunca te esquecer, ter uma cópia sua crescida e saudável me trazem sentimentos que eu não quero sentir.
Sorri e balbuciei uma oração esperando que chegasse até ele: "Eu te amo, meu anjinho". Virei-me e fui para o quarto tomar um banho, tinha uma promessa a cumprir. 
Me expressar sobre esse assunto é um tanto difícil, pois como já disse, eu e a minha família passamos por isso. Em verdade, vi muitos amigos não terem a mesma chance que eu tive. Eu me sinto sinto abençoada, mas por vezes me questiono: "Por que eles não tiveram essa mesma chance?". Depois de muito tempo percebi que não há o que questionar com a vida... ou com Deus... ou seja lá com o quê. Alegrias e tristezas fazem parte da nossa estrada, e não cabe a nós questionar o que nos é destinado. 

Apesar deste conto ser bem curtinho, pude senti-lo em grandeza e verdade, lembrando-me de muitos detalhes do passado, e, por vezes, tive flashes de como minha mãe (assim como toda a minha família), se sentiu na época. O medo de não me ter mais ao lado permeava. Eu não sou mãe, mas imagino que uma das perdas maiores deve ser a de um filho. E a Gisele conseguiu transpor em palavras verossímeis um relato ficcional. Se eu gostei? SIM, EU GOSTEI!  E mega indico para quem curte uma leitura rápida e dramática. o/

O enredo é narrado em primeira pessoa, com uma narrativa de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com fontes e espaçamentos em bom tamanho; e a capa é linda, estampando uma mãe dilacerada em busca de um acalento para o coração.


Conto: Lágrimas no Paraíso
Autora: Gisele Souza
Publicação independente - Via Amazon
Páginas: 6
Ano: 2015

1 de mar de 2017

↓↓↓ Uma antiga lenda grega ↓↓↓

Dotado de suprema força e coragem inigualável, ele era abençoado pelos deuses, temido pelos mortais e desejado por todas as mulheres que o viam. Era um homem que não conhecia leis, que não demonstrava clemência.

Sua habilidade em batalha e seu elevado intelecto se igualavam aos dotes de Aquiles, Odisseu e Héracles. E estava escrito que nem mesmo o poderoso Ares seria capaz de derrotá-lo nas armas.

Como se a dádiva do potente deus da guerra não fosse suficiente, era dito também que, em seu nascimento, a deusa Afrodite beijou-o no rosto, assegurando para sempre seu lugar na memória dos mortais.

Abençoado pelo toque divino de Afrodite, ele se transformou em um homem a quem nenhuma mulher podia recusar o corpo, pois, no que se referia à arte do amor, ninguém se igualava a ele  seu vigor superava em muito o de qualquer simples mortal. Seus desejos eram ardentes e selvagens, e ele nunca poderia ser domado.

Ou rejeitado.

Com pele e cabelos dourados flamejantes de um guerreiro, era dito que, muitas vezes, apenas sua presença bastava para satisfazer as mulheres. Uma vez tocadas por sua mão, elas ficariam cegas de prazer. 

Ninguém resistia aos seus encantos.

E então da inveja veio a maldição, que nunca poderá ser quebrada. Como o pobre Tântalo, é sua sina buscar eternamente por satisfação, e nunca encontrá-la. Ansiar pelo toque de quem o evocar, para proporcionar-lhe  prazer absoluto e saciedade.

De lua cheia a lua cheia, ele se deitará com ela, fará amor com ela, até que, mais uma vez, seja expulso deste mundo.

Mas deve-se ter cuidado porque, uma vez que seu toque é sentido, fica marcado na memória da amante. Nenhum outro homem a satisfará novamente, pois nenhum mero mortal pode se comparar a um ser de tamanha beleza, ardor e intrépida sensualidade.

O amaldiçoado.

Julian de Macedônia.

Abrace-o junto ao peito e chame-o três vezes, à meia-noite, sob a luz da lua cheia. Dessa forma, ele irá até você, e o corpo dele estará sob seu comando até o próximo ciclo da lua cheia.

O único objetivo dele será satisfazê-la, servi-la.

Saboreá-la.

Nos braços dele, você conhecerá o verdadeiro paraíso.


[Texto extraído do livro]:  Amante da Fantasia, de Sherrilyn Kenyon

A borboleta...

O renascimento para a psicanálise moderna;

No cristianismo representa e simboliza a ressurreição; 

Na mitologia grega, a personificação da alma é representada por uma mulher com asas de borboleta;

Para os astecas e os maias, a borboleta simbolizava o deus do fogo e simbolizava a alma ou o sopro vital que escapa da boca de quem está morrendo;

Na mitologia irlandesa, simboliza a alma liberta de seu invólucro carnal, da mesma maneira que na simbologia cristã;

No Feng Shui, o uso de borboletas é considerado o mesmo que o uso simbólico de pássaros, estão a voar livremente, e isto comunica com o desejo humano de uma vida livre e feliz perto Paraíso;

Seja transformação, felicidade, a beleza, a inconstância, a efemeridade da natureza e da renovação, SEJA LEVE, RENOVE-SE E TRANSFORME-SE.