26 de abr. de 2020

#FIQUEEMCASA

Eu encontrei esse texto no perfil de uma amiga do facebook, e, claro, não poderia deixar de postá-lo aqui... Afinal de contas, o que vale é a mensagem de suma importância que ele carrega, num momento caótico como o que estamos passando, com essa pandemia da Covid-19. A ideia não é acionar o gatilho de sentimentos ruins, mas SIM alertá-los para que a doença não chegue até você. Confira o texto abaixo:



Você terá febre. Muita febre. A febre mais alta que já alguma vez sentiu. Não vai parecer a gripe comum que todos já sentimos. 

Você vai respirar pouco e com dificuldade, como se eles tivessem colocado um adesivo no nariz e depois tivessem feito um buraco com um alfinete. 

Você vai tentar encher os pulmões. Você vai inspirar fortemente, mas sentirá que ainda está com falta de ar. E isso vai te assustar. 

Você vai tossir muito. Tanto que você vai se cansar até quase desmaiar. Você sentirá como se tivesse percorrido 10 quilômetros. E isso será a cada segundo que você está aqui na UTI. 

Toda vez que tossir, seu peito, braços, olhos, costas, dedos das mãos e dos pés vão doer muito. 

Você vai tentar pegar ar através do buraco no adesivo que eu já lhe disse, e você não conseguirá. 

Você vai respirar cada vez mais rápido, e isso vai encher suas veias com essa porcaria chamada dióxido de carbono, que é algo que pode matar você. 

Então, vou colocar um tubinho no seu nariz para fornecer oxigênio que seus pulmões não podem fabricar. Esse tubinho vai arregaçar a entrada dos dois orifícios onde você respira, e isso vai doer ainda mais. 

E se você não conseguir superar isso, um médico irá colocar alguns tubos de meia polegada na garganta, através dos brônquios e nos pulmões. Isso é chamado de respirador artificial ou ventilador. É muito desconfortável e, além disso, você não pode falar nem comer, pois seu estômago será alimentado por uma sonda gástrica, um tubo por onde virá a sua "refeição" 

Os médicos e enfermeiros que cuidam de você o farão o mais rápido possível, lembra que eles também têm familiares, maridos, filhos esperando por eles em casa e também têm medo de serem infectados. 

Você estará sozinho em uma sala fechada. 

Você não pode ter alguém lá, porque vai deixá-lo doente da mesma maldição que está matando você. 

Você vai se sentir tão mal, tão sozinho, que isso vai deixá-lo ansioso e com medo de morrer. Você vai ficar deprimido. Isso piorará seus sintomas, tosse e falta de ar. 

E É QUANDO VOCÊ ENTENDERÁ POR QUE ELES DIZIAM: 


#FIQUEEMCASA

23 de abr. de 2020

“Milagre na Cela 7”, um filme que toca o coração e explora nossas emoções mais verdadeiras

O longa é um drama que conta com a direção de Mehmet Ada Öztekin e é um remake de uma comédia sul-coreana de mesmo nome, de 2013, no entanto, a versão turca apela muito mais para as emoções e consegue impactar quase todos os telespectadores. 

O enredo do filme gira em torno de Memo, um homem com deficiência intelectual que é acusado de matar a filha de um policial, crime que não cometeu. Sua prisão o faz separar-se de sua filha Ova, da qual cuida, e essa distância o faz buscar uma maneira de provar sua inocência, mesmo com todas as limitações que possui. 

Memo conta com a ajuda de seus companheiros de cela para conseguir ser inocentado e reencontrar Ova. No entanto, o filme é muito mais do que a própria história, ele nos faz mergulhar em nossas emoções mais profundas, e não economiza nas cenas emocionantes, que nos fazem derramar lágrimas verdadeiras. 

“Milagre na Cela 7” nos mostra que, assim como a maldade está entre as mais diversas pessoas, o bem também pode ser encontrado mesmo nos corações mais improváveis, e que devemos pensar muito bem antes de julgar uma pessoa sem nenhum conhecimento. 

É difícil explicar em palavras tudo o que sentimos ao acompanhar a jornada de Memo. Esse é um filme que você tem de assistir para compreender, é uma experiência emocional que deve ser vivida sem nenhuma informação previamente conhecida. Apesar de a história não ser baseada na realidade, sentimos uma conexão tão profunda com os personagens, que é como se eles fizessem parte de nossa vida. 

Nesse momento difícil por que estamos passando, um filme como “Milagre na Cela 7” nos mostra a importância de não abandonarmos a esperança e lutarmos por aqueles que amamos. Não daremos mais detalhes do filme para não diminuir o impacto da sua experiência, mas não deixe de vê-lo. Ele realmente toca o coração e faz você descobrir um novo lado de suas emoções. Confira abaixo o trailer:




[Artigo via]: O Segredo

21 de abr. de 2020

[Falando em]: Asylum — de Madeleine Roux

Pois bem, sou daquelas que se interessa por um livro ao ver sua capa. E foi exatamente o que aconteceu aqui, com essa capa instigante e que me fez tremer na base. A propósito, eu baixei o e-book gratuitamente. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "Asylum", obra da autora Madeleine Roux, uma publicação da V&R — Plataforma 21. 


Sinopse: "A loucura é algo relativo. Depende muito do lado da grade em que a pessoa está." Ao entrar pela primeira vez na New Hampshire College, Dan Crawford não tem ideia de que viverá neste lugar as cinco semanas mais intensas de sua vida. Como os alojamento estavam em reforma, os alunos estão instalados na ala desativada de um sanatório. Quando Dan e seus amigos, Abby e Jordan, começam a explorar os corredores e o sótão, descobrem que aquele edifício não era um instituto para doentes mentais comuns, pois por ali passaram psicopatas, homicidas; gente extremamente perigosa. No entanto, a presença dos três ali não é obra de um mero acaso, pois o asilo é a chave para um passado terrível e segredos que se recusam a ficar enterrados. Com fotos e cartas ilustrativas, Asylum é um suspense arrepiante e diferente de tudo o que você já leu. Uma história de terror na fronteira entre a genialidade e a loucura.


"Porque há de estar entre a genialidade e a loucura..." 

Um bom entretenimento!

Daniel Crawford (mais conhecido como Dan) tem dezesseis anos, é filho adotivo de Paul e Sandy, e acabara de chegar no New Hampshire College, a fim de fazer um curso preparatório de verão. Mas como o colégio está em reforma, os alunos são direcionados para Brookline, um antigo manicômio desativado. 
Por outro lado, sentia como se estivesse abrindo uma caixa de Pandora — as possibilidades proporcionadas por uma incursão ao velho hospital pareciam atraentes demais para ser deixadas de lado. Além disso, no fundo Dan estava louco para saber se existiam mais fotos como aquela que encontrara em seu quarto. (Livro: Asylum, Capítulo 3)
(clique na imagem para maior resolução)

Felix (seu amigo de quarto), o instiga para fazer uma incursão em uma das alas do velho recinto, o que Dan aceita de imediato. E junto de seus novos amigos, Abby e Jordan, eles se arriscam a descobrir obscuridades daquele antigo manicômio. 

“A loucura é algo relativo. Depende muito do lado da grade em que a pessoa está.” 
Dan se virou para o lado e olhou para o relógio. Caso sua luta fosse mesmo contra sua loucura, ele sentia que estava perdendo. Ou talvez já estivesse definitivamente derrotado. (Livro: Asylum, Capítulo 29)

Entre incursões e pesquisas, Dan, Abby e Jordan se deparam com um assassinato no local, além de outros contratempos que os instigam e, também, os amedrontam. Dan acaba sendo um dos suspeitos, ele se vê perdido em subterfúgios da sua própria mente, afinal, ele perece de um distúrbio dissociativo moderado, o que o faz ficar desorientado em devaneios, deixando-o à mercê do irreal/real.
Mas ele precisava tentar. Precisava saber se estava louco, possuído ou se era vítima de um intricado esquema de incriminação, cuja única razão de ser era sua possível relação de parentesco com o diretor Crawford. (Livro: Asylum, Capítulo 32)
Agora cesso os meus comentários para não soltar mais spoilers.

Como eu disse no início, assim que vi a capa deste livro me interessei: pensei que fosse me encontrar em páginas para lá de sinistras, adornada em terror, e o que encontrei foi totalmente ao contrário, ou seja, um enredo teen, com um plot previsível. 

ASYLUM é um bom entretenimento, com personagens na medida certa e mistérios a serem descobertos. Eu, particularmente, esperava outro tipo de enredo, pois pela capa, nome e sinopse, imaginava que fosse me encontrar em páginas assombradas, com um "quê" de terror reverberando o conteúdo. Mas a verdade é que a trama é — digamos assim — bem juvenil, com adolescentes que se parecem com investigadores. Apesar de tudo, a autora tem uma escrita excelente e sabe construir uma boa trama, o que pontualiza de forma positiva para quem está a procura de um bom entretenimento. Eu esperava mais do final, confesso que fiquei um tanto decepcionada e sem vontade de ler a continuação. Por fim, era pra ser "o livro", mas tornou-se "a historinha". Lembrando que essa é a minha opinião, e o que não foi tão bom para mim, pode ser bom para você. 

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está perfeita (em formato digital), levando consigo algumas imagens, o que só tem a agregar a leitura; e a capa, a meu ver, é assustadora.  


Livro: Asylum (Livro1)
Autora: Madeleine Roux
Gênero: Suspense
Editora: V&R — Plataforma 21
Ano: 2014
Páginas: 336

17 de abr. de 2020

"Kafka, a menina e sua boneca"

Aos 40 anos, Franz Kafka (1883-1924) que nunca se casou e não tinha filhos, passeava pelo parque de Berlim quando conheceu uma jovem que chorava porque tinha perdido sua boneca favorita. Ela e Kafka procuraram a boneca sem sucesso. Kafka disse-lhe para se encontrar lá no dia seguinte e eles voltariam atrás dela. 

No dia seguinte, quando ainda não encontraram a boneca, Kafka deu à garota uma carta "escrita" pela boneca que dizia: 

"Por favor, não chores. Fiz uma viagem para ver o mundo. Vou te escrever sobre as minhas aventuras." 

Então começou uma história que continuou até o fim da vida de Kafka. 

Durante os encontros, Kafka leu as cartas da boneca cuidadosamente escritas com aventuras e conversas que a garota achava adoráveis. Finalmente, Kafka trouxe-lhe a boneca (comprou uma) que tinha voltado a Berlim. 

"Não se parece nada com a minha boneca", disse a garota. 

Kafka entregou-lhe outra carta em que a boneca escrevia: 

"Minhas viagens, mudaram-me." 

A garota abraçou a nova boneca e trouxe-a toda feliz para casa. Um ano depois, Kafka morreu. 

Muitos anos depois, a garota adulta encontrou uma cartinha dentro da boneca. Na pequena carta assinada por Kafka, dizia: 

"Tudo o que você ama provavelmente será perdido, mas no final o amor voltará de outra forma." 

[Texto via]: Facebook

Análise de Como Eu Quero, do Kid Abelha, uma falsa canção de amor

Eita! E olha que eu sempre pensei ser uma canção de amor... Escrevi até um conto sobre ela na minha antologia de contos inspirados em canções: "Contando a Canção" (para adquirir o e-book, clique AQUI). Agora confira essa análise:



Uh! Eu quero você como eu quero! Ah, Kid Abelha, quantas festas não foram embaladas por essa música, hein? Quem nunca cantou esses versos no karaokê que atire a primeira pedra! 😂 

Formada em 1982, a banda era conhecida até 1986 como Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, liderados por Leoni e Paula Toller.

Eles se conheceram na PUC-Rio, começaram a namorar, e logo Paula passou a frequentar os ensaios da banda de Leoni. Apesar da timidez, aos poucos ela começou a cantar.

O primeiro disco, Seu Espião, veio em 1984 e, para surpresa de todos, foi Como Eu Quero, uma das canções do lado B do disco, que impulsionou o Kid Abelha para a fama estrondosa. Muita gente canta e cantou por décadas achando que era uma linda canção de amor, mas não é bem assim.

A canção é cheia de ambiguidades e acaba causando dúvidas mesmo. Vem descobrir tudo isso!

A história por trás da música Como Eu Quero 

Como Eu Quero foi escrita por Paula Toller e por Leoni e lançada em 1984 sem grandes pretensões. Contudo, a canção estourou em todo o Brasil e projetou o Kid Abelha para todas as paradas nacionais.

O que muitos não sabem é que a letra foi baseada em uma história real, inspirada na namorada de um dos ex-integrantes do Kid Abelha, Carlos Beni Borja, na época baterista da banda.

O próprio Beni comentou em uma entrevista que a música era uma forma de expressar a preocupação dos amigos Paula e Leoni, que notaram que Beni estava sendo manipulado pela namorada. Ele afirma, inclusive, que ela fez pressão para que ele saísse da banda.

E daí podemos compreender o real significado da canção Como Eu Quero, que conta, na realidade, sobre uma relação um tanto manipuladora, já que a mulher idealiza uma mudança na personalidade e no jeito de ser do namorado.

Muitos caíram na pegadinha de achar que a letra era uma linda composição sobre o amor, mas a verdade é que a personagem deseja que o namorado se torne uma pessoa séria e abandone a vida que está levando.

Vem entender melhor todos esse detalhes!

Análise da música Como Eu Quero, do Kid Abelha 

Vem ouvir a canção enquanto acompanha a análise verso a verso de Como Eu Quero!




Diz pra eu ficar muda 
Faz cara de mistério 
Tira essa bermuda 
Que eu quero você sério 

Na primeira parte da canção, observamos a fala de uma mulher se posicionando a respeito de como o seu companheiro age. No verso diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério, podemos pensar que a canção irá falar sobre um personagem masculino abusivo e que não dá voz à sua companheira, mas é exatamente o contrário disso.