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23 de abr. de 2020

“Milagre na Cela 7”, um filme que toca o coração e explora nossas emoções mais verdadeiras

O longa é um drama que conta com a direção de Mehmet Ada Öztekin e é um remake de uma comédia sul-coreana de mesmo nome, de 2013, no entanto, a versão turca apela muito mais para as emoções e consegue impactar quase todos os telespectadores. 

O enredo do filme gira em torno de Memo, um homem com deficiência intelectual que é acusado de matar a filha de um policial, crime que não cometeu. Sua prisão o faz separar-se de sua filha Ova, da qual cuida, e essa distância o faz buscar uma maneira de provar sua inocência, mesmo com todas as limitações que possui. 

Memo conta com a ajuda de seus companheiros de cela para conseguir ser inocentado e reencontrar Ova. No entanto, o filme é muito mais do que a própria história, ele nos faz mergulhar em nossas emoções mais profundas, e não economiza nas cenas emocionantes, que nos fazem derramar lágrimas verdadeiras. 

“Milagre na Cela 7” nos mostra que, assim como a maldade está entre as mais diversas pessoas, o bem também pode ser encontrado mesmo nos corações mais improváveis, e que devemos pensar muito bem antes de julgar uma pessoa sem nenhum conhecimento. 

É difícil explicar em palavras tudo o que sentimos ao acompanhar a jornada de Memo. Esse é um filme que você tem de assistir para compreender, é uma experiência emocional que deve ser vivida sem nenhuma informação previamente conhecida. Apesar de a história não ser baseada na realidade, sentimos uma conexão tão profunda com os personagens, que é como se eles fizessem parte de nossa vida. 

Nesse momento difícil por que estamos passando, um filme como “Milagre na Cela 7” nos mostra a importância de não abandonarmos a esperança e lutarmos por aqueles que amamos. Não daremos mais detalhes do filme para não diminuir o impacto da sua experiência, mas não deixe de vê-lo. Ele realmente toca o coração e faz você descobrir um novo lado de suas emoções. Confira abaixo o trailer:




[Artigo via]: O Segredo

17 de abr. de 2020

Análise de Como Eu Quero, do Kid Abelha, uma falsa canção de amor

Eita! E olha que eu sempre pensei ser uma canção de amor... Escrevi até um conto sobre ela na minha antologia de contos inspirados em canções: "Contando a Canção" (para adquirir o e-book, clique AQUI). Agora confira essa análise:



Uh! Eu quero você como eu quero! Ah, Kid Abelha, quantas festas não foram embaladas por essa música, hein? Quem nunca cantou esses versos no karaokê que atire a primeira pedra! 😂 

Formada em 1982, a banda era conhecida até 1986 como Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, liderados por Leoni e Paula Toller.

Eles se conheceram na PUC-Rio, começaram a namorar, e logo Paula passou a frequentar os ensaios da banda de Leoni. Apesar da timidez, aos poucos ela começou a cantar.

O primeiro disco, Seu Espião, veio em 1984 e, para surpresa de todos, foi Como Eu Quero, uma das canções do lado B do disco, que impulsionou o Kid Abelha para a fama estrondosa. Muita gente canta e cantou por décadas achando que era uma linda canção de amor, mas não é bem assim.

A canção é cheia de ambiguidades e acaba causando dúvidas mesmo. Vem descobrir tudo isso!

A história por trás da música Como Eu Quero 

Como Eu Quero foi escrita por Paula Toller e por Leoni e lançada em 1984 sem grandes pretensões. Contudo, a canção estourou em todo o Brasil e projetou o Kid Abelha para todas as paradas nacionais.

O que muitos não sabem é que a letra foi baseada em uma história real, inspirada na namorada de um dos ex-integrantes do Kid Abelha, Carlos Beni Borja, na época baterista da banda.

O próprio Beni comentou em uma entrevista que a música era uma forma de expressar a preocupação dos amigos Paula e Leoni, que notaram que Beni estava sendo manipulado pela namorada. Ele afirma, inclusive, que ela fez pressão para que ele saísse da banda.

E daí podemos compreender o real significado da canção Como Eu Quero, que conta, na realidade, sobre uma relação um tanto manipuladora, já que a mulher idealiza uma mudança na personalidade e no jeito de ser do namorado.

Muitos caíram na pegadinha de achar que a letra era uma linda composição sobre o amor, mas a verdade é que a personagem deseja que o namorado se torne uma pessoa séria e abandone a vida que está levando.

Vem entender melhor todos esse detalhes!

Análise da música Como Eu Quero, do Kid Abelha 

Vem ouvir a canção enquanto acompanha a análise verso a verso de Como Eu Quero!




Diz pra eu ficar muda 
Faz cara de mistério 
Tira essa bermuda 
Que eu quero você sério 

Na primeira parte da canção, observamos a fala de uma mulher se posicionando a respeito de como o seu companheiro age. No verso diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério, podemos pensar que a canção irá falar sobre um personagem masculino abusivo e que não dá voz à sua companheira, mas é exatamente o contrário disso.

15 de dez. de 2019

6 motivos para ver a série “45 rpm”, da Netflix

Eu maratonei essa série e fiquei perdidamente apaixonada, com apenas 1 temporada e 13 episódios ela nos leva ao cenário musical e político dos anos 60, com muito romance, música e, claro, drama. Eu. Mega. Indico. Essa. Fofura. E por esse motivo, ao encontrar esse artigo falando sobre a mesma na internet, resolvi repostá-lo aqui. Confiram:



A nova série da Netflix, “45 rpm”, é um prato cheio para quem ama um drama que passeia pela comédia, ambientado nos anos 60. Os episódios, coloridos, envolventes e super interessantes, nos fazem mergulhar em questões a respeito de relacionamentos, permeada pelo glamour da Madri na época. 

O Guia da Semana assistiu à produção e lista agora os motivos pelos quais você também deveria acompanhar; Confira: 

ENREDO
45 rpm - em espanhol "45 revoluciones" - é uma série dramática espanhola, criada por Ramón Campos e Gema R. Neira e estrelada por Carlos Cuevas, Guiomar Puerta e Iván Marcos. O enredo gira em torno do estabelecimento de uma gravadora na década de 60 e das pessoas envolvidas dentro da complexa indústria musical.

MÚSICA E POLÍTICA 
Interessante e envolvente, a série percorre a cena musical e política quando segue Guillermo, um produtor que mesmo durante o Regime Franco acredita que vale a pena explorar o universo do rock e estilos que incomodam o governo. Assim, os episódios mostram jovens que se revoltaram frente a ditadura imposta na época. Assim, os episódios são repletos de músicas e cenas bem construídas e impactantes.

EPISÓDIOS E DIREÇÃO
A série é dirigida por Ramón Campos, conhecido por títulos como “As Telefonistas” e “Gran Hotel”; e tem 13 episódios, com uma média de duração de 50 minutos cada.

CONTEXTO ESPANHOL
A década de 60 foi extremamente marcante e efervescente para o cenário musical. Bandas como Beatles e Rolling Stones conquistavam o mundo e o rock cumpria com maestria o dever de contestar questões políticas e sociais. Ao mesmo tempo, a Espanha vivia sob o autoritário governo de Francisco Franco; período em que a liberdade e os direitos foram violados sob a imposição de uma ditadura severa.

[Artigo via]: Guia da Semana

27 de jul. de 2019

Final de temporada de Sob Pressão reafirma a grandiosidade da série

O último episódio da terceira temporada de Sob Pressão, que a Globo exibiu nesta noite (25), deixou bem clara a intenção de encerrar a série. Foi mais um episódio cheio de ritmo, emoção e reviravoltas, que culminou num final feliz e, aparentemente, definitivo. No entanto, notícias dão conta de que a emissora voltou atrás e fará um quarto ano da série. Os roteiristas, então, terão um novo desafio para criarem novas tramas a partir do desfecho romântico exibido. 

Mas, sem dúvidas, será um desafio que tirarão de letra. O que não faltou neste terceiro ano de Sob Pressão foram boas ideias, que fizeram da série o melhor produto televisivo nacional da atual safra. A trama de Jorge Furtado e Andrucha Waddington foi ainda mais fundo na questão da problemática saúde pública brasileira. No entanto, o grande acerto da terceira temporada foi o aprofundamento dos personagens e seus dramas pessoais.  

Sob Pressão jogou ainda mais luz sobre os dramas de Evandro (Julio Andrade) e Carolina (Marjorie Estiano). Após um complicado relacionamento inicial, os médicos finalmente acertaram os ponteiros na relação. Ou quase. A discussão sobre ter ou não filhos, a gravidez de Carolina (e seu desfecho trágico) e a recaída de Evandro em seu vício foram alguns dos elementos que minaram o casamento dos protagonistas. Assim, os dois tiveram suas feridas expostas, lidando com uma realidade dramática. Uma realidade que foi ampliada dentro do cotidiano do Hospital São Tomé Apóstolo, que trouxe novos e impressionantes casos. 

Felizes para sempre 
O episódio final da terceira temporada de Sob Pressão resumiu bem o que foi toda a safra. Com maestria, o capítulo fez novas e contundentes colocações sobre o sistema médico, político e social do Brasil. Deste modo, houve espaço para denunciar a violência no trânsito e o perigo de se armar a população. Em tempos escuros como o atual, trata-se de uma discussão oportuna, pra não dizer urgente. 

Além disso, o fim da temporada promoveu o reencontro entre Evandro e Carolina, desta vez atuando no Médicos Sem Fronteiras, numa região remota do país. Ou seja, Sob Pressão foi encerrada com uma mensagem otimista sobre o acesso da população menos assistida à saúde pública de qualidade. Foi uma ponta de esperança e, também, uma nova denúncia. Afinal, a falta de acesso à saúde é um problema sério do Brasil. 

Elenco de primeira e episódios memoráveis 
Sob Pressão também chamou a atenção pela qualidade de seu elenco. Marjorie Estiano e Julio Andrade já estão completamente familiarizados com seus protagonistas e ganharam ainda mais segurança em cena. Marjorie, aliás, melhorou a cada episódio, levando Carolina a níveis inimagináveis. Participações marcantes, como Drica Moraes (Vera), Joana Fomm (Madre Superiora) e Ana Flavia Cavalcanti (Diana) também merecem menção. 

Além disso, Sob Pressão acerta com uma direção segura e inventiva. Neste contexto, o destaque foi o próprio Julio Andrade, que dirigiu o impactante episódio em plano-sequência. O tenso episódio, que culmina com o acidente que faz Carolina perder o bebê, foi uma das melhores coisas que a TV brasileira exibiu este ano. Direção de cena e de atores impecável, diante de um texto acima da média. 

Por conta disso, é de se comemorar a decisão da emissora de prosseguir com Sob Pressão. A promessa é que a série retorne em 2021. Decisão acertadíssima, afinal, o que não faltam são histórias. E Sob Pressão ainda está no auge, com muita lenha para queimar.

19 de mar. de 2019

5 grandes razões para assistir “O Menino Que Descobriu o Vento”

Eu, Simone, já assisti essa lindeza de filme, inspirado em uma história real e adaptado pela Netflix. E por ter gostado tanto e, claro, visualizado esse artigo com as 5 grandes razões para assisti-lo, resolvi repostar o mesmo aqui no blog. Agora convido a todos para conferir essa dica para lá de especial, um filme repleto de reflexões e que transborda sentimentos adversos. Por fim, uma linda história verídica. Vem junto! o/

De tempos em tempos, um filme grande ampla repercussão na plataforma de streaming Netflix. Dessa vez, quem entrou com tudo foi a produção “O Menino que descobriu o vento”. Abaixo, selecionamos 3 motivos indicados por Matheus Mans para o site Esquina Cultural e que julgamos relevantes reproduzir para o nosso público:


1- História emocionante 
A trama de O Menino que Descobriu o Vento, da Netflix, conta a história de William (Maxwell Simba), um rapaz que vê sua comunidade entrar em colapso aos poucos, no coração da África. A democracia está ameaçada, sua família começa ter preocupações graves sobre dinheiro e comida e o clima começa a apresentar instabilidade. Com essa boa e pouco usual premissa, o roteirista, diretor e ator Chiwetel Ejiofor (protagonista de 12 Anos de Escravidão) tece uma produção que fala sobre um assunto pouco abordado em Hollywood sem preconceitos, clichês e narrativas fracas. É a vida e suas dificuldades em essência.


2- Boas atuações 
Todo o elenco está bem, sem pontas soltas. Simba faz uma estreia extremamente madura e segura nas telonas. Passa uma confiança misturada com medo que é muito irracional no ser humano, exponenciada em situações-limite. Tem um futuro grandioso. Ejiofor, enquanto isso, tem plena segurança sobre a história que está contando. Afinal, ele toma conta da produção em várias frentes e domina a narrativa. Como um pai rigoroso, mas de bom coração, ele se sai muito bem. Algumas cenas dão raiva por suas atitudes, mas logo o espectador é recompensado com algum acalento. O restante dos coadjuvantes tem pouco espaço, mas funciona quando são exigidos em cenas mais dramáticas.


3- O final 
O título demora para fazer sentido — só lá pelos 30 minutos finais que o objetivo central de William é revelado. É bonito e traz uma mensagem importante sobre ter confiança, segurança e perseverança, ainda que uma boa subtrama ambiental se perca no meio. Porém, essa mensagem é apenas a superfície. Há, aqui, uma importante história sobre família, amadurecimento, respeito e política. Sobre esse último ponto, aliás, há uma frase de roteiro excepcional: “democracias são como mandiocas importadas. Apodrecem rápido”. Diz muito sobre a África, sobre a América Latina e, especificamente, sobre o Brasil atual. É, em resumo, um filme que vai além de seus limites. Nós, aqui da CONTI outra, gostaríamos de somar mais duas razões que justificam esse investimento:


4- Ser baseado em uma história real 
Não sei se isso também acontece com vocês, mas quando eu sei que uma história é baseada em fatos reais, ela passa ter um peso ainda mais emocional na minha experiência de assisti-lo. Nesse caso, “O Menino que descobriu o vento”, de William Kamkwamba , foi precedido pelo livro homônimo escrito pelo próprio autor e por diversas palestras e relatos de sua história, como a sua marcante participação na Ted. Confira abaixo:


5- Uma mensagem de esperança 
O filme não é perfeito, mas sua mensagem é inspiradora, uma vez que dá um exemplo da capacidade humana de não perder as esperanças e de, frente a cada dificuldade, reinventar-se. É um relato profundamente humano e que nos lembra que, nossa vida é muito melhor e fácil do que pensamos que é, basta termos um olhar mais amplo e entender que existe muito mais coisa nesse mundão do que somos até mesmos capazes de imaginar.


Gostou? Confira o Trailer

[Via]: Psicologia do Brasil

5 de out. de 2018

De que tamanho é um livro?

Estou lendo uma noveleta linda e muito bem escrita. Entrei no Skoob para ver as avaliações e, claro, as resenhas. Tal qual minha surpresa quando me deparo com muitos pareceres negativos do tipo: é muito curta e superficial. Por este motivo, resolvi repostar esse artigo explicando melhor aos leitores a diferença entre enredos mais curtos e longos. Vem junto conferir! o/ 


Em primeiro lugar, tenha em mente que medir o tamanho de um livro pela quantidade de páginas é coisa para os leitores. Entre autores, editores e outros profissionais que trabalham nos bastidores, um livro é medido pelo número de palavras. 

Então: quantas palavras são necessárias para uma obra ser considerada um romance? Não resiste uma regra realmente estabelecida, mas é amplamente aceito (aqui no Brasil e lá fora) que um livro é um romance a partir de 40 mil palavras. Coincidência ou não, essa é exatamente a quantidade de palavras do ícone pop O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. 

Quanto às demais classificações, novamente não há regras. No Brasil é bastante comum uma tabela que divide a classificação em quatro tipos: 

- Conto: até 7.500 palavras 
- Noveleta: de 7.500 palavras a 17.500 
- Novela: de 17.500 palavras a 40.000 
- Romance: a partir de 40.000 

Essa classificação varia um pouco em alguns países. Há versões americanas que tem seis ou mais tipos, mas no geral, esses valores são bastantes conhecidos e utilizados. 

[Artigo via]: Desatinos Por Escrito

30 de abr. de 2018

"Curiosidades sobre livros e leitura"

Augusto Cury diz que, “a maior aventura de um ser humano é viajar, e a maior viagem que alguém pode empreender é para dentro de si mesmo. E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro, pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros, mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas e descobrir o que as palavras não disseram…” Confira agora algumas curiosidades sobre livros e leitura.

A maior biblioteca do mundo 
Você sabia que a maior biblioteca do mundo fica na capital dos EUA, Washington D.C.? É a Biblioteca do Congresso e ela conta com mais de 155 milhões de livros, jornais, vídeos, revistas e outros artigos. 

A biblioteca mais bonita 
Eleger uma só biblioteca para esse título não é tarefa fácil. Uma das mais citadas nesse quesito é a Biblioteca do Colégio da Trindade, que fica na Irlanda. Mas ela não é só bonita por fora, por dentro você encontra muito conteúdo com 4,5 milhões de livros, dentre eles o Livro de Kells, um manuscrito feito por monges celtas por volta do ano 800. 

Academia Brasileira de Letras 
Fundada em 20 de julho de 1897 por escritores como Machado de Assis, Lúcio de Mendonça, Inglês de Sousa, Olavo Bilac, Afonso Celso, Graça Aranha, Medeiros e Albuquerque, Joaquim Nabuco, Teixeira de Melo, Visconde de Taunay e Ruy Barbosa – tem como objetivo o cultivo da língua portuguesa e da literatura brasileira. Tem como grandes curiosidades o fato de ser a primeira academia do mundo a eleger uma mulher para sua presidência, a escritora Nélida Pinõn, em 1995. 

Pioneiro na máquina de escrever 
O primeiro livro feito em uma máquina de escrever é do autor Mark Twain, o “Adventures of Tom Sawyer”. 

Shakespeare roteirista de cinema 
Estima-se que mais de 500 filmes foram feitos a partir das obras de William Shakespeare. 

A autora mais traduzida 
Agatha Christie acumula 6.598 traduções de contos, romances e peças teatrais, de acordo com dados da UNESCO. 

Victor Hugo prolixo 
A frase mais longa impressa em um livro vem da obra “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, com 823 palavras. 

Os livros mais vendidos do mundo 
Em primeiro lugar, como livro de ficção, está “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, em segundo vem “O Conde de Monte Cristo” e, na terceira posição, “Um Conto de Duas Cidades”, de Charles Dickens. 

Alice censurada 
“Alice no País das Maravilhas”, obra de Lewis Carroll, foi proibida de ser vendido na China. A alegação era a de que o livro tinha personagens “animais que falavam”. 

Queime os livros! 
Ainda bem que esse último desejo não foi realizado! Franz Kafka mandou queimar os manuscritos de “O Castelo”, “O Processo” e “Amerika”, pois não queria que eles fossem lançados. 

Página por página 
Na Idade Média muitos livros eram reproduzidos à mão por monges. Eles copiavam página por página, embora muitos fosse analfabetos. 

Feriado nacional 
A Irlanda é o único país a dedicar um dia para um livro. Em 16 de junho ocorre o Bloomsday, em homenagem a Leopold Bloom, protagonista de Ulisses de James Joyce.

[Artigo via]: Blog Poeme-se

23 de fev. de 2018

[Curiosidades]: Qual seu gênero?

Ao longo dos anos, vários gêneros e subgêneros literários surgiram, e agora existem tantos, que acabamos confundindo. Por isso, separei alguns dos mais queridinhos para vocês. Confiram: 




New Adult  “Essa categoria é definida por temas que interessam especificamente seu público: o jovem que inicia a vida adulta e passa por transições, como morar fora de casa, longe dos pais ou da família, a busca pela independência etc. Muitas vezes os livros refletem o ambiente universitário ou falam das primeiras experiências, como a primeira transa, casamento, primeiro emprego, e abordam questões e valores importantes para a geração, como qualidade de vida, desenvolvimento sustentável, perspectivas de futuro etc. Ninguém duvida que esse começo da vida adulta carrega uma série de indagações e anseios próprios, sempre muito intensos. “ 
Essa é a categoria que está vivendo o “Boom” literário. Todos os dias surgem novas histórias de NA, com elementos que alguns consideram clichês, repetitivos e por vezes, ouvi dizer que são machistas. Aqui a característica predominante, é o bad boy , aquele cara que vai te arrancar suspiros, e a garota independente e disposta a experimentar essa nova fase da vida. A questão é que geralmente essas mocinhas não são tão independentes assim, o que acaba irritando demasiadamente a maioria dos leitores do gênero. Apesar de ser recheado de clichês, é um dos subgêneros mais vendidos e populares do momento. Eu sou uma fã de carteirinha e não nego, pode ser uma fase, ou não. De qualquer forma, temos boas tramas, personagens marcantes e dezenas de opções quando trata  se da categoria. 
Exemplos: Belo Desastre, Intenso demais, Easy, Meu Erro Favorito … (etc). 


YA - Young Adult (Jovem Adulto)  “YA, é um gênero de escritos feitos, publicados por e para o mercado adolescente ou de “jovens adultos”, que variam entre os 14 aos 21 anos de idade. A grande maioria das histórias YA mostram adolescentes como os protagonistas e normalmente focam nas questões e problemas da juventude. Abreviada como YA (traduz-se jovens-adultos) ou Ya-Lit está ganhando conhecimento no Brasil. Separa-se de Literatura infanto-juvenil por deixar de lado a ingenuidade dos protagonistas e concentrar-se em temáticas mais adultas.” 
Quando chega a fase da adolescência, em que achamos que somos donos do mundo e que ninguém pode conosco, chega uma infinidade de dúvidas e “problemas”. Os livros do YA, tratam justamente desse mundo, e devo dizer que sou gamadinha neles. Todo esse mundo de diversão, amores, intrigas, dúvidas, passos errados e grandes descobertas, me deixa completamente fascinada. O mais bacana, é que quando trata-se de YA é que embora seja voltado para o universo do jovem adulto, prende pessoas de todas as idades. Prova disso é a minha amiga Manoela, ela tem quase 30 e comprou o livro ” A culpa é das estrelas”, para a filha. Resultado: Levava o livro para o trabalho, e trancou–se no banheiro para ler e chorar com aquelas coisinhas que o John Green gosta de fazer com a gente. O YA é realmente apaixonante. 
Exemplos: It Girl, Quem é você Alasca?, O diário da princesa… (etc). 


Chick Lit  “O Chick Lit é um gênero literário que tem como tema central o universo feminino. Chick lit são romances leves, divertidos e charmosos, retrato da mulher moderna, culta e independente. Apesar de algumas vezes conter elementos românticos, a literatura feminina (incluindo Chick Lit) geralmente não é considerada uma subcategoria direta do gênero romance, porque, no Chick Lit a relação de heroína com sua família ou amigos pode ser tão importante quanto seus relacionamentos românticos.” 
Preciso dizer que dou boas risadas quando trata–se de Chick Lit? Adoro esse subgênero, porque as histórias são sempre leves e com quase nada de dramas. Geralmente são temas do nosso cotidiano, da vida agitada de uma mulher ( trabalho, filhos, namorado/noivo/marido), e que acabam arrancando suspiros e nos distraindo das bagunças cotidianas. E o mais legal, é que muitos deles acabam parando nas telonas ( Qual o seu número?, O diabo veste Prada, O diário de bridget Jones). A questão é que, “livro de mulherzinha” ou não, é sempre bom ter um chick – lit pra chamar de seu. 
Exemplos: Fiquei com seu número, Melancia, Azar o Seu, Lembra de mim? … (etc) 

SETE COISAS QUE EU NÃO AGUENTO MAIS NO GÊNERO FANTÁSTICO

Eu encontrei esse artigo e achei de grande valia repostá-lo aqui, pois apresenta dicas valiosas. Vem junto conferir! o/



Clichês existem, são reais, estão por toda parte e ninguém está 100% imune a eles. Jhomm Krulgar, o mercenário selvagem do Teatro da Ira não deixa de ser um clichê que eu apimentei com um passado monstruoso e um futuro pior ainda. Um clichê existe porque funciona, mas isso não significa que você precisa usá-lo em sua forma bruta, você deve deturpá-lo, para que ele tenha a sua cara e fuja do que é previsível. Lembrando sempre que mais vale um clichê bem escrito do que uma ideia “inovadora” (com aspas mesmo) mal realizada. Bem, é sempre bom avisar que essa lista reflete um gosto pessoal e não diz respeito a nenhuma obra específica, então vamos começar:

1. O príncipe oculto 
Quem não conhece a história do príncipe (ou princesa) que, após a morte dos país, se protegeu no anonimato, misturado a plebe até o dia em que alguém lhe fala de suas origens e ele passa a lutar pela sua herança. O príncipe oculto é sempre nobre, leal e honesto, como se tudo isso fosse uma característica genética que o valida como futuro governante e herói da nação. A história é um clássico mitológico, bíblico, literário e cinematográfico e se você estiver escrevendo uma história assim, pare agora e comece de novo. 

2. A guerreira de espadão 
Se o seu personagem principal é uma guerreira ruiva de biquíni de metal usando uma espada gigante, existe 99,9% de chance de você ser um rapaz que precisa de uma namorada. Sério. Deixe esse personagem de videogames de lado e concentre-se em uma heroína de verdade. Sim, a mulher sexy e bad-ass também é um clichê ambulante, mas já que você quer escrever uma personagem desse tipo, seria bom escapar dos apelos visuais para atrair seus leitores. Quem é essa mulher? Pelo que ela luta? Como ela se veste? Não, não tem justificativa cultural para ela estar lutando com um biquíni de metal, exceto uma forma bizarra de suicídio. O cinema e a literatura vêm sendo recheadas de mulheres guerreiras com a personalidade de um pires, não faça isso com seus leitores de novo. 

3. O senhor das trevas 
Em algum lugar em uma terra sombria, tem um castelo sombrio, onde vive um lorde sombrio que controla um exército sombrio. Cujos objetivos quase que invariavelmente é a dominação/destruição do mundo. Se eu acabei de descrever seu antagonista, entenda: eu escrevi mais da metade dos antagonistas da fantasia e provavelmente todos os da alta fantasia. Toda vez que eu leio uma história e encontro o senhor das trevas, sinto na alma a preguiça do autor em desenvolver o personagem, mas calma. No fim, tudo é uma questão de motivação. Classificar o senhor das trevas como a encarnação do mal que precisa ser combatido é só uma forma de fugir do trabalho que dá encontrar as motivações para ele agir dessa forma. O lado bom é que se você encontrar uma motivação forte o suficiente para o lorde das trevas agir como antagonista dos seus heróis, você terá uma história muito mais forte. Minha dica é: para criar o antagonista, gaste o dobro do tempo que você levou para criar o protagonista. Ele é quem vai colocar a história em movimento. 

4. A garota em perigo 
Gente, chegamos ao século XXI, as mulheres estão nas ruas protagonizando a própria história. Ninguém aguenta mais a donzela indefesa que fica sentada na cela esperando o herói vir salvá-la. Piora um bocado quando ela é a única garota da história e só aparece como objetivo/prêmio do herói. Aqui vale de novo aprofundar a personagem, tirá-la do genérico e leva-la ao original. Ajuda para caramba se ela tiver ações com impacto real na trama da história. Faça o teste, se você puder substituir a garota em perigo por um objeto inanimado sem mudar muita coisa na história, fique com o objeto inanimado. Sério. Ninguém precisa de uma personagem ocupando o lugar de uma cadeira. 

5. A profecia do escolhido 
Muitas vezes o príncipe oculto é também o escolhido da profecia, mas nem sempre. Se seu herói foi escolhido pelas forças divinas para encarnar a profecia e salvar o mundo, eu espero que ele morra de forma patética. Talvez esse seja o clichê que eu mais odeie em toda a lista e um dos poucos que me faz ter vontade de desistir de prosseguir com a história. A profecia é outro artifício preguiçoso do autor para colocar a história em movimento. É genérica, batida e bastante monótona. Parece familiar? Pare ai mesmo. Ninguém merece ver essa história de novo. 

7 de fev. de 2018

Que tiro foi esse?

Parafraseando o hit de sucesso e a atual situação do país, eu não poderia deixar de compartilhar esse texto. Vem junto conferir! o/




Que tiro foi esse? 
Que dera nos cérebros brasileiros, roubando-lhes a capacidade de pensar sobre o que cantam e não proclamar o que encanta. 

Que tiro foi esse? 
Que acertou os tímpanos do nosso povo, fazendo-os ouvir lixo achando que é música. 

Que tiro foi esse? 
Que acertou os olhos de uma nação, fazendo-os cegos às mazelas do nosso país. 

Que tiro foi esse? 
Que paralisou o nosso povo, impedindo-os de reagir aos constantes assaltos aos cofres públicos. 

Que tiro foi esse? 
Ah, Brasil! Que tiro foi esse que nos acertou em cheio, que roubou o nosso brilho e que nos fez retroceder? 

É verdade que nós não sabemos de onde veio o tiro, mas é bem certo que esse tiro já derrubou muita gente. 
Que Deus nos ajude!! 

[Artigo via]: Recanto das Letras

2 de fev. de 2018

Advérbio? Por que não?

Eu me deparei com esse artigo no blog da amiga/escritora Vivi Peixoto e achei de grande valia postá-lo aqui, pois trata-se de uma dica essencial para quem se propõe a contar histórias. Vem junto conferir! o/ 





Não é segredo algum que eu gosto de escrever! Se não fosse assim, esse blog sem dúvida não existiria. Sempre busco maneiras de aprimorar a qualidade dos meus textos, para fazer isso leio alguns artigos de dicas em sites de confiança. 

O engraçado é que todos os textos de gênero mencionam que devemos ter cuidado com o uso demasiado do advérbio. Lembro com clareza de um artigo em particular, o autor dizia que simplesmente desistia de textos carregados do dito cujo advérbio. 

A princípio ignorei, afinal, qual é o problema? O advérbio nunca fez nada a ninguém. Certo? 

Bom, segui em frente aplicando todas as dicas possíveis e deixando essa de lado. Na minha cabeça tratava-se de um caso de preconceito linguístico. (Pura ingenuidade) 

Depois de um tempo, me dei por vencida. Comecei a enxugar os advérbios terminados em -mente, uso esse termo por que é isso mesmo que faço, eu enxugo os advérbios na revisão. Por que na revisão? Bom, é simples, quando as palavras invadem minha mente de forma torrencial, eu quero passá-las logo para o papel, preciso registrar antes que a inspiração se vá. Depois volto substituindo, aprimorando e aprofundando. 

Nesse processo, percebi que ao substituir os advérbios terminados em "mente" o trecho ficava mais elaborado e a qualidade melhorava. 

Vou dar exemplos: 

“Disse animadamente” = “disse, um sorriso se insinuou nos cantos de sua boca e seu corpo estremeceu, enchendo-se de expectativas”. 

“Saiu decididamente” = “e sumiu do quarto, batendo a porta atrás dele”. 

A verdade: o advérbio é mais fácil, prático. Ao mesmo tempo, também é uma forma muito pobre de descrever algumas situações. Quando optamos pelo caminho mais fácil, perdemos a oportunidade de escrever com elegância. 

Percebe como o advérbio pode virar vilão? Aprendi que ele nos deixa um tanto preguiçosos. 

O que acham? 

[Artigo via]: Vivi Peixoto - Escritora

30 de nov. de 2017

"O que aprendi com escritores que escrevem mal"

Eu encontrei esse artigo e achei de grande valia publicá-lo aqui. Vem junto conferir! o/ 


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1. Autores ruins pensam que escrevem muito bem. 
Esta foi a primeira coisa que aprendi. Quão pior o autor maior o nível de confiança. É o que mais invejo nos escritores ruins, a auto confiança. Autores ruins quase sempre acham que já estão prontos, que sabem tudo e que é questão de tempo até que o mundo compreenda sua genialidade. 

2. Autores ruins não gostam de críticas. 
Para eles toda forma de crítica é uma heresia. Demorei muito a entender o motivo pelo qual autores inciantes reagiam tão rispidamente a qualquer crítica, mesmo que construtiva. A verdade é que esses autores não saem da casca e entram num círculo vicioso de não gosto de crítica porque não exponho meu trabalho >>> não exponho meu trabalho porque não gosto de crítica. 

3. Autores ruins repetem os mesmos padrões. 
A coisa que mais me chamava a atenção nos meus tempos de editor era que, por mais que enviássemos e-mails dando dicas de melhoria dos textos, muitos autores respondiam repetindo sempre os mesmos erros. Para alguns era impossível enxergar tais repetições como uso excessivo de adjetivos, falta de coerência verbal ou excesso de vírgulas. Autores ruins vivem tão apegados ao seu estilo que não enxergam outra forma de escrever. 

4. Autores ruins não gostam de ler, leem pouco ou leem apenas um gênero. 
Já ouvi autores dizendo, mais de uma vez, que preferem escrever do que ler. Para mim isso é algo bizarro, é como ser vampiro e ter medo de sangue. Há ainda autores que leem muito e acreditam que estão sendo originais, quando na verdade apenas repetem o que outros escritores já disseram. Outros autores leem apenas aquilo que querem ouvir. Escrevo ficção científica, logo, só leio ficção científica. É um erro clássico. 

5. Escritores ruins querem fazer sentido e/ou serem compreendidos o tempo todo. 
Escritores ruins oscilam entre dois modos de escrita: fazer sentido o tempo todo com textos com uma moral clara e repetitiva ou textos que não dizem nada, mas que merecem ser “interpretados”. O erro mais comum que vejo é a superexposição de sentido. Livros repletos de personagens que se auto-explicam a todo momento como se o leitor fosse burro e não conseguisse ler nada nas entrelinhas. 

6. Escritores ruins não sabem lidar com o tempo ou com a voz. 
Uma coisa que a vida me ensinou foi: textos devem fazer sentido sobre passado, presente e futuro. Existem caras como Faulkner e Joyce que brincam com o tempo, mas se você não é Falkner ou Joyce, cuidado! Flashbacks em demasia, pulos no futuro sem aviso, não saber quem está falando na cena — eis o pacote completo para fazer seu leitor trocar seu livro pelo novo da Kéfera. 

7. Escritores ruins são emocionais. 
Para um escritor imaturo muitas vezes não existe uma linha entre sentimento e criação. Tudo o que se cria é baseado num sentimento. Isso faz dos autores ruins pessoas extremamente dependentes da inspiração. Só escrevem se estiverem de bom humor, se os pássaros cantarem ou se as memórias da infância estiverem vivas na mente. Essa dependência justifica-se pela falta de ferramentas de criação. 

8. Escritores ruins confundem teimosia com estilo. 
De um modo geral escritores ruins estão a todo momento gastando mais energia tentando justificar seus erros do que corrigindo-os. “Esse erro de escrita foi por desatenção” ou “Essa bagunça de personagem sem propósito é parte do meu estilo”. Escritores ruins preferem sacrificar todo um trabalho a se adequar a algumas regras, afinal, regras são para escritores comuns, e muitos autores se sentem acima do resto da turma no quesito “ousadia”. 

9. Escritores ruins não gostam de editar. 
Autores imaturos pensam que cada parte do texto é como um pedaço dos manuscritos do Mar Morto. Nada pode ser cortado. Sabe o rascunho que é feito e logo depois descartado? Um autor ruim não conhece isso — tudo em sua escrita é preservado como relíquia. 

10. Escritores ruins romantizam a vida de escritor. 
O que mais encontro em grupos de escritores é a famosa composição: caneca de café, gato, pilha de livros clássicos, lápis, caderno Moleskine e a frase: A genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração. Ok, a frase condiz com a realidade, mas o que ninguém fala é das noites em claro escrevendo um capítulo que, no dia seguinte, será lançado ao lixo. Ninguém fala que na verdade você não escreve sempre no silêncio de uma biblioteca clássica num PC branco da Apple ao som de Bach (eu escrevi este texto nos horários livres no meu trabalho ao som de uma obra que já dura 6 dias!). Ninguém fala dos textos por encomenda, sobre propaganda de sabonete ou ração para cachorro, nem como é difícil escrever depois que você para de fumar ou de como o mercado de editoras está cruelmente abandonando os autores talentosos pelos Youtubers cheios de gírias e livros imbecis. Ou seja, não tem glamour nenhum ser escritor em começo de carreira. 

Bônus track: 

11. Escritores ruins são os que não aprendem. 
Ninguém começa no mundo da escrita lançando o Madame Bovary versão 2017. No mundo da escrita estamos aprendendo constantemente com os nossos e com os erros dos outros. Os grandes autores são os que evoluíram, que passaram por cima do ego, que ofereceram aos leitores uma obra em progressão. São os que se dedicaram completamente  —  sem se contentar com elogios nem se abater com críticas. São os autores que fizeram o que a profissão demanda: escrever, sempre e cada vez melhor. 


[Artigo via]: Medium

23 de nov. de 2017

↓↓↓ 10 Super Dicas de Escrita ↓↓↓

1. A grande dúvida da maioria dos autores ao iniciar o processo de escrita de um novo livro é definir a narração do texto: primeira ou terceira pessoa. No entanto, alguns se esquecem de também definir se a narrativa se dará no passado ou no presente, fazendo do texto uma miscelânea de tempos verbais. É simples, questão de foco. Escolhe e mantém. Do início ao fim. 

2. Se o seu texto é mais culto, evite usar “A gente”. O “Nós” o obrigará a conjugar o verbo, atingindo o seu objetivo. Em textos coloquiais, vale — quase — tudo. Mas, por favor, bom senso! 

3. Evite usar as mesmas palavras na mesma frase ou em frases distintas, porém no mesmo parágrafo. Às vezes, o uso se faz necessário para o bom entendimento da história, mas opte por sinônimos, evitando a repetição e enriquecendo o texto. *SUPERDICA para quem escreve no Word: Clique com o botão direito do mouse sobre a palavra que você quer encontrar um sinônimo; Aparecerá uma caixa e, lá embaixo, a palavra “Sinônimos”; Passando o mouse por cima dela, uma nova caixa repleta de sinônimos lhe será apresentada. Obs: escolha palavras conhecidas, não adianta utilizar um sinônimo rebuscado se amanhã nem você se lembrará dele. 

4. Você gosta do termo “tarde primaveril”? Ótimo! Eu também. Mas use-o com cautela, em uma ou duas páginas do seu livro, e não uma em cada uma das 300 páginas que ele terá. Isso torna a história enfadonha e seus leitores não são obrigados a morrer de tédio. Ignore este conselho e sua obra servirá de calço para uma mesa bamba. *SEGUNDA SUPERDICA para quem usa o Word: Se pintar a dúvida do uso abusivo de uma palavra, a fórmula “Ctrl + L” fará surgir ao lado esquerdo de sua tela um campo de pesquisa. Basta digitar a palavra em questão e lhe serão apontados todos os trechos onde a palavra repetida aparece no texto. Aí cabe a você decidir se a palavra permanece ou será substituída. 

5. Não confunda as bolas — e a cabeça do leitor. Tome cuidado para não misturar as características de seus personagens. Por exemplo, se um personagem tem a mania de estalar os dedos quando está nervoso, evite que outros personagens também estalem os dedos em momentos de tensão. O mesmo vale para traquejos, gírias, preferências etc. Use a imaginação e crie personagens marcantes, cada qual com suas características peculiares, isso enriquece a história e não confunde a cabeça do leitor. 

6. Explique a “coisa”. A obrigação de explicar o que se passa na cabeça de seu personagem é sua, não do leitor, ele não é advinha — e se cansará logo do seu texto raso. Por isso, evite apenas dizer que Antônio “sentiu uma coisa esquisita”. Descreva o que Antônio sentiu, física e/ou emocionalmente. Por exemplo: “Antônio sentiu um frio na espinha, fazendo os pelos de seu braço se arrepiarem em cascata.” “Antônio foi tomado por uma sensação estranha, como aquela que o atingia na infância ao ouvir os pombos arrulhando no telhado.” — E aqui pode haver uma história interessante que explique a sensação traumática de Antônio. Um bom livro é escrito nos detalhes, nas descrições de cenas, colocando o leitor dentro da cabeça do personagem e na situação em que ele vive. Se você já tomou um susto quando entretido com uma leitura e te chamaram, saberá o que estou dizendo. 

7. Elementos do Além. A distração do autor pode acometer, por exemplo, as vestimentas de alguns personagens. O bonitão leva a mocinha para um jantar de gala; trajes a rigor, champanhe, pompas e circunstâncias. A coisa esquenta e ele acaba dormindo na casa dela, que mora sozinha em um apartamento nunca antes visitado por ele. Na manhã seguinte, a mocinha o encontra de regata preta e calça de moletom branca na bancada de sua cozinha. Opa, de onde surgiu essa roupa? 

8. Fatos Irreais. Prometa escrever a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade. Não há como beber 3 doses de vodca e permanecer em estado inalterado; Não há como chegar em casa gritando e rindo alto tarde da noite e não acordar quem está dormindo; Não há como andar com roupas molhadas de chuva e não sentir frio com um golpe forte de vento frio. Atente-se à realidade do dia a dia. Mais uma vez, os detalhes que prendem o leitor. 

9. Diálogos de Elevador. Tem diálogo mais chato que “Oi, tudo bem?” “Tudo, e você?”? Dinamizar um diálogo não é tarefa fácil, a única alternativa é interpretá-los. Todo escritor deve ter um quê de ator, incorporar o esquizofrênico e bater o texto consigo mesmo, de preferência com uma voz diferente para cada personagem. Esse é um exercício que exige muita concentração, para que se possa mergulhar de cabeça na história e, de fato, vivê-la. É o momento de fechar a porta do quarto e tirar os fones de ouvido. Conhecer suas criaturas face a face e dizer o que realmente deve ser dito. Mas, lembre-se, sem blábláblá. Você é um escritor ou um açougueiro? Então pare de encher linguiça e escreva um livro fluido e interessante. Não importa quantas páginas serão necessárias para contar sua história, muito mais vale um bom livro com duzentas do que um sonífero de quinhentas! 

10. Revisão Faça Você Mesmo. Quem pensa que um livro termina no último ponto final, engana-se! Na verdade, o trabalho está só começando. A revisão do autor é diferente da revisão feita por um profissional, pois há erros cometidos que apenas ele conseguirá detectar, já que a história está em sua cabeça — e ainda não foram descobertos mecanismos para revisão por telepatia. Por mais que o autor faça pesquisas, há sempre um detalhe ou outro que foge de sua atenção. No momento da inspiração, é comum o autor misturar à sua história seus gostos pessoais, e aí se acaba vendendo coxinha nos Estados Unidos e pizza de calabresa na melhor pizzaria da Itália. Percebe a gafe? 

Essas são dicas gerais, é claro que cada caso é um caso. Apenas compilei aqui os erros/deslizes que encontro com mais frequência nos livros que reviso. Espero que sirva de ajuda e orientação. 

Boa Sorte!!!

[Artigo Via]: Medium

21 de nov. de 2017

A geração de mulheres 'inamoráveis'

Uma vez, num bar, ela disse-me: "Neste mundo existem pessoas 'inamoráveis', e eu sou uma delas".

Aquilo intrigou-me durante toda a noite... uma palavra fora do dicionário que ela usava para se descrever, e porquê? Observei-a enquanto ela, tímida, finalizava mais um copo de cerveja. Eu estava com ela apenas quatro horas, quatro horas onde conversamos sobre filosofia, artes, astrologia, cinema e viagens... Quando ela se dirigia ao empregado de balcão, o bar inteiro parava para vê-la...  

Ela tinha o seu carro, a sua casa e era do tipo que não dependia de ninguém, então porquê pensar assim? Teria ela se fechado para os relacionamentos?

Ela fez uma cara de entediada e chamou-me para caminhar enquanto fumava um cigarro, até à saída sorriu e cumprimentou toda gente com aquele jeito danada e brincalhão de menina do mundo...

Aquilo tudo era muito pequeno e raso para ela, concluí eu.

Na rua todos passavam apressados, ela divertia-se com os animais abandonados, abaixou-se e entregou a sua garrafa de água para o morador da rua, explicou o endereço de um bar em alemão para um estrangeiro perdido que agradeceu com um sorriso, comprou chicletes de uma criança e na minha cabeça só ecoava: "inamorável"...

Foram horas a observar aquela mulher, até não me aguentar e voltar ao assunto... Eu queria entender melhor, eu queria uma definição como num dicionário. Então ela pegou na minha mão e puxou-me para um bar onde tocava uma banda de rock, ficou em silêncio por 30 minutos a observar tudo, até que disse:

 "Olha ao teu redor, estamos aqui já algum tempo e durante esse tempo passou por nós uma mulher a chorar porque o seu namorado terminou com ela ontem e hoje já está com outra, pois ele acredita que pessoas são substituíveis... naquela mesa ao fundo estão 10 pessoas e elas não conversam entre si porque estão muito ocupadas com os seus smartphones . Talvez aquela mulher de vermelho seja a mulher da vida do rapaz de azul, mas ele nunca saberá pois é orgulhoso demais para tentar se aproximar dela. 

Observa aquele rapaz de pólo no bar, é o terceiro copo de martini que ele toma enquanto olha para aquela loira, que por sua vez está a tentar chamar a atenção do vocalista da banda que fingirá que ela não existe por causa da ruiva e da morena que ele pega em dias alternados, e ele não pode ficar mal perante as outras.

Olha ao teu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos. Não fazemos mesmo parte disso! Entramos sem telefone na mão, na expectativa de encontrar pessoas simpáticas e interessantes, com conversas interessantes, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão querer-te porque tu moras longe, ou porque não gostam da tua cor de cabelo ou porque tu não curte os Beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém. 

Eu passo por essa legião de pessoas como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está ao seu redor enquanto procuram alguém no tinder ou em outro qualquer app de encontros.

E eu importo-me? Não mais. Sou inamorável porque não me importo com nada disso. Não me importo com nenhum desse estatuto, não me importo quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se teria que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um convite para ver o show dos Beatles porque é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Porque eu sou assim, e se antes era isso que as pessoas procuravam em alguém, hoje em dia somos considerados inamoráveis por acreditarmos no amor e por mantermos o coração e a mente aberta."

Naquele momento eu entendi-a, e apaixonei-me pelo mundo dela. 


[Texto de]: Akasha Lincourt
[Via]: Já Foste

20 de nov. de 2017

"Depressão é desconexão da alma"

Estou terminando a leitura do livro “O demônio do meio dia, uma anatomia da depressão”, de Andrew Solomom e, fechando o livro ao final de cada capítulo, me ponho a refletir sobre essa doença que atinge tanta gente em nosso tempo e que muitas vezes não é compreendida, diagnosticada ou cuidada como deveria. 

Eu não entendia a depressão, até que tive uma. 

Foi há dois anos, e levei todo esse tempo para conseguir falar sobre o assunto. A gente só entende realmente o que aconteceu olhando em retrospectiva, e é difícil falar da depressão durante a depressão. 

Hoje estou bem, recuperei minha vitalidade, minha energia, minha coragem e principalmente minha conexão com o mundo e com as pessoas. Voltei a me sentir a pessoa que sempre fui, a mulher ativa, animada, por vezes engraçada, enérgica e corajosa. 

Porém, conheci o outro lado, e isso me trouxe um entendimento maior acerca do inverno da alma. 

Ainda tomo o meu remédio, numa dose menor daquela que comecei. Pode ser que daqui a algum tempo eu consiga andar sozinha sem os comprimidos, mas antes quero me sentir totalmente segura. 

Antes de ter depressão, eu tinha uma curiosidade arrogante diante das pessoas deprimidas. Achava que sabia o que elas sentiam, e ficava indignada pela pouca força de vontade que apresentavam. Na minha ignorância, achava que o que elas sentiam era o mesmo que eu experimentava na TPM, um misto de sensibilidade com irritação, algo perfeitamente contornável com uma caixa de bombons. 

Eu era tão desentendida que não consegui identificar minha própria depressão. Porque eu imaginava que depressão era sinônimo de tristeza, e não reconheci que aquela perda de sentimento, aquele distanciamento da minha essência, aquela falta de sentido e aquele entorpecimento que eu experimentava era depressão. 

Não sei dizer o momento exato em que a depressão chegou. Também não consigo encontrar um motivo específico que tenha sido o gatilho para ela se manifestar. Ao mesmo tempo que havia muitos motivos, não havia nenhum. De repente me flagrei indiferente. Indiferente às conversas, ao trabalho, aos livros, ao dia que começava, à vida. Fiquei antissocial. Me encontrar com as pessoas, manter uma conversa, receber um telefonema… era uma agressão. Me agasalhava demais, mesmo em dias quentes, como se o excesso de roupas pudesse me proteger e me isolar do mundo. 

Passei um ano me sentindo assim, e nas festas de final de ano me sentia exausta. Me relacionar com as pessoas era exaustivo, exigia um esforço sobrenatural. Eu procurava disfarçar minha desconexão, não dava bandeira da minha apatia, mas algumas pessoas notaram. E elas foram fundamentais para minha cura. Agradeço às minhas primas, que com carinho e cuidado me confrontaram. Se interessaram. Me incomodaram. Não tentaram me divertir. Não tentaram dizer que a vida é linda e que eu tenho que valorizar. Não insistiram para que eu dançasse ou risse de uma piada. Nada disso teria funcionado, e poderia me afundar ainda mais. Elas acertaram quando me olharam com firmeza e disseram seriamente que eu deveria procurar um médico. 

Foi o que fiz. Fui diagnosticada com depressão, comecei a tomar remédio, ajustamos as doses e após um mês de adaptação (que pareceu uma eternidade) já estava me sentindo melhor. Voltei a reconectar-me comigo mesma, ganhei energia, passei a sair da cama bem disposta. 

Além dos benefícios esperados, tive outros ganhos. Me curei de diversas dores que eu frequentemente tinha e que médico algum conseguia resolver. Descobri que as dores que me acompanhavam há mais de dez anos eram psicossomáticas, e só se curaram com o antidepressivo. Talvez se a depressão não tivesse se manifestado em sua forma mais nítida, eu jamais teria descoberto que minhas dores físicas (e muito reais!) eram sintomas de um desequilíbrio emocional. Talvez, se eu não me tratasse da depressão, eu continuasse passando noites em claro, com insônia, como costumava ser minha rotina. 

Depressão não é frescura, muito menos “falta de vassoura”, preguiça ou ingratidão diante da vida e de Deus. Depressão é desconexão da alma. Desconexão com a realidade, com o convívio social, com nós mesmos. É distanciamento da razão de existir e de estar aqui. É a descoberta de que o oposto da depressão não é a felicidade, e sim a vitalidade. 

A pessoa deprimida não está assim porque quer. E não é forçando-a a fazer exercícios, a rir de uma piada ou se reunir com amigos que você irá ajuda-la. 

Talvez você possa ajuda-la fazendo-a entender que não vai ser sempre assim. Levando-a a acreditar que, com fé em Deus e na medicina, isso também vai passar. Ajudando-a a confiar que em algum momento a cura vai chegar, e ela será grata por recuperar a vitalidade e a vida…