23 de nov de 2017

↓↓↓ 10 Super Dicas de Escrita ↓↓↓

1. A grande dúvida da maioria dos autores ao iniciar o processo de escrita de um novo livro é definir a narração do texto: primeira ou terceira pessoa. No entanto, alguns se esquecem de também definir se a narrativa se dará no passado ou no presente, fazendo do texto uma miscelânea de tempos verbais. É simples, questão de foco. Escolhe e mantém. Do início ao fim. 

2. Se o seu texto é mais culto, evite usar “A gente”. O “Nós” o obrigará a conjugar o verbo, atingindo o seu objetivo. Em textos coloquiais, vale — quase — tudo. Mas, por favor, bom senso! 

3. Evite usar as mesmas palavras na mesma frase ou em frases distintas, porém no mesmo parágrafo. Às vezes, o uso se faz necessário para o bom entendimento da história, mas opte por sinônimos, evitando a repetição e enriquecendo o texto. *SUPERDICA para quem escreve no Word: Clique com o botão direito do mouse sobre a palavra que você quer encontrar um sinônimo; Aparecerá uma caixa e, lá embaixo, a palavra “Sinônimos”; Passando o mouse por cima dela, uma nova caixa repleta de sinônimos lhe será apresentada. Obs: escolha palavras conhecidas, não adianta utilizar um sinônimo rebuscado se amanhã nem você se lembrará dele. 

4. Você gosta do termo “tarde primaveril”? Ótimo! Eu também. Mas use-o com cautela, em uma ou duas páginas do seu livro, e não uma em cada uma das 300 páginas que ele terá. Isso torna a história enfadonha e seus leitores não são obrigados a morrer de tédio. Ignore este conselho e sua obra servirá de calço para uma mesa bamba. *SEGUNDA SUPERDICA para quem usa o Word: Se pintar a dúvida do uso abusivo de uma palavra, a fórmula “Ctrl + L” fará surgir ao lado esquerdo de sua tela um campo de pesquisa. Basta digitar a palavra em questão e lhe serão apontados todos os trechos onde a palavra repetida aparece no texto. Aí cabe a você decidir se a palavra permanece ou será substituída. 

5. Não confunda as bolas — e a cabeça do leitor. Tome cuidado para não misturar as características de seus personagens. Por exemplo, se um personagem tem a mania de estalar os dedos quando está nervoso, evite que outros personagens também estalem os dedos em momentos de tensão. O mesmo vale para traquejos, gírias, preferências etc. Use a imaginação e crie personagens marcantes, cada qual com suas características peculiares, isso enriquece a história e não confunde a cabeça do leitor. 

6. Explique a “coisa”. A obrigação de explicar o que se passa na cabeça de seu personagem é sua, não do leitor, ele não é advinha — e se cansará logo do seu texto raso. Por isso, evite apenas dizer que Antônio “sentiu uma coisa esquisita”. Descreva o que Antônio sentiu, física e/ou emocionalmente. Por exemplo: “Antônio sentiu um frio na espinha, fazendo os pelos de seu braço se arrepiarem em cascata.” “Antônio foi tomado por uma sensação estranha, como aquela que o atingia na infância ao ouvir os pombos arrulhando no telhado.” — E aqui pode haver uma história interessante que explique a sensação traumática de Antônio. Um bom livro é escrito nos detalhes, nas descrições de cenas, colocando o leitor dentro da cabeça do personagem e na situação em que ele vive. Se você já tomou um susto quando entretido com uma leitura e te chamaram, saberá o que estou dizendo. 

7. Elementos do Além. A distração do autor pode acometer, por exemplo, as vestimentas de alguns personagens. O bonitão leva a mocinha para um jantar de gala; trajes a rigor, champanhe, pompas e circunstâncias. A coisa esquenta e ele acaba dormindo na casa dela, que mora sozinha em um apartamento nunca antes visitado por ele. Na manhã seguinte, a mocinha o encontra de regata preta e calça de moletom branca na bancada de sua cozinha. Opa, de onde surgiu essa roupa? 

8. Fatos Irreais. Prometa escrever a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade. Não há como beber 3 doses de vodca e permanecer em estado inalterado; Não há como chegar em casa gritando e rindo alto tarde da noite e não acordar quem está dormindo; Não há como andar com roupas molhadas de chuva e não sentir frio com um golpe forte de vento frio. Atente-se à realidade do dia a dia. Mais uma vez, os detalhes que prendem o leitor. 

9. Diálogos de Elevador. Tem diálogo mais chato que “Oi, tudo bem?” “Tudo, e você?”? Dinamizar um diálogo não é tarefa fácil, a única alternativa é interpretá-los. Todo escritor deve ter um quê de ator, incorporar o esquizofrênico e bater o texto consigo mesmo, de preferência com uma voz diferente para cada personagem. Esse é um exercício que exige muita concentração, para que se possa mergulhar de cabeça na história e, de fato, vivê-la. É o momento de fechar a porta do quarto e tirar os fones de ouvido. Conhecer suas criaturas face a face e dizer o que realmente deve ser dito. Mas, lembre-se, sem blábláblá. Você é um escritor ou um açougueiro? Então pare de encher linguiça e escreva um livro fluido e interessante. Não importa quantas páginas serão necessárias para contar sua história, muito mais vale um bom livro com duzentas do que um sonífero de quinhentas! 

10. Revisão Faça Você Mesmo. Quem pensa que um livro termina no último ponto final, engana-se! Na verdade, o trabalho está só começando. A revisão do autor é diferente da revisão feita por um profissional, pois há erros cometidos que apenas ele conseguirá detectar, já que a história está em sua cabeça — e ainda não foram descobertos mecanismos para revisão por telepatia. Por mais que o autor faça pesquisas, há sempre um detalhe ou outro que foge de sua atenção. No momento da inspiração, é comum o autor misturar à sua história seus gostos pessoais, e aí se acaba vendendo coxinha nos Estados Unidos e pizza de calabresa na melhor pizzaria da Itália. Percebe a gafe? 

Essas são dicas gerais, é claro que cada caso é um caso. Apenas compilei aqui os erros/deslizes que encontro com mais frequência nos livros que reviso. Espero que sirva de ajuda e orientação. 

Boa Sorte!!!

[Artigo Via]: Medium

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