25 de fev de 2018

[Falando em]: LA CASA DE PAPEL — TEMPORADA 1

A curiosidade me fez assistir a série. CONFESSO, de início conferi o trailer e pouco me interessei. Mas com o reboliço que se tornou nas redes sociais, resolvi assistir o primeiro episódio e, quando me dei conta, já tinha acabado a primeira temporada. 💘💘💘

Abordando temas polêmicos, afirmo que a série tornou-se uma das minhas queridinhas. Abaixo deixarei o meu parecer (como fã que me tornei e também como pessoa que enxerga o grau de atenção que o conteúdo apresenta). Confira a sinopse, o trailer legendado e o que achei de "LA CASA DE PAPEL", originalmente com 15 episódios e lançada antes na Espanha. Uma película que tornou-se "O GRANDE ACERTO DA NETFLIX". Vem junto conferir! o/


Sinopse: Oito ladrões se trancam com reféns na Casa da Moeda da Espanha. Seu líder manipula a polícia para realizar um plano. Será o maior roubo da história, ou uma missão em vão?






A sinopse pode não dizer muito, mas o conteúdo...

O Professor (Álvaro Morte) é apaixonado por crimes e carrega uma mente brilhante, tornando-se o cérebro de uma ousada operação: ele planeja por anos um assalto à "Casa da Moeda da Espanha", juntando uma equipe com oito ladrões, alguns com um índice maior de periculosidade e outros nem tanto. Cada membro da equipe é apresentado com o nome de uma cidade, temos até o Rio de Janeiro nessa trama. Contudo, uma das ordens é sui generis, em hipótese alguma há de se derramar sangue. E, aos poucos, o espectador entra na vida (entre passado e presente) dos bandidos, correndo o risco de sentir empatia e até mesmo torcer por eles (algo que de cara aconteceu comigo). hahaha




MINHAS CONSIDERAÇÕES:




Um dos pontos que deve ser apontado é saber separar entretenimento de veracidade. A questão é que estamos falando de entretenimento que denota ações preocupantes. Estou longe de ser uma crítica formada, mas posso me expressar como espectadora e fã que me tornei, sabendo definir o certo do errado. E mesmo que eu tenha torcido pelo errado, isso não me torna uma má pessoa.  

LA CASA DE PAPEL é uma série instigante, com um roteiro excelentemente estruturado e personagens que grudam na pele. E, em doses homeopáticas, o espectador é conduzido num plano austero, tendo como base a Síndrome de Estocolmo, tortura psicológica, opressão e outras tantas singularidades. O Professor e a negociadora Raquel (Itziar Ituño) é a principal referência da Síndrome de Estocolmo, deixando o final da temporada com um gancho pra lá de intrigante. Eu, como fã, AMEI! 💘💘💘 E compreendo ao ver críticas negativas, mas não vou fazer a fita de mocinha do bem, quando, em verdade, me apaixonei pelo errado. NÃO, OS VILÕES NÃO SÃO SUPER-HERÓIS! Entretanto, é indubitável questionar a empatia que a maioria dos espectadores  inclusive eu  sentiram por eles. E por esse motivo me expresso com o básico, deixando com que você dê uma chance e tire suas próprias conclusões. 

A Netflix adaptou os 15 episódios originais para 13, e pelo sucesso da série confirmou a segunda temporada para Abril de 2018, com uma quantidade menor de episódios, apresentando essa película maravilhosa e que foi inserida de forma silenciosa em seu catálogo. \o/\o/\o/



Série: LA CASA DE PAPEL 
(Temporada 1)
Autor: Álex Pina
Gênero: Policial/Ação/Suspense
Lançada em: 02 de Maio de 2017, na Espanha
Exibida na Netflix/Brasil em: 25/12/2017

23 de fev de 2018

[Curiosidades]: Qual seu gênero?

Ao longo dos anos, vários gêneros e subgêneros literários surgiram, e agora existem tantos, que acabamos confundindo. Por isso, separei alguns dos mais queridinhos para vocês. Confiram: 




New Adult  “Essa categoria é definida por temas que interessam especificamente seu público: o jovem que inicia a vida adulta e passa por transições, como morar fora de casa, longe dos pais ou da família, a busca pela independência etc. Muitas vezes os livros refletem o ambiente universitário ou falam das primeiras experiências, como a primeira transa, casamento, primeiro emprego, e abordam questões e valores importantes para a geração, como qualidade de vida, desenvolvimento sustentável, perspectivas de futuro etc. Ninguém duvida que esse começo da vida adulta carrega uma série de indagações e anseios próprios, sempre muito intensos. “ 
Essa é a categoria que está vivendo o “Boom” literário. Todos os dias surgem novas histórias de NA, com elementos que alguns consideram clichês, repetitivos e por vezes, ouvi dizer que são machistas. Aqui a característica predominante, é o bad boy , aquele cara que vai te arrancar suspiros, e a garota independente e disposta a experimentar essa nova fase da vida. A questão é que geralmente essas mocinhas não são tão independentes assim, o que acaba irritando demasiadamente a maioria dos leitores do gênero. Apesar de ser recheado de clichês, é um dos subgêneros mais vendidos e populares do momento. Eu sou uma fã de carteirinha e não nego, pode ser uma fase, ou não. De qualquer forma, temos boas tramas, personagens marcantes e dezenas de opções quando trata  se da categoria. 
Exemplos: Belo Desastre, Intenso demais, Easy, Meu Erro Favorito … (etc). 


YA - Young Adult (Jovem Adulto)  “YA, é um gênero de escritos feitos, publicados por e para o mercado adolescente ou de “jovens adultos”, que variam entre os 14 aos 21 anos de idade. A grande maioria das histórias YA mostram adolescentes como os protagonistas e normalmente focam nas questões e problemas da juventude. Abreviada como YA (traduz-se jovens-adultos) ou Ya-Lit está ganhando conhecimento no Brasil. Separa-se de Literatura infanto-juvenil por deixar de lado a ingenuidade dos protagonistas e concentrar-se em temáticas mais adultas.” 
Quando chega a fase da adolescência, em que achamos que somos donos do mundo e que ninguém pode conosco, chega uma infinidade de dúvidas e “problemas”. Os livros do YA, tratam justamente desse mundo, e devo dizer que sou gamadinha neles. Todo esse mundo de diversão, amores, intrigas, dúvidas, passos errados e grandes descobertas, me deixa completamente fascinada. O mais bacana, é que quando trata-se de YA é que embora seja voltado para o universo do jovem adulto, prende pessoas de todas as idades. Prova disso é a minha amiga Manoela, ela tem quase 30 e comprou o livro ” A culpa é das estrelas”, para a filha. Resultado: Levava o livro para o trabalho, e trancou–se no banheiro para ler e chorar com aquelas coisinhas que o John Green gosta de fazer com a gente. O YA é realmente apaixonante. 
Exemplos: It Girl, Quem é você Alasca?, O diário da princesa… (etc). 


Chick Lit  “O Chick Lit é um gênero literário que tem como tema central o universo feminino. Chick lit são romances leves, divertidos e charmosos, retrato da mulher moderna, culta e independente. Apesar de algumas vezes conter elementos românticos, a literatura feminina (incluindo Chick Lit) geralmente não é considerada uma subcategoria direta do gênero romance, porque, no Chick Lit a relação de heroína com sua família ou amigos pode ser tão importante quanto seus relacionamentos românticos.” 
Preciso dizer que dou boas risadas quando trata–se de Chick Lit? Adoro esse subgênero, porque as histórias são sempre leves e com quase nada de dramas. Geralmente são temas do nosso cotidiano, da vida agitada de uma mulher ( trabalho, filhos, namorado/noivo/marido), e que acabam arrancando suspiros e nos distraindo das bagunças cotidianas. E o mais legal, é que muitos deles acabam parando nas telonas ( Qual o seu número?, O diabo veste Prada, O diário de bridget Jones). A questão é que, “livro de mulherzinha” ou não, é sempre bom ter um chick – lit pra chamar de seu. 
Exemplos: Fiquei com seu número, Melancia, Azar o Seu, Lembra de mim? … (etc) 

SETE COISAS QUE EU NÃO AGUENTO MAIS NO GÊNERO FANTÁSTICO

Eu encontrei esse artigo e achei de grande valia repostá-lo aqui, pois apresenta dicas valiosas. Vem junto conferir! o/



Clichês existem, são reais, estão por toda parte e ninguém está 100% imune a eles. Jhomm Krulgar, o mercenário selvagem do Teatro da Ira não deixa de ser um clichê que eu apimentei com um passado monstruoso e um futuro pior ainda. Um clichê existe porque funciona, mas isso não significa que você precisa usá-lo em sua forma bruta, você deve deturpá-lo, para que ele tenha a sua cara e fuja do que é previsível. Lembrando sempre que mais vale um clichê bem escrito do que uma ideia “inovadora” (com aspas mesmo) mal realizada. Bem, é sempre bom avisar que essa lista reflete um gosto pessoal e não diz respeito a nenhuma obra específica, então vamos começar:

1. O príncipe oculto 
Quem não conhece a história do príncipe (ou princesa) que, após a morte dos país, se protegeu no anonimato, misturado a plebe até o dia em que alguém lhe fala de suas origens e ele passa a lutar pela sua herança. O príncipe oculto é sempre nobre, leal e honesto, como se tudo isso fosse uma característica genética que o valida como futuro governante e herói da nação. A história é um clássico mitológico, bíblico, literário e cinematográfico e se você estiver escrevendo uma história assim, pare agora e comece de novo. 

2. A guerreira de espadão 
Se o seu personagem principal é uma guerreira ruiva de biquíni de metal usando uma espada gigante, existe 99,9% de chance de você ser um rapaz que precisa de uma namorada. Sério. Deixe esse personagem de videogames de lado e concentre-se em uma heroína de verdade. Sim, a mulher sexy e bad-ass também é um clichê ambulante, mas já que você quer escrever uma personagem desse tipo, seria bom escapar dos apelos visuais para atrair seus leitores. Quem é essa mulher? Pelo que ela luta? Como ela se veste? Não, não tem justificativa cultural para ela estar lutando com um biquíni de metal, exceto uma forma bizarra de suicídio. O cinema e a literatura vêm sendo recheadas de mulheres guerreiras com a personalidade de um pires, não faça isso com seus leitores de novo. 

3. O senhor das trevas 
Em algum lugar em uma terra sombria, tem um castelo sombrio, onde vive um lorde sombrio que controla um exército sombrio. Cujos objetivos quase que invariavelmente é a dominação/destruição do mundo. Se eu acabei de descrever seu antagonista, entenda: eu escrevi mais da metade dos antagonistas da fantasia e provavelmente todos os da alta fantasia. Toda vez que eu leio uma história e encontro o senhor das trevas, sinto na alma a preguiça do autor em desenvolver o personagem, mas calma. No fim, tudo é uma questão de motivação. Classificar o senhor das trevas como a encarnação do mal que precisa ser combatido é só uma forma de fugir do trabalho que dá encontrar as motivações para ele agir dessa forma. O lado bom é que se você encontrar uma motivação forte o suficiente para o lorde das trevas agir como antagonista dos seus heróis, você terá uma história muito mais forte. Minha dica é: para criar o antagonista, gaste o dobro do tempo que você levou para criar o protagonista. Ele é quem vai colocar a história em movimento. 

4. A garota em perigo 
Gente, chegamos ao século XXI, as mulheres estão nas ruas protagonizando a própria história. Ninguém aguenta mais a donzela indefesa que fica sentada na cela esperando o herói vir salvá-la. Piora um bocado quando ela é a única garota da história e só aparece como objetivo/prêmio do herói. Aqui vale de novo aprofundar a personagem, tirá-la do genérico e leva-la ao original. Ajuda para caramba se ela tiver ações com impacto real na trama da história. Faça o teste, se você puder substituir a garota em perigo por um objeto inanimado sem mudar muita coisa na história, fique com o objeto inanimado. Sério. Ninguém precisa de uma personagem ocupando o lugar de uma cadeira. 

5. A profecia do escolhido 
Muitas vezes o príncipe oculto é também o escolhido da profecia, mas nem sempre. Se seu herói foi escolhido pelas forças divinas para encarnar a profecia e salvar o mundo, eu espero que ele morra de forma patética. Talvez esse seja o clichê que eu mais odeie em toda a lista e um dos poucos que me faz ter vontade de desistir de prosseguir com a história. A profecia é outro artifício preguiçoso do autor para colocar a história em movimento. É genérica, batida e bastante monótona. Parece familiar? Pare ai mesmo. Ninguém merece ver essa história de novo. 

21 de fev de 2018

[Falando em]: CORTE DE NÉVOA E FÚRIA — de Sarah J. Maas

Eu ganhei essa série de presente da minha amiga/blogueira, Josy Borges (P.S.: Obrigada, more!). 💘💘💘 A propósito, o primeiro livro da série resenhei dias atrás (para conferir a resenha, clique AQUI), tentando não passar spoilers preciosos, mas que, agora, com a sinopse do segundo livro, serão revelados. Confira a sinopse e o que achei de "CORTE DE NÉVOA E FÚRIA", o segundo livro da série CORTE DE ESPINHOS E ROSASobra da autora Sarah J. Maas, uma publicação do grupo editorial Galera Record


Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos. 


A SEGUIR, SPOILERS...


"Porque a melhor liberdade é a que nos dá asas..." 

UMA SEQUÊNCIA MARAVILHOSA! 💘💘💘

Feyre descumpriu uma das regras entre humanos e feéricos e, como castigo, passou a morar na Corte Primaveril, ficando aos cuidados de Tamlin, o Grão-Senhor Feérico. Com o tempo eles se apaixonam, mas Feyre é devolvida para a família por correr risco de vida. A paixão fala mais alto, fazendo com que ela retorne para a Corte Primaveril, a fim de salvar Tamlin e tantos outros feéricos e humanos. Por um tempo ela fica aprisionada por Amarantha, tendo que passar por três provas, tornando-se, por fim, uma feérica de extremo poder. 

Queria que meu coração humano tivesse mudado com o restante, se transformado em mármore imortal. Em vez do pedaço de escuridão em frangalhos que agora era, vazando pus para dentro de mim. (Livro: CORTE DE NÉVOA E FÚRIA, Pág.15)

(clique na imagem para maior resolução

Agora Feyre se vê trancafiada em casa, cumprindo ordens de seu noivo, Tamlin. E um tanto infeliz, no dia do seu casamento, implora mentalmente para que não aconteça o enlace matrimonial e que possa desfrutar de sua liberdade. Seu pedido é atendido minutos antes de se casar, pois Rhysand (ou Rhys), o Senhor-Grão Feérico da Corte Noturna com quem Feyre aceitou um acordo para sobreviver, a resgata do altar, unindo o útil ao agradável: concretizando o acordo e atendendo ao seu clamor.  
 Acha que não sei como as histórias são escritas, como esta história será escrita?  Rhys levou as mãos ao peito, o rosto mais aberto, mais angustiado do que eu já vira.  Sou o senhor sombrio que roubou a noiva da primavera. Sou um demônio e um pesadelo, e terei um final triste. Ele é o príncipe de ouro, o herói que poderá ficar com você como recompensa por não morrer de burrice ou arrogância. (Livro: CORTE DE NÉVOA E FÚRIA, Páginas 443 e 444)
Feyre acaba optando em ficar na Corte Noturna, onde pode desfrutar de sua liberdade, descobrindo a verdade oculta, e sendo treinada para lutar uma grande batalha. Ela recebeu magia de todos os Senhores-Grão Feéricos, o que a tornou uma arma de extremo poder. E no meio de toda confusão, a fim de lutar pela sobrevivência dos feéricos e humanos, descobre-se amando Rhysand, tendo tal sentimento correspondido em verdade. 
Amor; amor era um bálsamo, tanto quanto um veneno. Mas era amor que queimava em meu peito. Ao lado do laço que o rei de Hybern sequer tocara, porque não sabia quão profundamente precisaria cavar para parti-lo. Para separar Rhysand e eu. (Livro: CORTE DE NÉVOA E FÚRIA, Pág. 652)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers

Será difícil me expressar sobre esse enredo: seu eu já havia gostado do primeiro livro, posso afirmar que essa sequência foi muito além das minhas expectativas, deixando-me totalmente apaixonada. 💘💘💘

CORTE DE NÉVOA E FÚRIA é um enredo que aborda liberdade e força, uma trama adornada em alianças improváveis, onde nem tudo que foi ouvido é preciso. E esse ponto 'x da questão' torna-se a cereja do bolo, mostrando uma corte sombria que, na verdade, perdura na ânsia de viver em paz. Desta forma, indubitavelmente, nasce um amor que terá de ser forte para lutar contra aqueles que querem destruí-lo. Nessa sequência pouco vemos da Corte Primaveril, pois ela aborda a tão temida Corte Noturna, apresentando diversos personagens secundários que são tão importantes quanto os protagonistas. Eu fiquei perdidamente apaixonada por Rhys e Feyre, e já desconfiava da ligação entre os dois, desde o no final do primeiro livro. Apesar de ser um livro com mais de 600 páginas, em momento algum me senti entendiada. Minha paixão foi tanta por essa sequência que já iniciei a leitura do terceiro e último livro da série. E pra finalizar, afirmo: "Eu leio até mesmo a lista de compras da Sarah J. Maas." o/

O livro é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com fontes e espaçamentos na medida, adornada em papel off-white (o amarelinho claro); e a capa segue o padrão das outras, linda de viver, estampando arabescos e o título da obra. Por fim, para você que curte o gênero fantasia, eis essa maravilhosa pedida.



Livro: CORTE DE NÉVOA E FÚRIA (Livro 2)
Série: CORTE DE ESPINHOS E ROSAS
Autora: Sarah J. Maas
Gênero: Fantasia
Editora: Grupo Record
Ano: 2016
Páginas: 658

19 de fev de 2018

[CONTO]: CORAÇÃO NA CAIXA

CORAÇÃO NA CAIXA é um dos 10 contos inspirados em canções da antologia "CONTANDO A CANÇÃO". Ele nasceu a partir da música Heart-Shaped Box, da banda NIRVANA. Confira os outros contos adquirindo o e-book. Bem-vindos ao universo da vívida partitura!!! 💘 🎶 📖


P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci

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DEZESSEIS - A ESTRADA DA MORTE, clicando AQUI.

17 de fev de 2018

[DRUMMONIZE-SE]: QUADRILHA

Eu me deparei com essas artes feitas pelo amigo/escritor/ilustrador Davidson Ricksilva (sou fã do cara o/) e, claro, não deixaria de postar aqui. Trata-se de um poema de Carlos Drummond de Andrade  diga-se de passagem  um tanto trágico, escrito em 1930 e que leva como título "QUADRILHA". Confira abaixo se você se encaixa em alguma parte dessa estrofe. Vem junto! 💘💘💘



PORQUE HÁ TANTO ÓDIO NO MUNDO?

Não consigo acreditar no que meus olhos veem, 
Não vejo mais razão no que as religiões creem, 
Tenho que deixar de lado minha situação de mero expectador, 
Tenho que tomar atitudes diante de mais um fato aterrador, 
Era quase tangível seu descaso com a piedade, 
Você matou humanos como vermes, com muita crueldade. 
Porque há tanto ódio no mundo? 
Quando o fim do mundo chegar nada mais vai assustar, 
Mas e se ele nunca mais chegar, 
E se eu não estiver mais aqui pra testemunhar, 
Levante as mãos pro céu e comece a orar para o seu Deus de crença, 
Porque ele é diferente do meu e causador de toda esta desavença, 
O instinto fez sua mente doentia superar seu coração, 
E eu vi você deixar crianças mortas pelo chão. 
Porque há tanto ódio no mundo? 
Triste mesmo é ver tanta solidão espalhada por aí, 
Insano mesmo é a armadilha em que eu cai. 
O que fazemos de verdade pela paz? 
Olhamos sempre para um mesmo lado e o resto tanto faz, 
O que fazemos de verdade pra que as ideias se invertam a favor da paz? 
Nada, nada, em nossa alma em frangalhos a covardia jaz. 

[Texto de]: Altino Manoel 

15 de fev de 2018

[REFLEXÃO]: UMA CASA DE CHÁ

Com tantas pessoas no mundo, estou à procura de um abrigo especial. Vem-me à cabeça uma casinha pequena cuja função é abrigar uma cerimônia de chá. Essa casa escolhe o próprio lugar e se ergue sem diretrizes. Ela vai se fazendo com autonomia, usando a força de vontade de seu futuro dono, e fica onde escolheu ficar. Não há pressa de chegar ao fim, pois se houvesse se perderia a preciosidade da construção. Esse processo é impreciso, uma vez que para se chegar até a casa o caminho é irregular. E é também invisível, pois só se sabe que ela existe quando a buscamos, com um olhar livre de lembranças antigas, entre as árvores que despontam no chão.

Citei o chá porque se trata de uma bebida diferente. Tomar chá nessa casinha é mais do que beber uma infusão de ervas. É poder saborear, por meio de um ritual cuja raízes estão na cultura ocidental, os prazeres e delícia de uma vida. É fazer da sua simplicidade uma cerimônia.

Vou me explicar: quando paramos um momento, por menor que seja, para tomar chá, saímos de nossa vida diária, aquela que não mostra o seu significado e fica eternamente na superfície. Mergulhamos na fumaça quente que sai da xícara e revemos todos os processos pelos quais passamos naquela vida íntima, peregrina, guardada com cuidado.  Adentramos em uma busca pelo silêncio interior. Nossas sensações se regulam com o farfalhar das folhas e vamos apreendendo todas as etapas pelas quais passamos até chegar ali, àquela casinha, tomando aquele gole de chá especial.

Os passos foram tortuosos, cheios de altos e baixos, mas descobrimos que eles estavam reservados para servir de material de construção àquela casinha de chá  que todos temos, mesmo que não a conheçamos. Em nossa peregrinação, ela é preciosa por nos proteger do resto do mundo enquanto estamos ocupados com outras coisas. Ainda que sua construção esteja no início, já oferece abrigo. Essa proteção é, claramente, diferente daquelas que os adultos dão às crianças enquanto brincam, porque foi descoberta por nós e suas raízes se firmam na proteção que nós mesmos podemos dar a ela. Assim, essa casa tem força e se faz por vontade própria, e diversos elementos podem ser utilizados em sua construção.

E, enquanto se constrói  algo que nunca deixa de acontecer , a casinha propicia momentos de encontro. Encontro com a própria simplicidade de viver, com as próprias festas internas e com os próprios rituais. Ela nos acolhe e nos diz que estamos vivendo bem  seja lá qual for o modo como dirigimos nossa vida  e continuaremos nos construindo  onde quer que estejamos enraizados. Então, aquele amor incondicional que tanto buscamos é sentido como uma brisa ligeira que passa pela janela. Ali percebemos que temos um belo jardim interno, que necessita ser respeitado e cuidado com dedicação.

Esse espaço pode ser construído com a ajuda de muitas ou de poucas pessoas. Ele nunca se faz sozinho, nem está dado assim que nascemos. Ele é como uma bolha de sabão que, quando soprada, ganha vida e forma.

Uma das pessoas que podem nos ajudar a encontrar o lugar da casa, a firmar suas raízes e a deixá-la se construir é um homem ou uma mulher especial. Essa pessoa pode ser uma vizinha anciã, um moço na feira que escolhe maçãs ou uma fiandeira. Refiro-me a todos aqueles seres intuitivos que passam por nossa vida, que caminham e conversam conosco pelo jardim e descobrem com a gente onde a casa vai emergir. Para chegar até ela temos muito trabalho, pois há um caminho certo, livre, que nos conduza ao local. Quase sempre as trilhas para o mundo interno são tortuosas e difíceis de ser ensinadas, porque não vêm prontas. É com a intuição, iluminada como uma tocha, que podemos caminhar por ali.

Aos poucos, um encantamento surge desse processo e a casa de cada um vai tomando forma própria. Para finalizar, gostaria de descrever ao leitor a minha casa de chá, para que também ele possa sair à procura da sua. Eu a vejo no alto de um morro, num jardim desvendado por ela mesma. Foi preciso passar por diversos obstáculos para chegar até ela, e lá encontramos um silêncio absoluto. A sala é simples, toda feita de madeira, com almofadas que permitem a qualquer um sentar-se para tomar chá e meditar. Quem entra em contato com essa casa é invadido por uma sensação de paz que aquieta todo o torvelinho de imagens mobilizadoras que nos assaltam de vez em quando. E ali se fica parado por um tempo, escutando apenas um movimento de um inseto que, quando pousa em nós, nos instiga a sair voando mundo afora...

11 de fev de 2018

[ALERTA]: E-BOOKS GRATUITOS

DEZESSEIS, A ESTRADA DA MORTE e CONTANDO A CANÇÃO estão no 0800, op's, gratuitos nos dias 11 e 12/02 (domingo e segunda-feira de Carnaval). Lembrando que mesmo não tendo o aparelho Kindle para leitura, basta baixar gratuitamente o aplicativo no seu smartphone, tablet ou computador (deixarei o link abaixo). Bem-vindos à estrada da morte e ao universo da vívida partitura!!! 📚 🎶 😘



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[Falando em]: CORTE DE ESPINHOS E ROSAS — de Sarah J. Maas

Essa lindeza de série foi enviada pela amiga Josy Borges (do Blog/Canal do YouTube: "Eu leio, e você?), como presente de aniversário💘💘💘 Agradeço o belíssimo presente e convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei sobre "CORTE DE ESPINHOS E ROSAS", o primeiro livro da série que leva o mesmo título, escrito por Sarah J. Maas, uma publicação do grupo editorial Galera Record. Vem junto! o/



Sinopse: Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um feérico transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.


"Porque, ocasionalmente, há de se pagar com o coração..." 







Um enredo maravilhoso! 💘💘💘 

No passado os humanos foram escravos dos Grão-Feéricos. No entanto, seis rainhas mortais ofereceram um tratado que foi concedido, onde uma muralha invisível foi construída, separando-os: o Norte do nosso mundo passou a ser dos GRÃO-FEÉRICOS; e o Sul dos HUMANOS.  
Mas o lobo apenas... me olhou, a mandíbula manchada de sangue, minha flecha de freixo despontando, banal, de seu flanco. A neve começou a cair. O lobo olhou, e com um tipo de atenção e de surpresa que me fizeram disparar a segunda flecha. Só por precaução  para o caso de aquela inteligência ser do tipo imortal, malicioso. (Livro: CORTE DE ESPINHOS E ROSAS, Pág. 14)

(clique na imagem para maior resolução)


Feyre tem dezenove anos. Ela é a filha caçula de uma ex família rica, sua mãe morreu quando criança e, agora, ela mora com o pai e duas irmãs numa pequena e desconfortável cabana. Com os pés no chão e sabendo da atual situação, se arrisca caçando na floresta, a fim de alimentar a todos e, vez ou outra, conseguir algum dinheiro vendendo a pele de suas caças. O pai e as irmãs fazem dela escrava, imaginando ainda viver uma vida de riqueza e status. Porém, ao caçar o que imaginava ser um lobo, ela acaba quebrando o antigo tratado. 
 Disposta a aceitar seu destino tão facilmente?  Quando apenas o encarei, o feérico disse:  Por ter a coragem de sugerir onde eu deveria matar você, vou lhe contar um segredo, humana: Prythian deve reclamar sua vida de alguma forma pela vida que tirou. Então, como representante do reino imortal, posso estripá-la como um suíno ou... você pode atravessar a muralha e passar os restos de seus dias em Prythian. (Livro: CORTE DE ESPINHOS E ROSAS, Pág. 45)
As Terras Feéricas de Prytian é regida por sete cortes: Primaveril, Estival, Outonal, Invernal, Crepuscular, Diurna e Noturna. Tamlin é o Senhor Grão-Feérico da Corte Primaveril, além de amigo do feérico disfarçado de lobo que Feyre matou. Reivindicando a morte do feérico, Tamlin leva a garota humana para viver em sua mansão. E diferente de tudo que lhe fora contado, ela passa a viver uma vida de conforto e regalias, conhecendo a verdade, além dos perigos e alegrias de tal mundo mágico. Desta forma, destemida e corajosa, ela enfrenta até mesmo Tamlin e o seu melhor amigo, Lucien, onde descobre que há uma magia ruim em Phrytian, uma magia que poderá cessar com os humanos e predominar o mundo com os feéricos. Feyre e Tamlin sentem-se atraídos, acabando por se envolver.
Éramos um emaranhado de braços, pernas e dentes, e arranquei as roupas de Tamlin até que estivessem no chão, e depois arranhei sua pele até deixar marcas nas costas, nos braços. As garras de Tamlin se projetaram, mas foram dolorosamente carinhosas em meu quadril conforme ele deslizou entre as minhas coxas e se banqueteou em mim, parando apenas depois que estremeci e me desfiz. (Livro: CORTE DE ESPINHOS E ROSAS, Pág. 257)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Quem me conhece sabe que sou uma ávida leitora de drama/romance, mas vou dizer... Como é maravilhoso sair da zona de conforto. EU FIQUEI PERDIDAMENTE APAIXONADA por esse enredo!!! 

CORTE DE ESPINHOS E ROSAS é uma fantasia cativante e bem construída, com personagens apaixonantes. Trata-se de uma trama onde o improvável torna-se provável. Feyre é uma humana com os pés no chão e provida de coragem (queria eu ter apenas 30% de sua coragem); e Tamlin é de aplaudir, além de perder o fôlego. Os personagens secundários são de grande importância, especialmente Lucien, um feérico de outra corte que, no momento que mais precisou, foi acolhido por Tamlin. Os capítulos finais são um sopro mágico, descortinando mais a bravura de Feyre. O final deixou um gancho maravilhoso. A propósito, já estou lendo a sequência e SUPER AMANDO (P.S.: Logo menos teremos resenha). 

O livro é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com espaçamentos e fontes adequadas, envolta em papel pólen (o amarelinho); e a capa é divina, estampando o título em maior resolução, além de um colorido atrativo com arabescos de rosas. Por fim: "Eu leio até mesmo a lista de compras da Sarah J. Maas. o/



Livro: CORTE DE ESPINHOS E ROSAS (Livro 1)
Autora: Sarah J. Maas
Gênero: Romance/Fantasia
Editora: Galera Record
Ano: 2015
Páginas: 434

7 de fev de 2018

Que tiro foi esse?

Parafraseando o hit de sucesso e a atual situação do país, eu não poderia deixar de compartilhar esse texto. Vem junto conferir! o/




Que tiro foi esse? 
Que dera nos cérebros brasileiros, roubando-lhes a capacidade de pensar sobre o que cantam e não proclamar o que encanta. 

Que tiro foi esse? 
Que acertou os tímpanos do nosso povo, fazendo-os ouvir lixo achando que é música. 

Que tiro foi esse? 
Que acertou os olhos de uma nação, fazendo-os cegos às mazelas do nosso país. 

Que tiro foi esse? 
Que paralisou o nosso povo, impedindo-os de reagir aos constantes assaltos aos cofres públicos. 

Que tiro foi esse? 
Ah, Brasil! Que tiro foi esse que nos acertou em cheio, que roubou o nosso brilho e que nos fez retroceder? 

É verdade que nós não sabemos de onde veio o tiro, mas é bem certo que esse tiro já derrubou muita gente. 
Que Deus nos ajude!! 

[Artigo via]: Recanto das Letras

4 de fev de 2018

LOUCOS E SANTOS — POR OSCAR WILDE

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. 

Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. 

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril. 

[Texto de]: Oscar Wilde

2 de fev de 2018

[Lidos]: Janeiro de 2018

Olá, lovers!
Como foram de leituras?! Bom, eu me enveredei desde um romance à fantasia. Foram sete leituras: algumas marcaram mais; outras marcaram menos. Mas, de alguma forma, fui brindada com entretenimento e aprendizados. Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Janeiro. Vem junto! o/

(clique na imagem para maior resolução)

[Clique no título para conferir a resenha]: