30 de nov de 2017

"O que aprendi com escritores que escrevem mal"

Eu encontrei esse artigo e achei de grande valia publicá-lo aqui. Vem junto conferir! o/ 


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1. Autores ruins pensam que escrevem muito bem. 
Esta foi a primeira coisa que aprendi. Quão pior o autor maior o nível de confiança. É o que mais invejo nos escritores ruins, a auto confiança. Autores ruins quase sempre acham que já estão prontos, que sabem tudo e que é questão de tempo até que o mundo compreenda sua genialidade. 

2. Autores ruins não gostam de críticas. 
Para eles toda forma de crítica é uma heresia. Demorei muito a entender o motivo pelo qual autores inciantes reagiam tão rispidamente a qualquer crítica, mesmo que construtiva. A verdade é que esses autores não saem da casca e entram num círculo vicioso de não gosto de crítica porque não exponho meu trabalho >>> não exponho meu trabalho porque não gosto de crítica. 

3. Autores ruins repetem os mesmos padrões. 
A coisa que mais me chamava a atenção nos meus tempos de editor era que, por mais que enviássemos e-mails dando dicas de melhoria dos textos, muitos autores respondiam repetindo sempre os mesmos erros. Para alguns era impossível enxergar tais repetições como uso excessivo de adjetivos, falta de coerência verbal ou excesso de vírgulas. Autores ruins vivem tão apegados ao seu estilo que não enxergam outra forma de escrever. 

4. Autores ruins não gostam de ler, leem pouco ou leem apenas um gênero. 
Já ouvi autores dizendo, mais de uma vez, que preferem escrever do que ler. Para mim isso é algo bizarro, é como ser vampiro e ter medo de sangue. Há ainda autores que leem muito e acreditam que estão sendo originais, quando na verdade apenas repetem o que outros escritores já disseram. Outros autores leem apenas aquilo que querem ouvir. Escrevo ficção científica, logo, só leio ficção científica. É um erro clássico. 

5. Escritores ruins querem fazer sentido e/ou serem compreendidos o tempo todo. 
Escritores ruins oscilam entre dois modos de escrita: fazer sentido o tempo todo com textos com uma moral clara e repetitiva ou textos que não dizem nada, mas que merecem ser “interpretados”. O erro mais comum que vejo é a superexposição de sentido. Livros repletos de personagens que se auto-explicam a todo momento como se o leitor fosse burro e não conseguisse ler nada nas entrelinhas. 

6. Escritores ruins não sabem lidar com o tempo ou com a voz. 
Uma coisa que a vida me ensinou foi: textos devem fazer sentido sobre passado, presente e futuro. Existem caras como Faulkner e Joyce que brincam com o tempo, mas se você não é Falkner ou Joyce, cuidado! Flashbacks em demasia, pulos no futuro sem aviso, não saber quem está falando na cena — eis o pacote completo para fazer seu leitor trocar seu livro pelo novo da Kéfera. 

7. Escritores ruins são emocionais. 
Para um escritor imaturo muitas vezes não existe uma linha entre sentimento e criação. Tudo o que se cria é baseado num sentimento. Isso faz dos autores ruins pessoas extremamente dependentes da inspiração. Só escrevem se estiverem de bom humor, se os pássaros cantarem ou se as memórias da infância estiverem vivas na mente. Essa dependência justifica-se pela falta de ferramentas de criação. 

8. Escritores ruins confundem teimosia com estilo. 
De um modo geral escritores ruins estão a todo momento gastando mais energia tentando justificar seus erros do que corrigindo-os. “Esse erro de escrita foi por desatenção” ou “Essa bagunça de personagem sem propósito é parte do meu estilo”. Escritores ruins preferem sacrificar todo um trabalho a se adequar a algumas regras, afinal, regras são para escritores comuns, e muitos autores se sentem acima do resto da turma no quesito “ousadia”. 

9. Escritores ruins não gostam de editar. 
Autores imaturos pensam que cada parte do texto é como um pedaço dos manuscritos do Mar Morto. Nada pode ser cortado. Sabe o rascunho que é feito e logo depois descartado? Um autor ruim não conhece isso — tudo em sua escrita é preservado como relíquia. 

10. Escritores ruins romantizam a vida de escritor. 
O que mais encontro em grupos de escritores é a famosa composição: caneca de café, gato, pilha de livros clássicos, lápis, caderno Moleskine e a frase: A genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração. Ok, a frase condiz com a realidade, mas o que ninguém fala é das noites em claro escrevendo um capítulo que, no dia seguinte, será lançado ao lixo. Ninguém fala que na verdade você não escreve sempre no silêncio de uma biblioteca clássica num PC branco da Apple ao som de Bach (eu escrevi este texto nos horários livres no meu trabalho ao som de uma obra que já dura 6 dias!). Ninguém fala dos textos por encomenda, sobre propaganda de sabonete ou ração para cachorro, nem como é difícil escrever depois que você para de fumar ou de como o mercado de editoras está cruelmente abandonando os autores talentosos pelos Youtubers cheios de gírias e livros imbecis. Ou seja, não tem glamour nenhum ser escritor em começo de carreira. 

Bônus track: 

11. Escritores ruins são os que não aprendem. 
Ninguém começa no mundo da escrita lançando o Madame Bovary versão 2017. No mundo da escrita estamos aprendendo constantemente com os nossos e com os erros dos outros. Os grandes autores são os que evoluíram, que passaram por cima do ego, que ofereceram aos leitores uma obra em progressão. São os que se dedicaram completamente  —  sem se contentar com elogios nem se abater com críticas. São os autores que fizeram o que a profissão demanda: escrever, sempre e cada vez melhor. 


[Artigo via]: Medium

↓↓↓ PARA REFLETIR ↓↓↓

Estamos numa odisseia insolente. O certo seria não enxergar cores, mas sim humanos. Ser negro não é o problema, o revés da humanidade é o que me preocupa. Dentre os ingredientes que faltam para o bolo, temos A FALTA DE RESPEITO E EMPATIA. Sem demagogia: "Hoje é dia de branco, mas a coisa tá preta!". E pior do que ser negro, amarelo, vermelho ou azul... É não ser."
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[Por: Simone Pesci]

24 de nov de 2017

↓↓↓ EU SOU ASSIM ↓↓↓



Não, doutor, eu não escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. 
Creio até que o poeta seja um ser tremendamente egoísta. 
Quero mais que as vidas se fodam, em ais, para inspirar-me um soneto, em guetos pretos, se explodam, para me darem uma trova, que se esbodeguem na cova, para me renderem um poema. 
Não tenho um pingo de pena, 
Um pingozinho sequer. 
Escrevo para matar... 
O medo que me detém, 
O gozo que não convém. 
E tudo que me vem até a garganta com esse gosto acre de hemorragias. 
Minha poesia nasce com intenções de aborto. 
De parir o feto podre que me infecta, 
De cuspir goela a fora, 
O que me mata. 
Escrevo para matar... 
E se salvo alguém, ou até a mim, perdoe. 
Tudo que escrevo dói, por mais que roa. 
Tudo que escrevo roí por mais que morra... 
Doutor. 
Há uma beleza na dor, seja lá como for. 
O senhor não sente? Não vê? 
Escrevo para enterrar meus ossos do amor. 
E bater a pá na terra até que nada, possa de fato renascer. 
Enfim... 
eu sou assim.


[Texto de]: Adhemar Navas 
[Via]: Anjos Urbanos

23 de nov de 2017

↓↓↓ 10 Super Dicas de Escrita ↓↓↓

1. A grande dúvida da maioria dos autores ao iniciar o processo de escrita de um novo livro é definir a narração do texto: primeira ou terceira pessoa. No entanto, alguns se esquecem de também definir se a narrativa se dará no passado ou no presente, fazendo do texto uma miscelânea de tempos verbais. É simples, questão de foco. Escolhe e mantém. Do início ao fim. 

2. Se o seu texto é mais culto, evite usar “A gente”. O “Nós” o obrigará a conjugar o verbo, atingindo o seu objetivo. Em textos coloquiais, vale — quase — tudo. Mas, por favor, bom senso! 

3. Evite usar as mesmas palavras na mesma frase ou em frases distintas, porém no mesmo parágrafo. Às vezes, o uso se faz necessário para o bom entendimento da história, mas opte por sinônimos, evitando a repetição e enriquecendo o texto. *SUPERDICA para quem escreve no Word: Clique com o botão direito do mouse sobre a palavra que você quer encontrar um sinônimo; Aparecerá uma caixa e, lá embaixo, a palavra “Sinônimos”; Passando o mouse por cima dela, uma nova caixa repleta de sinônimos lhe será apresentada. Obs: escolha palavras conhecidas, não adianta utilizar um sinônimo rebuscado se amanhã nem você se lembrará dele. 

4. Você gosta do termo “tarde primaveril”? Ótimo! Eu também. Mas use-o com cautela, em uma ou duas páginas do seu livro, e não uma em cada uma das 300 páginas que ele terá. Isso torna a história enfadonha e seus leitores não são obrigados a morrer de tédio. Ignore este conselho e sua obra servirá de calço para uma mesa bamba. *SEGUNDA SUPERDICA para quem usa o Word: Se pintar a dúvida do uso abusivo de uma palavra, a fórmula “Ctrl + L” fará surgir ao lado esquerdo de sua tela um campo de pesquisa. Basta digitar a palavra em questão e lhe serão apontados todos os trechos onde a palavra repetida aparece no texto. Aí cabe a você decidir se a palavra permanece ou será substituída. 

5. Não confunda as bolas — e a cabeça do leitor. Tome cuidado para não misturar as características de seus personagens. Por exemplo, se um personagem tem a mania de estalar os dedos quando está nervoso, evite que outros personagens também estalem os dedos em momentos de tensão. O mesmo vale para traquejos, gírias, preferências etc. Use a imaginação e crie personagens marcantes, cada qual com suas características peculiares, isso enriquece a história e não confunde a cabeça do leitor. 

6. Explique a “coisa”. A obrigação de explicar o que se passa na cabeça de seu personagem é sua, não do leitor, ele não é advinha — e se cansará logo do seu texto raso. Por isso, evite apenas dizer que Antônio “sentiu uma coisa esquisita”. Descreva o que Antônio sentiu, física e/ou emocionalmente. Por exemplo: “Antônio sentiu um frio na espinha, fazendo os pelos de seu braço se arrepiarem em cascata.” “Antônio foi tomado por uma sensação estranha, como aquela que o atingia na infância ao ouvir os pombos arrulhando no telhado.” — E aqui pode haver uma história interessante que explique a sensação traumática de Antônio. Um bom livro é escrito nos detalhes, nas descrições de cenas, colocando o leitor dentro da cabeça do personagem e na situação em que ele vive. Se você já tomou um susto quando entretido com uma leitura e te chamaram, saberá o que estou dizendo. 

7. Elementos do Além. A distração do autor pode acometer, por exemplo, as vestimentas de alguns personagens. O bonitão leva a mocinha para um jantar de gala; trajes a rigor, champanhe, pompas e circunstâncias. A coisa esquenta e ele acaba dormindo na casa dela, que mora sozinha em um apartamento nunca antes visitado por ele. Na manhã seguinte, a mocinha o encontra de regata preta e calça de moletom branca na bancada de sua cozinha. Opa, de onde surgiu essa roupa? 

8. Fatos Irreais. Prometa escrever a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade. Não há como beber 3 doses de vodca e permanecer em estado inalterado; Não há como chegar em casa gritando e rindo alto tarde da noite e não acordar quem está dormindo; Não há como andar com roupas molhadas de chuva e não sentir frio com um golpe forte de vento frio. Atente-se à realidade do dia a dia. Mais uma vez, os detalhes que prendem o leitor. 

9. Diálogos de Elevador. Tem diálogo mais chato que “Oi, tudo bem?” “Tudo, e você?”? Dinamizar um diálogo não é tarefa fácil, a única alternativa é interpretá-los. Todo escritor deve ter um quê de ator, incorporar o esquizofrênico e bater o texto consigo mesmo, de preferência com uma voz diferente para cada personagem. Esse é um exercício que exige muita concentração, para que se possa mergulhar de cabeça na história e, de fato, vivê-la. É o momento de fechar a porta do quarto e tirar os fones de ouvido. Conhecer suas criaturas face a face e dizer o que realmente deve ser dito. Mas, lembre-se, sem blábláblá. Você é um escritor ou um açougueiro? Então pare de encher linguiça e escreva um livro fluido e interessante. Não importa quantas páginas serão necessárias para contar sua história, muito mais vale um bom livro com duzentas do que um sonífero de quinhentas! 

10. Revisão Faça Você Mesmo. Quem pensa que um livro termina no último ponto final, engana-se! Na verdade, o trabalho está só começando. A revisão do autor é diferente da revisão feita por um profissional, pois há erros cometidos que apenas ele conseguirá detectar, já que a história está em sua cabeça — e ainda não foram descobertos mecanismos para revisão por telepatia. Por mais que o autor faça pesquisas, há sempre um detalhe ou outro que foge de sua atenção. No momento da inspiração, é comum o autor misturar à sua história seus gostos pessoais, e aí se acaba vendendo coxinha nos Estados Unidos e pizza de calabresa na melhor pizzaria da Itália. Percebe a gafe? 

Essas são dicas gerais, é claro que cada caso é um caso. Apenas compilei aqui os erros/deslizes que encontro com mais frequência nos livros que reviso. Espero que sirva de ajuda e orientação. 

Boa Sorte!!!

[Artigo Via]: Medium

22 de nov de 2017

[Falando em]: OS LEGADOS DO SOL E DA LUA — de Murillo Magalhães

Hoje trago a resenha de um livro que AMEI! 💘💘💘 Trata-se da obra de estreia do autor Murillo Magalhães, uma leitura entorpecente e que me deixou numa baita ressaca literária. (P.S: Agradeço a parceria, Murillo!). \o/\o/\o/ Confira agora a sinopse e o meu parecer sobre "OS LEGADOS DO SOL E DA LUAuma publicação da editora Skull


Sinopse: Em nosso mundo conturbado vivenciamos algumas situações diferentes, mas nunca nos demos conta do que nos cerca. Nathan é um cara comum, que vem tendo sonhos com uma jovem que nunca viu. Sua vida passa por grandes provações, pelo menos é o que ele pensa, porém ele não imagina o que está por vir. Isadora é uma garota que quer ser ela mesma, viver a vida comumente, até que algo atrapalha seus planos. Em meio ao caos vivido por nós, os anjos travam uma guerra interna, a fim de proteger vidas importantes, deixando todos sob influência de uma antiga profecia. Destarte, apresenta-se Belaiel, um anjo que não medirá esforços para salvar aquilo que é mais importante, ou seja, O Amor. 


"Porque os caminhos que toma será o seu legado" 

UM ENREDO MARAVILHOSO!!! 💘💘💘

Nathan tem vinte e cinco anos e mora num apartamento alugado em São Paulo, próximo à Praça da República. Desde os quatorze sonha com uma garota, o que faz com que procure ajuda médica, porém de nada adianta. Ele trabalha como auxiliar administrativo em uma empresa de TI, um serviço do qual está fatigado, e nas horas vagas, sem amigos, se entrega ao álcool e as prostitutas.

Foi entrando devagar. Um vento frio vinha da sala, mas não se lembrava de ter deixado a porta aberta. Com passos rápidos, cruzou o aposento para fechar a janela. Uma voz feminina, profunda como um oceano, veio de suas costas. 
 Olá, Nathan. Temos muito a conversar.  (Livro: Os Legados do Sol e da Lua, Cap.1)


(clique na imagem para maior resolução)


Isadora (ou Isa) é uma garota de quatorze anos, que mora com a mãe, Dona Cleide, em Santo André. O pai falecera anos atrás, num acidente de trabalho. E num dia, a caminho do colégio, é atingida por um carro. 

Lembrou que fitava o céu, deitada no asfalto frio pela manhã e que, sem forças, havia desistido, estava pronta para entrar na luz e acabar com a dor, quando ouviu uma voz dizendo que ainda não era a hora dela e que ela tem um destino a cumprir. O dono da voz lhe estendeu a mão e Isa tinha certeza que havia visto asas atrás de seu salvador. Era tudo que lembrava. (Livro: Os Legados do Sol e da Lua, Cap.7)

Nathan e Isadora têm os destinos cruzados e não fazem ideia que há uma profecia a Eles destinada. No passado, Isa sofre um acidente e entra em coma por anos, sendo conduzida a um outro plano, pelo Anjo Superior Azrael; enquanto Nathan é protegido desde a infância pelo anjo Belaiel.

 Irmão...  disse o Anjo Negro.  Meus soldados clamam a sua morte, por vingança a Amnon. Mas olhe para eles, são seres burros, movidos a fome de sangue. Eu não sou assim...  Deu uma pausa antes de continuar.  Eu não quero a sua morte, venho apenas buscar o humano. Por mais que eu tenha passado a eternidade em escuridão, ainda me lembro da Luz e, por isso, lhe dou essa chance... Caso contrário, prometo que ainda estará vivo quando eu arrancar suas belas asas e alimentar meus cães com seu corpo. (Livro: Os Legados do Sol e da Lua, Cap.14)

Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers

Você deve estar achando que eu já revelei muito, não é mesmo? Mas não se engane, essa é apenas a base da história. Quem me conhece sabe que os meus gêneros prediletos são drama e romance, e que é uma grata surpresa quando saio da área de conforto e me envolvo com o enredo, neste caso: fantasia/sobrenatural. Eu nunca tive contato com um dos textos do autor e já afirmo: "Eu leio até mesmo a lista de compras do Murillo!". o/ 

OS LEGADOS DO SOL E DA LUA é um enredo instigante, daqueles que você inicia e não quer parar de ler. Com uma trama e personagens bem construídos, eu me vi perdidamente apaixonada pelo contexto, onde é mostrado o passado e o presente de duas pessoas que se amam; o passado e o presente de um homem e uma mulher, ambos com uma dificílima missão, tendo que fugir de demônios e salvar o mundo do mal. Fica difícil falar mais sobre a trama, pois soltarei spoilers. O final é surpreendente e PHODASTICO, fiquei imaginando isso nas telonas, e me deixou com um gostinho de "quero mais"... Murillo, pode providenciar isso o quanto antes! Eu vou cobrar! 📚 📚 📚

O enredo é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; eu li o arquivo em PDF, que está com uma boa diagramação; e a capa é linda de viver, estampando uma das cenas finais. Por fim, para quem curte um enredo excelentemente amarrado e instigante, do gênero fantasia/sobrenatural, eis essa MARAVILHOSA PEDIDA. 


Livro: OS LEGADOS DA LUA E SOL
Autor: Murillo Magalhães
Gênero: Fantasia/Sobrenatural
Editora: Skull
Ano: 2017
Páginas: 236

✔  Adquira o livro na Pré-Venda, clicando AQUI.

[Tradução]: Johnny Cash — Hurt

Apaixonada por essa canção, eu não poderia deixar de postá-la. A propósito, ela faz parte da playlist do meu primeiro livro  ENTRE O CÉU E O INFERNO , porém na versão da cantora Leona Lewis. Vem junto conferir!!! o/


[Cantor]: Johnny Cash
[Canção]: Hurt

21 de nov de 2017

A geração de mulheres 'inamoráveis'

Uma vez, num bar, ela disse-me: "Neste mundo existem pessoas 'inamoráveis', e eu sou uma delas".

Aquilo intrigou-me durante toda a noite... uma palavra fora do dicionário que ela usava para se descrever, e porquê? Observei-a enquanto ela, tímida, finalizava mais um copo de cerveja. Eu estava com ela apenas quatro horas, quatro horas onde conversamos sobre filosofia, artes, astrologia, cinema e viagens... Quando ela se dirigia ao empregado de balcão, o bar inteiro parava para vê-la...  

Ela tinha o seu carro, a sua casa e era do tipo que não dependia de ninguém, então porquê pensar assim? Teria ela se fechado para os relacionamentos?

Ela fez uma cara de entediada e chamou-me para caminhar enquanto fumava um cigarro, até à saída sorriu e cumprimentou toda gente com aquele jeito danada e brincalhão de menina do mundo...

Aquilo tudo era muito pequeno e raso para ela, concluí eu.

Na rua todos passavam apressados, ela divertia-se com os animais abandonados, abaixou-se e entregou a sua garrafa de água para o morador da rua, explicou o endereço de um bar em alemão para um estrangeiro perdido que agradeceu com um sorriso, comprou chicletes de uma criança e na minha cabeça só ecoava: "inamorável"...

Foram horas a observar aquela mulher, até não me aguentar e voltar ao assunto... Eu queria entender melhor, eu queria uma definição como num dicionário. Então ela pegou na minha mão e puxou-me para um bar onde tocava uma banda de rock, ficou em silêncio por 30 minutos a observar tudo, até que disse:

 "Olha ao teu redor, estamos aqui já algum tempo e durante esse tempo passou por nós uma mulher a chorar porque o seu namorado terminou com ela ontem e hoje já está com outra, pois ele acredita que pessoas são substituíveis... naquela mesa ao fundo estão 10 pessoas e elas não conversam entre si porque estão muito ocupadas com os seus smartphones . Talvez aquela mulher de vermelho seja a mulher da vida do rapaz de azul, mas ele nunca saberá pois é orgulhoso demais para tentar se aproximar dela. 

Observa aquele rapaz de pólo no bar, é o terceiro copo de martini que ele toma enquanto olha para aquela loira, que por sua vez está a tentar chamar a atenção do vocalista da banda que fingirá que ela não existe por causa da ruiva e da morena que ele pega em dias alternados, e ele não pode ficar mal perante as outras.

Olha ao teu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos. Não fazemos mesmo parte disso! Entramos sem telefone na mão, na expectativa de encontrar pessoas simpáticas e interessantes, com conversas interessantes, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão querer-te porque tu moras longe, ou porque não gostam da tua cor de cabelo ou porque tu não curte os Beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém. 

Eu passo por essa legião de pessoas como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está ao seu redor enquanto procuram alguém no tinder ou em outro qualquer app de encontros.

E eu importo-me? Não mais. Sou inamorável porque não me importo com nada disso. Não me importo com nenhum desse estatuto, não me importo quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se teria que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um convite para ver o show dos Beatles porque é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Porque eu sou assim, e se antes era isso que as pessoas procuravam em alguém, hoje em dia somos considerados inamoráveis por acreditarmos no amor e por mantermos o coração e a mente aberta."

Naquele momento eu entendi-a, e apaixonei-me pelo mundo dela. 


[Texto de]: Akasha Lincourt
[Via]: Já Foste

[Nova Parceria]: Murillo Magalhães

Olá, lovers! 
Hoje apresento-lhes um novo parceiro do blog, um autor que conheço virtualmente e que faz algum tempo que anseio conferir o seu trabalho. Estou falando do Murillo Magalhães, que está de casa editorial nova  a editora Skull, com o livro "Os Legados do Sol e da Lua". Abaixo deixarei a biografia, sinopse do livro e um quote junto ao link da Pré-Venda. Vem junto conferir! o/




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Biografia 






Murillo Magalhães nasceu em setembro de 1985, em São Paulo. Profissional na área de TI, sempre gostou do mundo fantástico apresentado pelos autores, tendo como grande inspiração André Vianco, Tolkien, Stephen King, entre outros. Criado na região do Grande ABC, usou da mesma para ter inspiração ao escrever o seu trabalho de estreia, que leva como título "Os Legados do Sol e da Lua, Sonhos Marcadosa". 




📚 📚 📚 







Sinopse: Em nosso mundo conturbado vivenciamos algumas situações diferentes, mas nunca nos demos conta do que nos cerca. 

Nathan é um cara comum, que vem tendo sonhos com uma jovem que nunca viu. Sua vida passa por grandes provações, pelo menos é o que ele pensa, porém ele não imagina o que está por vir. 

Isadora é uma garota que quer ser ela mesma, viver a vida comumente, até que algo atrapalha seus planos. Em meio ao caos vivido por nós, os anjos travam uma guerra interna, a fim de proteger vidas importantes, deixando todos sob influência de uma antiga profecia. Destarte, apresenta-se Belaiel, um anjo que não medirá esforços para salvar aquilo que é mais importante, ou seja, O Amor.




♥♥♥ 


(clique na imagem para maior resolução)


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 Agradeço o autor pela parceria.
✔ Bem-vindo, Murillo!!! 


**Quer ser um parceiro(a) também? 
Envie um e-mail com o assunto "Parceria" para: 
 simoniass@hotmail.com

20 de nov de 2017

"Depressão é desconexão da alma"

Estou terminando a leitura do livro “O demônio do meio dia, uma anatomia da depressão”, de Andrew Solomom e, fechando o livro ao final de cada capítulo, me ponho a refletir sobre essa doença que atinge tanta gente em nosso tempo e que muitas vezes não é compreendida, diagnosticada ou cuidada como deveria. 

Eu não entendia a depressão, até que tive uma. 

Foi há dois anos, e levei todo esse tempo para conseguir falar sobre o assunto. A gente só entende realmente o que aconteceu olhando em retrospectiva, e é difícil falar da depressão durante a depressão. 

Hoje estou bem, recuperei minha vitalidade, minha energia, minha coragem e principalmente minha conexão com o mundo e com as pessoas. Voltei a me sentir a pessoa que sempre fui, a mulher ativa, animada, por vezes engraçada, enérgica e corajosa. 

Porém, conheci o outro lado, e isso me trouxe um entendimento maior acerca do inverno da alma. 

Ainda tomo o meu remédio, numa dose menor daquela que comecei. Pode ser que daqui a algum tempo eu consiga andar sozinha sem os comprimidos, mas antes quero me sentir totalmente segura. 

Antes de ter depressão, eu tinha uma curiosidade arrogante diante das pessoas deprimidas. Achava que sabia o que elas sentiam, e ficava indignada pela pouca força de vontade que apresentavam. Na minha ignorância, achava que o que elas sentiam era o mesmo que eu experimentava na TPM, um misto de sensibilidade com irritação, algo perfeitamente contornável com uma caixa de bombons. 

Eu era tão desentendida que não consegui identificar minha própria depressão. Porque eu imaginava que depressão era sinônimo de tristeza, e não reconheci que aquela perda de sentimento, aquele distanciamento da minha essência, aquela falta de sentido e aquele entorpecimento que eu experimentava era depressão. 

Não sei dizer o momento exato em que a depressão chegou. Também não consigo encontrar um motivo específico que tenha sido o gatilho para ela se manifestar. Ao mesmo tempo que havia muitos motivos, não havia nenhum. De repente me flagrei indiferente. Indiferente às conversas, ao trabalho, aos livros, ao dia que começava, à vida. Fiquei antissocial. Me encontrar com as pessoas, manter uma conversa, receber um telefonema… era uma agressão. Me agasalhava demais, mesmo em dias quentes, como se o excesso de roupas pudesse me proteger e me isolar do mundo. 

Passei um ano me sentindo assim, e nas festas de final de ano me sentia exausta. Me relacionar com as pessoas era exaustivo, exigia um esforço sobrenatural. Eu procurava disfarçar minha desconexão, não dava bandeira da minha apatia, mas algumas pessoas notaram. E elas foram fundamentais para minha cura. Agradeço às minhas primas, que com carinho e cuidado me confrontaram. Se interessaram. Me incomodaram. Não tentaram me divertir. Não tentaram dizer que a vida é linda e que eu tenho que valorizar. Não insistiram para que eu dançasse ou risse de uma piada. Nada disso teria funcionado, e poderia me afundar ainda mais. Elas acertaram quando me olharam com firmeza e disseram seriamente que eu deveria procurar um médico. 

Foi o que fiz. Fui diagnosticada com depressão, comecei a tomar remédio, ajustamos as doses e após um mês de adaptação (que pareceu uma eternidade) já estava me sentindo melhor. Voltei a reconectar-me comigo mesma, ganhei energia, passei a sair da cama bem disposta. 

Além dos benefícios esperados, tive outros ganhos. Me curei de diversas dores que eu frequentemente tinha e que médico algum conseguia resolver. Descobri que as dores que me acompanhavam há mais de dez anos eram psicossomáticas, e só se curaram com o antidepressivo. Talvez se a depressão não tivesse se manifestado em sua forma mais nítida, eu jamais teria descoberto que minhas dores físicas (e muito reais!) eram sintomas de um desequilíbrio emocional. Talvez, se eu não me tratasse da depressão, eu continuasse passando noites em claro, com insônia, como costumava ser minha rotina. 

Depressão não é frescura, muito menos “falta de vassoura”, preguiça ou ingratidão diante da vida e de Deus. Depressão é desconexão da alma. Desconexão com a realidade, com o convívio social, com nós mesmos. É distanciamento da razão de existir e de estar aqui. É a descoberta de que o oposto da depressão não é a felicidade, e sim a vitalidade. 

A pessoa deprimida não está assim porque quer. E não é forçando-a a fazer exercícios, a rir de uma piada ou se reunir com amigos que você irá ajuda-la. 

Talvez você possa ajuda-la fazendo-a entender que não vai ser sempre assim. Levando-a a acreditar que, com fé em Deus e na medicina, isso também vai passar. Ajudando-a a confiar que em algum momento a cura vai chegar, e ela será grata por recuperar a vitalidade e a vida…

19 de nov de 2017

[Falando em]: Estarei Aqui — de Daya Alves

Hoje trago a resenha dessa lindeza que baixei gratuitamente (em formato digital). Trata-se de um Chick Lit divertidíssimo, que me deixou numa baita ressaca literária. 💘💘💘 Confira a sinopse, book trailer e o meu parecer sobre "Estarei Aqui", livro da autora Daya Alves, uma publicação da editora Coerência


Sinopse: Paloma esperou quatorze anos para realizar o sonho de casar. Enquanto aguardava ansiosa que seu noivo marcasse a tão desejada data, satisfazia-se em trabalhar com wedding planner, assessorando muitas noivas histéricas. Até que um dia, por obra do destino, acabou envolvida em uma confusão e descobriu algo que iria abalar seu relacionamento. Desiludida com o amor, ela blinda seu coração para não sofrer novamente, porém, mais uma vez, não consegue ficar longe de uma grande confusão e seu caminho cruza com o de um médico socorrista do SAMU  moreno, latino, dono de olhos verdes e um sotaque que a deixava tonta. Seria Rico capaz de abalar sua determinação?




"Porque, às vezes, vale a pena esperar..." 

Uma divertida surpresa!

Paloma Aires tem vinte e oito anos e mora em São Paulo, com sua tia Selma, desde que perdeu sua mãe para o lúpus, aos quatorze anos. O pai, por sua vez, casou-se com outra mulher, distanciando-se da filha. O sonho de Paloma era se casar, algo que tinha em mente com Carlos Eduardo (Cadu), com quem se relacionou por anos. Contudo, ela descobriu que ele estava traindo-a, o que a deixou desolada. 
 Senhorita, às vezes não reconhecemos quando a vida nos dá uma nova oportunidade para recomeçar; o motivo pelo qual você chora hoje pode ser sua salvação amanhã. (Livro: Estarei Aqui, Cap. 3)
(clique na imagem para maior resolução)

Ela acaba conhecendo e tornando-se amiga do Sr. Ângelo, um homem de idade, deficiente visual e de grande sabedoria. Formada em Publicidade, por um tempo trabalhou no buffet da tia — e mesmo sendo atrapalhada, acabou montando uma assessoria de casamento com Júlia e Ed, dois colegas da faculdade.
E que agradável surpresa a minha: era a linda senhorita que socorri outro dia. Ela estava diferente e engraçada, acho que estava fantasiada de zumbi, mas nem assim conseguiu ficar feia. (Livro: Estarei Aqui, Cap. 11)
Minutos antes de descobrir a traição de Cadu, feriu-se desastrosamente com uma faca, sendo socorrida por Enrico, um lindo Venezuelano socorrista, que a deixou desconexa. O destino acaba agindo, colocando-os novamente de frente. 
Tem um ditado que titia gostava de falar, que é: "Se a montanha vier até você, corra, pois é uma avalanche". E era dentro dessa avalanche de sensações que estava agora. (Livro: Estarei Aqui, Cap. 14)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.


Eu estava precisando de uma leitura como essa, ou seja, divertidíssima. Esse é o meu primeiro contato com um texto da autora e afirmo: "Eu leio até mesmo a sua lista de compras!" o/

ESTAREI AQUI é um Chick Lit envolvente, que me fez cair no riso por diversas vezes. Tanto a trama quanto os personagens grudaram na minha pele, deixando-me assim, numa baita ressaca literária. Paloma e sua tia, Selma, foram as minhas prediletas, ganhando o meu coração com suas trapalhadas e um jeito peculiar de se expressar. Os personagens secundários também são maravilhosos e divertidos, e Enrico é um Homão da Por**! Trata-se de um enredo estilo  Sessão da Tarde  com uma trama leve e instigante. O final tem umas reviravoltas, claro, um tanto divertidas, e o epílogo é lindo... Porém não vou contar (P.S: Vocês precisam ler!). Por fim, para quem curte o gênero, EU MEGA INDICO! o/ 💘💘💘

O enredo é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação é simples, no formato digital; e a capa é linda de viver, fazendo jus ao enredo.


Livro: Estarei Aqui
Gênero: Chick Lit / Romance
Autora: Daya Alves
Editora: Coerência
Ano: 2016
Páginas: 326

17 de nov de 2017

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16 de nov de 2017

[Falando em]: A Vingança de Judas — de Fernando Ferraz

Eu baixei esse livro em formato digital, gratuitamente, e já adianto que foi uma boa surpresa. Particularmente sou fã de enredos com essa temática. o/ Esse é o meu primeiro contato com um dos textos do autor e já afirmo que pretendo ler outros enredos dele, principalmente a continuação deste livro. Confira agora a sinopse e o que achei sobre "A Vingança de Judas - Livro 1", obra do autor Fernando Ferraz, uma publicação da editora Skull.



Sinopse: Quando Jesus disse:  Um de vocês irá me trair essa noite. Judas engoliu em seco, pegou o cálice em cima da mesa e bebeu o vinho. O que ele não sabia é que aquele gesto mudaria não só a sua vida, como também o destino da humanidade. O que você faria se a história mais lida, no livro mais lido, fosse uma grande farsa? Adentre a esse universo, onde a verdade dos fatos te faz ficar estarrecido! Entre e veja. Judas acordou e quer sua vingança.



"Porque o futuro é escrito com o sangue do passado" 

Um enredo instigante!

Eliot tem dezesseis anos, ele é filho do senhor Byron, líder da Ordem de Nemo Vital (Nenhuma Vida em Latim), um grupo de ocultismo que está prestes a fazer uma expedição à Jerusalém.
 Aqui, Eliot, é onde as verdades do mundo são reveladas. E é aqui que nós, os ocultistas da Ordem de Nemo Vitae  Nenhuma Vida em Latim , estudamos e tentamos entender o que ocorreu anteriormente a nós. Os preparativos dessa vez são para encontrar árvore que serviu de suicídio para Judas, o décimo segundo apóstolo. (Livro: A Vingança de Judas, Cap.1)
Eliot está destinado a ser o chefe da ordem, mas, para isso, terá de trabalhar muito. E sua primeira missão será liderar a verdade sobre o maior traidor de todos os tempos, o décimo segundo apóstolo, Judas. Ao seu lado está Fênix, um dos guardiões do inferno, o espírito que lhe acompanhará, além de mais alguns membros da ordem, que estão dispostos a tudo para que Eliot não tenha a liderança.


(clique na imagem para maior resolução)

 Simples. Esse ritual para invocar Judas está escrito errado e as pontas dos círculos estão tortas, sua força fez com que houvesse aquele vento, mas só isso que conseguiram invocar com esse ritual.  dizia Fênix que a essa altura não era mais visto por Eliot. (Livro: A Vingança de Judas, Cap.5)
Christopher é um garoto que começa a ser treinado pelo mestre Byron, mas é interrompido pois sua família não aceita que ele faça parte da Ordem. Além de tudo que possa imaginar, ele terá um papel especial para/com a verdade.
Para Christopher a Ordem não era para rituais e invocações, ela funcionava como a descoberta das verdades ocultas dos homens. (Livro: A Vingança de Judas, Cap.7)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.  

Já de antemão deixo claro que essa leitura não é para qualquer um, quem decidir se enveredar nesse livro terá que estar ciente que é nada menos que ficção, tendo como base uma outra versão da Bíblia, o que pode confundir a cabeça de muitos. 

A VINGANÇA DE JUDAS é uma trama instigante, onde a base da história é narrada por outra perspectiva, uma versão um tanto criativa e controversa. O autor conduz um tema pesado de forma envolvente e rápida, mostrando teorias que dão mais verosimilhança ao contexto. Todavia, o que me incomodou foi a rapidez do conteúdo, creio que ele poderia ser melhor desenvolvido, afinal o livro mais lido do mundo é provido de teor. O final deixou uma brecha aberta, é claro que para a sequência, algo que estou louca para conferir. o/

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa, bom, eu não curti a capa, mas há quem goste. Por fim, para quem curte uma leitura rápida e instigante, eis essa boa pedida. \o/\o/\o/


Livro: A Vingança de Judas (Livro 1)
Autor: Fernando Ferraz
Gênero: Suspense/Terror
Editora: Skull
Ano: 2017
Páginas: 140