10 de mai. de 2018

[Falando em]: Outlander, A Libélula no âmbar — de Diana Gabaldon

Eu recebi essa maravilha em parceria com a editora Arqueiro, para resenhar no blog "Uma leitura a mais" e, claro, aqui também (P.S.: Obrigada, Arqueiro!). Como fã incondicional da série, adianto que essa sequência está tão entorpecente quanto o primeiro livro (para conferir a resenha do livro 1, clique AQUI). Agora convido a todos para conferir a sinopse, trailer da segunda temporada da série, além do que eu achei de "Outlander, A Libélula no Âmbar #Livro2", obra da autora Diana Gabaldon. Vem junto! o/


Sinopse: Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII. O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?




"Porque até mesmo as facetas da alma são conspiradoras..." 

Uma sequência apaixonante! 💘💘💘

Vinte e três anos se passaram e Claire Randall está de volta as Terras Altas, agora com Brianna (sua filha biológica com Jamie Fraser), que foi criada como filha legítima de Frank Randall.
— Por falar em círculos de pedra — disse ele rapidamente, acho que conheço o que você mencionou. É um belo cenário e não fica muito longe da cidade. — Sorriu diretamente para Brianna Randall, notando que ela possuía três pequenas sardas no alto da maçã do rosto. — Acho que vou começar este projeto com sua viagem até Broch Tuarach. Fica na mesma direção do círculo de pedras, então talvez... aaahh! (Livro: Outlander - A Libélula no Âmbar, Pág.19)
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A procura de notícias do passado, depois que Frank morreu e a fim de contar a verdade para Brianna, Claire, junto à Roger Wakefield (atual historiador e neto do reverendo já falecido Reginald), inicia uma busca incessante por documentos que lhe mostrem a verdade. 
—"JAMES ALEXANDER MALCOLM MACKENZIE FRASER" — leu em voz alta. — Sim, eu o conheço. — Sua mão desceu pela pedra, afastando a grama espessa e alta ao redor, ocultando a linha de letras menores em sua base.
—"Amado esposo de Claire" — leu ela. (Livro: Outlander - A Libélula no Âmbar, Pág.78)

Deparando-se com a lápide de Jamie, tendo a certeza de que ele morrera, Claire decide contar a verdade para Brianna e Roger.
— Um deles, um Fraser do regimento do senhor de Lovat, escapou... — repetiu Roger em voz baixa. Ergueu a cabeça da página e fitou os olhos dela, arregalados, sem nada ver, como os de um cervo hipnotizado pelos faróis de um carro que avança.
— Ele pretendia morrer no campo de batalha de Culloden — murmurou Roger. — Mas não morreu. (Livro: Outlander - A Libélula no Âmbar, Pág.877)

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Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers. 

Tendo em vista o último quote, há de se achar que a sequência da história inicia-se nesse ponto, ou seja, com Claire retornando após vinte e três anos ao passado. Mas não se enganem, pois trata-se de uma breve introdução.

OUTLANDER, A LIBÉLULA NO ÂMBAR é uma apaixonante sequência de acontecimentos, que conduzirá uma linha pra lá de tênue, apresentando novos fatos e consequências. A narrativa, em totalidade, se passa após o período em que os protagonistas fogem das Terras Altas (no final do primeiro livro), viajando pelo mar e fixando moradia na França, onde planejam mudar o futuro. Eu me apaixonei ainda mais pelo contexto. Talvez o fato de ter assistido a série antes, tenha tirado um pouco a gana em saber sobre os acontecimentos. No entanto, foram 890 páginas entre aventuras cômicas e perturbantes, embates políticos, liderança e, claro, amores e desafetos. A história mostra um outro lado de Jamie, onde ele se torna negociador e líder. É claro que ele me fez suspirar por diversas vezes. Claire, por sua vez, é introduzida na sociedade Parisense com ousadia, ajudando aos necessitados enfermos, e correndo sérios riscos por estar grávida. Se eu gostei?! A resposta é NÃO!  EU NÃO GOSTEI! EU MEGA, ULTRA, MAX AMEI!!! 💘💘💘 "E leio até mesmo a lista de compras da Diana Gabaldon!" o/ P.S.: Logo menos darei início a leitura do terceiro livro.

A trama é narrada em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com espaçamentos na medida, porém as letras são um tanto miúdas (o que dificultou um pouco a leitura), adornada em papel pólen soft (o amarelinho mais claro e liso); e a capa é belíssima., estampando uma das cenas que Jamie e Claire protagonizam. Por fim, para você que é apaixonado(a) por um lindo romance cheio de reviravoltas, eis essa sensacional pedida. \o/\o/\o/


Livro: OUTLANDER, A LIBÉLULA NO ÂMBAR (LIVRO 2)
Autora: Diana Gabaldon
Gênero: Romance/Aventura
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 890

9 de mai. de 2018

"A vida espera pela janela"

A janela não era espaçosa em demasia, mas dava a ela uma visão bastante clara de tudo que interessasse aos seus olhos bisbilhoteiros. Toda envidraçada, ocultada, por vezes, pela cortina a tornar segredo o exterior em alguns momentos, essa abertura era somente sua. 

Nasceu naquela casa, após longas horas de um trabalho de parto exaustivo; rebentou para aquela residência, não para o mundo, como se conta sobre uma nova criança recém-chegada. E, a partir de então, foi lá mesmo que permaneceu. 

Tomava banho de sol pelo reflexo da janela; ouvia o choro e gritos de outras crianças da cadeirinha na sala e as visitas médicas aconteciam sempre nesse mesmo endereço. O próprio doutor havia proferido a sentença, segundo contava o pai. E também a tia, a vizinha, o farmacêutico e a governanta que dela cuidava desde que sua mãe partiu sem despedida, todos pensavam da mesma forma e estava dado o veredicto: ela jamais poderia sair de casa. 

De maneira que nunca ultrapassou a fronteira da porta de entrada. Quando menina, até esforçou-se, esboçou planos de fuga, driblou visitantes que deixavam lacunas à entrada, tentou mesmo convencer os professores que a assistiam, ensinando sobre as artes, matemática, letras e generalidades. Mas nada conseguiu. 

E dezessete anos voaram, como voam números perdidos. A menina curiosa tornou-se, assim, a menina desbotada. 

Da vida lá fora muito conhecia através do que a vista lhe entregava: sabia que as flores cheiravam a alegria; que, além de estrondos, os carros alardeavam os homens, com sua urgência e egotismo; sabia que o vento sacudia diferente os cabelos das meninas que passavam extasiadas com sorvetes nas mãos, provando os sabores uma da outra; sabia que os pássaros cumpriam sua missão religiosamente ao gorjearem seu ‘bom dia’ pela manhã. Tudo isso a fazia sentir-se ora meditativa, ora satisfeita, ora acomodada. 

Mas a menina estreita também não sabia de muitas coisas: não sabia que a chuva podia lavar todas as dúvidas do corpo numa tarde de verão; não sabia que as pessoas corriam e, nem sempre, estavam apressadas, pois muitas vezes o faziam sem olhar para trás, pelo prazer de serem livres; não sabia que se trocavam olhares nos bancos das praças, nas matinês, nas festas comemorativas e que isso poderia fazer o coração acelerar como numa febre; não sabia que não se encontrava a paz somente ouvindo as músicas favoritas, trancada no quarto e que ela podia estar ali num bar, num cemitério, na floricultura, na loja de sapatos, ou quando alguém estava sentado à calçada, fazendo bolhas de sabão. 

Pouco reclamava, pois nada lhe faltava. Se visse nos comerciais à televisão algo que desejasse, no dia seguinte, feito mágica, aquilo caia em suas mãos. 

– Pai. 

– Sim… 

E a menina acanhada disse uma hora qualquer, novamente, sem rodeios: 

– Será que um dia eu poderei frequentar uma faculdade? 

E ele a fitou com os olhos moídos: 

– Claro, minha pequena, um dia poderá… 

– Quando? 

E, dessa vez, foi o telefone que tocou. Outra vez foi a campainha, ou foram interrompidos pela hora do jantar ou do noticiário. 

Só que um dia ela não quis saber da televisão. Ficou ali na sua brecha, paisagem do mundo, olhando o vendedor que trespassava a rua. E, como de costume, escondeu-se quando percebeu que ela a havia notado. Ficou à espreita durante minutos, enquanto também ele expectava para reconhecer quem, à distância, estava a observá-lo. E o mesmo aconteceu no dia seguinte e nos outros. No quinto dia, ela não se ocultou mais e ambos, o andante zeloso e a menina não mais insípida, ficaram dividindo uma conversa sem palavras, baseada num dicionário que somente eles consultaram. 

Naquela noite, a menina arrebatada decidiu que o brilho das estrelas reluziria em seu corpo e seria seu. Juntou roupas em um lençol, carregou de salgadinhos uma sacola e deixou para o pai um bilhete afobado. Preparou-se, dessa forma, para a fuga, lutando contra os anos que deixaria para trás. 

Ele, o seu noivo de olhares, estava lá fora, aguardando sua chegada. De lá, jogou contra a janela aquela que tinha sido a maior pedra que encontrou, a fim de estilhaçar o vidro, pondo fim à barreira que os desunia. 

O barulho despertou a vizinhança. Na casa, acorreram a tentar entender o que acontecia, em meio à desorientação da madrugada. Mas, com exceção do susto, nada aconteceu, o vidro continuou íntegro e o aspirante a raptor correu, sem nem olhar para trás. A menina esmorecida explicou, com a voz escassa: 

– Ladrão. Era um ladrão! 

Enquanto o pai recobrava-se do assombro e telefonava para a polícia, só a governanta reparou no lençol e na sacola, mas nada revelou. Nem comentou sobre o bilhete à mesa de centro, tratou logo de enfiá-lo por dentro da camisola e guardar somente para si a confidência das palavras que não deveriam ser proferidas jamais. 
Através da janela, vejo as horas voando e nunca poderei alcançá-las. Peço desculpas se aqui vivi tempo demais. É hora de não olhar para trás. ” 
[Texto via]: Papo de Fran

[Dezesseis, A Estada da Morte]: Ana Cláudia

Ei, você ainda não conferiu DEZESSEIS - A ESTRADA DA MORTE?! Então dá uma conferida no vídeo abaixo, lembrando que a história foi inspirada na canção Dezesseis, da banda brasileira Legião Urbana. Bem-vindos à estrada da Morte! 📚📚📚


P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci

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6 de mai. de 2018

E vamos que vamos...

[Falando em]: Amei Te ver — de Michael Josh

Eu recebi o pdf deste conto antes mesmo de ser lançado em formato digital, direto do amigo/autor Michael Josh. 💘💘💘 Sinto-me honrada por lê-lo antes de todos. Agora te convido a conferir a sinopse e o que eu achei de "Amei Te Ver", um conto que estará disponibilizado gratuitamente (como divulgação do autor), uma publicação independente. Vem junto! 


Sinopse: Você tem uma amizade que nunca mudou... Indiferente do tempo que se passe ou das coisas que acontecem em sua vida? Essa é a amizade de Renata e Felipe. Mesmo com todas as dificuldades que a vida colocou entre os dois, o que ambos sentiam um pelo outro sempre foi inabalável. Até que a vida lhes pregou uma peça. Renata e Felipe irão aprender o significado de um sentimento que preferiram não rotular. “Amei te ver” é uma história sobre amadurecimento e de altos e baixos, tal como a vida deve ser. Será que a amizade será suficiente para suportar todas as dificuldades que a vida colocar em seus caminhos?


"Porque, às vezes, reviver é viver..."






Um lindo conto! 💘💘💘

Felipe é um garoto que sempre tira notas baixas. Renata é uma garota esforçada, mas parece que nada entra na sua cabeça. Ele detesta tabuada. Ela tem dificuldade com as sílabas. Eis que ambos se tornam amigos.

— Você deu uma lição neles... — Renata comentou quando os dois desistiram ou se cansaram da briga. (Conto: Amei Te Ver, de Michael Josh)
(clique na imagem para maior resolução)

A amizade continuou com o passar do tempo, porém Felipe fez uma confissão...
— Eu beijei a Suelen! (Conto: Amei Te Ver, de Michael Josh)
Apesar de triste com tal confissão, o que realmente a deixou devastada foi saber que os pais do amigo estavam se separando e, com isso, Felipe se mudaria com a mãe para outro estado.
— Ótimo... Eu suportaria qualquer coisa nessa vida, menos perder meu melhor amigo. (Conto: Amei Te Ver, de Michael Josh) 
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

AMEI TE VER é nada menos que um conto marcado por despedidas e reencontros. Um sentimento vigente e, ao mesmo tempo, oculto. A mais linda forma de se amar. O desfecho tamborila no peito como uma triste anedota, contudo deixa nas entrelinhas uma linda mensagem. EU AMEI O CONTO! Em verdade, queria que o autor o torna-se um livro.

O conto é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação (em pdf) está boa; e a capa é linda de viver, estampando o casal protagonista. Por fim, para quem curte uma leitura rápido e que toca o coração, eis essa belíssima pedida. Logo menos o conto estará disponível na Amazon.


Conto: Amei Te Ver
Autor: Michael Josh
Gênero: Drama/Romance
Publicação Independente
Páginas: Aproximadamente 25
Ano: 2018