26 de mai. de 2018

[Falando em]: Hannibal — Série (Temporada 1)

Antes de iniciar a resenha, deixa eu respirar... 

OK! RESPIREI!!! 

Acho que agora já posso começar a falar sobre este conglomerado de empatia e, claro, falta de empatia que leva consigo um dos psicopatas mais icônicos da história do cinema. Em 2001, em "O Silêncio dos Inocentes", ele aparece encarcerado, interpretado pelo sensacional ator Anthony Hopkins. Para quem ainda não sabe do que se trata, deixarei abaixo a sinopse e o trailer (legendado) da primeira temporada da série Hannibal, uma produção da NBC, que teve estreia em 2013. Vem junto conferir! o/


Sinopse: Will Graham (Hugh Dancy) é um agente especial que forma perfis criminais. Contando com suas habilidades e a ajuda do FBI, inicia uma caça a um serial killer. Mas, neste caso, Will precisa da ajuda do enigmático psiquiatra Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen). Juntos eles são imbatíveis, mas Lecter tem segredos que o agente ainda não descobriu.

FICHA TÉCNICA 
Hannibal 
Gênero: Drama, Suspense, Terror 
Temporadas: 1 
Duração: 43 min. 
Origem: Estados Unidos 
Criação: Bryan Fuller 
Direção: David Slade, Guillermo Navarro, James Foley, Michael Rymer, Tim Hunter 
Roteiro: Bryan Fuller, Chris Brancato, David Fury, Jesse Alexander, Scott Nimerfro 
Produção: Martha De Laurentiis, Bryan Fuller, Michael Kessler, Loretta Ramos, Jesse Alexander, Chris Brancato, Sidonie Dumas, Tim King, Scott Nimerfro, Katie O'Connell, Christophe Riandee, Elisa Roth, David Slade, Steve Lightfoot, Jeff Vlaming, Jennifer Schuur, Sar
Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Laurence Fishburne, Caroline Dhavernas, Gillian Anderson, Tao Okamoto, Raúl Esparza, Joe Anderson, Katharine Isabelle, Fortunato Cerlino, Scott Thompson, Aaron Abrams, Lara Jean Chorostecki, Richard Armitage, Rutina Wesley, Nina Arianda.
Ano: 2013






MINHAS CONSIDERAÇÕES:

Poderia ser apenas um remake de "O Silêncio dos Inocentes", com Dr. Hannibal Lecter atrás das grades. Porém o expectador é presenteado com muito mais, isto é, um roteiro instigante e aterrorizante, deixando de lado o conhecido psicopata atrás das grades, apresentando o não empático Dr. Hannibal, antes mesmo de ser descoberto. 

De antemão o espectador é conduzido a um design pessoal e proposital entre dois seres humanos diferentes: o primeiro denotando empatia por qualquer circunstância, o segundo negligenciando qualquer tipo de afeto. E é desta forma, entre investigações de um suposto serial killer, que o espectador é guidado à diversas atrocidades vindas de uma mente brilhante e culta, capaz de enlouquecer até mesmo o maior catalisador de sentimentos. 

HANNIBAL, A SÉRIE apresenta Dr. Hannibal e seu séquito de seguidores, tendo como base a linha investigativa e, claro, o terror por trás de diversos crimes. A grande sacada foi que mesmo sendo um roteiro adaptado, soube caminhar com as próprias pernas, de forma original e com conteúdo. Entre um caso e outro há uma sucessão de psicopatia, cada qual com sua particularidade, porém sempre interligando-se ao senhor-mor psicopata. Não posso deixar de dizer que além do magnífico roteiro, temos as espetaculares atuações dos protagonistas Dr. Hannibal Lecter (interpretado pelo ator Mads Mikkelsen), que foi tão original e único. E tão espetacular quanto é o agente especial Will Graham (interpretado por Hugh Dancy), mostrando-se um catalisador eficaz e sofredor. Eu me apaixonei por ambos, e isso não faz de mim uma psicopata, mas sim uma apreciadora de um magnífico roteiro. O final da primeira temporada foi de quebrar o coração, e deixou-me mais ansiosa para conferir a sequência. Não dá pra dizer mais, o certo é convidar a todos para assistir essa linha de investigação e mentes pra lá de sombrias. Se eu gostei?! NÃO, EU NÃO GOSTEI! EU MEGA, ULTRA, MAX, HIPER AMEI!!! 💘💘💘 E logo menos estarei conferindo a segunda temporada da série. Por fim, para você que curte uma trama investigativa de primeira, com muitas teorias e reviravoltas, eis essa maravilhosa pedida. EU. MEGA. INDICO. o/


25 de mai. de 2018

"Como explicar o AMOR..."

Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da terra. Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, lhes propôs: 

— Vamos brincar de esconde-esconde? 

A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou: 

— Esconde-esconde? Como é isso? 

— É um jogo! — explicou a LOUCURA. — Em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo. 

O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA. A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar. A VERDADE preferiu não esconder-se, para quê? Se no final todos a encontravam? A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se. 

— Um, dois, três, quatro... — Começou a contar a LOUCURA. 

A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta. A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos — se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim, acabou escondendo-se em um raio de sol.

O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cômodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, não recordo-me onde escondeu-se, mas isso não é o mais importante. Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.

— Um milhão! — contou a LOUCURA, e começou a busca.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia. Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões. Em um descuido encontrou a INVEJA e, claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGOÍSMO não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se. E assim foi encontrando a todos.

O TALENTO entre a erva fresca; a ANGÚSTIA em uma cova escura; a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano); e até o ESQUECIMENTO, a quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde. Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, embaixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se: chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia. Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra: O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.

[Autor desconhecido]

23 de mai. de 2018

Sobre a preguiça de ser criativo...


Por onde anda a criatividade?! Há clichê em tudo, ou seja, no romance, no drama, no suspense, no investigativo e pasmem, até no terror. A pergunta é a seguinte: O que de fato está acontecendo?! Por onde caminha a criatividade?!... Por onde caminha os acontecimentos que se interligam na trama e fazem todo o sentido?!... Por onde anda o ápice da trama com grandes revelações?!... Por fim, onde se encontra a razão do por quê?! Vou dizer, estou cansando de ler alguns nacionais, e digo isso com dor no coração. Eu não sou a perereca das galáxias em meus textos, mas tento usar da minha criatividade para elaborar um conteúdo — digamos assim — com conteúdo. Vamos vencer essa preguiça, com homens fodões e garotas puritanas, tampouco com garotas fodonas e homens puritanos. A vida, em sua totalidade, é paz, amor e guerra. Dedique-se mais ao conteúdo.

Abraços literários,
Simone Pesci 

22 de mai. de 2018

[Falando em]: A luz que perdemos — de Jill Santopolo

Eu recebi essa maravilha em parceria com a editora Arqueiro, para resenhar no blog "Uma leitura a mais" e, claro, aqui também (P.S:. Obrigada, Arqueiro!). 💘💘💘 Agora convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e o que eu achei de "A luz que perdemos", obra da autora Jill Santopolo. Vem junto! o/ 


Sinopse: Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo. Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York. Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro. Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados? A Luz Que Perdemos é um romance impactante sobre o poder do primeiro amor. Uma ode comovente aos sacrifícios que fazemos em nome dos ­nossos sonhos e uma reflexão sobre os extremos que perseguimos em nome do amor.




"Porque somos nossas escolhas e consequências" 

Um enredo maravilhoso! 💘💘💘

Lucy e Gabe se conhecem na faculdade, mais especificamente na aula de filosofia do professor Kramer, em 11 de setembro de 2001, quando o World Trade Center foi atacado e veio ao chão. Ela acompanha Gabe até o seu apartamento, que divide com três amigos, a fim de saber notícias sobre o trágico e devastador acontecimento. Durante aquele triste momento eles se beijam e se apaixonam.
Há momentos que alteram a vida das pessoas. Para tanta gente como nós, que morávamos em Nova York então, o 11 de Setembro foi um desses momentos. Qualquer coisa que eu tivesse feito naquele dia teria siso importante, teria sido gravado a ferro na minha mente e marcado meu coração. Não sei por que te conheci naquele dia, mas sei que, por isso, você passou a fazer sempre parte da história da minha vida. (Livro: A luz que perdemos, Pág.21)

(clique na imagem para maior resolução)



O desejo entre ambos foi imediato, mas após a ligação de Stephanie (ex namorada de Gabe), dizendo que o seu irmão que trabalha no World Trade Center estava desaparecido, ele decide reatar com a ex. Lucy se distancia e sofre da sua forma, tal quanto Gabe. E depois de anos, quando Lucy está comemorando com as amigas seus vinte e três anos, eles se reencontram em um bar. Agora Gabe está solteiro e eles começam a se relacionar.
Kate tinha razão, é claro. Mas, àquela altura, não havia nada que eu pudesse fazer para alterar o nosso destino — o seu, o meu, o nosso. Eu assumo a responsabilidade pela decisão. Até hoje assumo. Nunca me senti tão viva quanto nos cinco meses que moramos juntos. Você mudou minha vida, Gabe. Fico feliz pela escolha que fiz. Livre-arbítrio, apesar do destino que nos esperava. (Livro: A luz que perdemos. Pág. 49)
Por cinco meses Lucy e Gabe moram juntos, porém ele decide seguir com seus sonhos, mudando-se de Nova York, passando a trabalhar como fotojornalista no Oriente Médio. 
Herdamos as expressões de sofrimento de nossos antepassados pré-verbais, codificadas no DNA. Você estava mesmo partindo, em algum momento, mas nunca pude imaginar como seria. E foi um pesadelo. Como se o meu coração fosse frágil como vidro e alguém o jogasse no chão, quebrando-o num milhão de pedaços para depois esfregar o sapato nos cacos. (Livro: A luz que perdemos, Pág.72) 
(clique na imagem para maior resolução)


Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Antes de qualquer coisa, quero dizer que a nota/referência na capa do livro, dizendo que os fãs de Um dia e Como eu era antes de você curtirão a obra faz todo sentido. Eu, particularmente, fiquei apaixonada por essa história e adianto que "leio até mesmo a lista de compras da Jill Santopolo". o/

A LUZ QUE PERDEMOS é uma sensível história de amor, uma impactante consequência de nossas escolhas, sejam elas viáveis ou não. Entre encontros e desencontros, querer e não poder, o leitor é arrebatado para dentro da vida de uma mulher que ama o passado tão quanto o presente. E que espera do futuro apenas continuar com o amor pulsando de forma vibrante dentro do peito. Não há como não se apaixonar com os dois amores de Lucy, ou seja, Gabe e Darren, pois ambos têm a sua porcentagem de sensibilidade e verdade. O contexto, em totalidade, me tocou de forma pessoal, deixando-me em alguns instantes inquieta e fazendo-me comparar algumas situações pelas quais já passei. Eu me senti como se fosse a protagonista, e assim como ela, me vi perdida. A questão do "será se..." é o ponto crucial da narrativa. Não há pior ou melhor escolha, há apenas escolhas e, claro, suas consequências. O final é de quebrar o coração e deixa uma belíssima mensagem. Se eu gostei?! NÃO, EU NÃO GOSTEI! EU MEGA, ULTRA, MAX, HIPER AMEI!!! 💘💘💘 Os direitos para o filme foi comprado, e eu estou ansiosa para conferir essa lindeza nas telonas. \o/\o/\o/

O livro é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com fontes e espaçamentos na medida, adornado em papel pólen soft (o amarelinho mais claro); e a capa é belíssima, estampando vestígios de Lucy e Gabe em duas já não existente s Torres Gêmeas. Por fim, para você que curte um lindo drama, daqueles de partir o coração, eis essa maravilhosa pedida.


Livro: A luz que perdemos
Autora: Jill Santopolo
Gênero: Drama/Romance
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 272

20 de mai. de 2018

Leia! Avalie! Compartilhe!

Ei, você... Está a fim de se encontrar em ótimas leituras?! Então convido a todos para ler DEZESSEIS - A ESTRADA DA MORTE e CONTANDO A CANÇÃO. O primeiro é inspirado na canção de mesmo título, da saudosa banda Legião Urbana — e o segundo é uma antologia com 10 breves contos inspirados em canções, entre elas com o repertório da Legião Urbana, Nirvana, Ira, Skid Row, Kid Abelha, Van Halen, Arnaldo Antunes e Nando Reis, Cindy Lauper, Jota Quest e, por fim, George Michael. Ambos projetos estão com excelentes avaliações e preço acessível, além de estarem disponíveis no Kindle Unlimited. Caso você não tenha o aparelho Kindle para leitura, basta baixar gratuitamente o aplicativo para o seu smartphone, tablet ou computador. Bem-vindos à estrada da morte e ao universo da vívida partitura!!! 🎶 📖 🎶




✔Adquira os e-books, AQUI.
✔ Baixe o aplicativo Kindle gratuitamente, AQUI.