12 de jun. de 2015

[Especial Romance]: Blog Mato Por Livros — com Simone Pesci

Eu fui convidada pela minha more/amiga Fernanda Braga do blog parceiro Mato Por Livros, para falar hoje "12/06/15 — Dia dos Namorados" sobre o amor envolto em uma trilha sonora. Aliás, além da playlist para o coração, liberei um conto de minha autoria, escrito ano passado, ou seja, em 2014. Desde já, agradeço a Fê pelo convite e espero que todos curtam. \o FELIZ DIA DOS NAMORADOS!!!

P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci
"De um olhar nasceu um sorriso — e do sorriso as conversas — e das conversas as afinidades — e das afinidades o primeiro beijo — e do primeiro beijo a admiração e a vontade de estar sempre ao lado — e de estar sempre ao lado a paixão — e da paixão o amor! Enfim, ela acabara de encontrar seu Srº Darcy, e sequer pediu permissão para Jane Austen para desfrutar de sua companhia."
**Confira o post, junto ao conto 
"Ouça o Seu Coração", clicando AQUI.

9 de jun. de 2015

[Falando em]: 20 Minicontos Macabros — de Clayton De La Vie

Eu recebi este livro em formato PDF, diretamente do autor. P.S: Obrigada, Clay! S2 Tempos atrás o Clayton Nunes, pseudônimo de Laerte Varrier, presenteou-me com uma de suas obras em formato físico, que leva como título "A Mordida do Vampiro" (para conferir a resenha, clique AQUI). Confira agora a resenha, teaser trailer que tive o prazer em editar e um breve parecer de "20 Minicontos Macabros",  uma publicação independente que está a venda via Amazon. 


Sinopse: A obra reúne vinte minicontos com teor gótico, repletos de humor negro e que trazem, mesmo que obliquamente, uma reflexão acerca da vida, do que é real e imaginário.

P.S: Vídeo editado por Simone Pesci
“Nunca aposte sua cabeça com o Diabo”, dizia Edgar Allan Poe. Ufa, ainda bem que segui esse conselho. Apostei minha alma...
Trata-se de um livro de minicontos. Eu nunca tinha lido algo do tipo, especialmente deste gênero, ou seja, o terror... E posso dizer,  Eu amei! S2 trata-de de contos, alguns mais extensos, outros nem tanto. Porém, todos são minicontos em forma de reflexão entre o real e o imaginário. Aliás, em muitos deles vi 'mais o real' do que 'o imaginário', coisas do tipo que que presenciamos dia a dia, em mentes e corações adornados pelo mal.

Por ser um livro de minicontos, não tem muito o que dizer, a não ser que curti bastante o seu conteúdo, mesmo achando-o de cunho totalmente assombroso, algo que às vezes me dá medo. Eu o li em apenas alguns minutos, pois é uma leitura muito rápida, fruível e de fácil compreensão. Não me lembro de ter encontrado erro em sua revisão, e sua capa é tão aterrorizante quanto o seu conteúdo. Não posso colocar mais quote algum, pois como são apenas 20 minicontos, já usei dois deles, sendo um para o teaser trailer e o outro para a resenha. Restam agora apenas 18. hahaha

O livro está a venda num preço camarada, em formato eBook, via Amazon. Por fim, para os apreciadores de um ótimo e breve texto de terror, eis uma excelente pedida. Eu particularmente sou fã dos textos do Clayton e leio até mesmo a sua listas de compras. \o


Livro: 20 Minicontos Macabros
Autor: Clayton De La Vie
Gênero: Terror
Publicação - Independente
Ano:2014

8 de jun. de 2015

BASTA - POR THIAGO ASSONI

Não tem dois pesos e duas medidas!




Quem sou eu pra julgar o que é certo ou errado? Somos todos humanos, somos feitos de erros, completamente mutáveis e tudo mais...
Porém, ainda assim, acho válido (e muito) o uso do bom senso.
A imagem da crucificação que foi usada na Parada Gay de SP ontem (07/06) repercutiu muito e estou lendo muita, mas muita asneira!

Eu sou contra. E defendo que: se queremos um Estado Laico, sem a imposição de um estilo X de religião e queremos tanto que a Igreja saia do nosso pé, por qual razão vamos usar o maior símbolo Cristão pra revidar o ataque?
Ah Thiago, mas crucificação não é algo da religião cristã. É que naqueles tempos esse era um método de mimimi e blá blá blá"
Ok, eu sei disso. Eu leio, sei sobre a História da Humanidade e não é de hoje não.
Mas, mesmo assim, é um símbolo religioso e não deveríamos mexer com isso.

O que queremos com a Parada gay? Como vamos fazer pra conquistar o que queremos? Gostamos quando Feliciano e Malafaia fazem seus protestos com aquele discurso bonito de ódio deles?
É bacana ver Cristão invadir terreiro afro e destruir tudo? É legal ver protestante quebrando a imagem de uma Santa e urinando sobre ela?

Não! Não é legal, a gente não gosta de ver isso acontecer. Então, por que diabos descemos ao mesmo nível desse povo pouco evoluído e levamos algo que vai dar razão para eles falarem e falarem e falarem...

Que preguiça desse mundo! Olho por olho, dente por dente. Parece mesmo criança no pré brigando "professora, ele puxou meu cabelo aí eu fui e puxei o dele também".

A Parada GLBT é pra lutar por direitos, não é? Queremos leis que nos protejam... Então vamos às ruas lutar por isso, não pra agredir seja quem for. Vamos parar de se vestir pra festa, escolher quem vamos beijar, encher a cara de bebida... Isso não é manifestação válida!

Como eu disse, o discurso de Malafaia e companhia é protesto também, mas nem por isso é bonito de se ver. Se queremos mesmo esse tão sonhado respeito, essa tal igualdade... Vamos começar por nós mesmo. Não estamos em guerra.

Não precisamos contra atacar. Mostremos que somos amor, que somos pessoas normais e que não precisamos nos mostrar diferentes para pedir igualdade.


7 de jun. de 2015

#EOCEOI — A UM METRO DO INFERNO

Algumas pessoas me perguntam até hoje qual foi o capítulo de "Entre o Céu e o Inferno" que mais gostei de escrever, e até mesmo qual é o meu capítulo favorito? Pois bem, para as duas perguntas há uma resposta. Estou falando do capítulo 5 chamado "A Um Metro do Inferno", narrado inteiro aos olhos do Max, ou seja, do Céu , e por sinal, esse foi o personagem que mais amei criar até hoje e também o que mais amo.

(clique em cima da imagem para maior resolução)

Falando dele...

Trata-se de um capítulo forte, recheado de sentimentos bons e ruins, quando Max retorna após 10 anos longe de sua amada/amiga Alex, que na verdade é a pessoa pela qual nutre um amor platônico. Ele retorna para tirá-la de todo o Inferno que a cerca,  e que ela faz questão de seguir. Porém, quando está cara a cara com ela, se depara com uma Alex ainda pior do que antes... Desta forma, decide salvá-la... Um verdadeiro conto de fadas atual, com um príncipe encantado diferente daqueles que conhecemos, pois ele não está em um cavalo branco, e sim em seu Mustang 68. Agora ele é um lindo homem de atitude, com corpo e rosto de um Deus Grego, preparado para enfrentar até mesmo o Inferno pelo seu grande amor...

(clique em cima da imagem para maior resolução)


A canção inspiração do capítulo é nada mais que "Na Sua Estante Pitty", e por sinal, eu escutei  essa música que tanto amo em modo repeat, enquanto escrevia.
Ela estava a poucos metros, jogada ao chão como uma indigente, naquele beco fétido e sem movimento. Ao deparar-me com aquela terrível cena, assim como em tantas outras situações, senti meu coração comprimir em angústia. E do canto de meus olhos brotaram lágrimas — que logo em seguida despencaram pela minha face.

**Para saber tantas outras coisas legais sobre o enredo, clique AQUI.
**A venda, em formato eBook, por apenas R$6,99 clicando AQUI.

3 de jun. de 2015

[Falando em]: O segredo do meu marido — de Liane Moriarty

Eu ainda estou em êxtase! Afinal de contas, este é o gênero que mais gosto, ou seja, uma baita dramão, com uma grandiosa carga emocional. Aliás, eu ganhei essa MARAVILHA da minha amiga do coração, a Juny Moura. P.S: Obrigada, Juju! S2 Agora confira a sinopse, vídeo apresentação e resenha de "O segredo do meu marido", obra de Liane Moriarty, uma publicação da editora Intrínseca.


Sinopse: Ela virou o envelope. Estava lacrado com um pedaço de fita adesiva amarelada. Quando a carta tinha sido escrita? Parecia velha, como se tivesse sido anos antes, mas não havia como saber ao certo. Imagine que seu marido tenha lhe escrito uma carta que deve ser aberta apenas quando ele morrer. Imagine também que essa carta revela seu pior e mais profundo segredo  algo com o potencial de destruir não apenas a vida que vocês construíram juntos, mas também a de outras pessoas. Imagine, então, que você encontra essa carta enquanto seu marido ainda está bem vivo... Cecilia Fitzpatrick tem tudo. É bem-sucedida no trabalho, um pilar da pequena comunidade em que vive, uma esposa e mãe dedicada. Sua vida é tão organizada e imaculada quanto sua casa. Mas uma carta vai mudar tudo, e não apenas para ela: Rachel e Tess mal conhecem Cecilia  ou uma à outra , mas também estão prestes a sentir as repercussões do segredo do marido dela. Um romance emocionante, O Segredo do Meu Marido é um livro que nos convida a refletir até onde conhecemos nossos companheiros  e, em última instância, a nós mesmos.

Um torno de ferro pesou em seu peito, comprimindo-o, e ela se sentia sufocar, arfando em busca de ar, mas por sob o pânico podia ouvir a voz calma e cansada da experiência: Você já passou por isso antes. Não vai morrer. Parece que não consegue respirar, mas na verdade está respirando. Tem a impressão de que nunca vai parar de chorar, mas vai, sim. (Livro: O segredo do meu marido, Pág.64)
Trata-se de um romance australiano, escrito  até então  por uma autora de uma série de livros infantis. Antes de lê-lo, pesquisei algumas resenhas pela rede, e constatei que a maioria eram positivas. No entanto, houve algumas pessoas que não curtiram a trama, o que espantou-me, pois és um magnífico enredo. 
Com um único movimento rápido e violento, ela cortou o envelope. Puxou de lá uma carta escrita à mão. Por um momento, seus olhos não conseguiram focar. As palavras dançavam na sua frente. (Livro: O segredo do meu marido, Pág.141)
Durante a trama o leitor se verá de frente com três histórias que se intercalam, todas com um drama à parte, daqueles que algumas vezes presenciamos no rádio ou na Tv (ou até mesmo no dia-a-dia). Tudo se inicia com Cecilia, uma dedicada dona de casa, que narra sua vida (e seus pensamentos) detalhadamente, e também John-Paul, o marido que guarda um terrível segredo que será o ponto-chave da trama. Eis um pai e mãe felizes, com suas três lindas filhas. Porém, quando o segredo de John-Paul é revelado, tudo desaba! Aliás, o segredo dele nem é 'tão segredo assim', pois eu matei a charada logo de cara. Acredito que trata-se de um subterfúgio para dar um foco maior na carga dramática.

Ainda na trama somos apresentados à Rachel, uma senhora que perdeu sua filha anos atrás, e que vive seus dias envoltos em saudade e dor, ansiando encontrar o assassino da mesma, preenchendo seus dias ao lado do neto, Jacob, encrencando vez ou outra com sua nora e pouco se dedicando ao seu filho, Rob  e, por último, temos Tess, seu marido Will e sua prima Felicity. Há uma traição de sentimentos entre Felicity e Will para/com Tess. Assim Tess experimenta um outro lado de tudo, inclusive o da paixão, fazendo com que a vida dessas três famílias se cruzem, cada qual rodeada por uma tragédia, trazendo para o cotidiano uma dura realidade e sentimentos adversos. 
 É como um monstro preso na minha cabeça.  Sua voz arranhou os ouvidos de Cecilia.  Às vezes, ele se liberta e sai detonando tudo em volta, mas depois consigo recuperar o controle. Eu o aprisiono. Entende o que quero dizer? (Livro: O segredo do meu marido, Pág.172)
Confesso! Eu senti empatia por todas as situações e personagens, em níveis elevados. Porém, houve um personagem que me tocou ainda mais. Estou falando de Rachel, a senhora que tanto sofre com a perda da filha assassinada.
Certas vezes, sentia a dor de um sofrimento puro e primitivo, em outras, havia raiva, o desejo frenético de arranhar, bater e matar, e outras vezes, como naquele momento, apenas uma tristeza comum, sombria, assolando-a de mansinho, sufocante, como uma névoa densa. Ela apenas estava triste demais. (Livro: O segredo do meu marido, Pág.294)
A cada virar de página, eu me via em um emaranhado de sensações, surpresa com o caminhar da história, e principalmente com a descrição dos sentimentos dos personagens. Era como se eu fizesse parte de tudo aquilo, estando dentro  do enredo. Eu surtei com os capítulos finais, quando ambos dramas se cruzam de forma intensa e trágica , e a grande surpresa veio no epílogo, pois é nele que tudo faz sentido. Afinal, lá no fundo, todos carregamos algum segredo. 
"Nenhum de nós conhece todos os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre. Pergunte a Pandora."  
Agora cesso meus comentários para não soltar spoilers. Contudo, quero enfatizar a grandiosidade do conteúdo, misturando-se à um fato histórico, sendo este "O Muro de Berlim", encaixando-se no texto de forma magistral. Para alguns pode parecer um pouco insosso e confuso. Deixe-me explicar... 

De início fiquei um pouco perdida, pois não sou fã de enredos com muitos personagens, e este têm uma porrada de personagens. No entanto, logo que me familiarizei com eles, isso tornou-se irrelevante, e tantos os personagens principais como os secundários foram inseridos perfeitamente no contexto, não deixando nenhuma ponta solta.

A escrita da Liane Moriarty é envolvente flui super bem. A história é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão (apesar de alguns momentos estar com palavras rebuscadas), os pensamentos dos personagens se sobressaltam em milésimos de segundos, o que me deixou confusa e assutada. No entanto, ainda nos primeiros capítulos, eu me acostumei e tirei isso de letra; a capa é divina e de extremo bom gosto, com uma rosa destruída, condizendo com o conteúdo; não encontrei erro algum na revisão, e sua diagramação com um bom espaçamento, porém, o tamanho da fonte usado no texto/narrativa está pequeno, o que ao menos pra mim, dificultou um pouco a leitura (tenho sérios problemas com isso  rs). Por fim, para você que curte um enredo divino, muito bem escrito e com personagens cativantes, eis uma excelente pedida! P.S.: Estou sonhando com este enredo nas telonas. Quem sabe um dia, não é mesmo? Seria um sonho!!! S2


Livro: O Segredo do meu marido
Autora: Liane Moriarty
Gênero: Romance australiano
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Páginas: 366