6 de mai. de 2018

"Coração x Cérebro"

 O cérebro é o meu segundo órgão favorito.” (Woody Allen) 
— Fique quieto!

— Você precisa me escutar…

— Não. Não quero ouvir.

— Não me deixe aqui sentindo tudo sozinho…

— Chega! Você não manda mais aqui.

E virou as costas, desviando seu caminho. O parceiro de tantas paixões, amigo Coração, ficou ressabiado dentro do seu recanto. Foi designado a ele que não saísse de lá, que não exercesse mais função afetiva e continuasse seu trabalho habitual de tocar o sangue para frente, bombear sem titubeios, definir o fluxo, deixar passar, sendo somente motor, apesar de seu potencial eminente.
“Quando se amarra bem o próprio coração e se faz dele um prisioneiro, pode-se permitir ao próprio espírito muitas liberdades.” (Nietzsche) 
Se era o espírito ou razão que a controlariam, ainda não sabíamos nesse momento da história. O que ficou bem claro, fato consumado em sua totalidade, foi que apesar de cheio de água vermelha, o Coração ficou oco, dolorido em sua umidade. Fora deixado em paz, mas paz mesmo não encontrou. Esse golpe não esperava.

Cabreiro e abandonado, foi posto de lado pela primeira vez na vida. Sempre fora o Conselheiro-mor., o primeiro a ser inquirido, o autor da palavra final. Ela seguia o que o Coração mandava.
O que você sabe, Coração? 
Ele sempre sabia, mesmo não entendendo. Acertava até quando só palpitava, de palpite mesmo e, às vezes, de palpitação, quando a adrenalina o subjugava. Queria só dizer a ela que não se esquecesse do amor, mas teve as portas trancadas.

No entanto… alguém chegou para assumir o posto.
“Ninguém se mexe! Meu cérebro caiu” (frase de Jack Sparrow, em Piratas do Caribe)
— Deixe eu colocar ordem no recinto.

— Sim, sim, a casa é sua agora.

— Sempre foi, minha querida, sempre foi. Mas deixei você se iludir um pouco, pois sabia que no tempo certo voltaria para mim.

— Nossa, fui tão imatura que me envergonho disso.

— Sim, é hora de se envergonhar mesmo. Mas vou cuidar de tudo.

E foi assim que o Cérebro, aquela figura amedrontadora por ser tão dono de si, altivo e colossal mesmo com sua pouca estatura, pisoteou fortemente nos vestígios de amor jogados ao chão a fim de não os deixar mais tomar vida.

— O resto é só apêndice.

5 de mai. de 2018

[E-books gratuitos]: Dias 05, 06 e 07 de Maio

Geinteinnn... "Johnny e o seu Opala azul metálico" e "Contando a Canção" estão no 0800, op's, gratuitos até segunda-feira (dia 07/05). Para quem não tem o aparelho Kindle para leitura, basta baixar gratuitamente o aplicativo no seu smartphone, tablet ou computador (deixarei o link abaixo). Bem vindos à estrada da morte e ao universo da vívida partitura!


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3 de mai. de 2018

Permita-me um pedido:

Quero uma vida em branco! Isso mesmo, em branco, onde eu possa colorir uma nova história, com personagens de olhos bem arregalados para que o novo desenho nasça sem erros. Quero muitas cores. Muitas mesmo. Quero tantas quantas forem possíveis para esquecer o cinza da quarta-feira que fere. Além das cores quero também perfumes. Quero cheiro da manhã bem como daquilo tudo o que é novo, que acaba de nascer, que tem força... O risco de me perder neste novo desenho é mínimo, pois não faltarão luzes a me guiar pelas linhas traçadas a mão livre e forte. Aviso que esta vida em branco terá como seu primeiro traço a linha do horizonte, daqueles a perder de vista, para que assim eu caminhe muito conhecendo novas pessoas. E quanto a você, não se preocupe. Terás seu lugar nesta nova vida, mas corra, pois as vagas são poucas. Serás bem vindo, desde que traga sua sinceridade e disposição para continuar a ser chamado de amigo. O que? Se nesta vida as mágoas terão espaço? Ah, não, essas não combinam com o novo colorido. O lugar que antes era reservado às mágoas agora será dedicado ao cuidado de saber quem realmente quer figurar nesta nova moldura. Agora se não for possível dar-me uma vida em branco, dê-me uma borracha, para que eu apague lembranças e sorrisos que um dia feriram esta alma que hoje suplica o direito de recomeçar. 

★ Por: Júlio Cesar Lima ★

[Quote]: Redenção — de Simone Pesci

Olá, pessoal!
Já faz um tempinho que estou estacionada nos textos. Porém, surgiu aquela vontadinha de dar continuidade em um dos meus enredos inéditos, ou seja, REDENÇÃO. E nada obstante, não perdi tempo, e mesmo não sequencialmente, estou mandado ver em um dos capítulos que mais ansiava escrever: a entrega de Ágata para Lúcifer... Op's, para Lucius Oliver. Confira abaixo um quote deste capítulo e, claro, um vídeo com a canção que será pano de fundo da cena.



— Então me mostre! — Ela desafiou-me. 

Eu poderia me materializar até mesmo como um demônio hollywoodiano de série via streaming. Mas decidi mostrar a ela a minha verdadeira essência. Aproximei-me, fazendo com que uma luz resplandecente surgisse ao meu redor, em seguida minhas asas negras despontaram. 

— Lindo! — disse Ágata, tocando minhas asas. 

— Como caíste do céu, sou a estrela da manhã! Não há beleza alguma nisso.


P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci

1 de mai. de 2018

[Lidos]: Abril de 2018

Olá, lovers!
Como foram de leituras?! Eu me enveredei em cinco obras: umas me tocaram mais; outras me tocaram menos. Bem ou mal todas me tocaram. 📚♥ 📚 Agora convido a todos para conferir as minhas cinco leituras de Abril. Vem junto! o/ 



[Clique no título para conferir a resenha]: