10 de ago de 2017

[Falando em]: Meus dias com você — de Clare Swatman

Eu recebi esse livro dias atrás, em parceria com a editora Arqueiro, para resenhar no blog "Uma leitura a mais— e, claro, aqui no meu bloguito também (P.S: Valeu, Arqueiro e Renata!).💘💘💘Trata-se do romance de estreia da autora Clare Swatman. A propósito, tornei-me sua mais nova fã e espero, logo menos, poder conferir outro texto  de sua autoria. Agora confira a sinopse, book trailer e o meu parecer de "Meus dias com você".



Sinopse: Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta? Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho. Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira? Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento  e, quem sabe, o destino de seu grande amor. 





"Porque há de se viver o agora..." 

Um romance apaixonante!

29 de junho de 2013
Seria um dia qualquer se não fosse por Zoe Morgan e Edward Williams, depois de quinze anos de casados, estarem à mercê de mais uma crise conjugal. Zoe está um tanto mau humorada, e Ed parte para o serviço despedindo-se de forma seca, com sua bicicleta. No entanto, fatalmente, é atropelado e vem a óbito. Eis que inicia o martírio de Zoe, apesar das diferenças e crises por quais todos os casais passam, eles se amavam muito.
 Eu vou levar para sempre o desejo de ter dito a ele algumas coisas que não disse, sempre vou desejar a chance de mudar algumas coisas que fiz no dia em que ele morreu e nos meses e anos antes desse dia. Mas não posso, então tentarei carregar comigo os momentos felizes e esquecer os ruins... (Livro: Meus dias com você, Pág.13)

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Passaram-se dois meses após a morte de Ed, e Zoe encontra-se em estado de choque. Ela resolve ir até o jardim que era o cantinho preferido do falecido marido, e acaba tendo uma vertigem e levando um tombo. Contudo, ao acordar, ela se vê de volta a 18 de setembro de 1993, data que conheceu Edward, ainda na faculdade.
Sozinha por alguns minutos, eu respiro fundo para acalmar os nervos. É maravilhoso ver Ed novamente, mas ele não tem ideia do quanto me deixa feliz. Para ele, sou apenas uma amiga que ele beijou alguns anos, ao passo que para mim ele significa tudo. E tudo o que perdi. (Livro: Meus dias com você, Pág.61)

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Incrédula, Zoe sente-se grata por poder estar ao lado de Ed novamente  e, quem sabe, mudar o destino. Entretanto, a cada anoitecer, ela se desespera, pois sabe que o dia seguinte não será decorrente ao anterior, mas sim uma data importante que mostrará os seus erros, dando a chance de corrigi-los. O que antes eles não queriam passa a ser o maior sonho do casal, ou seja, ter um filho. E isso se agrava quando Becky, a irmã mais nova de Zoe, engravida. Ed e Zoe tentam alguns tratamentos, mas, infelizmente, nada acontece. E isso acaba tornando-se o prelúdio para que fiquem à mercê de uma crise, sempre desentendendo-se.
9 de junho de 2012 
"Dizem que, quando você perde um dos sentidos, os outros trabalham com mais tenecidade para compensar. O que pode explicar por que, antes mesmo de abrir os olhos, eu sei que alguém está olhando pra mim. Não fico com medo, mas meu coração bate forte assim mesmo, na esperança de que seja Ed outra vez, e também por saber da decepção que vai tomar conta de mim caso não seja. Tenho medo de que ontem tenha sido a minha última oportunidade e que eu esteja de volta ao presente." (Livro: Meus dias com você, Pág.225)

Agora cesso os comentários para não soltar spoilers.

Se tem uma coisa que AMO é sentir uma história, e este enredo encaixou-se com perfeição, o que me fez acreditar que a autora não parece uma novata, mas sim uma tarimbada contadora de histórias. O mágico de se ler um romance contemporâneo é a verossimilhança que ele apresenta. E foi o que aconteceu, sem grandes expectativas e esperando o tão sucessivo clichê, algo que amo muito, eu me entorpeci pelo conteúdo. 💘💘💘

Meus dias com você é um drama/romance para pessoas providas de coração. O enredo é tão profundo que me fez sentir os sabores e dissabores dos protagonistas. Aliás, eu fiquei perdidamente apaixonada por Zoe e Ed, ambos dotados de tamanha humanidade, com suas alegrias e tristezas. Trata-se de uma trama que nos mostra o quão mesquinhos somos, principalmente quando nossos anseios não se concretizam, e de uma forma medíocre, amargamos a nós e a todos que estão ao redor. Às vezes um simples e delicado gesto faz toda a diferença, e tanto Ed quanto Zoe me ensinaram muito com essa história. A cada virar de página eu ansiava pelo desfecho final, algo que foi dilacerante e lindo. Os personagens secundários são de suma importância, e me deixaram tão envolvida quanto/com os protagonistas. Agora estou numa baita ressaca literária. 

O enredo é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com fontes e espaçamentos em boa medida, adornada em papel pólen off-white (o amarelo mais claro); e a capa está divina (amo esse estilo de capa), estampando Zoe e Ed. Por fim, para você que curte um lindo drama/romance, eis essa MARAVILHOSA pedida. E pra finalizar: "Eu leio até mesmo a lista de compras da Clare Swatman". o/



Livro: Meus dias com você
Autora: Clare Swatman
Gênero: Drama/Romance
Editora: Arqueiro
Ano:2017
Páginas: 288

7 de ago de 2017

[Tradução]: Purple Rain

Horas atrás resolvi assistir  pela milésima vez , o filme "Purple Rain", um clássico dos anos 80. 💘💘💘E não me contentando apenas com o filme, acabei encontrando essa linda versão acústica da canção, onde Prince faz um dueto com ninguém menos que Beyoncé. Eis que, sem pestanejar, resolvi traduzir essa canção/versão. Vem junto conferir! o/


[Dueto/Acústico]: Prince & Beyoncé
[Canção]: Purple Rain
P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

6 de ago de 2017

[Quote]: Entre o Céu e o Inferno

Notei seu semblante de decepção, seguido de uma fúria contida. Era como se eu estivesse arrancando suas asas, deixando-o sem rumo. Ele colocou sua bermuda, e com as mãos na cabeça, também começou a cuspir as palavras: 

 Você está fazendo isso de novo! Quando vai aprender que o mundo não gira ao seu redor e que as pessoas, no geral, também têm suas dores? Você acha que eu não me recordo do meu pai morto ou de minha mãe, daquela forma assustadora? O que a faz pensar que sua vida foi pior que a minha? 

Fiquei desconcertada ao escutar tamanha verdade, tendo um lapso de realidade, ficando cabisbaixa e escutando o que ele ainda tinha a dizer. 

 Garota mimada e egoísta! Eu sempre sofri ao presenciar seu sofrimento. E vê-la vendendo o corpo foi como a morte pra mim. Sempre lhe desejei como mulher, enquanto você sempre me teve como um suporte. Arrancou minhas asas sem piedade e sequer as colocou no lugar  desabafou segurando o meu braço direito com força. 

Eu notei seu mal-estar ao dizer tais verdades. 

 Aprenda, nós só temos esta vida. Coloca sua cabeça no lugar e pensa, se não fosse por Hugo, aquele maldito do Juan ainda estaria solto, e tanto eu quanto você poderíamos estar mortos. Ele arriscou a vida por você e sonha com o seu perdão. Deixe de ser infantil e vá visitá-lo  cuspiu as palavras sem pudor algum. 

Max notou meu semblante perturbado, e sem pestanejar, continuou: 

 Eu até compreendo sua revolta em não querer vê-lo, pois acho que também me sentiria assim. Mas, ao menos, tente pensar de outra forma. Ele sequer deve estar lúcido naquela UTI. Atenda ao pedido de um homem que está prestes a partir desta vida. Essa será sua última chance  soltou o meu braço e seguiu para outro canto do quarto. 

“Cria ó DEUS em mim um coração puro e renova em mim um espírito reto.” (Apóstolo Paulo  carta aos Filipenses 4.13  Bíblia Sagrada) 

E lembrando-me deste trecho bíblico que não saiu da minha memória, disse: 

 Vamos! Não podemos perder mais tempo.

[Livro: Entre o Céu e o Inferno, Capítulo 24]

2 de ago de 2017

[Lidos]: Julho de 2017

Olá, lovers! 
Como foram de leituras?! Eu, particularmente, segui um ritmo mais lento. E continuarei assim, ou seja, lendo no meu tempo. A propósito, me enveredei em cinco leituras, sendo três de parcerias que AMO, além de um lindo presente e um e-book que baixei gratuitamente. 💘💘💘 Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Julho. Vem junto! \o/\o/\o/



[clique no título abaixo para conferir a resenha]:

[Conto]: Uma vida a dois — de Júlio Damásio

Comprou-lhe uma mala nova para o velho sonho. Uma viagem de dez dias para uma cidadezinha qualquer do interior. O casal esperou a aposentadoria, os filhos crescerem e formarem suas famílias. 

Ele era razão, casamento perfeito, ela era emoção. Um não se via caminhando pela vida sem o outro. Na semana que antecedia o desejado programa, no momento do café da manhã, quando comia a fatia de pão caseiro que a esposa fizera, antes do elogio de sempre, sentiu fortes dores de cabeça, algumas poucas palavras e se foi… 

Depois do tempo da dor aguda do luto, ficou a dor crônica. Mas ela teve que reaprender a andar sem as mãos dadas com seu amado, a sorrir sem achar graça na vida, a se maquiar sem os elogios do companheiro. Aceitou o convite e foi morar com a filha, genro e netos. Com o dia a dia, distraia sua tristeza, encontrando no sorriso das crianças o motivo para os seus. Porém todas as noites, durante anos, depois de passar pelos quartos dos netos e beijá-los, despedia-se, simbolizando sua partida. Arrumava sua mala com algumas roupas, colocava debaixo da cama, pensando que aquela viagem curta das noites em que encontrava seu amor, poderia ser a viagem longa e definitiva ao encontro tão esperado. Rotineiramente pela manhã, ao abrir os olhos e identificar o seu quarto, ainda que desapontada, sorria. Não era atendida ainda daquela vez. Mas tinha como consolo que passara mais um dia que, no seu entender, era mais um passo na caminhada até seu companheiro. Levantava antes dos demais, fazia café, colocava o pão na mesa, acordava os netos, ia até o jardim e molhava as plantas. Duas vezes por semana, visitava um asilo com um livro de contos debaixo do braço, onde ia contar histórias para igualmente distrair a tristeza daqueles que não tinham netinhos para arrancar-lhes o sorriso. 

Em uma noite, fez o de sempre, beijou e se despediu dos netos antes de dormirem. Arrumou sua mala, deitou, sentia dores no peito, dormiu. Pela manhã, abriu os olhos, decepcionada, viu-se no seu quarto, chamou pelos netos, fez o café, colocou o pão na mesa, foi até o jardim, molhou as plantas, viu sua mala no carreirinho entre as flores, estranhou… Foi aí que ele apareceu e lhe falou: “Vamos embora, minha linda!” De mãos dadas, no sentido oposto da solidão, viajaram pelo caminho de luz até o estado da real felicidade. Júlio Damásio e esposa É minha homenagem a você, meu amor, Júlia Lopes. Foi um dos últimos que narrei, não estava rascunhado ainda. Queria escrever uma poesia, mas não sou poeta, amor. Então receba esse continho que você, como sempre, achou lindo. Entenda que de certa forma, sou a velhinha que a cada dia que passa dou um passo ao seu encontro. Não sei a distância, o tempo, mas um dia eu chego aí.


P.S: Conto escrito pelo autor/poeta Júlio Damásio, 
dedicado para sua eterna amada, Júlia Lopez. 


[Texto de]: Júlio Damásio
[Via]: Paraná Imprensa

"Sobre honrar pai e mãe..."

Hoje o dia amanheceu estranho, um presságio de que algo errado estava por vir. E isso não me abalou, pois eu já esperava. O triste é constatar o quão mesquinho e ingrato é o ser humano, levando ao Tribunal um inquérito injusto, e tendo como veredito final uma sentença ordinária. Seria tão mais fácil se o ser humano seguisse o 4º mandamento da Bíblia, ou seja, honrar ao pai e a mãe. Mas a vida é assim: uma estrada insana a ser percorrida. E ainda que o invólucro intratável continue andando sobre espinhos, desejo que seus dias sejam prolongados na terra, transformados em sabedoria, respeito e, principalmente, GRATIDÃO!" 

[Pensamento da vez]: Simone Pesci

1 de ago de 2017

[Falando em]: Por Um Amor Como Dos Livros — de Paula Toyneti Benalia

Essa foi a minha última leitura de Julho, e não postei o meu parecer antes, pois estava na correria. Eu baixei o livro — gratuitamente  em formato digital. Confesso que essa capa divina despertou meu interesse. Depois fui dar uma conferida no título, e, claro, na sinopse, e me interessei ainda mais. Até então eu desconhecia a autora/obra. Confira a sinopse e o meu parecer de "Por Um Amor Como Dos Livros", obra da autora Paula Toyneti Benalia, uma publicação independente. 


Sinopse: Nicolle é uma daquelas garotas que sempre tem um sorriso no rosto, mesmo sofrendo as crueldades da vida. Filha de um alcoólatra e de uma mãe negligente, ela pouco conheceu do amor. Em um fatídico dia, recebe a notícia de que está com uma grave doença e com os dias contados. Ela resolve então se jogar em uma busca por seu sonho: ter um amor como dos seus livros de romances preferidos. Ela só não esperava se apaixonar pelo homem mais cheio de defeitos que já tinha conhecido. Kauã é um delegado frio. Marcado por perdas do passado, jurou nunca mais amar alguém. Ele só não imaginava que seu coração tinha outros planos. Um romance profundo e envolvente que vai te levar das risos as lágrimas. "Ela queria tanto as coisas dessem certo. Sonhava com um mundo onde todas as coisas se encaixassem. então começou a colocar amor em tudo e por fim.....encontrou sentido até na dor." 


"Porque há de se viver um amor como dos livros..."






Um clichê leve de se ler! 

Aos dezesseis anos, Nicolle descobre estar com leucemia. Agora, com vinte e um, é informada que está com os dias contados. Filha de um pai alcoólatra e violento, além de uma mãe inadimplente, ela segue os dias sobrevivendo com um sorriso na face. 


(clique na imagem para maior resolução)

Continuei minha caminhada rumo para casa, com uma sentença de morte nas mãos, uma caveira desenhada na sacola e o pé sangrando. (Livro: Por Um Amor Como Dos Livros, Cap.1)
Retornando de uma consulta médica é confundida com uma assaltante, acabando sendo presa por engano. O que ela não contava é que o troglodita (e lindo) delegado Kauã Marques despertasse sua atenção. Depois de toda confusão, ele mostra-se interessado em cuidar dela, levando e buscando-a no trabalho, iniciando um envolvimento.
Era algo tão simples. Um toque no meu rosto. Porém, tinha um efeito tão avassalador que parecia que ele tocava meu coração. (Livro: Por Um Amor Como Dos Livros, Cap.5)
E mesmo com inúmeras tribulações, ela continua seguindo os dias de um jeito peculiar, com seu humor sarcástico e envolvendo-se com o delegado. Nicolle sonha  como nos livros que lê — viver um grande amor, e faz uma lista de como deve ser esse amor. No entanto, o improvável torna-se provável, e tanto ela quanto Kauã passam da ficção para um amor real. 
 Não sei o que fizeram com você. Nem quero imaginar para não enlouquecer. Não sei que formas de amor você conhece ou desconhece  seus olhos atravessaram a minha alma , não quero só sexo. Eu nem sei o que eu quero, mas sei que você é importante pra mim. Sei que quero cuidar de você e tem sido insuportável te ver machucada. (Livro: Por Um Amor Como Dos Livros, Cap.12)
Agora cesso os comentários para não soltar spoilers.

Quando me deparei com essa linda capa, feita por uma das capistas que mais gosto  Marina Avila  enlouqueci. Eu iniciei a leitura com o pé atrás, pois desconhecia a autora, e ainda nos primeiros capítulos, fiquei perdidamente apaixonada pelo conteúdo. Eu sempre curti enredos clichês, se ele tiver um toque de Chick-Lit, melhor ainda. No entanto, na metade da história, muitas coisas começaram a me desanimar: o fato de ter dois adultos tão imaturos é um das coisas, afinal, as ações dos personagens se encaixaria melhor com protagonistas adolescentes.

A autora perdeu o fio da meada: em certos trechos mostrava um conteúdo intenso e verossímil; no parágrafo seguinte apresentava furos e faltou profundidade. Apesar dos contras houve os prós: e isso se encaixa na leve e deliciosa escrita da autora, e na personalidade de Nicolle, que mesmo passando por muitas tribulações, sempre leva consigo um sorriso estampado no rosto. Essa é a minha opinião, o que não interfere em totalidade, pois o que não foi bom pra mim, pode ser maravilhoso para você. E SIM, pretendo ler outros livros da autora. o/

O enredo é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está perfeita, levando consigo (a cada início de capítulo), flores; e a capa nem preciso dizer, né? Simplesmente linda de viver.



Livro: Por Um Amor Como Dos Livros
Autora: Paula Toyneti Benalia
Gênero: Romance/Chick-Lit
Publicação Independente
Ano:2017
Páginas: 298

28 de jul de 2017

[Falando em]: Janelas Abertas — de Ademilson Chaves

Eu recebi esse lançamento dias atrás, direto do autor/parceiro aqui do blog (P.S: Obrigada, Ad!). 💘💘💘 Trata-se de sua terceira publicação, um romance instigante e MARAVILHOSO! Eu, particularmente, sou fã de carteirinha e sinto-me honrada por tê-lo como parceiro aqui do blog. o/ Antes de iniciar a resenha, convido a todos para conferir o que achei de suas outras obras, clicando AQUIAQUI e AQUI. Ou então prossiga e confira a sinopse, um breve vídeo/apresentação e o meu parecer de "Janelas Abertas", o novo livro do autor Ademilson Chaves, uma publicação da editora Selo Jovem


Sinopse: Martha é uma estudante de Medicina que se apaixona por Lucas, um colega da faculdade. Quando decide contar a ele que está grávida, Lucas a surpreende dizendo que está indo terminar seus estudos em outro país. Ela esconde a gravidez e vê o amado partir. Anos depois, Lucas está de volta, porém, Martha está casada e parece ter uma família feliz. Uma onda de acontecimentos invade a vida de Martha quando sua filha desaparece misteriosamente. Em meio a mistérios e caos, uma história de amor se desvela sob o olhar de um primo apaixonado, fazendo o leitor mergulhar num abismo de dores e amores, em busca do que é farsa ou realidade. Um marido infiel, uma babá misteriosa, um garoto de favela e uma violinista são peças fundamentais para desvendar o terrível crime cometido. “SERES HUMANOS PODEM NOS CONDUZIR AO PARAÍSO OU AO INFERNO. É DIFÍCIL SABER EM QUEM CONFIAR."


P.S: Vídeo editado por Simone Pesci


"Porque sempre há de se abrir uma janela..." 





Uma trama instigante! 

Aos vinte e três anos, quando os pais faleceram em um acidente de avião, Martha Lacerda herdou uma grandiosa herança. Na infância sonhava em morar com a avó e o primo, em Diamantina  MG. Contudo, os pais só permitiam que ela passasse alguns dias por lá. Os primos cultivavam um sentimento vigente, porém as idas e vindas de Martha, além de um acontecimento marcante, fez com que se distanciassem. Agora, já adultos, é o primo que parte para outro país, a fim de estudar música, algo que sempre desejou. 
Quando fui me despedir, ela me beijou no rosto. Um beijo que demorou alguns segundos. O perfume de Martha invadiu minhas narinas e nunca mais esqueci aquele cheiro. Depois ela me abraçou apertado. E parti. Agora não era mais Martha que partia e sim, eu. (Livro: Janelas Abertas, Pág.17)

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Marta se apaixona por Lucas, um colega da faculdade. Ela descobre-se grávida, e quando está prestes a revelar a gravidez, Lucas anuncia partir para outro país, para concluir os estudos. Desolada e não querendo atrapalhar os sonhos de Lucas, ela torna-se mãe solteira de uma linda garotinha, chamada Melissa. Os anos passam e ela conhece José Carlos, um advogado pé de chinelo, que aproveita de sua fragilidade, mostrando-se gentil e amável, acabando por se casar com ela. Sua intenção é nada menos que roubar toda a fortuna da esposa. 
A moça fechou a porta atrás de mim e o quarto ficou mais escuro ainda. Fiquei ali, parado, olhando para Martha, que parecia não ter notado minha presença. O ambiente escuro e a nostalgia daquela imagem de Martha naquela cama, me deixavam estático, sem reação. Foi aí que me aproximei da janela, abri a cortina, puxei o trinco e abri. Uma claridade imensa invadiu o quarto e tudo ficou claro. Virei-me para Martha e disse:
 De janelas abertas... é assim que deve ser. (Livro: Janelas Abertas, Pág.77)

Quase vinte anos depois o primo retorna e fica estupefato com o que vê: Martha está bem diferente da moça que transbordava beleza e alegria. A filha, Melissa, foi sequestrada aos seis anos, desde então ela sobrevive sendo dopada e trancafiada dentro de um quarto,  vítima de mais uma (entre tantas) mentiras do seu marido. O marido envolve Lia (a ex babá de Melissa) e o seu filho, Dimas, numa enrascada. Lucas, por sua vez, voltara anos atrás, mas fora impedido de vê-la, devido as condições psicológicas. Acreditando em tal mentira, acaba por se casar com Alice, ex secretária de Martha e filha de uma das faxineiras do hospital que ela é dona. 

(clique nas imagens para maior resolução)

 
Uma covinha apareceu na sua bochecha direita, tal qual sua filha Melissa tinha. Aquele sorriso ela jamais havia esquecido. Era o sorriso de sua Melissa. Foi então que não resistiu, seus olhos encheram-se de lágrimas, os lábios tremularam, suas pernas fraquejaram e foi ao chão. (Livro: Janelas Abertas, Pág.91)

Agora cesso os comentários para não soltar spoilers

Resenhar um texto do Ademilson Chaves é sempre difícil, pois qualquer palavra impensada pode se tornar um spoiler. O autor é um exímio contador de histórias instigantes e bem amarradas — e esse caso não fugiu à regra, pois ele mandou excepcionalmente bem, deixando-me intrigada a cada virar de página, algo que acabara se tornando sua marca registrada. O que eu disse acima é pouco diante o que o contexto apresenta, afinal, o mal do malandro é achar que todo mundo é otário. E por mais malandro que alguém tente ser, há uma probabilidade de se perder em sua teia de intrigas. 

Janelas Abertas leva como pano de fundo a música com o mesmo título, uma canção de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. A trama é nada menos que uma linda história de amor e intrigas, onde mostra até onde uma pessoa é capaz de ir para conseguir o que tanto almeja. Dentre alegrias e tristezas, fui me envolvendo com o conteúdo, além de tentar desvendar os mistérios. O texto é envolvente e direto, algo que aprecio muito (odeio textos detalhados). Os personagens secundários são tão importantes quanto os protagonistas. Eu senti um mix de emoções: raiva e paixão foram um dos ingredientes. Os capítulos finais foram ainda mais surpreendentes, algo que eu já esperava  e o final, apesar de me deixar um pouco triste com o destino de um dos personagens, foi bem legal. Por fim, para quem já conhece (e curte) os trabalhos do autor, não hesite em adquirir mais essa maravilha. Para quem curte um romance com muito suspense e reviravoltas, ou seja, uma anotação verossímil da vida, eis essa MAGNÍFICA pedida. E pra fechar com chave de ouro, afirmo: "Eu leio até mesmo a lista de compras do Ad". o/ 

O enredo é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com espaçamentos e fontes em boa medida, apresentando a cada início de capítulo um violino, adornada em papel pólen off-white (o amarelinho mais claro); e essa capa está divina, estampando Melissa fazendo algo que tanto ama, isto é, tocando violino. 



Livro: Janelas Abertas
Autor: Ademilson Chaves
Gênero: Romance/Suspense
Editora: Selo Jovem
Ano:2017
Páginas: 260


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26 de jul de 2017

"Borboletas no estômago"

Certa vez alguém disse que o órgão do amor não é o coração e sim o estômago, mas quem leva a fama está no peito. Todo sentimento desemboca abaixo do tórax, com um aperto, um enjoo ou simplesmente com aquela deliciosa sensação de um suspiro gelado, o chamado frio na barriga. 

Nada encanta mais do que o frescor de se descobrir fisgado, inerte, absorto em pensamentos agora batizados com o nome dela. E a cada espera por um novo encontro, a adrenalina caminha por cada veia, passeia pelo corpo e deságua no inverno estomacal. Depois reflete na pele, no suor implorando pela pele alheia. A ansiedade por surpreender, a expectativa por rever, o medo de se decepcionar. Tudo reside ali, onde alcançamos nossas mãos sem esforço na tentativa de respirar melhor, de suprir um ar ausente, que falta porém vicia. Como é bom esse afogo. Esse afago no ego. Essa ilusão de ser feliz na próxima Lua. 

Estar apaixonado remete a uma primavera sentimental, às flores no jardim do amor, ao sol que brilha sem queimar, que ilumina um caminho a dois. Um colorido da vida coberto de férias na rotina. Por conta desse cenário, dessa vulnerabilidade quase que sorridente, sentimos passear borboletas em nosso estômago. Batendo asas freneticamente, cruzando com outras borboletas entre si. Cores, brilho, renascimento. É quando sentimos que o amor saiu do casulo, se reinventou pra poder voar. É a forma que a natureza encontrou para nos informar que a estação do sentimento mudou. A paixão chegou. 

Seja no ardor de um sorriso, ou mesmo na dor no abandono, o estômago é nosso principal informante. Aliado e inimigo, termômetro do nosso estado emocional. O coração bate e comanda tudo do seu jeito, coordena nossos atos insanos em desacerto com o cérebro. Ele manda, administra tudo que sentimos e o estômago é quem paga a conta. Mas também é nele que as borboletas moram. 

Borboletas no estômago é descobrir uma nova maneira de respirar, de sentir que algo se modificou. É o embrião das asas do amor.

[Via]: Crônicas do Chico

24 de jul de 2017

[Tradução]: More Than A Feeling

Apreciadora de boa música, surtei ao relembrar esse clássico que tanto AMO!💘💘💘A propósito, devo agradecer a minha tia, Angela Diná, por me fazer voltar no tempo. Eis que trago a tradução de "More Than A Feeling", da banda de hard rock americana, Boston. Esse som atingiu extremo sucesso nas décadas de 70 e 80. Vem conferir!!!



[Banda]: Boston
[Canção]: More Than A Feeling
(Mais Que Um Sentimento)

[Quote]: Dezesseis, A Estrada da Morte — de Simone Pesci

Meu estado de euforia, presumo que devido ao Ecstasy, era psicoativo. Senti um bem-estar acompanhado de uma grande excitação... Eu estava ligadão! Meu modo “adrenálico compulsivo objetivo”, junto ao efeito da balinha do amor, indicavam uma capacidade física e mental que me trariam ainda mais vantagem. Notei que o anjo me fitava a alguns metros de distância, triste e preocupada, provavelmente pelo que eu acabara de fazer. Fiquei com vergonha e desviei de seu olhar... Foi quando dei de cara com o Opala metálico preto, adesivado com tribais de fogo e que carregava consigo uma logotipia com as letras: FH. Segundos depois descobri qual era o seu significado: From Hell  este era o nome da gangue de apenas dois membros que Samuel criara, sendo um destes membros o “Caroço”. 

Eu sentia tudo de forma intensa, e estava mais alerta do que nunca. Por um ínfimo segundo, senti vontade de jogar tudo pro alto e tomar o anjo em meus braços. Meu apetite sexual estava mais aguçado do que normal, tal que me dei por conta que esse também era mais um dos efeitos da “pílula do amor”. 

 Vai ficar aí parado, pé na tábua?  perguntou Samuel, já dentro do seu Opala, acelerando-o. 

Desliguei-me de todos os pensamentos que me levassem na direção do anjo, e entrei em meu Trovão. Imediatamente, um sonoro e ensurdecedor som brindou os ouvidos de todos... Nossas máquinas fizeram do ambiente um concurso exclusivo de qual motor soaria mais alto. Dei play no meu potente som do carro, dando vez à música No Sleep Till Brooklin, da banda Beastie Boys e minha euforia elevou-se a tal ponto, que imaginei como seria maravilhoso ter Ana ao meu lado, no banco do carona, prestes a participar do racha comigo. Foi então que a fitei de esguelha, e notei que ela estava ainda mais triste e preocupada do que antes. Tentei contornar a situação presenteando-a com a minha marca registrada, uma singela e sensual piscadela. 

"Vou te levar pra casa, meu anjo!", flertei em pensamentos. 

As pessoas agitaram-se ainda mais, gritando meu nome por todos os lados, ansiando pela bandeirada inicial que estava prestes a acontecer. E assim, olhei na direção de Samy, que encarou-me com intenso ódio. Ele bradou algo que não pude compreender... Em provocação, acelerei ainda mais o meu Trovão, deixando todos mais eufóricos, dizendo o meu nome em uma só voz: 

 Johnny, Johnny, Johnny... 

E aqui estávamos  Johnny e Samy  lado a lado, em máquinas potentes, disputando um mesmo coração. 


[Inspirado na canção “Dezesseis”  da banda brasileira Legião Urbana  este é um enredo de amor recheado com muitas aventuras]


✔ Para saber mais, clique AQUI e AQUI.

22 de jul de 2017

[Falando em]: O Segredo dos Becker — de Alane Brito

A autora Alane Brito é a mais recente parceira aqui do blog. A propósito, já resenhei duas de suas obras (para conferir clique AQUI e AQUI). O meu primeiro contato com um de seus textos fez-me fã incondicional de suas histórias. Afinal de contas, ela bem sabe como prender e triturar o coração de um leitor. 💘💘💘 Agradeço a autora pelo envio do livro e convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e o meu parecer do seu novo lançamento  O Segredo dos Becker , um suspense intrigante publicado pela editora Arwen.




Sinopse: Sarah sempre acreditou que os pais mantinham Michael isolado do mundo para o seu próprio bem. Até que estranhos acontecimentos começam a perturbá-la e mostrar evidências que a levam a descobrir um passado sombrio, envolvendo seus pais e a verdadeira história por trás do sequestro de Mike. Com a ajuda das únicas pessoas em que pode confiar, ela embarcará em uma investigação perigosa e cheia de mistérios. Em O Segredo dos Becker, nada é o que parece e somos levados a uma trama complexa, onde cada passo em falso pode resultar em uma queda brusca. E você, está preparado para desvendar esse segredo? 





"Cale-se! E encare as consequências..." 





Um enredo enigmático!

A trama é dividida em duas partes: a primeira inicia-se com Sarah narrando os dias da Família Becker, no ano de 1975. A morte do irmão de dois anos, Richard, fez com que os pais cometessem um desatino, mudando-se para Sunshine Town (em Iowa), um lugar com pouco mais de 5.000 habitantes. Margaret e Benjamin Becker, ou seja, os pais de Sarah, vivem afastados de todos, causando estranheza aos olhos alheios, devido a esconderem um grande segredo.
Bom... cresci assim, tendo que aceitar que uma das pessoas que eu mais amava não existia para o resto do mundo. Temia tanto perdê-lo que fiz tudo o que meus pais orientaram para mantê-lo escondido. Então, um dia, percebi que eles não escondiam a verdade apenas das outras pessoas. Eles a escondiam de mim também. (Livro: O Segredo dos Becker, Pág.19)

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Passaram-se dezesseis anos e a família ainda reside de forma reclusa, em Sunshine Town. Sarah é impedida de levar qualquer pessoa em casa, e tem amizade com Florence, sua melhor amiga, e Noah, um novo aluno por quem pensa estar apaixonada. O grande segredo da família continua oculto: ele se Michael (ou Mike), tem dezessete anos e sobrevive trancado dentro de um quarto. 
 Penso tanto em você...  ele continuou, o que me fez parar e voltar-me em sua direção.  Quando ele está me batendo penso em você. Lembro-me das ameaças e me sinto mais forte, entende? Porque, enquanto eu resistir, estará livre, por isso tenho que suportar, Sarah, por sua causa. (Livro: O Segredo dos Becker, Pág.216)
Benjamin (ou Ben), o pai de Sarah, sofre de psicose maníaco depressiva, o que faz com que tenha uma amizade restrita com apenas dois amigos, companheiros de caça. Por todos esses anos deixara Mike enclausurado, além de torturá-lo. A mãe, Margaret, é cúmplice e submissa ao marido, e ambos conseguem convencer a filha e Mike que o resgataram para que sobrevivesse dos maus-tratos dos pais biológicos. Também deixaram claro de que eles não são irmãos. Sarah confidencia aos amigos o acontecido, além de se dar conta de que ama Mike  e, aos poucos, descobre verdades obscuras. 
Ele mal fechou a boca e ouvimos um assobio. Fizemos silêncio, atentos. Senti um arrepio na nunca quando reconheci a melodia da música que meu pai cantarolava constantemente. Um som familiar que antes para mim indicava a presença de uma pessoa querida, transformada no anúncio de uma sentença de morte. Ele queria que soubéssemos que estava por perto. (Livro: O Segredo dos Becker, Pág.335)
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Agora cesso os comentários para não soltar spoilers.

E, novamente, encantei-me com um texto da Alane. o/ Diferente de "O Trio" e "O que me disseram as flores", a autora deu vida a um suspense enigmático, daqueles que prende o leitor do início ao fim. Trata-se de um enredo envolvente e, ao mesmo tempo, forte. Eu não concordei com a passividade de Sarah, algo que fez com que eu não me apegasse a ela. Sei que a confiança e o medo torna a comodidade aceitável, mas confesso que senti vontade de entrar nas páginas, dar um chacoalhão nela e dizer: "Acorda, garota sonsa! Você precisa fazer algo!!!".

O Segredo dos Becker é uma trama instigante e muito bem amarrada, onde a protagonista relata até onde o ser humano pode ir com uma maldade?! Mike, a vítima, sofre horrores e, ainda assim, não deixa de acreditar em Deus. Ele tenta mostrar isso a Sarah, que é uma garota sem fé. Eu fiquei perdidamente apaixonada por Mike e Noah, que, a meu ver, foram os melhores da história , e acertei (antes da revelação), o motivo que levou os Becker a cometer tal desatino. Mesmo tendo AMADO A TRAMA, acho que ela arrastou-se em alguns momentos, algo que não interfere a leitura. A propósito, que final foi aquele?! Alane Brito, isso não se faz!!! Eu, particularmente, ainda estou angustiada, além de louca para conferir a continuação. o/

O livro é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com espaçamentos na medida certa, porém a fonte para leitura está em tamanho pequeno (algo que dificultou um pouco a leitura), adornado em papel pólen off-white (o amarelo mais claro); e a capa é linda, estampando Sarah  digamos assim  em apuros. Por fim, para quem curte um excelente suspense, eis essa excepcional pedida. 💘💘💘


Livro: O Segredo dos Becker
Autora: Alane Brito
Gênero: Suspense
Editora: Arwen
Ano: 2017
Páginas: 366