27 de mai de 2017

[Falando em]: Quando a Bela Domou a Fera — de Eloisa James

Eu recebi esse livro da amiga e parceira Renata Pereirapara resenhar no blog "Uma leitura a mais", e, claro, aqui. (P.S: Obrigada, Re! ). Trata-se de um lindo e divertido romance de época, enviado como parceira pela editora Arqueiro. Confira a sinopse e resenha de "Quando a Bela Domou a Fera", obra da autora Eloisa James.


Sinopse: Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher. Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas. No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu? 


"Porque o amor pode domar até mesmo uma Fera" 



Um enredo divertido e apaixonante!

Linnet Berry Thrynne é uma linda mulher de vinte e três anos, filha de um visconde e órfã de mãe. Ela envolveu-se com o Príncipe Augustus Frederick (duque de Sussex), sendo flagrada aos beijos com ele, em uma comemoração da realeza. Além deste contratempo imperdoável, passara mau com uma das refeições servidas no evento, regurgitando na frente de todos, além de usar um vestido que a deixara  digamos assim  mais volumosa, fazendo com que todos pensem que está esperando um herdeiro do príncipe. 
 É uma lástima que eu não possa me casar com você  disse ele, desculpando-se, quando o escândalo se espalhou na noite anterior.  Nós, duques reais, você sabe... Não podemos fazer tudo que gostaríamos. Meu pai está um pouco transtornado com essa questão. Sinceramente, é um desconsolo imenso. Você deve ter ouvido histórias sobre o meu primeiro casamento, aquele que foi anulado porque Windsor decidiu que Augusta não era boa o bastante, e ela é filha de um conde. (Livro: Quando a Bela Domou a Fera, Pág.8)
Piers Yelverton é conde de Marchant e herdeiro do duque de Windbank, além de um excelente médico de temperamento forte e grosseiro. Ele vive num castelo, no País de Gales, tendo ao seu lado o mordomo Prufock. E devido uma necrose em seu quadríceps direito, sente muitas dores e vive pendurado numa muleta. Devido a essa restrição, é visto como um varão de poder, porém incapaz de ter um herdeiro.
 Não há bebê nenhum nessa barriga, Srta. Thrynne. O fato de que você amarrou uma almofada na cintura pode ser suficiente para confundir meu pai, mas... (Livro: Quando a Bela Domou a Fera, Pág.63)
Juntando o útil ao agradável, o visconde Cornelius (pai de Linnet), e sua entrometida tia, Zenobia, traçam um plano para que ela não seja condenada pelo resto da vida, combinando com o duque de Windbank (pai de Piers), um noivado entre os dois. O problema é que Linnet não está esperando um filho, pois seu breve relacionamento com o Príncipe Augustus não passara de alguns beijos  e, ao chegar no castelo, é desmascarada por Piers. Ambos tempestuosos e certos de que não haverá noivado algum, ficam atordoados quando se dão conta do quão estão apaixonados.
 Você tem gosto de chocolate  grunhiu ele, seus lábios ainda pairando sobre os dela. 
Linnet podia sentir seus olhos fechando. Sim... Por favor... Seu estômago deu um nó quando ela sentiu o hálito dele, chocolate e menta. 
 Se você fosse um bombom, eu iria mordê-la. 
Ele inclinou a cabeça e... a mordiscou? Mordeu seu lábio inferior. Contra toda a razão, aquilo enviou uma onda de calor pelo corpo de Linnet. 
Seus olhos se abriram. 
 Acho que você precisa ler um ou dois livros  disse ela.  Se é que se pode chamar isso de beijar. (Livro: Quando a Bela Domou a Fera, Pág.118)

Agora cesso os meus comentários para não soltar mais spoilers.

Essa história é a releitura de uma fábula, porém com um contexto diferente: em vez de um homem amaldiçoado com um encanto, temos um rude médico, que leva consigo amargas lembranças do passado. Piers sequer imagina-se noivo, quanto menos casado  e essa foi a maneira do seu pai (o motivo maior de suas tristes lembranças) reaproximar-se. Entretanto, o carrancudo doutor não imaginava que o improvável tornaria-se provável, e acabou ficando cara a cara com uma inteligente e bela mulher, sem papas na língua, o que instigou-o ainda mais. No entanto, ele não se sentia digno dela.  

Eu gostei muito de me aventurar nesse enredo, com uma narrativa envolvente e diálogos pra lá de divertidos, fazendo-me cair na gargalhada por diversas vezes. Além desses elementos, há também o romance picante entre Piers e Linnet: OP'S, PERDI O FÔLEGO!... Afinal, quem não gostaria de ter um expert na arte do amor como o doutor Piers?! Os personagens secundários aparecem menos, porém são tão importantes quanto os protagonistas. Dentre desavenças e amores impossíveis há um percalço maior, que só acrescentou na trama. Vou confessar, EU ME APAIXONEI POR PIERS! E não poderia ser diferente, pois tenho inclinação para homens inteligentes (mesmo que sejam carrancudos e sarcásticos  rs). E já prevendo o final, pois o conteúdo lembra alguns livros do gênero que li, senti-me envolvida e AMEI! O epílogo foi ainda mais lindo e divertido, apresentando o futuro dos protagonistas. A propósito: "Eu leio até mesmo a lista de compras da autora"o/ 

Curiosidades: Na nota histórica, a autora diz que o protagonista Piers Yelverton foi inspirado no Dr. Gregory House, do famoso seriado "House". Caso alguém reconheça as similaridades, é isso. Além deste relato, há na capa uma nota da autora Julia Quinn dizendo o seguinte: "Nada me faz correr para uma livraria mais rápido do que um romance novo da Eloisa James".

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com espaçamentos e fontes em bom tamanho, adornado em papel Pólen Soft (o amarelo mais claro); e a capa estampa uma linda rosa vermelha. Por fim, para você que curte um romance de época apimentado, eis essa EXCELENTE pedida. 


Livro: Quando a Bela Domou a Fera
Autora: Eloisa James
Gênero: Romance de Época
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 320

25 de mai de 2017

[Tradução]: Glycerine — Bush

Quem me conhece sabe que respiro música, e que para cada canção, imagino uma cena. Eis que ao dar play no Cd da banda Bush pude voltar ao tempo, quando essa lindeza de canção foi lançada. Pois bem, pela tradução da mesma, me veio na cabeça a série "Os 13 Porquês" (para conferir a resenha da série, clique AQUI). Quem já leu o livro ou até mesmo conferiu a primeira temporada do seriado, perceberá o quão a tradução da canção se encaixa no contexto. A propósito, essa versão acústica é tão maravilhosa quanto a versão original. Vem conferir:



[BANDA]: BUSH
[CANÇÃO]: GLYCERINE
[CENAS DA SÉRIE]: 13 REASON WHY (OS 13 PORQUÊS)
P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

Sobre os cômodos do nosso coração...


No silêncio do meu coração encontro tristezas que só eu sei como se desenham. Eu não sou uma pessoa triste, longe disso, mas, volta e meia, lido com muitos momentos com pitadas de melancolia. Maluco pensar que neste mundo, cheio de cores e sorrisos, infelizmente, não me sinto compreendido como gostaria, não sei se alguém realmente me conhece, nem se tem interesse em conhecer. Tenho diferenças minhas, loucuras e palavras que às vezes não saem, e eu queria tanto que saíssem, medos e traumas que se instalaram sem perguntar o porvir. Ser diferente é um silêncio bonitinho que a gente guarda com a gente, no escurinho do nosso quarto, nos cômodos do nosso coração. 

24 de mai de 2017

[Divulgação]: Pátria Chamada Amor — de Marcia Rubim

É  com alegria que divulgo o novo trabalho da amiga/autora Marcia Rubim. A propósito, eu conheço a Marcinha já faz alguns anos: ela assina a série "Adeus à Humanidade", um enredo com quatro volumes do gênero sobrenatural/vampiros. Entretanto, agora venho falar do seu novo lançamento, um drama contemporâneo. Confesso que ontem, quando ela divulgou a capa e sinopse, eu estava pelo celular e já havia me apaixonado. Mas agora, vendo essa capa no computador e relendo a sinopse, apaixonei-me ainda mais (P.S: Logo menos estarei dando o meu parecer sobre os primeiros capítulos aqui no blog). EM BREVE o livro entrará em pré-venda, via Amazon. Confira agora a sinopse dessa lindeza. Bem-vindos à Pátria Chamada Amor♥♥♥


Sinopse: A grande obstinação do capitão Christiano Vicenzo é chegar ao topo máximo da carreira, ou seja, ao generalato do Exército. Para alcançar a sua meta, precisa manter uma vida pessoal e profissional irretocável. Tudo começa a mudar quando ele serve em Niterói e conhece Nina, uma jovem com problemas sociais que ultrapassam — e muito  o que ele idealiza como protótipo de par perfeito. Fascinado pela garota, o militar decide arriscar no relacionamento, mas não imagina que, ao ser convocado para integrar a Missão de Paz no Haiti (MINUSTAH), terá sua história ao lado de Nina tragicamente desviada. Inconformado com os caminhos que o destino escreveu para si, Christiano vai descobrir com o tempo que a maior batalha na reconquista do amor perdido talvez seja enfrentar as mágoas do passado e que a felicidade não segue regulamentos. Um romance sensível e resistente ao tempo, que mostra que até mesmo para servir com dignidade à pátria é preciso que a pessoa por trás da farda esteja em paz com o coração.


Livro: Pátria Chamada Amor
(Quando vencer a batalha significa se render)
Autora: Marcia Rubim
Gênero: Drama
Publicação: Independente  Via Amazon
Capa: Décio Gomes
Ano:2017

23 de mai de 2017

[Falando em]: Maternidade — por Bruna Estrela

Se eu pudesse dar só um conselho para os meus amigos, seria esse: tenham filhos. Pelo menos um. Mas se possível, tenham 2, 3, 4... Irmãos são a nossa ponte com o passado e o porto seguro para o futuro. Mas tenham filhos. Filhos nos fazem seres humanos melhores. O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz. Viajar o mundo te transforma, uma carreira de sucesso é gratificante, independência é delicioso. Ainda assim, nada te modificará de forma tão permanente como um filho. 

Esqueça aquela história de que filhos são gastos. Filhos te tornam uma pessoa com consumo consciente e econômica: você passa a comprar roupas na Renner e não na Calvin Klein, porque no fim, são só roupas. E o tênis do ano passado, que ainda tá novinho e confortável, dura 5 anos... Você tem outras prioridades e só um par de pés. Você passa a trabalhar com mais vontade e dedicação, afinal, existe um pequeno ser totalmente dependente de você, e isso te torna um profissional com uma garra que nenhuma outra situação te daria. Filhos nos fazem superar todos os limites. 

Você começa a se preocupar em fazer algo pelo mundo. Separar o lixo, trabalho comunitário, produtos que usam menos plástico... Você é o exemplo de ser humano do seu filho, e nada pode ser mais grandioso que isso. 

Sua alimentação passa a importar. Não dá pra comer chocolate com coca-cola e oferecer banana e água pra ele. Você passa a cuidar melhor da sua saúde: come o resto das frutas do prato dele, planta uma horta pra ter temperos frescos, extermina o refrigerante durante a semana. Um filho te dá uns 25 anos a mais de longevidade. 

Você passa a acreditar em Deus e aprende como orar. Na primeira doença do seu filho você, quase como instinto, dobra os joelhos e pede a Deus que olhe por ele. E assim, seu filho te ensina sobre fé e gratidão como nenhum padre/pastor/líder religioso jamais foi capaz. 

Você confronta sua sombra. Um filho traz a tona seu pior lado quando ele se joga no chão do mercado porque quer um pacote de biscoito. Você tem vontade de gritar, de bater, de sair correndo. Você se vê agressivo, impaciente e autoritário. E assim você descobre que é só pelo amor e com amor que se educa. Você aprende a respirar fundo, se agachar, estender a mão para o seu filho e ver a situação através de seus pequenos olhinhos. 

Um filho faz você ser uma pessoa mais prudente. Você nunca mais irá dirigir sem cinto, ultrapassar de forma arriscada ou beber e assumir a direção, pelo simples fato de que você não pode morrer (não tão cedo)... Quem é que criaria e amaria seus filhos da mesma forma na sua ausência?! Um filho te faz mais do que nunca querer estar vivo. Mas, se ainda assim, você não achar que esses motivos valem a pena, que seja pelo indecifrável que os filhos têm. 

Tenha filhos para sentir o cheiro dos seus cabelos sempre perfumados, para ter o prazer de pequenos bracinhos ao redor do seu pescoço, para ouvir seu nome (que passará a ser mãmã ou pápá) sendo falado cantado naquela vozinha estridente. Tenha filhos para receber aquele sorriso e abraço apertado quando você chegar em casa e sentir que você é a pessoa mais importante do mundo inteirinho pra aquele pequeno ser. Tenha filhos para ganhar beijos babados com um hálito que listerine nenhum proporciona. Tenha filhos para vê-los sorrirem como você e caminharem como o pai, e entenda a preciosidade de se ter uma parte sua solta pelo mundo. Tenha filhos para re-aprender a delícia de um banho cheio de espuma, de uma bacia de água no calor, de rolar com o cachorro, de comer manga sem se limpar. 

Tenha filhos. Sabendo que muito pouco você ensinará. Tenha filhos justamente porque você tem muito a aprender. Tenha filhos porque o mundo precisa que nós sejamos pessoas melhores ainda nessa vida. 

[Texto via]: Facebook Oi, eu sinto
[Por]: Bruna Estrela

22 de mai de 2017

[Falando em]: Luz & Sombras — de Aldo Costas

Eu recebi essa lindeza dias atrás, do autor e parceiro aqui do blog — Aldo Costas (P.S: Obrigada, Aldo!). Essa é a terceira obra dele que tenho o prazer de me enveredar (para conferir o meu parecer das outras duas, clique AQUI e AQUI). No entanto, agora apresento-lhes um trabalho diferente do autor, ou seja, parte do seu portfólio Old School, uma edição limitada publicada pelo Selo Nexus-6 Books. Vem junto conferir a sinopse, um vídeo/apresentação e resenha do livro "Luz & Sombras".


Sinopse: Nestes 13 capítulos você encontrará uma pequena amostra do "processo"; de como a arte caminha lado a lado com o cotidiano... De como o tempo nos redireciona para vários lugares e caminhos nunca antes concebidos. Mesmo que sempre tenhamos um plano em mente o "destino" irá sussurrar melodias sedutoras nos nossos ouvidos, ou então irá martelar ideias absurdas na nossa mente. De uma forma ou de outra ele te levará para lugares nunca antes imaginados... Tudo está misturado em páginas sem numerações e rascunhos sem ordem cronológica. Não importa a ordem evolucionária: porque nem o tempo e nem a classificação importam. Tudo o que é preciso saber é que o rabisco mais velho é de 1975 e que o mais recente é de 2013... Da dark fantasy ao protesto urbano. 



"Porque a arte está nas pontas dos dedos e no balanço do coração"









Literalmente: Uma obra de arte!

Trata-se de um livro recheado de artes. Para quem não sabe, o Aldo é provido de talentos, seja como autor, capista  e claro, também com seus esboços permeados em mensagens: algumas ideológicas, outras poéticas, e tantas outras em forma de protesto. 

(Livro, marca páginas e sacolinha enviados pelo autor)

Neste exemplar o leitor ficará de frente com o processo de criação do autor, onde há diversas artes em técnica mista, grafite, esferográfica, nanquim, lápis de cor, caneta de hidrográfica, óleo, acrílica e esmalte sintético. São pinturas  ou rabiscos, como diz o artista  datados de 1975 à 2013. Ao total são 13 capítulos, todos com título e subtítulo (ambos lapidados com verdade e coração). Os capítulos levam um texto condizente com o que virá a seguir: suas artes. Agora deixarei três quotes, cada qual de um capítulo. Bem-vindos ao mundo de Luz & Sombras!


CAPÍTULO 5
ROSTOS... E SE FAZ A FORMA E A FACE...
Um retrato é um piscar de olhos"...
Uma forma, um detalhe, uma expressão, um olhar. Tudo isso tem que fazer parte de um todo para que esteja se reproduzindo um indivíduo, uma pessoa. Todas têm algo especial e diferente; algo que a destaca das demais na multidão. Única, marcante e pessoal. Para se desenhar rostos é necessário gostar de proporções, de composições e detalhes. Tem que gostar de observar, para tentar reproduzir, mesma que seja como uma lembrança ou como uma caricatura.


CAPÍTULO 6
SOMBRAS... O PRINCÍPIO DA FORMA E DA DEFORMAÇÃO.
E o caminho foi descrito com traços e ranhuras"...
Luz e sombras; os dois lados de uma ilustração conceitual. A vanguarda não exige o conceito e o clássico não exige mudança. Um complexo e determinante ponto de vista. Uma direção que te leva para frente ou para trás. Uma vontade, uma necessidade ou uma paixão. A arte é tudo isso e nada disso. É tão livre quanto o artista pode ser e tão obscuro quanto ele deseja ser. São todos os lados de um mesmo objeto, ou sentimento, ou desejo...


CAPÍTULO 11
AMNÉSIA MORAL... UM PEQUENO CAPÍTULO DE ALGUMAS VIDAS.
A mão que impunha a Bandeira indica também a rebelião"...
Capas, "flames" e rótulos irônicos. O mundo da arte tem desses dissabores, esses percalços estéticos. Assim poderíamos ver apenas o que queremos ver, riscar o que necessitamos riscar, compreender o que não conseguimos entender. Assim entramos em um novo universo de antiarte, de anticonformismo. Arte ao som dos acordes simplórios e batidas cadenciadas. O subterrâneo das casas em choques mentais. É a trilha sonora do inconformismo e cotidiano. É a arte a serviço da indignação.


O que dizer sobre esse livro?! Na verdade há muito o que dizer... Começando pelo talento do Aldo, algo que observo há tempos: um conjunto de pensamentos, um martelar de ideias cotidianas expressadas em desabafos, nesse caso em figuras/artes. Às vezes com sutileza e um farfalhar poético; outras tantas com agressividade e protesto. Entretanto, o conteúdo deste livro é sentenciado com verdade: um circundar pessoal. Além dos textos e artes, há também alguns contos bem legais, que já foram publicados em algumas antologias. Por fim: só tenho a parabenizar o autor pelo exímio talento, além de agradecer por ter enviado esse lindo presente. A propósito, além do exemplar e os mimos, o Aldo me presenteou também com um grafite meu, na folha em que fez a dedique. S2 E tem mais: ele me citou em agradecimento na última página, pelos contatos (P.S: Aldo, eu que sou grata!).



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Livro: Luz & Sombras
Autor: Aldo Costas
Gênero: Literatura e Arte Brasileira
Editora: Nexus-6 Books
Ano: 2013
Páginas: 240

[Histórias e contos]: A VERDADEIRA CUCA


Olá, lovers!
Eu me deparei com esse vídeo numa plataforma digital, na linha do tempo de um amigo. Tal qual minha surpresa ao conferir o vídeo completo e saber a verdadeira "Lenda da Cuca". Afinal de contas, a Cuca que conheci na infância foi apresentada de outra forma. E posso dizer... Apesar de horripilante, gostei muito mais dessa versão original. o/ A propósito, acabei de me inscrever no canal "Histórias e Contos(para conferir e inscrever-se no canal, clique AQUI). Quer conferir a verdadeira lenda da Cuca?! Então dê play no vídeo abaixo. 


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21 de mai de 2017

[Falando em]: O Trio — de Alane S. A. Brito

É com imensa alegria que trago essa resenha. A propósito, observadora que sou e visualizando algumas resenhas dos livros da autora, afirmo que sempre tive curiosidade de ler um texto dela. Eis que a Alane Brito me oferece parceria e envia essa lindeza de livro (P.S: Obrigada, Alane!). Agora confira o meu parecer de "O Trio", um enredo que me tocou de forma profunda, uma publicação da editora Novo Século  Selo Novos Talentos.


Sinopse: Davi achava que seus piores problemas seriam dividir o forte sentimento que ele e seus dois amigos, Nelson e Jordan, nutriam pela mesma menina e tentar tornar a conturbada vida de um deles menos sofrida. Até que ao completarem dezoito anos a pequena vila no meio do nada onde moravam é invadida por homens violentos. É quando começa o maior desafio de suas vidas... Davi e Nelson conseguem fugir com mais alguns e, após se deparar com o sofrimento do amigo, Davi sente-se obrigado a retornar ao palco do grande massacre para resgatar Jordan. Para levarem ajuda aos outros sobreviventes que estão aprisionados, os três terão que juntar forças com seus desafetos, a fazer difíceis escolhas, e acabam descobrindo que, no fundo de suas almas, guardam uma grande garra e coragem jamais experimentados por nenhum deles... Existem erros tão graves que jamais possam ser perdoados? Abriria mão de um verdadeiro amor por causa de uma grande amizade? Descubra nessa história que é uma grande lição de amor, amizade e perdão... 




"Porque o perdão pode evitar grandes tormentos"




Um enredo maravilhoso!

A história inicia com Davi Guerrato retornando após dez anos para Valentino Duarte, uma pequena vila no meio do nada  em Goiás , onde viveu até os dezoito anos. Atualmente ele está com vinte e oito anos, e esse retorno foi devido a um acordo que fez com o seu melhor amigo, Jordan. 
Mal acredito que estou de volta após tanto tempo. Os mais tristes episódios nem parecem que foram reais, que estive mesmo presente... Lembrar-me de cada detalhe e estar aqui novamente me dá a sensação de estar sendo transportado a um estado pleno de euforia. É estranho. É como entrar no cenário de um livro que me marcou. Quase nada mudou. A nossa árvore ainda está igualzinha, até os arbustos logo adiante. Parece que o tempo passou só pra mim. Sinceramente, pensei que alguém já tivesse andado por essas bandas, transformando tudo em pasto para gado, como vi em alguns trechos por onde passei no caminho. Parece que se isso tiver que acontecer, será permitido apenas depois de hoje... (Livro: O Trio, Páginas 17 e 18) 
E de frente a um rio, Davi se depara com um garoto. O menino o indaga sobre o motivo de estar por lá, pois é um desconhecido — e Davi começa a contar a história da sua vida: uma história adornada em uma verdadeira amizade. Porém, quando um dos amigos (no caso Jordan), é acusado por algo que não fez, todos da vila começam a apontar o dedo, acusando-o de tudo e enxergando-o com outros olhos. 


Jordan Merkel era o nome da pessoa mais forte que eu conheci. Desde os doze anos, chamavam-no de "leproso". Na verdade, muito do que aconteceu em Valentino Duarte girou em torno dele. É necessário que eu conte sobre os cinco incidentes que o imputaram uma má fama quase irrevogável. (Livro: O Trio, Pág.27)
Os três amigos se apaixonam por Yola, uma linda garota que cresceu ao lado deles. Eles acabam por fazer um acordo, onde quem conseguir conquistá-la, poderá desfrutar do seu amor. Porém, num dia qualquer, chega na vila Leonor Veiga, uma nova garota por quem Jordan se apaixonada e abre mão do acordo. Sendo assim, o acordo fica valendo para Davi, Nelson... e Nícolas, um garoto invejoso, que também cresceu ao lado de todos e odeia Jordan, acabando por apelidá-lo de "leproso". Leonor também se vê interessada por Jordan, mas devido as coisas que fica sabendo, é impedida de ter contato com ele.
Naquela tarde Jordan daria o primeiro passo, mesmo que involuntário, ao que seria o pior desastre na história da Vila Valentino Duarte. Esse foi o quinto incidente. (Livro: O Trio, Pág. 283)


Jordan é novamente acusado, agora por algo muito grave, o que acaba por colocar sua amizade com Davi e Nelson a prova, restringindo-o a solidão da casa do tio e destinando-o a uma catástrofe. A vila é invadida pelos "Selvagens", onde o líder anseia por vingança. Agora cesso os meus comentários para não soltar mais spoilers.

O que eu disse até agora é pouco: a sinopse revela um pouco mais da história, mas quem se enveredar nesse drama se surpreenderá. Trata-se de um enredo transposto em coração, onde a verdadeira amizade balança, porém não acaba. Eu me compadeci com Jordan, que apesar de não ser o protagonista, tornou-se o personagem principal, com seus defeitos e qualidades, além da sua exacerbada bondade. Assim são Davi e Nelson, garotos que lutam com unhas e dentes para estar ao lado do amigo injustiçado. No entanto, em devido momento, acabam duvidando do mesmo e afastando-se. 

O Trio é uma triste aventura permeada em ensinamentos, onde a amizade, a verdade, o julgamento injusto e o perdão fará o coração do leitor palpitar descompassado. Quem me conhece sabe que não curto enredos detalhistas, que tornam a leitura insossa. No entanto, a autora deu vida a um enredo MARAVILHOSO, onde a narrativa predomina sem ser cansativa, apresentando detalhes que toca o coração. A história é dividida em duas partes, sendo essas de tamanha criatividade e uma delicadeza de encher os olhos. Os personagens secundários são tão importantes quanto O Trio de amigos protagonistas, cada qual com suas qualidades e defeitos  e quando eu pensei que já tinha sacado tudo (algo que em partes aconteceu), vem a Alane e me dá um soco no estômago, apresentando uma nova e inesperada revelação, além da venerável lição. Se eu gostei?! NÃO, EU NÃO GOSTEI. EU MEGA, ULTRA, MAX AMEI! S2 E digo mais: "Eu leio até mesmo a lista de compras da Alane." o/ rs

O enredo é narrado em primeira pessoa, com diálogos e narrativa de fácil compreensão; a diagramação está com espaçamentos e fontes em bom tamanho, adornada em papel Pólen Soft (o amarelinho mais claro), e apresenta lindas ilustrações; a capa é bonita, estampando o cenário do enredo com três sombras, ou seja, Davi, Jordan e Nelson. Por fim, para quem curte um LINDO e ENVOLVENTE enredo, eis essa belíssima pedida. Agora, mais do que nunca, quero ler tudo da autora. o/


Livro: O Trio
Autora: Alane S. A. Brito
Gênero: Drama/Romance
Editora: Novo Século  Selo Novos Talentos
Ano: 2012
Páginas: 512

20 de mai de 2017

[Tradução]: KEEP YOUR EYES ON ME

Alguém aqui já conferiu o filme "A Cabana" (The Shack), de William P. Young no cinema? Eu, infelizmente, não. A propósito, me aventurei no livro algumas vezes, sempre me emocionando muito. Estou ansiosa para conferir essa adaptação para as telonas, espero que seja tão linda e emocionante quanto o livro (para conferir a resenha do livro, cliquAQUI). Tendo em vista o amor que tenho pela história, editei um vídeo com a tradução dessa canção que está no trailer e que faz parte da playlist do filme. Confira abaixo:


♥♥♥  FAITH HILL & TIM MCGRAW ♥♥♥ 
[CANÇÃO]: KEEP YOUR EYES ON ME
(MANTENHA SEUS OLHOS EM MIM)

P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

[Parábola]: Esopo e a língua

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, quando seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado para dar sua opinião, ao que respondeu seguramente: 

 Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado. 

 Como? — perguntou o amo surpreso. — Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa? 

 Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra. 

Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos, voltou carregando um pequeno embrulho. Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se. 

 Meu amo, não vos enganei  retrucou Esopo.  A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo? 

 Boa, meu caro!  retrucou o amigo do amo. — Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo. 

 É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra. 

Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro. Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta: 

 Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo?  indagou Esopo. 

Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade. Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antigüidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.


[Parábola via]: Parábola do Dia

19 de mai de 2017

[AudioBook]: Confusão Mental

Ei, amigo leitor... Você curte terror? Se a resposta é SIM, então clique no link abaixo e confira o áudio de um dos contos que faz parte do livro "O Jardim das Rosas Submersas", da amiga e parceira do blog Susy Ramone, lançado esse ano pela editora Coerência (para adquirir o livro, clique AQUI). A propósito, a Susy é uma das autoras do cenário literário nacional que eu mais curto. o/ Vem conferir!


✔ Para conferir o áudio, clique no link abaixo:

17 de mai de 2017

18 AND LIFE — por Simone Pesci

Dezoito anos foi o meu tempo de vida. Alguns diziam que eu tinha o coração de pedra, mas a verdade é que eu dava um duro danado, trabalhando em período integral, não conseguindo concluir os estudos. 

— Cadê a porra do dinheiro, seu imprestável...  questionava o meu pai, irritado e bêbado. 

Eu não me recordo quando um canivete passou a ser o meu amigo. Creio que de tanto ouvir as duras alocuções do meu pai, passei acreditar que não tinha serventia e, por fim, tornara-se um fedelho inoperante. Caminhava pelas ruas com o meu inseparável canivete, parecia até mesmo um soldado brigando com o mundo. Dinheiro era artigo de luxo, por isso cometia muitos furtos para tê-lo. Em conseguinte, a bebida passou a ser o meu prazeroso subterfúgio: a tequila tornara-se as batidas do meu coração; enquanto a gasolina da maldade queimava minhas veias. Isso me dava coragem para prosseguir, mantendo o meu conturbado motor emocional funcionando. 


"Rick é o cara!", todos me ovacionavam. 


Eu era bem conhecido pelo meu temperamento tempestivo e permeado em brigas. Mas isso era pouco: eu amava me aventurar no proibido, acabei flertando com um revólver e me casando com a encrenca. 

 Bang Bang, atire neles, a festa nunca acaba...  articulei em palavras, incitando para que o meu melhor amigo atirasse num conhecido. 

Uma pequena divergência foi o motivo que me levou a incitar o prelúdio do fim. Todos assustaram-se quando peguei de volta o meu revólver e comecei a brincar de roleta russa, como se aquela fosse uma brincadeira ingênua e divertida. Desde que a bebida passou a ser a minha melhor amiga, eu deixei de pensar na morte. 

 Acidentes acontecem!  foi o que confessei no Tribunal. 

Seis tiros foram disparados ao vento, levando embora uma criança, e condenando ao xadrez outra criança. 

Eu matei o meu melhor amigo.

E o meu crime foi ser presenteado com o infortúnio de uma vida indigna, quando a autenticidade dos meus anseios era viver uma vida digna. 

Eu conheci dezoito anos de vida. 

E fui sentenciado a dezoito anos de uma enxovia.

[Texto de]: Simone Pesci


18 AND LIFE - SKID ROW

16 de mai de 2017

[Divulgando]: ♥♥♥ Juny Bolos ♥♥♥


Porque tenho uma amiga que me deixa louca de vontade de comer essas delícias. Portanto, para quem mora em Campinas/SP e quiser encomendar "o bolo", segue a página para contato no facebook. Vem junto conferir e curtir! o/


(clique em cima da imagem para maior resolução)


✔ Para conferir a página no facebook, clique AQUI.

P.S: Amiga, desejo muitas encomendas e êxito pra ti! ♥♥♥ 
Ahhh, quero bolo também. o/ hahaha

15 de mai de 2017

[Falando em]: Ponto Cego — de Felipe Colbert

Hoje apresento-lhes a resenha de um livro que, pela segunda vez, me fez perder o fôlego. Trata-se de um suspense policial instigante, um livro que adquiri em 2012. Eu havia postado a resenha dele em meu antigo blog (hoje não mais existente), e resolvi reler para postar aqui. A propósito, até mesmo o leão da foto abaixo faz sentido na trama. Confiram a sinopse, book trailer e o meu parecer de "Ponto Cego", obra do autor Felipe Colbert, uma publicação da editora Novo Século


Sinopse: Um ano após o acidente que interrompeu a gravidez de Nilla e sentindo-se culpado pela iminente separação, o repórter Daniel Sachs recebe um pedido de socorro escondido em um objeto e descobre que sua ex-mulher desapareceu em Veneza durante a cobertura de um show de ilusionismo. Seguro de que é o único que pode ajudá-la, ele parte em busca do resgate da fotógrafa e, consequentemente, a correção de todo passado. Porém, pistas misteriosas dão indícios de que o desaparecimento de Nilla possa estar ligado a um novo tipo de comércio ilegal na cidade  a produção de filmes snuff. Ao solicitar ajuda ao investigador Giuseppe Pacino, Daniel passa a ser perseguido e a ter sua vida ameaçada por um impiedoso criminoso. A situação piora quando eles ficam sabendo que Lorenzo Oro, um ilusionista cego de grande prestígio na Europa e dono de habilidades surpreendentes, foi a última pessoa a conversar com Nilla antes de seu desaparecimento. Incerto das próximas ações, Daniel enfrentará uma série de obstáculos e revelações imprevisíveis até chegar ao clímax arrebatador: a decisão de permitir ou não que seu corpo seja controlado por outra pessoa para salvar a mulher que ainda ama.


 


"Porque em terra de cegos, quem tem um olho é rei..."









Um enredo eletrizante!

Daniel Sachs e Nilla são casados e estão a espera do primeiro filho. Ele é repórter em uma editora; ela é fotógrafa e também presta serviços para a mesma editora. E, devido a gravidez, Daniel tenta convencê-la para que se mudem para fora da cidade, ou seja, um lugar mais tranquilo. Eis que na viagem para conhecer a possível (e nova) casa, sofrem um acidente. 
Naquele ponto o pesadelo ficava em câmera lenta, como se o tempo se alagasse, e o fim daquela dor não pudesse mais ser avistado. Daniel reparou que Nilla respirava fundo, como nas aulas de ioga, tentando tomar a tranquilidade. Mas havia algo errado. Escutou seu nome surgir num sussurro, ao mesmo tempo em que os dedos dela tocaram o seu ombro. A cabeça tombou, como se desmaiasse. E ele percebeu a poça de sangue crescendo no chão do carro. (Livro: Ponto Cego, Páginas 15 e 16)
A tragédia os separa. Tempos depois, a pedido do editor-chefe e amigo do casal, Marvin, Nilla segue destino à Veneza, para fazer fotos de um grande espetáculo de ilusionismo, do famoso ilusionista Lorenzo Oro, um homem cego e misterioso. Vede que Daniel  recebe um envelope branco e internacional, com um pequeno volume, porém sem selo e remetente. Ao chegar no serviço, ele desobstrui o invólucro e encontra um esqueiro Zippo, onde há duas imagens que o faz concluir que tal artefato fora enviado por sua ex mulher. 
Mudou a seleção para filtrar somente imagens. Com a outra mão, abria e fechava o esqueiro repetidas vezes. O clique mostrava-se deliciosamente vicioso. Então a tela passou a mostrar pequenos thumbails, deixando a pesquisa um pouco mais simples. 
Após avançar algumas páginas, ele finalmente percebeu.
O mesmo leão alado.
Só podia ter vindo de um lugar. (Livro: Ponto Cego, Pág.26)

O acessório é um suvenir comercializado em Veneza, e dentro dele, Daniel encontra um minúsculo cartão de memória, onde há uma gravação de Nilla. Ele segue para Veneza, pois não consegue contato com a ex mulher, e hospeda-se no mesmo quarto em que ela estava, deparando-se com suas duas malas prontamente arrumadas. Além de toda anormalidade, descobre que há outra garota desaparecida. Desta forma, contando com a ajuda de Paola (dona da hospedaria que hospedou-se), além do investigador Giuseppe Pacino, inicia-se uma investigação: eles descobrem que os desaparecimentos estão interligados com a comercialização de filmes Snuff, uma película encomendada como entretenimento, onde há de se ter uma morte em frente às câmeras.
Mas o mascarado não se contentou com o que havia feito. Tateando entre o queixo e a base do pescoço, concluiu o ato com um corte frio, atravessando um bisturi de orelha a orelha.
O fim.
Finalmente Daniel descobriu do que se trava o vídeo...
Um filme Snuff. (Livro: Ponto Cego, Pág.170) 

Agora cesso os meus comentários para não soltar mais spoilers.

Lendo a sinopse, assistindo o book trailer, e ficando de frente com o que eu disse até agora, você  leitor  pode pensar que já sacou tudo da trama, porém se engana quem pensar assim. A história tem muito mais a mostrar (e revelar), algo que o autor soube conduzir de forma esplêndida. Quando eu li o livro pela primeira vez, fiquei de queixo caído com a estruturação de tudo: um enredo excelentemente construído, com uma trama instigante do início ao fim, além de personagens cativantes e que aparecem na dosagem certa. E poder se enveredar em um enredo nacional como esse é de encher os olhos e morrer de orgulho. Para os amantes de um fantástico suspense policial, essa trama é um prato cheio.

Apesar de a história ser apresentada como "Romance Policial", pouco se vê de romance. Na verdade, trata-se de um suspense investigativo. Com uma narrativa capciosa, Ponto Cego torna-se aquele enredo que lemos e, ao mesmo tempo, queremos ver nas telonas. Os personagens levam características singulares, e o final da trama me deixou tresloucada. Se eu gostei?! NÃO, EU NÃO GOSTEI... EU AMEI!  E digo mais: "Eu leio até mesmo a lista de compras do Felipe". o/ hahaha

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com fontes e espaçamentos em bom tamanho, adornada em papel Pólen Soft (o amarelinho mais claro); a capa, apesar de instigante e de condizer com a trama, não é do meu agrado. Por fim, para você que curte um MARAVILHOSO suspense investigativo, eis essa MAGNÍFICA pedida. o/


Livro: Ponto Cego
Autor: Felipe Colbert
Gênero: Romance Policial
Editora: Novo Século
Ano: 2012
Páginas: 350