28 de mai de 2015

[RED HOT CHILI PEPPERS]: PEA — TRADUÇÃO

Porque hoje estou pura poesia... #SQN

Confesso! Em um momento de fúria fiz este vídeo e resolvi postar. Afinal de contas, já que as redes sociais, ou seja, a internet é como uma faca de dois gumes, é melhor expressar minha fúria com a letra de uma canção. E essa, particularmente, é perfeita. Aliás, dedico 'prazamigas' que só me procuram quando precisam de algo... Segue a tradução da canção "Pea", da banda Red Hot Chili Peppers. Essa canção é tocada e cantada pelo baixista que  a meu ver  é um dos melhores do mundo: Flea. \o/ Ela faz parte do álbum do RHCP, chamado "Blood Sugar Sex Magik", lançado em 1991.

P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci

25 de mai de 2015

[Apresentando]: Dezesseis — A Estrada da Morte (de Simone Pesci)

Olá, amores! Como estão?

Pois bem, para quem ainda não sabe "Dezesseis - A Estrada da Morte" é o meu segundo livro, um romance urbano-contemporâneo, inspirado na canção Dezesseis da banda/grupo Legião Urbana. Aliás, ele está em fase de revisão e será publicado em algum momento do segundo semestre de 2015. Ainda não sei se o publicarei de forma independente ou por uma editora , e a capa que eu havia divulgado está sendo alterada, por questões de resolução e direito de imagem. Logo apresento a nova capa que será tão linda quanto a outra que eu havia divulgado. Agora deixo pra vocês um pequeno degust, com a sinopse, apresentação, book trailer, prólogo e o primeiro capítulo. SEJAM BEM-VINDOS A ESTRADA DA MORTE! \o


Sinopse: João Roberto, conhecido por todos como Johnny  O Rei dos Pegas , acabara de completar “Dezesseis”. Estereotipado como “rebelde sem causa”, levava uma vida desregrada, ao lado dos amigos, mostrando-se o cara legal e o maioral. Desejado por muitas garotas, sempre vencia os rachas que participava. Porém, ele não contava com um sobressalto do destino... Assim, apaixonou-se por Ana Cláudia, uma linda e doce garota que se tornaria sua salvação, bem como sua perdição. Dentre tantos conflitos e percalços para ficar ao lado de seu grande amor, Johnny entra de cabeça em uma disputa com destino à estrada da morte. Inspirado na canção “Dezesseis”  da banda brasileira Legião Urbana , este é apenas um enredo de amor recheado com muitas aventuras. Apaixone-se, retorne no tempo, relembre seus “Dezesseis”... e seja, você também, um “rebelde sem causa”...


APRESENTAÇÃO 

Legião Urbana foi uma banda brasileira de rock que surgiu em Brasília, ativa entre 1982 e 1996. Ao todo, lançaram dezesseis álbuns, somando mais de 20 milhões de álbuns vendidos. Ainda hoje, é o terceiro grupo musical da gravadora EMI que mais vende discos de catálogo em todo o mundo, com uma média de 250 mil cópias por ano. O fim do grupo foi marcado pelo falecimento de seu líder e vocalista, Renato Russo, em 11 de Outubro de 1996. A banda é uma das recordistas de vendas de discos no Brasil, incluindo premiações da ABPD, com dois Discos de Diamante pelos álbuns Que País É Este, de 1987, e Acústico MTV, de 1999. Ela faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com o Barão Vermelho, Titãs e Paralamas do Sucesso. (via: Wikipédia)

P.S.: A canção Dezesseis, inspiração deste enredo, é de autoria de Renato Russo, 
e foi lançada no ano de 1996, no álbum que têm como título: A Tempestade.


P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci


PRÓLOGO

Eu fechei meus olhos e pisei fundo no acelerador, fazendo o ronco do motor do meu Opala azul metálico ressoar como um cântico encantador aos ouvidos de qualquer apaixonado por aquele barulho ensurdecedor. E, ainda de olhos fechados, respirei fundo. Como em um filme, tive alguns flashes de tudo que vivenciei nesses meus dezesseis anos... Minhas travessuras, ainda quando criança, ao lado da minha família amada; meus momentos de loucuras junto aos meus amigos, sempre regado a muitas bebidas e a muitos cigarros de maconha. Porém, era ela  Ana Claudia , a minha maior e melhor recordação.

Foi por ela, aquela que eu considerava minha salvação e minha perdição, que estava prestes a seguir rumo à estrada da morte, também conhecida como “curva do diabo”. Uma curva a qual muitas vidas foram perdidas. Uma curva que certamente seria a salvação de qualquer mortal que estivesse prestes a desistir da vida.

Ainda acelerando meu Opala, respirei fundo e abri meus olhos. Logo, segui meu fitar em direção ao lado oposto da estrada, e, dessa forma, o avistei... Samuel Garcia, conhecido por todos como “Samy”. Aquele era o cara que acabou com os meus sonhos e tirou de mim o mais lindo e real sentimento que já nutri por alguém. Ele roubou minha doce e amada Ana, aquela que me fez sentir vivo e amado por longos e inesquecíveis meses  e que, em muitos momentos, enlouqueceu-me ao ponto de pensar em sumir, levando-a como minha refém.


[Falando em]: Coletânea, Enquanto a noite durar — Editora Aped

Eu ganhei de presente da minha amiga/autora Angie Stanley essa coletânea, pois ela participa da mesma com um conto. P.S: Obrigada, Angita! S2 Aliás, fiquei surpresa (e feliz) ao me deparar com textos de outros amigos/autores. Portanto, confiram a sinopse e resenha da coletânea de contos sobrenaturais "Enquanto a noite durar", uma publicação da editora Aped


Sinopse: A todo tempo estamos sujeitos a enfrentar os nossos maiores medos. Somos seres vulneráveis e desprotegidos de todo a espécie de mal. Às vezes, ignoramos; outras nem percebemos, mas o terror existe; no exterior ou dentro de nós mesmos. Já li em algum lugar que sentimos mais medo quando crianças. E isso ocorre porque quando pequenos usamos frequentemente uma das forças mais poderosas que o homem tem, a imaginação. Outro momento onde o medo sempre nasce é a noite, o tempo da escuridão e do desconhecido. Esta história é uma  fusão desses elementos que geram o medo. É um pequeno recorte ficcional que apresenta o poder  dos nossos pensamentos em uma noite fria de sexta-feira. Nosso personagem é Fernando, um menino de dez anos, que infelizmente vai sofrer muito, muito mesmo, enquanto a noite durar. Com organização de Alef Dalle Piagge e Zélia de Oliveira a Coletânea "Enquanto a noite durar" reúne os 30 melhores contos com temática sobrenatural.
Um calafrio percorreu-lhe a espinha diante a reincidência que lhe dava a certeza de não estar imaginando coisas. Virando-se lentamente, Rafael empalideceu ao constatar que não estava tão só quanto acreditava. Seus olhos fitaram um sujeito exatamente igual à imagem que Vinícius tinha lhe mostrado no bar. Um homem de porte extremamente fino e poderoso que usava cartola sofisticada. Também uma capa azul turquesa com contraste em vermelho, e decorada com safiras amarelas. "Tranca ruas!" (Trecho do conto: O Cético  de Thiago Tavares)
O trecho do conto acima foi o que mais me aterrorizou. Afinal de contas, morro de medo do assunto que é abordado nele. Aliás, afirmo, morro de medo de quase tudo que foi abordado nessa coletânea. Porém, já adianto que para os apreciadores de contos de terror, és um prato cheio. \o
— Bem, vocês todos morreram, às três e trinta da manhã. Você — a recepcionista aponta pra mim  dormiu ao volante e bateu na frente com um caminhão carregado de minério de ferro. Este lugar, vocês humanos conhecem como purgatório, e o que vocês viram ao lado de fora é a entrada para o Hades, o mundo dos mortos. (Trecho do conto: R.I.P  de Thiago Lucarini)
Eu preciso dizer mais alguma coisa depois deste trecho assustador? Ok! Preciso!!! Então vamos lá...

Os contos são bem construídos, de fácil compreensão,  em primeira e terceira pessoa, alguns deles apresentam situações das quais muitos já presenciaram em filmes, e arrisco-me a dizer, até mesmo na vida real. Como se trata de uma coletânea, onde há contos e não um enredo completo, não tenho muito o que dizer, pois cada conto é uma nova história. Por isso, cesso o meu parecer deixando mais um quote de um conto que amei. \o S2 Encontrei alguns erros na revisão, nada que atrapalhe a leitura; sua diagramação é simples, com fonte e espaçamentos na medida certa, porém, infelizmente, adornados em papel offset, ou seja, o branco (P.S: Eu não curto páginas brancas porque cansam mais as vistas). Eu não curti muito a capa, apesar dela condizer com o projeto. Na verdade, acho que ela poderia estar mais atrativa, tão como bonita. Por fim, para os apreciadores de terror, eis uma excelente pedida \o
Ela ficou ali, ajoelhada, olhos baixos. Não entendia o que estava acontecendo. Tinha sido oferecida para um casamento que ia contra todas as leis ortodoxas as quais fora criada. Não conseguia aceitar que tinha sido oferecida pelos próprios pais a um demônio! (Trecho do conto: Sussurros  Thiago Assoni)
Coletânea: Contos Sobrenaturais, Enquanto a noite durar 
Gênero: Sobrenatural/Terror
Editora: Aped
Ano: 2013
Páginas: 172

24 de mai de 2015

[Divulgando]: E.X.E.M.P.L.O.S — Poesia — O lado de dentro (de Mariana Gouveia)

Eu conheci a Mariana Gouveia pelo facebook, através de uma amiga em comum , e desde sempre me encantei com o seu jeito simples e sereno de ser. Aliás, uma das coisas que logo de cara me chamou atenção, foram os seus textos poéticos, envoltos em sentimentos. Também tenho que destacar as tantas lindas imagens/fotos que ela assina e posta dia-a-dia em sua linha do tempo (no facebook), pois são de encher os olhos. No entanto, agora, venho falar de "E.X.E.M.P.L.O.S Poesia [O lado de dentro]", sua primeira publicação.

Trata-se de um livro de poesias, feito artesanalmente um a um, publicado pela Scenarium Plural Editora.

A Mari me contou em mensagem privada, que este é um sonho realizado, e que como as vendas estão indo de vento em polpa, logo teremos o "Volume II". \o/

Desde já, quero parabenizá-la pelo seu primeiro filho literário ganhando vida como livro físico, e dizer que eu me apaixonei pela capa: sutil e de extremo bom gosto. Quanto ao conteúdo interno, tenho certeza que é tão divino quanto a capa. Agora deixarei abaixo uma de suas poesias que faz parte do livro, junto de uma linda imagem assinada pela Mari.

(clique em cima da imagem para maior resolução)

Links:
Adquira o livro entrando em contato
no email: scenariumplural@globo.com

23 de mai de 2015

[Lançamento]: Os Quatro Naipes — de Gisele Garcia

Posso dizer? Eu sou mega fã dessa obra. \o Aliás, eu vi o enredo nascer, e por sinal, fiz o prefácio dele. Por isso afirmo a emoção que estou sentindo pelo lançamento de "Os Quatro Naipes", assinado pela minha amiga do coração Gisele G. Garcia. Eu fiz a resenha dele tempos atrás, e para conferir basta clicar AQUI.

O lançamento do livro será no dia 28/06/15 das 15h às 19h na "Livraria Martins Fontes", localizada na Avenida Paulista, 509  São Paulo. Agora segue a sinopse e o vídeo de agradecimentos/apresentação do livro. Por fim, façam suas apostas! Welcome to the show! P.S.: Espero vocês por lá. \o

Sinopse: Enquanto você lê este texto, seu sorriso vai morrendo aos poucos... Ou porque tem medo do que verá ou porque sabe o que está prestes a acontecer. Há sete anos, uma inesperada série de crimes se disseminou pela capital. O delegado Luciano Camargo é o único sobrevivente à frente das investigações. Mas, de repente, as coisas escapam do seu controle e tudo passa a ser pessoal. Uma ajuda misteriosa levará Luciano ao ponto chave dos crimes... Não antes de tentar enlouquecê-lo com charadas e terror psicológico. Mergulhe na noite paulistana e conheça mentes perigosas... o fetish onde o sexo vai muito além do que existe em uma simples imaginação. Senhoras e senhores, damas e cavalheiros, deliciem-se no pecado e façam suas apostas! Welcome to the show!

22 de mai de 2015

[Documentário]: Cobain, Montage Of Heck

Falar sobre este documentário chega a ser surreal, pois sou fã do Nirvana/Kurt desde sempre. Aliás, tudo começou em meados de 1991, quando o BUM aconteceu, com Smels Like Teen Spirit tornando-se o hino de uma geração. Por anos fui aquela fã que gastava cada centavo comprando artefatos, desde jornais com pequenos artigos até mesmo LP'S que tenho até hoje. S2 

Eu tenho (e já conferi) a biografia autorizada que conta a vida de Kurt Cobain e leva como título: "Mais Pesado Que o Céu", além de outro livro de acontecimentos e relatos de pessoas próximas chamado: "Kurt Cobain  A Construção do Mito", ambos escritos por Charles R. Cross, jornalista que por anos acompanhou a banda. Falando nisso, há boatos que "Mais Pesado Que o Céu" terá uma adaptação. \o/ Estou enviando boas vibraçõe para que isso aconteça, afinal, seria um grande presente para os fãs. Confira agora o meu parecer sobre este MARAVILHOSO documentário. Vem junto. \o 



Sinopse: Documentário sobre o vocalista, guitarrista e compositor Kurt Cobain, líder do Nirvana. Com acesso a arquivos pessoais e depoimentos de familiares de Cobain  inclusive com a participação da filha dele com Courtney Love, Frances , o filme conta do início até a ascensão de sua carreira, apresentando diversas canções, algumas delas inéditas. O retrato íntimo de um artista que raramente se revelou para a mídia. A cantora Courtney Love, esposa de Cobain, ia ser produtora deste documentário. Para explicar seu afastamento, o diretor Brett Morgen disse: "Courtney será um dos temas do longa e todos nós concordamos que seria melhor se não fosse dado a ela o controle editorial do filme". Já a filha do casal, Frances Bean Cobain, atuará como produtora executiva do longa.



Para os que não são fã, obviamente este documentário se tornará insosso. Porém, para os que viveram o Grunge, alerto: este documentário é prejudicial a saúde. É claro que prejudicialmente divino em conteúdo, com relatos de pessoas mais próximas ao ídolo e arquivos raros de quebrar o coração. Contudo, o que eu particularmente amei, foi o fato de que nos relatos onde estão os áudios do Kurt, foram inseridas imagens com ilustrações, algumas elaboradas para o documentário, outras feitas pelo próprio Kurt. Também fomos presenteados (nestes mesmos trechos), com um curta-metragem em desenho, deixando o documentário ainda mais real e emocionante.

Como eu já havia lido sua biografia autorizada, tudo se tornou mais límpido. Para alguns, o comportamento de Kurt pode transparecer loucura e egocentrismo. No entanto, a meu ver, ele sempre fora apenas um homem carente e emotivo, com uma família desestruturada, ansiando por amor e união. E quando se deparou com sua família quebrada, ou seja, os pais separados, não soube lidar com a situação, ansiando por mais atenção e carinho, o que não aconteceu.

Ele foi deixado de lado, revoltando-se com tudo e todos, e encontrou forças na música, que o levou para novos horizontes, tornando-o mundialmente conhecido, privando-o de uma vida normal e fazendo dele o porta-voz de uma geração; ele não gostava de dar entrevistas e foi claro relatando isso em uma das entrevistas mostradas no documentário, afirmando que tudo o que precisava dizer (inclusive como se sentia), era dito através de suas letras nas canções; ele não estava preparado para tudo aquilo! Dependente químico, conheceu Courtney Love, também dependente química, com quem se casou e teve uma filha, Frances Bean. O resto vocês conferem no documentário. rs

Lembro-me do choque que tive ao me deparar com a notícia de sua morte na Tv, algo que me quebra por dentro até hoje, pois em mim serpenteava aquela afirmativa: que o fim estava próximo. Pois bem, assistir este documentário foi algo muito difícil, senti-me envolta em alegrias e tristezas. Porém, tenho que ressaltar o meu contentamento com o divino conteúdo apresentado, tão transparente, conturbado e cheio de sentimentos adversos, como era a vida do Kurt. Por fim, este documentário superou minha expectativa, ele foi um lindo e divino presente para os fãs. Agora estou feliz e em frangalhos. De fato, os 132 minutos que mais me emocionou e dilacerou-me. S2


Documentário  Cobain, Montage Of Heck
Gênero: Filme/Documentário/Biografia
Diretor: Brett Morgen
Produtora: Frances Bean Cobain
Produção: HBO FILMES
Duração: 132 minutos
Ano: 2015

20 de mai de 2015

#Quotes - #EOCEOI

Trata-se de um enredo forte, chego a dizer... até assustador de início. Porém, ele aborda nada mais nada menos que o amor, desde a cumplicidade de uma amizade até a descoberta deste sentimento tão almejado por todos, especialmente entre um homem e uma mulher. Eis que surge "Entre o Céu e o Inferno", meu primeiro romance, publicado de forma independente. Infelizmente não disponho mais de exemplares físicos para a venda. No entanto, o mesmo está com um preço camarada, em formato eBook, via Amazon. Clique AQUI para adquiri-lo. Confiram agora um breve vídeo com alguns destes quotes, e a canção que deu origem ao enredo, que leva como título "Gate 21  do compositor/cantor Serj Tankian". Também apresento-lhes os atores que foram minha inspiração para/com os meus personagens nessa linda jornada, sendo estes: Marjorie Estiano (como Alex), Rodrigo Hilbert (como Max) e Malvino Salvador (como Juan). Confiram:

(clique em cima das imagens para maior resolução) 
 

 

 

 

[Texto]: A hora de pular fora - por Obvious

Não há razão nas coisas do coração. Adoramos clichês como este para justificarmos – a nós mesmos – que quando o coração toma à frente, a razão emudece. Talvez no começo, sim, seja uma verdade. Talvez no começo, sim, nossos batimentos cardíacos estejam bem mais acelerados do que as sinapses em nosso cérebro. Talvez no começo, sim, o coração seja soberano. E isso tudo caracteriza a paixão. As palavras se atropelam, os sentimentos se estapeiam, dá vontade de ligar, mas dá mais vontade ainda de receber a ligação. Dá vontade de falar um monte de coisas, e ao mesmo tempo falta assunto. No começo, sim.

E então vem o relacionamento, aquela coisa complicada entre duas pessoas que nos faz sentir tanta saudade de quando era “apenas paixão”. A paixão, afinal, não tem compromisso, não tem regras. O relacionamento, este sim, exige que a razão se imponha. Não se sobreponha, mas se imponha. Coração e cérebro estão juntos nesta empreitada. E assim tem de ser. Não há relacionamento que dure sendo ele passional demais ou racional demais.

Numa relação estão implícitos muitos outros sentimentos e tantas outras atitudes. O relacionamento – seja ele namoro, casamento ou junta-escova – é construído com respeito, admiração, cumplicidade, conversa (muita conversa), querer-bem, tolerância (muita tolerância), humildade e, claro, tesão, muito tesão. Afinal, é a pessoa que você escolheu pra viver ao seu lado, constituir família e conviver com suas qualidades e defeitos. E por isso, a razão tem que dar as caras nesta história. Porque o coração, ao primeiro golpe, amolece.

A relação exige que ambos se entreguem, e que brilhem juntos. Não há um que é mais e um que é menos no relacionamento amoroso. Há o que sabe de umas coisas e o que sabe de outras. E o ideal é que umas e outras sejam compartilhadas. E virem muitas. Lá no final, quando não houver mais sexo, são essas umas e outras que vão manter os corações acalentados.

O relacionamento estremecido abala o coração e mexe, também, com a razão. Quando um dos dois, no casal, sente-se só – ainda que acompanhado do outro – há algo errado. Certamente não há mais relação, não há mais razão. E como pode ficar bem um coração abandonado pela razão? Acredite, ele não dá conta.

É hora de repensar. Re-pensar! E neste momento, o melhor é que o coração não atrapalhe, afinal ele já está fragilizado demais. E se lá no começo, quando da paixão, ele era o soberano, agora a senhora razão reina absoluta. E assim será melhor pros dois.

E se ela entender que não existe mais relação, mas apenas convívio, pule fora. Não há mais razão para continuar. O coração vai logo atrás. E logo encontrará uma nova razão… pra sonhar!

Via: Obvius

17 de mai de 2015

Falando na série: The Fall

Trata-se de uma série policial, que até o momento têm apenas duas temporadas. Por isso, antes de dizer o que achei, apresento-lhes "The Fall".

Sobre a série: The Fall é uma minissérie britânica policial protagonizada por Gillian Anderson (Arquivo X) e Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza), criada por Allan Cubitt e dirigida por Jakob Verbruggen. A série tem um formato diferente, mostrando tanto o lado do serial killer quanto o da polícia, passando-se na Irlanda do Norte. Na Irlanda, o canal RTÉ One apresenta a série aos seus telespectadores, e no Reino Unido, BBC Two. Já no Brasil, está apenas disponível na Netflix e em alguns sites online. 

Enredo: Paul Spector (Jamie Dornan) à primeira vista parece apenas mais um pai de família dedicado à psicologia, mas tem sombrios "hábitos noturnos". Ele invade a casa de suas vítimas para cometer seus atos violentos, e nesse contexto, entra a Stella Gibson (Gillian Anderson), uma detetive britânica obstinada a resolver esses casos. A série tem uma nota incrivelmente boa no IMDb, base de dados online de informação sobre música, cinema, filmes, programas e comerciais para televisão e jogos de computador.

P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci

Que eu (Simone) sou mais chegada em um enredo "urbano contemporâneo" não é novidade... Se você está esperando algo agitado e rebuscado, envolto em efeitos especiais, esqueça essa série...

The Fall é nada mais que uma série policial, com um enredo muito bem construído, personagens que aos poucos vão cativando o telespectador, com um grande fundo emocional, nos apresentando como é a mente de um serial killer, no caso Paul Spector, interpretado por Jamie Dornan, mais conhecido como Sr. Grey de Cinquenta Tons de Cinza.

Devo confessar que o primeiro episódio achei meio insosso. Porém, já no segundo, me envolvi com a trama e seus personagens. Dornan provou ser muito mais que um CEO. Seus trejeitos, ou seja, os trejeitos de Paul Spector (protagonista do enredo), um homem diabólico, assassino, desprovido de sentimentos, estratégico e dissimulado, fez dele o meu "Malvado Favorito". Também tenho que ressaltar que gostei demais de Stella Gibson, interpretada por Gillian Anderson, uma policial esperta e conhecedora do assunto, provida de empatia, até mesmo com um psicopata , o que me faz crer que, de certa forma, ela esconde algo muito grave, até mesmo um "eu psico" dentro de si. Porém, depois de Paul, afirmo que existe um outro personagem que muito me agradou, chegando a ser o meu segundo/predileto... Estou falando de Katie, interpretada por "Aisling Franciosi", uma adolescente que vez ou outra trabalha como babá dos filhos de Paul, quando sua esposa sai para trabalhar no período noturno em um hospital. Aliás, é nesses momentos que Paul procura, estuda, caça, tortura e mata suas vítimas... Não se preocupem, as cenas não são fortes... Apenas sugestivas de como foi o ato em si!!!

Katie se apaixona por ele, e de certa forma, sabe que ele é o serial killer mais procurado das redondezas. No entanto, ao desconfiar disso, se sente ainda mais atraída. Dessa forma, comete loucuras, provocando-o de todas as formas, ameaçando-o, fazendo com que ele corra o risco de ser descoberto, deixando-o ainda mais doido do que é... \o P.S.: Sou fã dessa personagem. hehehe

Até o momento foram apresentada apenas duas temporadas, com poucos episódios, porém extensos, com quase 1h de duração , e por sinal, ela foi renovada para a terceira temporada, pois está tendo uma excelente receptividade, vencedora de alguns prêmios, tais como: Crime Thriller Awards, Edgar Allan Poe Awards, s, National Television Awards, BAFTA Awards e Irish Film and Television Awards. Jamie Dornan ganhou como Paul Spector, um Irish Film and Television Award e um Broadcasting Press Guild Award. A série também foi premiada com dois Irish Film and Television Award e um Edgar Allan Poe Award.

**Portanto, se você aprecia um excelente conteúdo, fica a dica! \o
P.S.: E que venha a Temporada 3 em 2016. \o/

16 de mai de 2015

[Música]: The Strokes — Heart In A Cage

Sabe quando você se depara com uma canção e pensa:

 Pout'zzzzzzzz! 

P.S.: Eis como me sinto atualmente...

10 de mai de 2015

Sobre a revisão de #DAEDM...

Aliás, este print não é a diagramação final de "Dezesseis - A Estrada da Morte", eu apenas salvei o arquivo do Word para o PDF. A diagramação final ficará muito mais linda —, e a revisão está ficando divina. Logo mais reposto aqui a capa oficial, reajustada em alguns pequenos-grandes-detalhes. #DAEDM é o meu segundo livro, um romance urbano-contemporâneo, inspirado na canção Dezesseis da banda/grupo Legião Urbana.

(clique em cima da imagem para maior resolução)


Eu me chamo João Roberto de Macedo, e considero-me um adrenálico compulsivo objetivo. Sou conhecido por todos como Jhonny, O Rei dos Pegas, e estava prestes a completar dezesseis. Na maioria das vezes, sempre me encontrava ao lado de meus loucos amigos: Julius, César, Janjão, Trakinas, e, por fim, Vick. Mas, a partir de agora, vou relatar onde a minha vida começou a fazer sentido...

Era uma noite como tantas outras, regada a inúmeras doses de vodcas e muitas tragadas no cigarro de maconha —, e o motivo de toda comemoração se dava ao fato de eu completar mais um ano de vida. Como de costume, aquela seria outra noite de loucuras incontidas, finalizada com um grande espetáculo de automotores em uma estrada próxima a lanchonete que sempre frequentávamos.

Revisão: Vanessa Araujo

9 de mai de 2015

MARJORIE ESTIANO - ME LEVA

Tenho que compartilhar isto, afinal de contas, ela — Marjorie Estiano — foi a minha inspiração para Alex de "Entre o Céu e o Inferno", o meu primeiro livro. Pois então, trata-se de um curta metragem apresentando o seu novo CD, intitulado como "Oito".

Desta vez, ela está a frente da produção do álbum, pois o lançou de forma independente, presenteando a todos com um conteúdo diferenciado do que foi apresentado anos atrás. Para aqueles que estão esperando escutar/ver algo comercial, atrevo-me a dizer... NÃO siga em frente, pois o álbum apresenta batidas/hits no estilo POP/RETRÔ-NÃO-COMERCIAL, muito bem escritas e desenvolvidas, e por sinal, divinamente encaixadas na voz da Marjorie.

Quanto ao curta... Eu achei divino e super produzido, porém, um tanto confuso. Acredito que poderiam ter enfatizado mais as músicas, afinal, trata-se de um conjunto de canções e a promoção delas... Eu teria feito ‘um pouco diferente’. De qualquer forma, amei o resultado.

Eu ganhei este maravilhoso CD de Natal, da amiga-blogueira-parceira "Suelen Fernandes”, e afirmo... É sensacional!!! P.S.: Obrigada, Su!!! \o/ Agora vamos ao vídeo:

8 de mai de 2015

A INTRÍNSECA É MEU ACONCÁGUA - POR MAURÍCIO GOMYDE

Eu conheci pessoalmente o Maurício em meados de 2012, num evento literário aqui em São Paulo, onde estavam tantos outros autores que admiro e que hoje são meus colegas — alguns 'amigos do coração'. Na época, ele era um autor independente... E foi com sua simplicidade e gana que me inspirei a encarar essa empreitada independentemente. Por fim, ao ler suas palavras neste fabuloso artigo, me inspiro ainda mais em continuar, sendo independente ou não. Infelizmente ainda não tive a oportunidade de conferir nenhuma de suas obras, mas o farei EM BREVE. Parabéns e obrigada, Maurício Gomyde! Confiram o artigo abaixo:

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O Aconcágua é a montanha mais alta do Hemisfério Sul. Pensei nele para escrever esta minha primeira história no blog, por ilustrar bem o que foi chegar até aqui: um desafio, um sonho, um daqueles objetivos que proporcionam um prazer difícil de explicar quando atingido.

Subir uma alta montanha deve ser mais ou menos como seguir a trilha entre dois momentos-chave da vida do escritor: o primeiro, que surge da necessidade mais pura de contar suas histórias; e o último, aquele quando ele percebe o esforço recompensado pelo reconhecimento de quem lê tais reflexões. 

Nunca subi o Aconcágua, esclareço aqui. Mas, como todo escritor prudente, fiz minhas pesquisas. A montanha tem nada menos do que 33 rotas possíveis catalogadas. Algumas consagradas, outras pouco exploradas. Umas menos dolorosas, outras que só alguns têm coragem de se aventurar. Os caminhos podem ser muitos, mas o objetivo é o mesmo. Eu poderia ter escolhido uma das rotas que tantos seguiram antes de mim, mas decidi trilhar minha própria. Optei pelo caminho independente, fui pela “Parede Sul”, considerada por muitos a face mais difícil. De um lado, o deserto. De outro, o mar. Desviar do objetivo, perder o foco, esmorecer ou tropeçar, significava morrer de sede ou afogado. 

Mas a vista é linda!

Cavei espaço entre as pedras com as ferramentas de que dispunha (as cordas da perseverança, os mosquetões da disciplina, as picaretas do trabalho). Aprendi errando, e em alguns momentos de incertezas, de vento e frio, pensei em desistir (quem nunca?). Em outros instantes, encontrei mãos que me seguraram à beira do abismo. Por elas sou eternamente grato.

A Intrínseca é meu Aconcágua. Chego com minha pequena barraca iglu nas costas e uma mochila cheia de histórias para contar. O acampamento é de primeira, os alpinistas que me precederam são grandes autores e aqui encontraram bom abrigo. Agora é sentar ao redor da fogueira, sob o céu estrelado, apreciar a vista, abrir a mochila e deixar que as histórias ganhem vida.

A aventura está só começando…

Maurício Gomyde é paulista de nascimento, mas considera que a paixão pelo céu mais belo do mundo alterou seu DNA para brasiliense. Tem música no sangue, é baterista, cinco romances publicados e uma mochila cheia de histórias para contar. O primeiro livro pela Intrínseca sai em 2015.

Artigo via: Blog - Intrínseca

4 de mai de 2015

Agora ou Nunca - por Simone Pesci

Era o prólogo de um enredo... Porém, tornou-se um breve texto! E foi escutando a canção "Right Now", da banda Van Halen, que veio a inspiração... Dedico esse texto a minha amada amiga "Juny Moura". Boa leitura!

Canção/inspiração: Right Now
Banda: Van Halen

P.S.: Texto sem revisão.

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Eu me deparei com aquilo que tanto evitei escutar (e acreditar)... 


 Infelizmente não tenho boas notícias... Os remédios, ou seja, o tratamento não faz mais efeito algum...  as palavras fincaram como uma adaga em meu coração.
Olhei incrédula para o doutor. Meus pais ficaram estáticos e petrificados de medo. Aquele prognóstico era descortês , e por sinal, rompeu a todos...
 O senhor tem certeza do que está dizendo?  perguntei, ansiando outra resposta.
 Infelizmente é o que tenho a lhe dizer, Juny...  afirmou o que eu tanto temia.

"Eu perdi o chão!"

Naquele instante, me dei por conta que havia desfrutado de dezenove anos mal vividos, às sombras de uma vida sem sentido, usufruindo restritamente de uma fortuna que um dia (se ainda viva  algo que não aconteceria) me pertenceria.
 Quanto tempo ainda tenho?  perguntei, em tom pesaroso.
 Eu não posso lhe dizer ao certo...  respondeu o doutor, desvincilhando-se da minha pergunta.
 Como não pode? Você é o doutor...  rebati com revolta.
 Eu sou o doutor, Junyane... Apenas isso! Se pudesse mudar o seu destino, eu o faria.  disse, tão entristecido quanto eu.
Engoli a seco minha paúra. Queria viver uma vida plena: viajar, amar e ser amada, ter filhos... Constatei que todos os planos que eu havia feito, não tinham valia.
 Que o senhor não pode mudar o meu destino eu até entendo... Mas acredito que pode me elucidar sobre quanto tempo ainda me resta...  implorei um parecer mais preciso.
Meus pais continuaram estáticos e petrificados, sentados bem ao meu lado. Eu, por minha vez, fechei os olhos e respirei fundo —, e por intermináveis segundos, tive um flash de tudo o que ainda não vivi...
 Mas doutor, deve ter um outro método. Por favor, nos diga que tem um outro método...  mamãe, enfim, resolveu abrir a boca.
 Dona Wilma, nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance... Até mesmo alguns experimentos não convencionais...  afirmou o meu óbito, com os olhos marejados.
Encarei o doutor com malquerença, como se a culpa fosse exclusivamente dele... Redirecionei meu fitar para os meus pais... Pude sentir a dor cortante pela qual todos — até mesmo o doutor  estavam passando.
 Eu não aceito isso!  falei em tom sólido e intenso.

"O silêncio se fez presente, com a marcha
 fúnebre de Chopin ao fundo..."

Ter a certeza que me restava pouco tempo de vida era dilacerante...
Eu culpei a todos, inclusive a Deus!
 Como devo proceder então, doutor?  meu desespero, apesar de contido, era visível.
 Viva!  ele foi direto na resposta.
Então, envolta numa centelha de lucidez, pensei:

"Não posso esperar “o amanhã”... 
Eu preciso do hoje”.

Fiquei por alguns segundos catatonicamente adormecida, tentando encontrar uma saída...
 Por que esperar mais um dia?  disse em alto e bom som.
 O quê...?  perguntou papai, surpreso e aflito.
 Por que esperar?  respondi, encarando intercaladamente a todos.
Notei que eles entenderam o que eu queria dizer... Eu estava prestes a seguir uma nova caminhada, com um destino incerto.
 Um passo a frente, um passo atrás... Como na música do Van Halen... Right Now soltei as palavras deleitosamente, como se elas fossem a minha válvula de escape.
Todos continuaram em silêncio! Eles sabiam que o meu passo a frente faria toda a diferença... Eu tinha que correr contra o tempo para conseguir igualar o pouco que me restava, fazendo planos com “o presente”, deixando para trás “o passado” e não esperando nada “do futuro”.
 Este momento é o meu amanhã...  foram minhas últimas das poucas palavras que doei com empatia.
Levantei da cadeira e antes mesmo de sair porta afora, disse:


 Right Now! É agora ou nunca.


Texto por: Simone Pesci