30 de jun de 2016

COMUNICADO DE UM ANJO A UM AMOR INGRATO, POR ZÉ REYS

Estou encerrando hoje as minhas preocupações e as minhas orações. Findou-se o tempo de Deus, em mim. Hoje orei por você pela última vez. O fizera no passado, crendo que me receberia como a um presente Dele,  tive um sonho repleto de ouro… Fez-me crer ser, você, o próprio tesouro, renegastes! 

Por estas orações, talvez, eu tenha estado me interpondo às vontades do Criador, que também tem a Sua oração. Talvez eu estivesse tão ávido para amá-la que não as enxerguei, você foi muito astuciosa para me enganar, mas, tudo bem, você precisava muito de alguém. Eu lhe servi como os serviçais devem servir, com amor… 

Talvez eu estivesse usando minha fé, meus conhecimentos, minha espiritualidade, meu sentimento de amor, para impedir que você receba o que tem que ser. Pedirei perdão, e por retirá-la de Suas mãos e de meus sentimentos verdadeiros… Pedirei perdão! Os pecados, amor, não estão nas palavras que proferimos, mas sim, nos atos que ferem e fazem sofrimentos. Embora seja verdade que eu lhe queira feliz, que pena para mim! 

Você tem os seus resgates a fazer e o fará, voluntariamente ou não. 
Tivera a sua chance de se convergir, não blasfemes, amanhã! 
Estou me retirando pela força Divina, e por seu desamor. 
“eu O havia solicitado soluções! ”Retira-me Ele, desta eminência de dor 
e de seus reais fracassos… Que me louve Deus, pelas minhas humildes 
tentativas de fazê-la feliz  Você realmente não me merece?! 

Percebo que pela sua atual índole, eu devo desistir de vez de você. O seu juízo de valores, ao que parece, se perdeu em conceitos ambicioneiros e imediatistas. “O espírito é o principal, a mente acompanha e o corpo obedece” Este é o princípio a se entender. Ao inverter a lógica divina, serás fatalmente, infeliz! 

O meu conceito, você sempre soube: Pauta-se no amor, no mais sublime amor… Ao se alinhar de baixo para cima você está se matando, espiritualmente. Lembre-se entretanto, você não faz o ar que respiras. E tudo depende da sua condicionalidade espiritual, e neste quesito, onde se encontra, dentro de suas próprias reflexões? 

Para um ser humano perder a condição divina e se tornar escória e resto de todos os homens, basta se abdicar Dele, porque o amor é conseguinte e só por este amor vindo de Deus, é que podereis ser feliz. Se me permite um último conselho, não prossiga, volte as origens do pai celestial, esta, como sabes intelectualmente, é o amor. Amor que a este, a tudo será acrescentado e sem este, tudo será retirado. 

Pare de lutar contra a resistência, quanto mais faz isso mais sentirá ódio e por ele dará atribuições a outrem, pelas suas culpas. Seja favorável a Deus, Deus é o mais puro amor. Os subterfúgios que usas, podem enganar a muitos. A ideia da mentira subliminar de que a mentira suplantará seus problemas, esta é indubitavelmente falsa. Ninguém nasceu para viver enganado ou para enganar-se a si mesmo com o próprio engano. 

Eu estou tão consciente deste comunicado, que posso lhe afirmar, esta é a palavra que precisava ler e escutar no fundo de sua alma. Sinta o seu próprio conhecimento da verdade do amor e não o renegue. Por tudo que sabe não está mais no nível de se ser criancinha, o universo não a tratará como tal e já está lhe tratando como adulta. Então se quiser continuar contra a lei da verdade do amor sublime, Saiba: Dobrará seus sofrimentos. Está contraindo mais dívidas. 

A propósito: Você não precisará vir em meu funeral, nem haverá velório, não estarei nele. Quando um anjo morre, ele simplesmente some na imensidão do universo. Como as estrelas que no céu se apagam… Não poderá ser feliz, infelizmente, tripudiando, sobre minha inexistência!

[Charles Bukowski]: Mulheres

Mulheres: gostava das cores de suas roupas; do jeito delas andarem; da crueldade de certas caras. Vez por outra, via um rosto de beleza quase pura, total e completamente feminina. Elas levavam vantagem sobre a gente: planejavam melhor as coisas, eram mais organizadas. Enquanto os homens viam futebol, tomavam cerveja ou jogavam boliche, elas, as mulheres, pensavam na gente, concentradas, estudiosas, decididas: a nos aceitar, a nos descartar, a nos trocar, a nos matar ou simplesmente a nos abandonar. No fim das contas, pouco importava; seja lá o que decidissem, a gente acabava mesmo na solidão e na loucura. (by Charles Bukowski)


27 de jun de 2016

Entre âncoras e asas...

“Seja você a âncora que mantém meus pés no chão,
e eu serei as asas que mantém o seu coração nas nuvens”.


Via facebook: Elementais da Natureza

[Playlist]: Redenção — The Sound Of Silence

Pois bem, Lúcifer ignorou a placa de aviso. Aliás, apenas uma amiga  a Juny Moura  sabe as consequências disso, pois o enredo foi alterado e o final ficará uma emoção que só! Redenção é o meu terceiro livro, com 16 capítulos já finalizados, sem previsão de término e publicação. Por fim: 
Feliz aquele que não se condena na decisão que toma” 
P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

[Texto]: A vida é feita de banhos de chuva e incertezas

Ninguém sabe ao certo o que virá no dia seguinte, no próximo outono, no findar daquele capítulo. 

Ninguém consegue imaginar se a próxima página será preenchida com cores sortidas ou linhas suaves. 

Não dá para prever se o próximo verão será de sol forte ressecando o solo, ou de chuvas constantes embaçando o vidro do carro. 

A vida não nos oferece certezas de espécie alguma, e certo é apenas o momento que vivemos. 

É preciso aceitar esse humor variante que a existência tem, e respeitar a força dos ventos, tempestades e turbulências. 

É preciso respeito e prudência diante das viradas de página e fechamento de ciclos. 

Na noite do último sábado, sentada na cama enquanto assistia ao filme “Noé” (triste coincidência) com meu filho e marido, nossa casa foi atingida pelo tornado que devastou parte de Campinas. Foram cerca de dois minutos sentindo a força poderosa da natureza. Graças a Deus ninguém se feriu, mas nossa casa foi destelhada e teve as árvores tombadas. No dia seguinte, nosso condomínio estava devastado. Parecia cena de filme, coisa que só temos conhecimento através da tevê, e que nunca imaginamos que chegará tão perto de nós. 

Quando acontecem eventos assim, que nos pegam de surpresa no meio de um dia comum, percebemos que nada nos pertence nem está sob nosso controle. 

A vida é feita de banhos de chuva e incertezas. De girassóis que nos provam a poesia da natureza e orações ao raiar do dia. De beijos de boa noite e a lembrança de alguém que se foi. De cheiro de filho dormindo, e dia começando com gosto de café recém coado. De crenças e descrenças. De intempéries e esperança. De finais e recomeços. 

No fim da noite, já deitado em sua cama, meu menino chorou. Chorou pela queda do nosso ipê bem em frente à nossa garagem. O ipê que ele abraçava quando chegamos aqui, há sete anos, e onde suas pipas se enroscavam nos dias de vento. Sabia que no dia seguinte o ipê teria que ser serrado para que saíssemos de casa, e não queria o sacrifício de sua árvore preferida. Expliquei que viriam outras árvores, mas certamente não teríamos mais um ipê. 

Nem sempre recomeçamos repetindo nossa história. Os recomeços são distintos, diferentes, e nem por isso piores. 

O problema é que nos apegamos ao que vivemos (sendo bom ou ruim) e queremos perpetuar aquilo que já nos habituamos a viver. Muitas vezes o costume é ser infeliz, e nos surpreendemos querendo repetir a infelicidade. 

O tempo do ipê passou. E mesmo que fique a saudade daquele que enfeitávamos com luzes brilhantes no natal, agora outra árvore tomará seu lugar. 

Que tenhamos sabedoria para aceitar o novo tempo, as novas mudas de árvores, os novos cortes de cabelo, os novos ares, as novas paisagens. 

Que haja alegria no fim de um ciclo e começo de outro, e disposição para olhar para frente e nos cercarmos de esperança. 

Que permaneça a fé e a coragem, para que possamos permitir que a vida siga seu curso, mudando algumas peças de lugar e alterando o itinerário de nosso caminho. 

Que haja um novo sol, uma nova lua, muitas nuvens e alguma chuva. 

Que as flores enfeitem nosso jardim mesmo que lhes falte algumas pétalas, e que o canto dos pássaros seja ouvido mesmo que o dia comece menor do que imaginávamos. 

Que as crianças cresçam acreditando na gostosura que é um bom banho de chuva; na beleza que é ver uma trilha de formigas carregando um peso maior que seu próprio corpo; no poder da lua em influenciar os partos, os cabelos e a força das marés; e principalmente na magia que existe em observar um arco íris se formando e enfeitando o céu após uma grande tempestade… 

Por: Fabíola Simões

24 de jun de 2016

[Tradução]: Nirvana — I Just Want To Sleep

Para quem me conhece, não é novidade que a banda que mais AMO é NIRVANAAliás, eu descobri essa maravilha de som através da linha do tempo de um amigo no facebook, e logo de cara fui editar um vídeo com a sua tradução. Como sempre Kurt transbordou sentimentos na letra e, por fim, contagiou com seus acordes de guitarra distorcidos e sua voz divinamente rouca. Seu eu gostei? EU AMEI! S2 Está no repeat do computador e também do coração. Confiram:


P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

TUDO PELA AUDIÊNCIA — POR BRUNA LONGOBUCCO

Eu avistei esse pequeno artigo no facebook de uma amiga. Aliás, o que foi citado nele é o que de fato penso. Desta forma, achei de grande valia repostá-lo aqui, é claro que com os devidos créditos no final da postagem. Confiram: 


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Muita gente apelando para ser visto, lido, divulgado. Romances “hot” chovem pela rede, em tantas versões que está difícil escolher. Alguns sem revisão, sem qualidade literária, quase uma reprodução fiel de outras histórias. São tantos que acabam sufocando as novas produções que realmente merecem ser lidas. 

Outro dia me deparei com tantos 50 tons de alguma coisa (baseados no livro “50 tons de cinza”) que fiquei pasma. Pensei no programa “Tudo pela audiência", apresentado por Tatá Werneck e Fábio Porchat. É isso mesmo. TUDO. 

Se você posta a Literatura sem apelação, sem pretensão, ela é ignorada por grande parte da minoria que compõe os leitores deste país. E isso é triste! Precisamos ler, pessoal. Os clássicos, os novos nacionais, os nacionais de ontem, mas sem apelação. Tem gente que quase tira a roupa para ganhar uma curtida. E gente que tira mesmo. Será que vale tudo pela arte? Tanta exposição, tanta reprodução? Vender só porque vende? E se colar, colou... Ainda leio pelo prazer de ler. Para mim não precisa ser erótico, apelativo ou ousado. Precisa ser arte. Precisa cativar a atenção. Tem que ser LITERATURA no sentido pleno da palavra.

Via blog: Feitiço Literário
Por: Bruna Longobucco

23 de jun de 2016

[Falando em]: Como eu era antes de você — O Filme

Na última segunda-feira (dia 20/06/16), estive no cinema assistindo uma das adaptações que eu mais aguardava, ou seja, o filme "Como eu era antes de você", de Jojo Moyes (P.S: Para conferir a resenha do livro, clique AQUI). Porém, só agora pude vir falar sobre ele. Aliás, antes procurei alguns pareceres, sendo que me deparei com opiniões diversificadas: algumas excelentes, outras nem tanto. Contudo, nada melhor do que o próprio leitor para avaliar aquilo que lhe foi apresentado em páginas e na telona. Eu, por exemplo, li a obra por duas vezes, e em ambas me vi envolta num turbilhão de emoções. 

Uma coisa que me faz ansiar pela adaptação é o quão a obra me envolveu, independente do gênero. E este livro tornou-se um dos meus prediletos, um enredo de cunho dramático, com uma pitada sarcástica e, por fim, uma grande lição. Tem algo mais perfeito do que isso, ler um livro e aprender com ele? Sem mais delongas, vamos ao que interessa...

Quando o trailer de "Como eu era antes de você" foi apresentado pela primeira vez, fiquei estupefata com a escolha dos atores para interpretar os personagens centrais, ou seja, Louisa Clark (Emilia Clarke) e Will Traynor (Sam Clafin).  Afinal, a meu ver, eles caíram como uma luva, e com isso o meu sorriso estendeu-se ao infinito. No entanto, havia aquela preocupação: será que ambos conseguiriam transpor os sentimentos em grandeza e proporção como foi feito em páginas? A resposta foi um belíssimo SIM! Eles conseguiram com maestria. 

>>>Abaixo, spoilers do filme<<<

Apesar de me deparar com muitas caras e bocas do Sam no início do filme, eu já sabia que isso era necessário, pois foi dessa forma que Will foi apresentado no livro, quando damos de cara com um homem de 35 anos preso à uma cadeira de rodas, infeliz e ansiando pelo seu fim. Aliás, o Clafin está de parabéns, pois pra mim ninguém interpretaria melhor do que ele, uma interpretação com talento e coração. E isso eu vi logo de cara, quando ao receber sua nova cuidadora (Lou Clark) pela primeira vez, ele simula um ataque — assim como no livro , imitando Christy Brown, de "Meu Pé Esquerdo" (P.S: Ri litros com essa cena). hahaha

Ao longo da trama o personagem vai ganhando destaque e empatia, mostrando ao espectador que és um homem de bom coração, apesar de transparecer o contrário. E novamente Sam Clafin enterneceu-me, dando vida as dores e alegrias de Will Traynor, me teletransportando para as mesmas dores e alegrias. Porém, agora, tenho que falar de Louisa Clark, ou melhor, da atuação magnificamente perfeita da Emilia Clarke, que conseguiu superar todas as minhas expectativas, afinal, a meu ver, este era o personagem mais desafiador da trama, onde a atuação lhe cobraria um "quê" maior de comédia onde o drama perpetua. Eu fiquei coberta de amores pela Lou até mais no filme do que no livro, onde ela conseguiu me arrancar risos e lágrimas em questão de minutos, deixando-me deveras envolvida. Também tenho que falar dos antagonistas, tal como o  elenco de apoio, pois foram escolhidos a dedo e atuaram com verdade e perfeição, fazendo de todas as cenas sensacionais. E falando nas cenas...

Como todos sabem, uma adaptação nunca fica igual ao livro. Eu já assisti muitas adaptações, algumas gostei, outras nem tanto. No entanto, com essa o meu grau de excitação expandiu-se a tal ponto, que vou tentar me expressar da melhor forma... Todas as cenas incluídas foram de suma importância, e o que mais me alegrou foi a proximidade com o que foi descrito no livro, digo até mesmo nos diálogos. É claro que há algumas mudanças, mas elas foram tão próximas da trama em páginas (algumas até mesmo igual  me corrijam se eu estiver enganada), que fiquei embasbacada, questionando-me o quão certo é o autor estar de frente com a adaptação, pois somente o autor para transpor com verdade o conteúdo. De tudo que foi apresentado, houve apenas quatro cenas que eu senti falta:

>>>Spoilers do que "não incluíram" no filme<<<

1) Em páginas, houve um capítulo exclusivo da mãe do Will, onde a mesma narra em detalhes seus sentimentos, ou seja, o antes e depois da tragédia. A meu ver esse foi um dos capítulos mais lindos e intensos da trama, e fiquei decepcionada de não vê-lo no filme. 

2) Há um trecho do livro em que Lou e Will resolvem fazer uma tatuagem. Will, como sempre sarcástico, tatua a data do acidente que fez dele um tetraplégico; enquanto Lou... Ah, leiam o livro. A intimidade deles nessa cena é tão perfeita, que foi uma pena não tê-la no filme.

3) Essa foi a cena que eu mais senti falta, um tremendo erro não tê-la incluído, pois nela sabemos o porquê Lou é do jeito que é: conformada com a vida que tem e com medo de se arriscar. Estou falando de uma cena que, quando desafiada por Will, ela adentra o labirinto do castelo e se vê desesperada, lembrando de um fato trágico do passado, o qual Will descobre e entende o porquê ela é assim, tão medrosa em se arriscar "para/com o novo". A cena é tão perfeita e intensa no livro e dá todo sentido para a trama. Eu me lamentarei sempre por isso, queria muito (muito mesmo) ter visto essa cena no filme.

4) Por último e não menos importante, senti falta da explicação que tem no livro, com o distanciamento entre os pais do Will. Afinal, o pai dele já mantinha um outro relacionamento, e a mãe dele era ciente disso, e com isso, apenas sustentavam uma situação não existente para dar apoio ao pós-tragédia.

Apesar de tudo, conseguiram inserir o necessário para deixar o filme perfeito: com seus momentos hilários e dramáticos, onde o espectador irá do céu ao inferno em questão de segundos, uma delicadeza sem igual. Preciso dizer que a fotografia do conteúdo é linda de se ver, com cenários e paisagens esplendidos, sem contar a trilha sonora que é de descompassar o coração, caindo perfeitamente nas cenas, deixando-as ainda mais lindas e entorpecedoras.

Para aqueles que acharam a adaptação "o mais do mesmo", digo: isso não é de todo mal, desde que a trama seja bem construída e consiga (em algum momento) tocar corações. Se ela não tocou o seu e o fez ter uma opinião negativa, saiba que a sua opinião também pode ser considerada "o mais do mesmo", eis o trocadilho de gostos. Por fim, para você que curte uma linda história, enveredada em superação, descobertas, tristeza e amor, segue essa magnífica pedida... "Como eu era antes de você"... Corre pro cinema, galera! S2 



Soundtrack Oficial do filme 
Banda: Imagine Dragons 
Canção: Not Today

15 de jun de 2016

[Falando em]: A TROCA — de Cris Santos

Resenhar este livro é um prazer, pois trata-se da primeira obra de uma amiga virtual da qual CONFESSO, antes tinha medo, pois não tem papas na língua. Contudo, foi este motivo que me fez admirá-la ainda mais, além do talento sem igual com a escrita. Assim (dias atrás), a Cris Santos presenteou-me com essa lindeza de livro, que está a venda em formato e-book (P.S: Obrigada, Cris! S2). Espero tê-lo em mãos como livro físico em breve (para adquirir o livro em formato e-book, clique AQUI). Agora confira a sinopse, book trailer e resenha de "A TROCA", uma publicação independente.


Sinopse: Taylor é um ator cobiçado por mulheres do mundo todo. Até vir ao Brasil! No encontro com as suas fãs, uma surpresa: Claire Carter! Arredia, impaciente, linda. Claire era a fã menos apaixonada daquele salão. Ela começa a roubar toda a atenção do ator. Ele esquece das que o amam e olha observa a garota de atitude distante, fria. Ele nem imagina que a sua vida mudará completamente naquele dia. Ele nem imagina que, ao procurá-la, descobre o segredo mais surpreendente e inusitado da sua vida. "A Troca" é uma comédia romântica atípica. Onde a mocinha quer distância do seu príncipe encantado. Divirtam-se, riam e escolham o seu lado no time dos oponentes mais lindos e briguentos de todos os tempos.




"Porque uma troca pode ser surpreendente"



Divertido!
Instigante!
Envolvente!


A TROCA nasceu de uma fanfic, onde o ator Taylor Lautner (agora Taylor Lawson), ganha vida de forma inusitada... Um enredo entorpecente e divertidíssimo. E eu, como fã incondicional da Saga Twilight e conhecedora de algumas situações que foram citadas no enredo, fiquei ainda mais envolvida pelo conteúdo. Então vamos lá...

Donna e Claire Carter são gêmeas idênticas, ambas com 23 anos e temperamentos inversos: Claire é noiva de Rodrigo, sempre educada e compreensiva, além de fã incondicional de Taylor Lawson, um ator conhecido mundialmente e que se encontra no auge da carreira; enquanto Donna é o oposto, um tanto explosiva e sem papas na língua (P.S: Tipo a Cris  hahaha), ex namorada de Leonardo Castro, um advogado que vira e mexe está ao seu lado, principalmente quando há alguma pendência onde os planos de Donna estão envolvidos. SIM, apesar de um tanto esquentadinha, Donna é uma garota de bom coração e que se engaja em alguns projetos sociais, sem contar que trabalha nos negócios imobiliários da família. Contudo, sua vida muda quando a pedido da irmã ela aceita fazer uma troca, onde terá que se passar por Claire, em uma sessão de fã com Taylor, no Rio de Janeiro. 
Claire chorava pelo ídolo a odiar e, também, por ele ter sérias intenções de nos botar na cadeia. Se não fosse trágico, seria cômico. As lágrimas silenciosas da minha mãe e seus olhos vermelhos eram como agulhas transpassando meu peito aflito. Taylor Lawson com isso tinha elevado meu ódio à máxima potência. Eu o mataria com minhas próprias mãos! (Livro: A TROCA, Cap.2) 
Neste evento, Donna questiona o ator de forma inquisidora e constrangedora, despertando total interesse do rapaz. Aliás, essa troca acontece uma outra vez, onde Taylor já sabe a diferença entre as irmãs e que, por fim, enquadra Donna e sua família ameaçando-os, na intenção apenas de estar mais próximo daquela que despertou o seu total interesse.
 Descobri essa troca de hoje, Donna, porque meu corpo reage a você desde que nossas mãos se tocaram naquele palco na primeira vez que nos vimos. Não se trata de você e a sua irmã idêntica. Eu aposto que te reconheceria pelo toque e de olhos vendados no meio de uma multidão. Acredite! Vim confirmar o que já disse: meu interesse por você é real! (Livro: A TROCA, Cap.6)
Entre tapas e beijos, a família Carter se embrenha nessa árdua conquista de Taylor para/com Donna, colocando-os frente a frente, fazendo dele um amigo íntimo e que passa a frequentar a casa dos Carters, até mesmo fazendo com que o ator alugue um apartamento no mesmo prédio, deixando Donna louca da vida. Eis que se inicia um embate entre gato e rato (P.S: Ou ratinha se preferir  quem ler, saberá). hahaha
Seu beijo foi calmo. Suave. Nada comparado aos tantos roubados, a outros invasivos, armados, implorados e punitivos. Eu não me opus. Naquela altura do campeonato, não fazia mais sentido. (Livro: A TROCA, Cap.18)
Um jogo entre caça e caçador... Uma conquista que se faz presente aos poucos, conquistando a cada membro da família Carter e até mesmo o alvo chave, deixando a marrenta Donna Carter ainda mais confusa e o ator Taylor tão certo do que quer... Uma troca que se torna aposta... Um sentimento verdadeiro. S2 Agora cesso os comentários para não soltar spoilers

Ler A TROCA foi uma sensacional surpresa, apesar de já saber que a Cris manda bem pacas. A autora tem uma escrita envolvente e direta (amo textos sem encher linguiças), além de um contexto bem divertido. Sendo assim, o enredo conseguiu me arrancar muitas risadas, AMEI em grandeza e proporção ambos protagonistas  Donna e Taylor , cada qual com suas particularidades, e apesar de não parecer, encontrei muito de mim neles. Sem contar os antagonistas, em especial a família Carter, que fez com que eu me apaixonasse por eles, além de querer estar dentro de todas as situações (e discussões). Os capítulos finais foram deliciosos e ao mesmo tempo instigantes, com uma situação em aberto (que virá no livro 2), deixando-me assim, a ver navios e em frangalhos. A Cris mostrou-se uma excelente contadora de história e sequer parece uma autora iniciante. E digo mais: eu leio até mesmo a lista de compras dela. \o

O livro é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está perfeita, com espaçamentos e fontes em excelente medida (P.S: Lembrando que eu o li em formato e-book!); e a capa é perfeita, estampando a vasta cabeleira de Donna, ora loira, ora vermelha... Quem ler o livro vai entender  hahaha. Por fim, para você que curte uma história divertida e envolvente, eis essa excelente pedida.  


Livro: A TROCA
Autora: Cris Santos
Gênero: Romance
Publicação Independente 
Ano: 2016
Páginas: 232

12 de jun de 2016

[A Lenda de Quíron]: O Centauro

Os centauros eram conhecidos como arruaceiros, desordeiros e chegados a bebedeiras. Quíron, porém, não era como os outros  ele era chamado de "O Bom Centauro" e de "O Curador Ferido" e era mais sábio, mais gentil e mais justo do que os outros da sua espécie.

Infelizmente, Quíron foi ferido sem querer pelo amigo Hércules com uma flecha envenenada, quando Hércules lutava com os outros centauros. Como Quíron era imortal, não conseguia encontrar alívio para sua ferida incurável e passou a viver com uma dor excruciante.

Por fim, Quíron deparou com Prometeu, que também vivia em agonia. Prometeu fora condenado ao tormento eterno dos deuses e estava amarrado a uma rocha. Todas as manhãs, uma águia vinha comer seu fígado, que voltava a se regenerar todas as noites.

Quíron então se ofereceu para dar a vida pela de Prometeu. Assim, livraria ambos do tormento eterno. O centauro caiu morto aos pés de Prometeu. Mas, por causa de sua bondade e generosidade, Zeus o tornou parte das estrelas. No céu, sua beleza poderia ser vista por toda a eternidade. O centauro se transformou na constelação de Sagitário, que os gregos antigos chamavam de "O Arqueiro".

O ferimento de Quíron simboliza o poder transformador do sofrimento  a maneira como a dor, tanto física quanto emocional, pode se tornar fonte de grande força moral e espiritual.

(Texto retirado do livro: A Voz do Arqueiro, de Mia Sheridan)

10 de jun de 2016

Falando em João Roberto (o Johnny)...


Eu pensei muito se colocaria o meu desabafo aqui. E, por fim, resolvi deixá-lo por aqui também e não apenas no facebook. Afinal, minha intenção nunca foi destruir a imagem de um personagem do qual eu sempre escutava em uma canção e que, por sinal, sempre AMEI.  S2 O motivo deste post é único, depois de visualizar um breve e desdenhoso parecer, não indicando o obra pela qual dediquei-me de coração, pois o personagem que construí não correspondeu às expectativas da leitora, SIM, ela queria um Johnny bonzinho (P.S: Aliás, há bondade e amor nele!)... Pois bem, vamos ao desabafo... E apesar de tudo, sou grata por ter os leitores que tenho. Aos leitores que sempre me apoiam... Obrigada! Sem vocês eu nada sou. S2

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Antes de desmerecer uma obra não indicando-a, pois a mesma não correspondeu às suas expectativas, pense que o que foi ruim pra você pode ser maravilhoso para outros. Pois bem, o autor tem a liberdade de criar o personagem como bem entender, e o fato de ele ter enxergado e criado um personagem diferente do que você queria ou imaginava, é apenas uma questão do querer do próprio autor. Aliás, a meu ver, uma crítica deixa de ser crítica a partir do momento que o parecer vem com argumentos que transparecem uma afronta, pelo fato de seus anseios não serem correspondidos, e até mesmo para uma crítica negativa há de se saber colocar as palavras. Não gostar faz parte, desdenhar e desmerecer o trabalho de quem se dedicou com tanto carinho são outros quinhentos. Johnny é impulsivo e egoísta, além de inconsequente e apaixonado. Ah, birrento também faz parte, pois se não fosse assim, eu não poderia ter feito o que fiz, tentando mostrar o quão dos nossos atos espelham numa possível estrada sem volta. Então, se não tiver como apreciar, nem mesmo por uma vírgula inserida, seja sucinto em seu parecer e pense naquele que criou, pois dedicou de um tempo e carinho sem igual, além do mais, o que foi ruim pra você pode ser maravilhoso para outros. ‪#‎FICADICA‬

Sem mais,

Simone Pesci

8 de jun de 2016

[TAG]: VALETINE'S DAY BOOK

Estamos no mês dos apaixonados, e sem querer querendo, visualizei essa TAG lindinha que, por fim, resolvi responder. Aliás, eu a visualizei no blog parceiro "Uma leitura a mais" (para conferir as respostas da Renata, clique AQUI). 

A TAG é simples e rápida, com apenas 7 perguntas, e como de costume não indicarei ninguém. Porém, sintam-se a vontade em fazê-la. Agora vamos as minhas repostas e Feliz Dia dos Namorados! S2

1- Qual foi sua primeira queda por um personagem? 
Simone: Não me julguem, mas foi (e ainda é) por Edward Cullen, personagem protagonista da Saga Twilight, de Stephanie Meyer.

2- Qual livro você iria querer como seu encontro de Valentine’s Day? 
Simone: MEU-DEUS! São tantos! Mas vamos lá... Eu adoraria ter como um encontro de Dia dos Namorados — O Lado Feio do Amor, de Collen Hoover. Afinal de contas, Miles tornou-se o meu sonho literário. S2 hahaha

3- Balas de coração ou chocolates? 
Simone: Sem sombra de dúvidas, chocolates.

4- Qual livro você daria de presente para seu verdadeiro amor? 
Simone: Pode parecer estranho, pois trata-se de um enredo triste. Mas tempos atrás indiquei  A Culpa é das Estrelas, de John Green , pois no passado vivemos algo parecido, graças a Deus que com um final feliz... Apesar de hoje não estarmos mais juntos, a doença se foi.

5- Qual sua comédia romântica favorita? 
Simone: Eu sou apaixonada pelo filme "O Lado Bom da Vida", sempre que posso assisto, pois me divirto pacas com toda situação inusitada dos protagonistas e o amor que nasce dentre a loucura dos dois. Infelizmente ainda não li o livro.

6- Qual o melhor presente de Valentine’s Day que você já recebeu ou quer receber? 
Simone: Não me lembro de um presente ao certo, só sei que o que realmente importava era estar ao lado de quem eu amava, com verdade e intensidade. E se num presente-futuro eu encontrar minha cara metade, espero estar desta mesma forma, com verdade e intensidade.

7- Qual sua coisa favorita sobre Valentine’s Day (se você gosta da data) ou o que você mais gosta de fazer nesse dia (se você não gosta)?
Simone: Amo essa data até hoje, mesmo não tendo a minha tampa da panela ao lado. E o que eu mais gostava nesse dia era pegar um cinema, jantar e me entrelaçar nos braços de quem eu amava.

6 de jun de 2016

[Quote/Semana dos Namorados]: Dezesseis, A Estrada da Morte

(...) porque essa é a semana dos namorados, 
então vai um quote apaixonado! S2 Confiram:


 Não tenha medo, Ana. 

Ela assentiu com o olhar, permitindo-me amá-la. Novamente beijei-a com paixão, percorrendo uma de minhas mãos pelo seu corpo e com a outra segurando os seus cabelos. Entorpeci-me com sua fragrância... Foi quando a mão que percorria o seu corpo, pousou em um de seus seios enrijecidos. Acariciei-os com dedicação, para logo em seguida presenteá-los com os meus lábios. 

 Johnny, o que é isso?  ela arfava de prazer. 

Sorri brandamente ao notar que a mais bela flor estava sendo desabrochada por mim. 

 Isto é amor, ó doce Ana!  falei antes de seguir com os meus lábios em direção ao seu sexo. 

Degustei-a com desejo... Enlouqueci com o seu sabor! E ainda degustando-a, penetrei-a com o meu dedo. Ela estava muito molhada... E eu estava ainda mais enlouquecido... Seu quadril movimentava-se numa dança de amor, pressionando ainda mais os meus lábios ao seu sexo. Minha língua e meu dedo entraram num combate além do inimaginável... Seus gemidos me levaram para um outro mundo... Aquilo era mágica! 

 Johnny...  foi quando ela pronunciou o meu nome, envolto em seu desejo. 

Nossos olhares se cruzaram, e sem dizermos uma só palavra, sabíamos que deveríamos ir adiante. Ela estava permitindo que eu a desabrochasse, e segundos depois eu estava dentro dela, tentando controlar minha insanidade, tentando não machucá-la. Eu estava chegando ao ápice da loucura. 

 Amo você, Ana Cláudia! 

(Livro: Dezesseis - A Estrada da Morte, Cap.12) 

Inspirado na canção “Dezesseis”  da banda brasileira Legião Urbana  este é um enredo de amor recheado com muitas aventuras. Apaixone-se, retorne no tempo, relembre seus “Dezesseis”... e seja, você também, um “rebelde sem causa”...

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[Falando em]: A Voz do Arqueiro — de Mia Sheridan

A curiosidade por este livro foi pelo fato do grande alvoroço que tornou-se entre a escolha da capa e tradução do título. Até então eu não sabia do que se tratava, e quando conferi alguns pareceres e quotes fiquei super envolvida e com vontade de lê-lo. Eis que surge uma promoção pra lá de boa, e assim pude adquiri-lo. Agora confira a sinopse e resenha de "A Voz do Arqueiro", livro que faz parte de uma extensa série da autora Mia Sheridan, uma publicação da editora Arqueiro



Sinopse: Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A voz do arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor. Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar. Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde. Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda. Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.


"Porque palavras sinceras também vem do silêncio"



Envolvente! 
Dilacerante! 
Apaixonante!

Eu vou tentar me expressar da melhor forma nessa resenha. Trata-se de um romance contemporâneo, um amor que nasce entre tragédias e consolo... S2  

Aos 7 anos Archer Hale foi vítima de uma tragédia, onde sua mãe, seu pai e seu tio morreram, fazendo com que ele fosse criado por outro tio, Nathan Hale, um homem bitolado das ideias, deixando-o excluso do mundo, fazendo com que ele se sentisse ainda mais estranho, pois desta tragédia houve uma terrível consequência... Archer tornara-se mudo.  Agora ele tem 23 anos, seu tio Nathan falecera, porém Archer continuou seguindo os dias da mesma forma, excluindo-se de tudo e todos, transparecendo ser um homem estranho, deixando todos da pequena Pelion achando que ele também seja surdo.

Bree Prescott tem 21 anos. Ela perdera a mãe ainda quando criança, pois a mesma morrera de um câncer de mama. Desde então fora criada pelo pai que tanto amava e que tinha uma deficiência... Ele era mudo. Sendo assim, ela sabe se comunicar perfeitamente com qualquer pessoa que tenha essa deficiência. Bree muda-se para a pequena Pelion temporariamente, apenas para tentar colocar as ideias em ordem, pois está sofrendo muito por uma recente tragédia que a rebateu de forma dilacerante, onde seu pai fora assassinado bem na sua frente. E já no primeiro dia em que resolve ir às compras, especificamente em uma farmácia, ela esbarra com Archer...
Pensei em como eu e Bree éramos diferentes... e ainda assim tão parecidos. Ela carregava a culpa de não ter lutado quando pensava que deveria e eu carregava a cicatriz do que acontecera quando eu lutara. Tínhamos reagido de formas diferentes em um momento de terror e ambos ainda sofríamos com isso. Talvez não houvesse o certo ou errado, branco ou preto, apenas muitos matizes de cinza no que se referia à dor e às responsabilidades que cada um de nós atribuía a si mesmo. (Livro: A Voz do Arqueiro, Pág.102)
Em meio a dores e medos, ambos inciam uma sincera amizade. Archer passa a confiar em Bree e um faz do outro o seu acalento, tornando amizade em amor. Contudo, Archer se vê deslocado ao se entregar de corpo e alma pela primeira vez, pois ele sequer tem alguma experiência amorosa (e sexual), o que faz com que Bree, em doses homeopáticas, lhe ensine o quão maravilhoso é amar e ser amado.  
Então os lábios de Archer alcançaram os meus e gemi, um som ofegante que saiu de forma espontânea de minha garganta. Seus olhos se abriram e por um instante ele se deteve, as íris tornando-se ainda mais escuras, antes de ele pressionar os lábios com firmeza contra os meus, tornando a fechar os olhos. Fiz o mesmo e mergulhei na sensação dos lábios macios experimentando o sabor dos meus, roçando-os levemente e logo voltando a pressioná-los." (Livro: A Voz do Arqueiro, Pág.133)
Archer passa a ser um outro homem, e apesar de sentir-se inseguro, ele começa a se relacionar com outras pessoas, e, aos poucos, sai de casa e leva os dias da maneira certa, não excluindo-se. No entanto, as rinchas do passado entre família se faz presente, especialmente com sua tia, Victoria Hale, ex mulher do seu tio que falecera na tragédia de anos atrás, e também com seu primo, Travis. E além de todos contratempos que insistem em persistir, há também a dependência e insegurança de Archer referente a sua relação com Bree, pois influenciado por palavras verdadeiras vindas da boca de Travis, ele começa a se questionar se será capaz em dar uma vida digna para Bree.
Archer se afastou e disse: 
Amo tanto você que chega a doer.
E ele realmente parecia estar sentindo dor.
Sorri e pousei a mão no rosto dele, que fechou os olhos mais uma vez antes que eu recolhesse a mão. 
Não precisa doer. 
Archer suspirou. 
Mas dói, porque tenho medo de amar você. Tenho medo de você ir embora e de eu ficar sozinho outra vez. Só que será mil vezes pior porque vou saber o que estou perdendo. Não posso... A respiração dele saiu trêmula. Quero ser capaz de amá-la mais do que temo perdê-la e não sei como fazer isso. Me ensine, Bree. Por favor. Não me deixe destruir isso. (Livro: A Voz do Arqueiro, Pág.233)

Agora cesso os meus comentários para não soltar spoilers.

Falar de sentimentos não é para qualquer um. Neste caso, a autora Mia Sheridan soube conduzir uma linda história. Confesso, eu esperava encontrar algo unânime, e a meu ver, a unanimidade foi o fato de Archer ser um homem mudo, pois não tinha lido nada parecido. Porém, mesmo com uma escrita simples, o enredo tocou o meu âmago, fazendo dele sem igual, transportando-me para dentro da trama e ficando íntima de toda situação, assim como dos personagens... Queria adentrar as páginas e ajudar Archer ainda quando criança, para que ele não tivesse um futuro tão comprometido; da mesma forma queria estar presente quando aconteceu a tragédia de Mia e seu pai, conseguindo salvá-los de toda dor. No entanto, pensando com os meus botões, se eu tivesse feito isso, talvez eles não se conhecessem. Eis a unanimidade de uma trama que me envolve... Ela me faz querer coisas e imaginar que, de certa forma, eu faça parte de tudo. Essa não é apenas uma história de amor... Trata-se de redenção, um encontro com tudo que tememos e que temos que bater de frente... Às vezes um querer diferente; outras tantas apenas a verdade e justiça... E, por fim, a tão almejada libertação.

Eu me APAIXONEI por todo conteúdo, senti as mesmas dores e alegrias que os personagens sentiram, tive as mesmas vontades e esperanças que eles, e até mesmo os personagens secundários tornaram-se importantes, com um cantinho especial do lado esquerdo do peito. Porém, foi Archer que flechou o meu coração, deixando-me numa baita ressaca literária. S2 Eu gostei muito da escrita da autora, que apesar de simples é direta (odeio textos extensos e que enchem linguiças - rs). O final foi emocionante e apesar de acontecer o que eu já esperava, fiquei entorpecida.  Se eu gostei? NÃO, eu não gostei... Eu simplesmente AMEI!!! E agora leio até mesmo a lista de compras da Mia Sheridan. \o

O enredo é narrado em primeira pessoa, intercalando entre Archer e Bree (no passado e presente), com narrativa e diálogos de fácil compreensão; sua diagramação está perfeita, com espaçamentos e fontes em excelentes tamanhos, envolta em papel pólen (o amarelinho); e sua capa é linda, estampando um Archer de costas, exatamente como eu o imagino. Por fim, para você que curte um lindo romance/drama, eis essa maravilhosa pedida. \o



Livro: A Voz do Arqueiro
Autora: Mia Sheridan
Gênero: Romance/Drama
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Ano: 2015

[A Voz do Arqueiro]: Bree & Archer (Tradução: In My Veins)

Alguém aqui também é fã de Bree & Archer de "A Voz do Arqueiro"? Bom, essa é a tradução de uma canção que foi citada em um dos capítulos finais do livro, uma música linda para uma história ainda mais linda. S2 Confiram:

P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

5 de jun de 2016

[Divulgação]: Pôster do filme "A Cabana"

Dias atrás foi divulgado o pôster de uma adaptação que anseio assistir há anos. Aliás, eu li o livro pela primeira vez em meados de 2008 ou 2009 (não me lembro ao certo). Na época eu não tinha blog, e o meu parecer ficou guardado do lado esquerdo do peito, e por este motivo resolvi reler essa maravilha (para conferir a resenha, clique AQUI).

Durante a leitura fiquei envolta num emaranhado de sentimentos, e o tempo todo me questionava sobre essa tão aguardada adaptação. Desta forma, entrei em jubilo quando me deparei com este pôster oficial, estampando os dois personagens principais: Mackenzie e Deus! SIM, no livro Deus se apresenta como uma mulher negra, e vai ao socorro de Mack, anos depois que sua filha caçula desapareceu, dando a entender que fora violentada e morta, deixando Mackenzie numa confusão interna, culpando-se e, principalmente, questionando a Deus pelo acontecido. 

Eu fiquei muito feliz quando me dei conta de que dois atores que AMO e que estão neste pôster, ou seja, Octavia Spencer (Histórias Cruzadas) e Sam Worthington (Avatar), serão os protagonistas. O filme terá lançamento mundial em Março de 2017, agora só nos resta aguardar. Espero que façam um lindo trabalho nessa adaptação, assim como é em páginas... S2


(clique em cima da imagem para maior resolução)


Sinopse do livro: Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa velha cabana. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus convidando-o a voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre. Em um mundo cruel e injusto, A Cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento? As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda, como aconteceu com ele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama.