28 de out de 2018

[Falando em]: Dissoluto — de Ana Sóh e Elissande Tenebrarh

Eis uma belíssima surpresa, um enredo daqueles que desperta o coração. Já faz algum tempo que baixei esse livro em formato digital (gratuitamente) e, por fim, resolvi lê-lo. Trata-se de um new adult entorpecente. Agora convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e o que eu achei de "Dissoluto", o primeiro livro da série "The Underwoods", obra das autoras Ana Sóh e Elissande Tenebrarh, uma publicação independente. Vem junto! o/


Sinopse: Sócio do mais famoso bar de motoqueiros de Seattle, Savi Underwood leva a vida seguindo as próprias regras. A principal delas é sempre manter o controle, jamais voltar a cometer seu grande erro do passado. Ele jurou nunca mais corromper alguém. Millicent é uma boa garota. Apesar de carregar um trauma desde a infância, conquista o coração de todos com sua bondade. Após viver anos sofrendo em silêncio, não lhe resta alternativa senão sair pelo mundo, tentar reconstruir sua vida longe do lar. O destino a conduziu a um bar muito peculiar na cidade grande, onde ela conseguiu um emprego como garçonete. Além do ambiente estranho, um dos sócios do bar, um homem coberto de tatuagens e de maneiras rudes, chama sua atenção. Mesmo que sejam completamente diferentes, é evidente a forte atração entre os dois; a inocente Millicent é a maior tentação que um dissoluto como Savi pode enfrentar.




"Porque há de cicatrizar suas feridas..." 

Um enredo apaixonante! 💘💘💘

Savi e o irmão mais novo, Ethan, são sócios do bar "The Underwood's", em Seattle. Ele vive do passado, relembrando de uma tragédia que o acometera e, por esse motivo, criou um abrigo para mulheres e crianças que sofreram/sofrem algum tipo de trauma/abuso.
Ethan precisa saber que viverei assim até o fim de minha vida, e não existe nada e nem ninguém que possa fazer ou mudar algo. Eu errei e tenho que pagar. Eu preciso sentir a dor para lembrar o quanto pequei nessa vida. (Livro: Dissoluto, Cap.4)
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Millicent (ou Millie) é uma garota muda, devido a um grande trauma do passado. A convite de Ethan ela se muda para Seattle e começa a trabalhar como garçonete no The Underwood's e, aos  poucos, com seu jeito sereno de ser, desperta a atenção do irmão tatuado e conturbado, Savi.
Eu poderia ter me negado, compreendido que não seria certo vê-la, que ela é extremamente inocente para mim e que logo irei corrompê-la, mas há alguma parte em meu cérebro que não entende tais coisas. E, céus, agradeço tanto a essa pequena parte. Não quero deixar de ver Millicent, e não vou. (Livro: Dissoluto, Cap.13)
Os opostos se atraem e diante essa afirmativa, Millie e Savi iniciam um envolvimento.
Amor... Será que é isso o que ela sente? Paixão? Carinho? Algum afeto? É difícil descobrir. Não pelo fato de ela não falar, mas também porque carrega uma alma ferida, machucada e talvez com danos irreparáveis. Assim como eu, no entanto,  ela pode se libertar da dor, e eu a ajudarei, porque nesse instante acabo de perceber que Millie não só ferrou minha cabeça, como meu coração também. (Dissoluto, Cap.24)
Agora cesso os comentários para  não soltar mais spoilers.

Sabe aquela surpresa boa, quando nos encontramos em uma leitura?! Pois bem, foi assim que me senti ao ler esse livro.

DISSOLUTO é um enredo intenso, com o ingrediente já conhecido: entre dois corações partidos. Savi é o típico bad boy atraente e problemático, enquanto Millicent é o seu oposto. Contudo, essa contradição é o tempero perfeito para a construção da trama, com personagens que grudam na pele e situações que nos faz se sentir parte do contexto. A química entre os protagonistas é perfeita, com um apelo sexual típico de um new adult. Os personagens secundários são de importância, mesmo aparecendo pouco, e a carga dramática nos faz mais íntimos, mostrando que até mesmo no inferno há de se encontrar uma luz. O final apresenta algumas reviravoltas, dando um novo sentido a história, e deixando um plot twist daqueles... Eu, particularmente, estou muito curiosa para conferir a sequência. A escrita das autoras é singela e envolvente; o que me incomodou um pouco foram algumas palavras que não gosto da maneira que são expressadas em um texto, porém nada que atrapalhe a leitura, diga-se de passagem, é mais um gosto pessoal mesmo. Se eu gostei?! NÃO, EU NÃO GOSTEI! EU MEGA, ULTRA, MAX, HIPER AMEI!!! 💘💘💘 E digo mais: "Eu leio até mesmo a lista de compras das autoras!" o/

A trama é narrada em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa é bonita, estampando ninguém menos que o problemático e delicioso, Savi.


Livro: Dissoluto (Série The Underwood's #Livro 1)
Autoras: Ana Sóh e Elissande Tenebrarh
Gênero: New Adult / Romance
Publicação  Independente
Ano: 2016
Páginas: 281

26 de out de 2018

[Falando em]: Quem Tem Medo Do Lobo Mau? — de Josiane Veiga

Eu baixei esse e-book gratuitamente. De início, pensei que se tratava de outro gênero, mas ao começar a leitura, tive uma grata surpresa. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "Quem Tem Medo Do Lobo Mau?", obra da autora Josiane Veiga, uma publicação independente. 


Sinopse: Cuidado com o Lobo Mau! Toda história tem um começo. E o assassinato de sua mãe tornou Dylan Bennet um vilão. Não obstante, criou sua fama em cima de sangue, violência e sexo. A vingança o movia. Perdeu tudo por conta do maldito gangster Foster. Atingir o homem era o único objetivo de sua vida. Mas naquela floresta, a menina de chapéu vermelho não era tão indefesa. Jéssica Foster não era uma coitadinha. Apesar de ter crescido em um convento, ela tinha no sangue o arredio desejo de liberdade. Então, enredar-se pelo mundo proposto por aquele homem pecaminoso não lhe deu medo. Jéssica era corajosa o suficiente para espreitar a obscuridade da alma de Dylan. 


"Porque na vingança a honra se lava..." 
Um enredo viciante!

Dylan é sobrinho de August Bennet, um dos maiores contrabandistas de Chicago. Aos cinco anos perdera sua mãe (uma prostituta) assassinada pelo rival do tio, outro contrabandista de nome, chamado Antony Foster. Desde então, fora cuidado pelo tio, cresceu e aprendeu a ser um implacável assassino, procurando vingar a morte da mãe.
— Tudo se encaminhou para que eu chegasse aqui — murmurou. — Antony Foster é meu principal inimigo e rival nos negócios. Chegou a hora de ele saber que há um novo lobo mau nessa floresta chamada Chicago. (Livro: Quem Tem Medo Do Lobo  Mau?, Cap.1)
(clique na imagem para maior resolução)

Após a morte do tio, Dylan declara guerra a facção concorrente, ou seja, os Foster. E sabendo que Antony tem uma filha, entra no convento que ela foi criado e a sequestra.
Ela remexeu-se e ele lhe apontou a arma. Repentinamente, matá-la parecia má ideia. Ter uma refém com a qual Foster pudesse se importar era algo precioso. (Livro: Quem Tem Medo Do Lobo  Mau?, Cap.3)
O que Dylan não contava é que estava de frente com Jéssica, uma garota fria e que cultivava ódio por seu pai, Antony Foster.
— Acha que pode me ameaçar? Amedrontar-me? Você não tem nada para tirar de mim, porque nada restou depois de Antony Foster. (Livro: Quem Tem Medo Do Lobo  Mau?, Cap.4)
Dylan e Jéssica passam a ter o mesmo objetivo, além de se apaixonarem. Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Se você acha que vou contar sobre uma história de bandido e mocinha, PARE POR AQUI. hahaha

QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU? é uma instigante história de gangsters, recheada de violência e com personagens maquiavélicos. Não me julgue, eu fiquei perdidamente apaixonada por Dylan e Jéssica, dois bandidos impiedosos, cada qual com sua parcela de dor e revolta. Trata-se de uma novela que fala sobre vingança, uma leitura mais rápida  e, ainda assim, conseguiu me envolver, no estilo Dick Tracy, com a diferença que não há o bem. A autora tem uma escrita cativante e soube criar uma trama deliciosa de se aventurar. O final tem algumas reviravoltas e, claro, uma surpresa que eu não esperava e que (não me julgue de novo) eu gostei muito - rs. 

O enredo é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, no padrão digital; e a capa é lacradora, estampando ninguém menos que o bad boy, Dylan. 


Novela/Livro: QUEM TEM ME DO LOBO MAU? 
Autora: Josiane Veiga
Gênero: Romance/Policial
Publicação — Independente 
Ano: 2018
Páginas: 277

23 de out de 2018

"Romance para a vida"


“Amar a si mesmo é o começo de um romance para toda a vida.” (Oscar Wilde) 




Então eu a avistei com seus limites imprecisos. 

De vez em quando, dou uma espiada aqui dentro, a fim de não me esquecer de mim e avaliar a quantas anda a minha baderna interna. Mentira. Olho o tempo todo. É que, em grande parte do tempo, não gosto do que vejo. Assim, busco algo mais concertado na periferia, já que o centro em si não me desperta orgulho. Mas sem magnetismo, desisto. 

Olho para fora. 

Toda a população ao redor é mais interessante. Todo o mundo tem luz própria, todos andam com passadas largas, com direcionamento. Mentira. Talvez estejam igualmente perdidos e ilhados em suas questões, mas parece que sinto suas dores, seus fantasmas e suas deserções. Tudo isso é mais chamativo, mais real. Tenho sede das pessoas e fome de sentir o que elas carregam. 

Retorno a mim. 

Dentro aqui enxergo escuridão em uma mente lúgubre, que habita um corpo incrédulo. Não vai a lugar nenhum, pois suas raízes estão fincadas profundamente na terra. Mas não há vazio, só que me vejo disforme, irreal, desconectada. O que me leva a ficar com a boca seca, mas não busco água. As entranhas estão ocas, mas o alimento já não nutre. Aqui há medos e gritos querendo ser expulsos em jatos, entretanto não é bonito o que tenho a expelir. 

Amo o outro e isso me basta. 

Caí. Estaquei. Adormeci. Silenciei. Resfriei. Anestesiei. Vedei. Enganei. Menti. Menti. Menti. Findei. Resisti. Levantei. Ousei. Berrei. Senti. Abri. Revelei. Articulei. Pari. Revivi. 

Então a avistei, já com os limites bem definidos. Não entendi se era bonita, e sim autêntica. Não avaliei sua profundidade, mas parecia não acabar mais. Se estava certa, nem pensei, pois ela estava inteira. Nem bem legível ela era, mas me ocorreu estudá-la. Não me perguntei sobre o nível de sua força, pois meu intuito era carregá-la. Tampouco interroguei se aguentaria, pois eu a via drapejando em minha direção. 

Era mais uma. Era o outro. Mas o maior disparate foi entender que era eu. 

E assim pude começar minha história de amor.

[Via]: Papo de Fran

[Falando em]: Elite — Série

Após o estrondoso sucesso de LA CASA DE PAPEL (para conferir a resenha clique AQUI e AQUI), fomos presenteados com uma nova série espanhola. Para quem ainda não conhece, pode pensar que se trata de um clichê de adolescentes... Bem, em parte SIM! Mas não se engane, a série mostra mais que um clichê, ou seja, uma trama cheia de reviravoltas, além de instigante. O lançamento pela Netflix foi no último dia 05/10/2018. Agora convido a todos para conferir a sinopse, trailer e o que eu achei de ELITE. Vem junto! o/


Sinopse: Depois de um problema na escola que frequentam, três alunos do ensino público são transferidos para a Las Encinas, a melhor e mais exclusiva escola na Espanha, onde os filhos da elite estudam. O choque entre os menos favorecidos e aqueles que têm tudo culmina em um assassinato. Agora resta saber: quem está por trás do crime?



FICHA TÉCNICA 
Título original: Élite
Temporada 1
Episódios: 8
Duração por episódio: De 40 à 50 minutos
Gênero: Drama
País: Espanha
Ano: 2018 (na Netflix)
Criado por: Carlos Montero, Darío Madrona
Elenco: María Pedraza (Marina), Miguel Herrán (Christian), Jaime Lorente (Nano), Itzan Escamilla (Samuel), Miguel Bernardeau (Guzman), Álvaro Rico (Polo), Arón Piper (Ander), Mina El Hammani (Nadia), Ester Expósito (Carla), Omar Ayuso (Omar), Danna Paola Danna (Lu)


Tudo se inicia quando três alunos recebem como indenização de um desabamento da escola em que estudavam, uma bolsa de estudos em uma das mais consagradas escolas, onde a  elite predomina. Samuel, Christian e Nadia são os três novos alunos da Las Encinas. Em meio a diferença sociais, ambos são hostilizados pela elite. E nessa confusão, há um roubo de relógios,  que ocasiona a morte/assassinato de Marina (isso não é spoiler), filha do responsável pelo desabamento da escola.


MINHAS CONSIDERAÇÕES:
Aquela máxima: "Não julgue o livro pela capa" faz sentido aqui, afinal, ao ver o pôster da série pensei que assistiria mais um conteúdo de adolescentes bobinho. Eu julguei... E caí do cavalo. Eis uma excelente aposta, com o roteiro amarrado e personagens bem construídos. Há uma subtrama sobre a peça principal: um conteúdo que aborda de tudo um pouco, com romances e desavenças, homossexualidade, diferenças religiosas, HIV e muito mais. Contudo, a cereja do bolo é o assassinato de uma das alunas, o que interliga a vários personagens e situações que se desenrolam, o que fez com que eu tivesse muitas teorias de quem, de fato, a teria assassinado. Apesar de algumas obviedades, a trama surpreende, fazendo do final instigante, deixando uma ponta solta que, claro, já foi confirmada para uma segunda temporada (ebaaaaa \o/). Lembrando que para uma série que tem como pano de fundo adolescentes, há uma variedade de cenas  digamos assim  de conteúdo adulto. Seu eu gostei?! SIM, EU ADOREI!!! E estou ansiosa para conferir a segunda temporada. o/

18 de out de 2018

[Tradução]: Shallow

Olá, amores!
Hoje trago a tradução de uma canção que não sai da minha cabeça, uma música que faz parte da trilha sonora de "Nasce Uma Estrela" (A Star Is Born), que ganhou o seu remake dias atrás, com ninguém menos que Bradley Cooper e Lady Gaga como protagonistas. Eu não fui conferir o filme, mas estou animada para assisti-lo, pois só vi elogios, e não duvido que seja uma lindeza. 💘💘💘 Agora confira a tradução de "Shallow". Vem junto! o/


P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci

15 de out de 2018

[Falando em]: Beco da Ilusão — de Mallerey Cálgara

Hoje apresento-lhes a resenha desta história que me estilhaçou, um enredo para corações fortes. Eu baixei esse livro em formato digital, gratuitamente. A propósito, já li um dos textos da autora anos atrás e gostei muito (para conferir, clique AQUI), e tive o prazer de conhecê-la pessoalmente. Agora convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e o que eu achei de "Beco da Ilusão", obra da autora Mallerey Cálgara, uma publicação da editora Mundo Uno


Sinopse: Meu nome é Sarah Wainness, mas este nem sempre foi o meu nome. É apenas mais um, entre tantos que já tive. Minha infância foi feliz e simples, como a de qualquer criança da minha idade e do meu bairro em Karnobat, Bulgária. Éramos uma família de cinco irmãos, incluindo eu. Papai, um homem muito bom, enérgico e religioso, frequentava a sinagoga, enquanto mamãe trabalhava em casa, cuidando de tudo e de todos nós. Após recebermos uma herança de um tio falecido que morava em Berlim, mudamos para lá e, ao chegar, deparei-me com uma realidade totalmente diferente da que eu conhecia. Meus sonhos desabrocharam em contato com a cidade. Um deles, tive que manter em segredo: eu queria ser bailarina. Sempre pegava as roupas da mamãe, escondida, e rodopiava no fundo do quintal, vendo tudo ao meu redor mudar. Isso me fazia feliz. Mas, um dia, meus sonhos desmoronaram e minha vida mudou completamente: os nazistas invadiram nossa casa, e fui levada para um lugar de prostituição. Meu nome é Sarah Wainness, e já morei no Beco da Ilusão.




"Porque há de se ter esperança..." 

Um enredo dilacerante! 💘💘💘

Karnobat, Bulgária (1931)
Sarah, aos nove anos, é uma garota judaica um tanto peralta. Seu tio, Lemiel, falecera e deixara para a sua família (como herança) a sua gráfica. Desta forma, a garota e sua família se muda para Berlim. 
No início, não entendi muito bem o que eles diziam, era sobre política, mas entendi quando eles fizeram um convite para papai e Abner ingressarem nesse partido comunista e disseram que, sendo filiados, isso ajudaria muito nos negócios. (Livro: Beco da Ilusão, Cap.2)
(clique na imagem para maior resolução)

Já acomodados em sua nova moradia e trabalhando na gráfica, o pai e irmão passam a fazer parte de um partido comunista, enquanto Sarah passa a sonhar em ser uma grande bailarina. Mas o tempo se encarrega de mostrar as mudanças trágicas, o regime de um novo e terrível comandante, Adolf Hitler, o que faz com que, tempos depois, todos os judeus sejam capturados. 
A medida que os meses se transformaram em anos, a centelha da esperança que o meu salvador viria me resgatar foi diminuindo. (Livro: Beco da Ilusão, Cap.5)
1939
Sarah passa por alguns campos de concentração, presenciando o horror de todos. Ela aguarda que o seu amigo de infância e salvador, Erdman, filho de um comandante por quem se apaixonou, a salve. 
 Ah, menina... Sou completamente apaixonado por você, Yidish, Dalina, Bertha, Nuria, Sarah! Não importa qual nome tenha ou... o lugar onde nasceu ou... morou. Para mim, você sempre será a mesma garotinha com quem andei de mão dadas pela primeira vez, empurrando a bicicleta pela noite afora. A garotinha apaixonada pelo balé e que passou a dançar todas as noites para mim, em meus sonhos. (Livro: Beco da Ilusão, Cap.13)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Antes de dar o meu parecer, quero agradecer a autora por nos presentear com essa lindeza de texto.

BECO DA ILUSÃO é um tiro no escuro, uma trama para corações fortes, tecido de forma magistral, apresentando cenários perturbantes e personagens fortes, cada qual com suas dores, alguns com sua cota exacerbada de maldade. Trata-se de um enredo datado da época da ditadura, em 1931 (na Alemanha). Talvez por a história ser inspirada em fatos reais, a cada virar de página o leitor se sente com a cerne inflamada, fazendo parte de tamanha atrocidade. Eu senti as dores de Sarah como se fossem as minhas dores. E, aos poucos, tornei-me como ela, uma rocha cheia de esperanças. Os personagens secundários, mesmo aparecendo menos, são de grande importância na trama. Mas é certo que o amor de Sarah para/com a família e amigos, principalmente a paixão dela e de Erdman foi a cereja do bolo, conduzindo um cenário destruidor para uma fagulha de esperança e amor. Eis uma história belamente tecida, com conteúdo e um desfecho ainda mais dilacerante. Em vários trechos senti-me emocionada e o final não poderia ser mais perfeito. Se eu gostei?! NÃO, EU NÃO GOSTEI! EU MEGA, MASTER, BLASTER, HIPER AMEI!!! 💘💘💘 E digo mais: "Eu leio até mesmo a lista de compras da Mallerey!" o/

O enredo é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa é bem bonita, estampando a protagonista naquele beco em específico, por qual ficou durante um tempo perdurando em ilusão.


Livro: Beco da Ilusão
Autora: Mallerey Cálgara
Gênero: Drama / Romance de época
Editora: Mundo Uno
Ano: 2016
Páginas: 280

10 de out de 2018

Meu Conto de Falhas — por Simone Pesci

Era para ser o meu conto de fadas, mas tornou-se o meu conto de falhas. Deixe-me explicar... Os anos nos prega algumas peças, tornando o enredo de nossas vidas em uma comédia... ou um drama... ou até mesmo um terror. 

Diz a lenda que só se ama uma vez, mas deixa eu te contar uma coisa... A verdade é que se pode amar diversas vezes, de diversas formas e, claro, na dosagem que o coração ordenar. 

Há ainda quem diga que príncipe encantado não existe, mas deixa eu falar outra coisa... EXISTE SIM! Às vezes nem tão encantado quanto imaginamos, mas na medida que faça o seu coração descompassar. 

O meu conto de fadas tornou-se uma sucessão de falhas, tentando, a todo custo, extrapolar na manipulação de uma alteza  diga-se de passagem  inexistente, fazendo-me empenhar-me em recordações do passado.  À propósito, foram poucos acertos e muitos erros, o que, tristemente, não me deixou ciente que o lado avesso pode ser o nosso lado certo.

E pensar que o relógio era a minha menor preocupação, sempre sonhando com os segundos arrastados que minha esperança fazia-me sentir. Mas aprendi que com os anos, em vez de clamar por um conto de fadas, temos que agradecer ao conto de falhas, pois são eles que nos faz crescer.

Ó destino cruel, que me prega essa peça: onde não há amor, que não se demore. E assim sigo, sonhando com uma dura realidade e atrevendo-me a dizer: "E que faça de mim a sua morada!!!"

[Falando em]: A Casa de Vidro — de Anna Fagundes Martino

Eis a resenha de uma noveleta que me ganhou por sua linda capa. A propósito, já faz algum tempo que baixei esse e-book gratuitamente, porém só agora que me embrenhei nessa leitura. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei sobre "A Casa de Vidro #Noveleta 1", que faz parte de uma série chamada "Estações", obra da autora Anna Fagundes Martino, uma publicação da editora Dame Blanche.


Sinopse: Flores não crescem do nada  ou crescem? Para Eleanor, era o mistério que não conseguia responder: qual era o truque daquele jardineiro contratado para cuidar da estufa em sua casa e que transformara o lugar em uma floresta imaginária. Sebastian, o tal estranho, parece um homem como qualquer outro  exceto pelas perguntas desconcertantes que faz, ou pelo fato de que as plantas obedecem seus comandos de maneira muito intrigante... 


Porque não há de encoberto o que não venha a ser descoberto..." 

Uma trama instigante! 🌷🌷🌷

1.868
Aurelius é um rico viúvo que construíra para sua filha de dezessete anos, Eleonor, um castelo de vidro.
A menina um dia tinha dito que queria um castelo só para si, como os das princesas: o dono da casa lhe deu aquela construção de vidro. (Livro: A Casa de Vidro, de Anna Fagundes Martino)


Eleonor, agora, tem a sua espetacular estufa de vidro, além de um novo e intrigante jardineiro, chamado Sebastian, que passa a cuidar com esmero de sua redoma mágica.
 Regras demais. Esse mundo de vocês tem regras demais. Como vocês dão conta de lembrar de tudo? (Livro: A Casa de Vidro, de Anna Fagundes Martino)
Os dias passam e mesmo com o seu jeito misterioso e estranho de ser, Sebastian ganha admiração de Eleonor, sempre dizendo coisas que a confunde e, claro, fazendo da sua casa de vidro a mais bela.
Quase um ano ali e tudo ainda lhe fascinava; e ela invejava aquele entusiasmo, aquele olhar brilhante, aquela energia que explodia em seu corpo oco e se convertia em cores fascinantes e em paisagens alucinantes. (Livro: A Casa de Vidro, de Anna Fagundes Martino)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Intercalado entre passado e presente, somos conduzidos a um mundo mágico... Um amor que quebrará barreiras.

A CASA DE VIDRO é uma noveleta, e por tratar-se de um texto curto, para muitos pode parecer algo raso e, talvez, sem sentido. Porém, a meu ver, é uma história enternecedora, onde um jardineiro deslocado e de hábitos estranhos leva, com as palavras, o saber. Essa é uma trama que exige um pouco mais de atenção, onde o mágico e o real se cruzam, mostrando mundos diferentes. Sebastian, sem sombra de dúvidas, é a cereja do bolo, sendo este um humano não tão humano, com seus encantamentos e maneira de pensar que o torna ainda mais peculiar mas, que, ainda assim, leva consigo sabedoria e amor. Não há  muito o que dizer, pois é um enredo breve e sem muitos desfechos (algo que, creio eu, seja melhor trabalhado em sua sequência, Um Berço de Heras). Eu, particularmente, gostei bastante, e mesmo sentindo-me órfã e perdida com o final, anseio em ler a continuação.

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos um pouco rebuscados (mas de fácil compreensão); a diagramação está excelente, no padrão digital; e a capa, como disse no início da postagem, é um belíssimo cartão de visitas, estampando Eleonor entre sua redoma mágica.


Noveleta: A Casa de Vidro  (#Livro 1)
Autora: Anna Fagundes Martino
Gênero: Drama/Romance/Fantasia
Editora: Dame Blanche
Ano: 2016
Páginas: 81

6 de out de 2018

[Conto]: GAROTAS SÓ QUEREM SE DIVERTIR

Nascida em uma família nada convencional, Clara seguia os dias de forma mecânica. Os pais seguiam a ideologia “paz e amor”, repelindo os valores que a sociedade impunha. Eles se mantinham com o pouco que ganhavam, empenhando-se em vender as poucas bijuterias que confeccionavam. A garota questionava-se sobre o comportamento dos pais, vivendo de forma tão isenta. Um tanto confusa, arriscou-se em ser como eles. E querendo conhecer o mundo, aceitou o convite de duas amigas, partindo para uma festa. 

— Garota, quando que você vai viver sua vida direito? — questionou a mãe. 

Isso passou a ser um problema, pois Clara pegara gosto pela coisa, e de convencional passou a ser uma beberrona convicta. 

— Mamãe, nós não temos boa vida pra isso — seu tom de voz era sarcástico. — Além do mais, eu e as garotas só queremos diversão. 

A mãe ficou sem palavras. “Como impor padrões quando origina-se nada convencional?!”, concluiu a matriarca. 

As noites maldormidas passaram a ser corriqueiras, fazendo com que Clara levasse duas advertências no trabalho. Os pais ficaram preocupados, pois se Clara perdesse o emprego, a renda familiar passaria a ser microscópica. 

Ela recebia ligações no meio da noite, o que deixava seu pai irritado: 

— O que você está fazendo da sua vida? — questionou o pai, segurando-a com força pelo braço direito. 

Agora Clara permitia-se repelir os valores morais, passando a viver uma nova ideologia: permeada em baladas, destilados e garotos. 

— Papaizinho, saiba que você ainda é o número um. Afinal, eu e as garotas só queremos nos divertir... — concluía de forma ébria. 

Depois de mais uma noite de farra, passou a atender um cliente de forma desatenta. O supervisor a chamou de canto e lhe disse: 

— Eu deveria demiti-la, mas vou dar uma colher de chá! — ameaçou-a apontando o dedo indicador em seu nariz. 

Irritada ao relembrar tal infortúnio, resolveu novamente divertir-se, tendo como companhia uma forte ressaca. 

Clara perdera o emprego. 

— Como faremos agora? — questionou a mãe. 

Por tempo indeterminado, ela pensou... 

— Como faremos agora? — perguntou a mãe, mais uma vez. 

Clara refletiu mais um tempo... 

— Tem biju pra vender? — interrogou a matriarca. — Posso sair pelas ruas, tentando vender. 

A mãe espantou-se com a resposta, enquanto Clara imaginava o quão perfeito seria caminhar pelas ruas, cantarolando e tentando vender algumas peças mal-apessoadas. E fora no café da manhã que o pai ergueu o braço esquerdo, chacoalhando algumas das quinquilharias que confeccionava. 

— Brindemos! — disse o pai, erguendo uma xícara de chá com ervas diversificadas. — Paz e amor! E que você venda tudo. 

Clara partiu, permitindo-se trabalhar no seu tempo, além de conseguir vender todas aquelas manilhas. Por consequência, até as amigas comemoravam sua nova condição. As festas passaram a ser em sua casa, sem restrições e ouvindo clássicos dos anos setenta, transformando todos em ébrios estandardizados.




 
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5 de out de 2018

De que tamanho é um livro?

Estou lendo uma noveleta linda e muito bem escrita. Entrei no Skoob para ver as avaliações e, claro, as resenhas. Tal qual minha surpresa quando me deparo com muitos pareceres negativos do tipo: é muito curta e superficial. Por este motivo, resolvi repostar esse artigo explicando melhor aos leitores a diferença entre enredos mais curtos e longos. Vem junto conferir! o/ 


Em primeiro lugar, tenha em mente que medir o tamanho de um livro pela quantidade de páginas é coisa para os leitores. Entre autores, editores e outros profissionais que trabalham nos bastidores, um livro é medido pelo número de palavras. 

Então: quantas palavras são necessárias para uma obra ser considerada um romance? Não resiste uma regra realmente estabelecida, mas é amplamente aceito (aqui no Brasil e lá fora) que um livro é um romance a partir de 40 mil palavras. Coincidência ou não, essa é exatamente a quantidade de palavras do ícone pop O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. 

Quanto às demais classificações, novamente não há regras. No Brasil é bastante comum uma tabela que divide a classificação em quatro tipos: 

- Conto: até 7.500 palavras 
- Noveleta: de 7.500 palavras a 17.500 
- Novela: de 17.500 palavras a 40.000 
- Romance: a partir de 40.000 

Essa classificação varia um pouco em alguns países. Há versões americanas que tem seis ou mais tipos, mas no geral, esses valores são bastantes conhecidos e utilizados. 

[Artigo via]: Desatinos Por Escrito

4 de out de 2018

[Lidos]: Setembro de 2018

Olá, lovers!
Como foram de leituras?! Eu me encontrei em cinco excelentes leituras: uma releitura, outras de parcerias e e-books que eu havia baixado já fazia algum tempo. Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Setembro. Vem junto! o/


[clique nos títulos para conferir as resenhas]:

1 de out de 2018

"Para quem voa é permitido o infinito..."

“Todo mundo gostaria de se mudar para um lugar mágico. Mas são poucos os que têm coragem de tentar.” (Rubem Alves)  


Ouço a melodia das asas no meu quintal e transporto-me para a dimensão das lembranças.

Vou te contar como aconteceu esse amor alado e talvez só depois, entenderá que sou feita de asas.

O dia, era qualquer coisa entre 30 de um friorento junho e o dia primeiro de julho. A água no fogão de lenha sempre aquecida na espera de um nascimento rompante. Todos a postos na cozinha, na sala e o pai, entre a agonia de ouvir o choro ou o grito da Dona Fulô, dizendo nasceu – foi assim com todos os três primeiros filhos.

Lá fora, uma garoa fina os mantinham ali, próximos do fogão a lenha e na atividade de picar a galinha para o caldo.

O olhar da parteira era preocupado. Levava muito tempo entre dores, contrações e quietude. A cidade ficava um pouco longe. E foi ali, entre a espera e a busca de ervas para um banho ‘apressador’ de nascimento que ela viu as asas. Um movimento frenético de quem se afogava e tentava sair da poça.

Invocou os santos todos que conhecia e salvou a borboleta que debatia desesperada para voar.

Um voo meio desequilibrado e sem jeito e um pouso forçado na dobradiça da janela.

E ali, entre o espiar da borboleta colorida, depois de uma manhã inteira de esforços, eu nasci.

As mãos de Dona Fulô me trouxe ao mundo e como era costume presentear quem nascia com uma evocação ao universo, me foi oferecido o poder alado – como ela dizia – e que o espaço me recebesse com o dom divino de comandar as asas.

“Que ela tenha o poder sobre o que voa, sempre em favor do bem e do acolhimento. Que ela seja acolhida pelo que voa, entre o pouso e a dimensão do vento. Que sobre ela venha a atitude de emanar coragem. Rogo a todos os deuses, declaro, oro e ofereço à ela a escolha de querer ou não quando assim tiver o discernimento para escolher, se prefere a asa ou o chão. E assim será! Oxalá!”

Ouvi essas palavras minha infância toda e com o tempo fui me acostumando a ser a menina borboleta, porque incrivelmente onde quer que estivesse, surgia uma. Entre voos mirabolantes e crisálidas perfeitas. Eu amava o movimento das asas. E um dia, quando pude escolher, já nem precisava mais.

O nome já era ativo entre meus irmãos. E fizesse sol, ou chovesse, havia qualquer coisa de asa onde eu passasse.

Primeiro as borboletas e suas espécies mil.

Depois, vieram os pássaros e suas variantes. Depois, o sonho de voar com as palavras.

Muitos achavam estranho. Outros, admiravam. E eu cresci, entre a magia de uma fada que me deu poder de voar e um lugar que tinha um portal para a imaginação.

De repente, elas vieram para minha mão. Entre a confiança da espera e o encanto que me proporcionava e assim, mesmo depois de anos, continuei a ser a menina borboleta, onde as palavras voam em direção ao universo.

Relembrando tudo isso com meu pai, ele diz, entre um saudosismo quase infantil, na doce instância dos seus 81 anos que meus pés são fictícios, que na verdade, tenho asas. E para quem voa, é permitido o infinito.

E você, se permite voar?

[Texto de]: Mariana Gouveia 
[Via]: O Outro Lado