9 de jul de 2019

[Falando em]: Só Hoje — de Cinthia Freire

É sempre um prazer resenhar uma obra de um autor que gostamos... E esse livro não foge a regra, pois a Cinthia Freire tornou-se uma das autoras nacionais prediletas. o/ Já li outras obras dela e, da mesma forma, me enterneci. Agora venho falar dessa lindeza, recheada de coração, que leva como título "Só Hoje", obra que baixei gratuitamente em formato digital, uma publicação independente. Confira agora a sinopse, book trailer e o meu parecer. Bem-vindos ao universo de Cadu e Mia!!! 


Sinopse: Há seis anos eu tive um encontro com a morte e naquela noite fiz uma promessa. Prometi que passaria a minha vida à sua espera, aguardando até que ela estivesse pronta para me buscar. Mas o tempo passou sem que ela voltasse e tudo o que me restou foi a dor que me impede de dormir e por muitas vezes parece prestes a me sufocar. Eu viveria assim, estava preparado para continuar sozinho a sua espera, se não fosse por um pequeno deslize, uma única brecha na escuridão que havia se tornado a minha existência. Era para ter sido apenas um momento, um sopro de ar em meus pulmões sufocados. Mas eu cometi um erro. Eu me apaixonei por uma garota. E agora, eu tenho medo que a morte volte, porque pela primeira vez desde aquela noite, eu não quero mais morrer.



"Porque hoje eu preciso de você..."






Um enredo arrebatador! 💘💘💘

Aos dezessete anos Mia, junto do namorado (Luiz), e da melhor amiga (Marcella), segue para uma festa. E nessa festa ela avista um rapaz que faz com que seu coração palpite descompassado. Os anos passam e, agora, ela é uma advogada solteira e está no apartamento que divide com a melhor amiga, a fim de festejar sua despedida para um outro país. Logo ela se depara com um rapaz o qual pensa ser um garoto de programa. 
— Não, eu te escolhi porque você me lembra um garoto que vi uma vez na vida — admito e me sinto esquisita falando do garoto de olhos verdes apagados que me enxergou quando eu ainda era uma adolescente desajeitada e namorava o pior garoto do mundo. — Ele tinha os seus olhos. (Livro: Só Hoje, Cap. 9)
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Mia descobre que tal  rapaz não é um garoto de programa e que, na verdade, ele se chama Cadu. Tão breve apercebe-se que trata-se do mesmo rapaz por quem (anos atrás) seu coração palpitou descompassado. Depois de uma noite inusitada de sexo, ambos começam a se envolver. O que ela não contava é que Cadu tem seus traumas do passado, devido a um acidente que fez parte e deixou marcas profundas em seu íntimo. 
Mia parece sentir minha tensão e desvia o olhar para baixo, hesito por um momento pensando se não seria melhor que eu fosse embora, ela merece alguém que a leve nas porcarias de festas que quer, merece alguém limpo, sem cicatrizes, sem passados e sem pecados, merece muito mais do que sou e mesmo sabendo disso não consigo dizer adeus, não posso deixar que ache que eu não a quero quando ela é tudo o que eu mais quero no mundo. (Livro: Só Hoje, Cap. 22)
Cadu, em verdade, não se acha merecedor das coisas boas, principalmente do amor de Mia. Ele não consegue vencer seus medos, e mesmo amando-a, decide deixá-la. Ela, assim como ele, se vê perdida e dilacerada. No entanto, depois de meses conhece Tarso, um também advogado com quem começa a se relacionar.
Baixo o olhar para as minhas mãos pensando na minha vida, no rumo que as coisas tomaram, em como vim parar nesse jardim, sentada ao lado de um homem enquanto carrego em meu coração sentimentos pelo outro que está à minha frente, agora sei que se houvesse alguma chance de ficarmos juntos ela deixou de existir no momento em que ele soube quem era meu namorado. (Livro: Só Hoje, Cap. 58) 
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers

O que dizer dessa trama linda?! Vou começar fazendo uma equiparação, não sei se a autora vai gostar, mas é o que eu acho... Eu a considero como a Brittainy C. Cherry brasileira (a propósito, a Brittainy é uma das minhas autoras prediletas). Agora falando dessa história que aquece o âmago...

SÓ HOJE é uma trama que transborda coração e que nos apresenta o lado bom e ruim do amor. Trata-se da história de um coração partido (SIM, O VELHO E BOM CLICHÊ), porém com uma trama bem construída e cheia de sentimentos. Depois de ver a morte de perto, Cadu nunca foi o mesmo... Até conhecer Mia e, com isso, passa a sentir um lampejo de esperança. Tanto os personagens protagonistas e secundários quanto o enredo te suga para o contexto, fazendo-nos absorver as alegrias e dores que a trama traz consigo. Durante a leitura você enxerga o crescimento dos personagens e, ao menos pra mim, fez-me sentir seus dissabores. Há uma nova e angustiante questão onde Mia se vê perdida e que faz com que o leitor sinta-se igual, afinal, tanto Cadu quanto Tarso são apaixonantes. De pano de fundo, assim como o título, temos a música que representa o amor de Mia e Cadu, "Só Hoje  do Jota Quest". O final é cercado de reviravoltas angustiantes, mas que, como marca registrada da autora, conduz a uma bela mensagem/aprendizado. A escrita da Cinthia é envolvente e deliciosa de se encontrar. Por fim, para quem curte um drama/romance daqueles que escalda a alma, eis essa maravilhosa pedida. 💘💘💘 Eu, particularmente, não me contentando em avaliá-lo com cinco estrelas, também o favoritei no Skoob... EU MEGA INDICO!!! o/

O enredo é narrado em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está no padrão digital, perfeita; e a capa é belíssima, estampando ninguém menos que Cadu. 



Livro: Só Hoje
Autora: Cinthia Freire
Gênero: Drama/Romance
Publicação — Independente
Ano: 2019
Páginas: 678

8 de jul de 2019

[Lido]: Junho de 2019

Olá, lovers!
Como foram de leituras?! Espero que muito bem. \o/\o/\o/
Bom, no meu caso, devido alguns contratempos, me enveredei apenas em um livro de parceria, o terceiro de uma saga que gosto muito e que, por mais uma vez, me fez refletir, além de, claro, ser uma grata surpresa. Quer saber mais sobre essa leitura?! Então clique no link abaixo e confira a resenha. Bem-vindos!


(clique no título da obra para conferir a resenha

27 de jun de 2019

[Falando em]: Gotas de Fel — de P. M. Mariano

Hoje trago a sequência, ou melhor dizendo, o terceiro volume de uma série que me arrebata, chamada "A SAGA DE UM PINTOR". Eu recebi esse livro em parceria com a autora P. M. Mariano (para conferir as resenhas dos livros 1 e 2, clique AQUI e AQUI). Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "Gotas de Fel", uma publicação da Drago Editorial. Vem junto! o/


Sinopse: Felipe, finalmente, encontrou a paz que tanto almejava entre os seus e o amor de André, que o preencheu com calma e alegria. Sua vida parece ter dado uma guinada para melhor, fazendo-o esquecer de tudo pelo que havia passado. Estava feliz. Entretanto, um pensamento persistente o envolvia, e ele se viu a questionar o quanto de sorte ainda teria naquela calma estranha, desconhecida de seu coração. Algo sempre o inquietava, deixando-o atento, como se os fantasmas de seu passado estivessem prestes a assombrá-lo. E, em um instante, todo seu mundo ruiu, deixando-o atolado em uma tristeza doentia, onde seu coração e sua mente apenas procuravam entender o porquê de sua felicidade ter acabado de modo tão cruel. O que Felipe podia esperar, quando as únicas coisas que sentia, eram dor e raiva? Teria Felipe forças para suplantar suas dores, ou se deixaria levar pela revoltar que sentia, ao ser ignorado e julgado por todos a quem mais amava? 


"Porque há de se encontrar a paz..." 

Uma sequência lancinante!

Depois de toda turbulência e angústia que Felipe passara, quando finalmente está progredindo ao lado de seu amor, André, e dos que os ama, em um final de semana no shopping, acaba por se deparar com um dos seus tormentos do passado, chamado Pietro Schulman, o homem que lhe abusou e quase deu cabo de sua vida. E mesmo amedrontado, Felipe aceita se encontrar com Pietro, a fim de saber o que ele tem a dizer.
 A amizade que estou lhe oferecendo não tem segundas intenções, Felipe. É sincera.  Aproximou seu rosto de Felipe, fazendo com que este recuasse mesmo sentado na cadeira.  Só quero poder ajudá-lo mais do que você merece que eu faça. Estou lhe devendo! (Livro: Gotas de Fel, Pág.15)
(clique na imagem para maior resolução)

Felipe leva outro baque, pois é dispensado pelo noivo, André. O que ele não imaginava é que André fora forçado a fazer isso. Ele volta a morar com os avós e, por fim, como já era de se esperar, sendo subjugado leva uma surra, o que faz com que, novamente, fuja. 
— Por que me ajudou?
Ângelo não respondeu de pronto, permanecendo pensativo, de olhos no menino que parecia não comer a um bom tempo.
— Porque um dia uma pessoa fez o mesmo comigo — respondeu, percebendo que este erguia os olhos e o fitava curioso em saber da sua história. (Livro: Gotas de Fel, Pág.67)

Após a fuga, Ângelo Guimarães (um homem de vinte e sete anos), acolhe Felipe em sua casa, dedicando-lhe devidos cuidados, o que acaba por fazer com que ambos se relacionem. Contudo, Felipe o trai e acaba sendo expulso de casa. Desamparado e nas ruas, ele se aventura em suas artes, que é bem-vista por Felícia Campanhedá, dona de um ateliê de artes, que lhe dá uma nova chance.
 Se a sua decisão é nos acompanhar  viu que o menino a encarava.  Você deve deixar aquele pardieiro e me encontrar nesse endereço.  E lhe entregou um cartão.  Estamos de acordo? Às quatro da tarde.
Felipe concordou.
Às 4 horas, estava diante de Felícia e todo satisfeito. Sua vida dava nova guinada e, desta vez, para melhor. (Livro: Gotas de Fel, Pág.102)

Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Pois bem, a autora novamente quebrou meu coração (P.S.: Priscila, por que tanto sofrimento para o Felipe?! - rs). 

GOTAS DE FEL é uma trama que aborda o preconceito e suas consequências, um dramalhão onde o amargor se faz presente. Eu, particularmente, senti as dores de Felipe na pele (aliás, isso acontece desde o primeiro livro), e, com isso, revoltei-me com os que o rodeiam, que, a meu ver, não merecem tamanho amor que o garoto tem a oferecer. Trata-se de uma sequência para corações fortes. Felipe, depois de levar outra carga de desestruturação, torna-se mais amargo, o que é compreensível (se fosse comigo, teria esse amargor muito antes). A trama denota uma tortura silenciosa, focando na vida do protagonista e às consequências de suas decisões. De forma compreensível, nos deparamos com um rapaz revoltado e, à vista, decidido, o que tornou a trama mais interessante, afinal, para tudo há um tempo... E o tempo de Felipe, de aceitar a opinião e o amargor dos outros se esvai. Eu gostei da maneira como a autora conduziu os sentimentos e ações dele, tornando-o, de certa forma, mais forte. E fiquei com um gostinho de quero mais, ansiando para que Felipe vença todos os obstáculos e torna-se, em conseguinte, o melhor dele mesmo, um jovem e talentoso pintor. Já quanto aos familiares e até mesmo o seu grande amor, André, achei o de sempre: todos preconceituosos e incompreensíveis... Por isso amei a forma como Felipe mudara aos seus sentimentos e ações. Por fim, para quem curte um bom drama, eu indico essa série, pois é uma boa pedida.

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com bons espaçamentos e fontes, adornada em papel pólen (o amarelinho); e a capa segue o padrão da série, que, por sinal, está muito bonita, estampando um novo Felipe: certo do que quer.


Livro: GOTAS DE FEL #3 (SÉRIE: A SAGA DE UM PINTOR)
Autora: P. M. Mariano
Gênero: Drama/Romance
Editora: Drago
Ano: 2019
Páginas: 286

20 de jun de 2019

"Sob nevoeiro, use farol baixo"

Qualquer motorista conhece a regra: Sob nevoeiro, use farol baixo. Porém, na vida, também deveria prevalecer essa norma, visto que nem sempre estamos diante de situações que dominamos completamente, ou na presença de pessoas que conhecemos profundamente. 

Na dúvida, não tenha pressa. Na incerteza, caminhe com cautela. Diante daquilo que não conhece ou não domina, vá devagar. Ande lentamente sobre terrenos incertos e, sob nevoeiro, use farol baixo. 

Temos vivido tempos em que tudo caminha muito rápido, na velocidade de mensagens enviadas e prontamente visualizadas, no tempo das relações líquidas e pouco profundas, na fluidez de pensamentos e ações. Todo mundo se acha expert em todos os assuntos, todo mundo se considera conhecedor da vida do outro, todo mundo acredita que seu lado da história é o lado certo. Ninguém estaciona para apreciar a paisagem, ninguém abaixa o volume para ouvir o que o outro tem a dizer, ninguém acende o farol baixo sob o nevoeiro. Queremos ofuscar, engatar, acelerar, articular… e pouco nos preocupamos em silenciar, estacionar, ausentar. 

Os dias têm passado muito depressa. Segunda, terça, quarta… sexta, fim do dia, fim de semana, próximo mês. Corremos atrás do tempo e, no entanto, o tempo se perde em divagações, conhecimento vago, deduções, perda de tempo. Com celulares em punho, queremos ler na frente a notícia, o boato, entender a divergência. E o instante que prometia ser extenso, agora acusa que não há mais tempo. 

Quero faróis baixos sob neblina, cautela frente ao que não conheço, permanência em mim do que me traz apreço. Não quero a urgência de sair na frente, a incumbência de conhecer todas as notícias, a exigência de ter argumentos. Quero a serenidade da humildade, a paz de não me considerar perita em nada que não é da minha alçada, a simplicidade de admitir que não sei realmente quase nada. Que o presente seja meu aliado e me traga alento, que não me perca com excesso daquilo que não entendo e que, restaurada pela leveza do momento, possa silenciar minha boca e meus pensamentos e enfim descobrir que é devagar que a gente aprecia a vida e pausa o tempo… 

[Texto de]: Fabíola Simões 

4 de jun de 2019

[Lidos]: Maio de 2019

Olá, lovers!
Como foram de leituras?! Bom, o mês de maio foi, para euzinha, de muito entretenimento literário. Eu me encontrei em cinco leituras: duas delas em parceria, outra um presente de uma amiga/vizinha e, por fim, dois achados em formato digital, cada qual com sua dosagem de entretenimento, amor, magia e muito mais. Agora convido a todos para conferir as minhas "leituras de maio". Vem junto! o/


[clique no título para conferir a resenha]:

26 de mai de 2019

[Falando em]: Para Onde Vão Os Suicidas? — de Felipe Saraiça

Confesso, iniciei a leitura desse livro devido ao título e essa capa arrasadora. A propósito, baixei o e-book gratuitamente, em um dia que a editora deixou todos os seus títulos disponíveis para download. Esse é o meu primeiro contato com um texto do autor e já de antemão, afirmo: "Eu leio até mesmo a lista de compras do Felipe!" o/ Confira agora a sinopse e o que eu achei de "Para Onde Vão Os Suicidas?", obra do autor Felipe Saraiça, uma publicação da editora Pen Dragon.  



Sinopse: Era dezembro quando Angelina nasceu. Uma noite gélida, de ventos fortes e relâmpagos que iluminavam todo o quarto do hospital. Quase que em silêncio, ela foi retirada do ventre de sua mãe que, também em silêncio, não mais respirava. A enfermeira, tão jovem e sonhadora, não sabia como lidar com vida e morte lado a lado. Seu pai, de modo mecânico e robótico, a balançava, não conseguindo contemplá-la. Seus olhos não mudaram de direção nem mesmo quando a menina iniciou seu pranto. Lá fora, a chuva caía forte, embaçando os vidros das janelas, e pintando todo o céu de cinza. Ele não chorava, apenas embalava lentamente sua filha, num ritmo quase que fúnebre, enquanto perguntava a si mesmo se seria egoísmo preferir que a criança tivesse perdido a vida e não sua noiva. 


"Porque, nem sempre, há de se temer a morte..." 

Um enredo maravilhoso! 💘💘💘

Angelina é uma garota com distúrbios suicidas. Sua mãe, ao tê-la, morrera no parto. A garota, por sua vez, sentiu-se culpada por tamanha tragédia, o que fez de sua vida uma sucessão de tristezas, tendo um pai ausente, uma madrasta distante e uma irmã mais nova a qual ela ama muito. Em meio a tais intempéries, ela tenta o suicídio.
— Angelina, você está presa entre o mundo e o submundo. Eu sou a única que pode trazer-lhe a vida ou a morte. Por isso, lhe proponho um desafio: para que você realize o seu desejo e chegue ao seu destino, terá que impedir com que outras pessoas cometam suicídio. Você terá que salvá-las. Caso contrário, ficará com o corpo preso em aparelhos de respiração e sua família permanecerá presa à esperança de que você poderá acordar um dia. (Livro: Para onde vão os suicidas?, de Felipe Saraiça)
(clique na imagem para maior resolução

Entre a vida e a morte, Angelina é visitada por Ixtab, a deusa dos suicidas, além de ser informada que para conseguir o que almeja, ou seja, a morte, terá que ajudar outros supostos suicidas a não cometer tal desatino. Sua missão é resgatar a vida de Otávio, Heloíse, Eloáh e Dante. Em meio a essa tarefa, por algumas vezes, ela se depara com a morte e a sua foice.
— Não há como evitar a morte sem conhecê-la.   
Angelina piscou algumas vezes e mexeu nos cabelos.   
— Então você quer que eu conheça você melhor, é isso?   
Ela se aproximou novamente e apoiou-se na foice.   
— Não é como se fôssemos sentar e tomar algumas xícaras de chá, mas te apresentarei a vida aos meus olhos. (Livro: Para onde vão os suicidas?, de Felipe Saraiça)

Dentre tal desafio, Angelina se vê de frente com questões das quais sentira falta em vida.
— Cada um dos escolhidos tinha em si algo que você precisa. Essa corrida não era para salvá-los apenas, mas para salvar você também.   
Angelina deu um passo para trás.   
— Me salvar?   
— Sim. A Morte quis lhe dar sensações que você nunca teve em vida. Somente ao preencher o que lhe faltava você poderia dar o que faz falta para eles. (Livro: Para onde vão os suicidas?, de Felipe Saraiça)

Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers

Bom, começo essa resenha dizendo que tal leitura me trouxe um turbilhão de sensações, uma trama que me sensibilizou do início ao fim. 

PARA ONDE VÃO OS SUICIDAS? é uma história bem tecida, que aborda com sensibilidade o suicídio, sem fazer apologia ao mesmo... Uma trama cheia de mensagens subliminares, uma composição adornada em coração, com um "que" poético e personagens cativantes. Eu, particularmente, fui jogada para dentro do enredo, e me senti mais que uma espectadora... Eu me senti na pele de Angelina e, por muitas vezes, me vi angustiada. Ao contrário do título  digamos assim  forte, a trama traz ao leitor questionamentos importantes. Eis uma história bem construída e adornada de coração, uma avalanche de sentimentos adversos, com personagens que grudam na pele, cada qual aparecendo na medida exata, enfatizando um tema que, ainda hoje, é tabu para muitos. Eu esperava um outro final, mas compreendi perfeitamente a mensagem que o autor quis exprimir. Acho que, mesmo não sendo como eu queria, foi concluído com perfeição... E muita emoção. O autor tem uma escrita fluida e extremamente envolvente, eu devorei a obra em questão de horas. Não há muito mais o que dizer sobre o livro, apenas para que você, que curte um enredo que transborda sentimentos, dramático, sobrenatural e de tamanha delicadeza, se aventure nessas páginas. Eu não me contive, e além de avaliá-lo com 5 estrelas, eu o favoritei. Agora me vejo assim, numa baita ressaca literária. 💘💘💘

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, no padrão digital; e a capa é belíssima, a meu ver, estampando Angelina como o símbolo da morte, com a famosa face estampando a caveira mexicana. Por fim, para você que curte uma história linda e de arrasar corações, eis essa maravilhosa pedida.


Livro: PARA ONDE VÃO OS SUICIDAS?
Autor: Felipe Saraiça
Gênero: Drama/Sobrenatural
Editora: Pen Dragon
Ano: 2017
Páginas: 192

23 de mai de 2019

[Falando em]: Lendárias, O Oráculo — de Cristy S. Angel

Hoje trago para vocês a resenha de uma sequência que estava ansiosa para ler, de uma nova parceira. A propósito, dias atrás concluí a leitura de "Lendárias, A Legião", o primeiro de uma série de quatro livros (para conferir a resenha do livro 1, clique AQUI). Agora, em um novo cenário, trago o meu parecer do livro 2, ou seja, "Lendárias, O Oráculo", obra da autora Cristy S. Angel, uma publicação da editora Pen Dragon. Vem junto conferir! o/


Sinopse: A líder lendária é levada as terras do norte a mando do rei. Subjugada, ela é obrigada a conviver com os humanos no castelo. O comandante Lian não imaginava que os piores medos de Kahlan se tornariam realidade. Atormentado por culpa, ele decide partir em busca do oráculo secretamente com a ajuda das bruxas. Enquanto procura uma forma de se libertar de sua terrível maldição. Kahlan descobre que o rei guarda mais segredos do que esperava. Algo obscuro gira em torno de Vanmarah. Com a ajuda do capitão Felipe, Kahlan precisa descobrir como salvar a todos no castelo. Uma traidora, um encapuzado, uma passagem secreta e uma rainha misteriosamente doente. O que você faria por quem ama? O que estaria disposto a sacrificar por sua liberdade? Conheça o mundo de Aurorya em uma aventura repleta de mistérios, magia e criaturas demoníacas. 


"Porque há de se quebrar uma maldição..." 

Uma sequência contagiante!

Kahlan (a líder bruxa lendária) fora levada por Lian (o comandante dos Legionários) para Vanmarah, a mando do rei Augustus. E o que ela mais temia acontece... 
— A partir de agora eu serei seu mestre e você fará minha vontade e pelo seu sangue, eu te conjuro, L'bonier, para que seja minha subjugada! (Livro: Lendárias - O Oráculo, Pág.20)
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Kahlan fora subjugada pelo rei, tendo que, por fim, morar no castelo e cumprir suas ordens. Obedecendo aos comandos de Augustus é ordenada para que traga suas amigas lendárias para o castelo. Em meio ao caos que se torna os seus dias, ficando à merce de tamanha maldição, se vê cumprindo as ordens terríveis do rei.        
— E se eu disser que tem um meio de libertá-la? (Livro: Lendárias - O Oráculo, Pág.66)
Lian, com um  peso na consciência e arrependido por ter destinado a líder Lendária a ser subjugada pelo rei, descobre que há uma maneira de libertá-la da maldição... Para isto terá de seguir, junto com as lendárias e a legião, a procura do oráculo e, assim, consultá-lo.
 O que quer saber? Mas pense bem no que vai me perguntar, pois só responderei uma pergunta  o oráculo parou de se balançar, se levantando e se aproximando de Lian. (Livro: Lendárias - O Oráculo, Pág.157) 
Agora cesso os meus comentários para não soltar mais spoilers.

Se em "Lendárias, A Legião" eu o avaliei com 4 estrelas... Tenho que ressaltar que "Lendárias, O Oráculo" estou avaliando-o com merecidas 5 estrelas, pois é notável a evolução da autora para/com a história, onde me encontrei num texto melhor desenvolvido, com uma trama para lá de instigante e personagens que grudam na pele (P.S.: Parabéns, Cristy!).

LENDÁRIAS, O ORÁCULO é um velejar mágico, onde uma maldição se faz presente, fazendo da protagonista vítima da maleficência e egocentrismo de um rei. Nessa sequência o leitor é induzido a um novo cenário e situações, um conglomerado de descobertas (algumas um tanto difíceis de digerir). Kahlan, mesmo à mercê dos anseios do rei, mostra-se a bruxa forte e de opinião, especialmente tratando-se de Lian e um segredo do qual nem ele mesmo sabe pertencer e que ela, mesmo obstruída, se convalesce. Trata-se de uma trama recheada de aventuras e reviravoltas de perder o fôlego... Um enredo extranatural, com elementos sedutores e um final que,  novamente, porém numa carga menor, carrega consigo um plot twist daqueles. O enredo é narrado em três partes; os personagens secundários aparecem mais nesse livro, cada qual com sua dosagem exata, dando aquela pitada a mais na trama. Quanto a Kahlan e Lian, agora, mais do que nunca, continuo shipando eles e, claro, aguardando a sequência com o livro 3. Se eu fiquei com um gostinho de quero mais?! SIM OU COM CERTEZA?! hahaha >>> Por fim, para quem curte uma trama recheada de aventuras, com grandes descobertas e reviravoltas mirabolantes, indico essa leitura. \o/\o/\o/

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com espaçamentos e fontes em bom tamanho, adornada em papel pólen (o amarelinho); e a capa é bem bonita, no padrão do primeiro livro da série, estampando, novamente, ninguém menos que Kahlan.


Livro: LENDÁRIAS, O ORÁCULO #2
Autora: Cristy S. Angel
Gênero: Aventura/Fantasia
Editora: Pen Dragon
Ano: 2017
Páginas: 178

19 de mai de 2019

[Falando em]: Lendárias, A Legião — de Cristy S. Angel

Já faz muito tempo que estava de olho nessa obra, e quando a autora abriu novas parcerias, não pestanejei e me inscrevi. Por fim, fui uma das escolhidas e recebi um pacote recheado de carinho: com o primeiro e segundo volume dessa série, marca páginas do livro, outros dois marca páginas com o símbolo das Lendárias, ou seja, a flor-de-lis, e, claro, as dedicatórias (P.S.: Obrigada, Cristy!) 💘💘💘. Agora convido a todos para entrar no universo de Aurorya e conferir a sinopse, book trailer e o que eu achei de "Lendárias, A Legião", obra da autora Cristy S. Angel, uma publicação da editora Pen Dragon. Vem junto! o/ 


Sinopse: Em sua busca pela libertação de uma maldição, Kahlan, a líder das lendárias, é capturada pela legião em uma emboscada para ser levada ao rei das terras do norte. Na jornada, repleta de perigos e segredos através da floresta negra, têm seus poderes removidos por um bracelete mágico. Enquanto isso, o restante de seu clã guerreiro terá de decidir se partirá em sua busca ou se desvendará um novo mistério no forte das bruxas. Nesse meio tempo, a jovem e encantadora Líder é levada como prisioneira pelo comandante da legião, o belo Lian Ruthven, mas o que ambos não sabem, é que seus destinos estão mais ligados do que poderiam imaginar. 



"Porque há de ser corajosa e forte..." 

Uma trama instigante!

Kahlan é uma jovem bruxa, líder do clã Lendárias. Ela fora capturada por Lian, um belo comandante de olhos amendoados e seu clã, intitulado como A Legião, amando do rei do norte, Augustus. Em seu braço fora colocado o bracelete de Endora, que lhe priva de seus poderes, e o mesmo só pode ser tirado pela mesma pessoa que o colocou, ou seja, por Lian.
Um pequeno deslize (apenas um) e foi o bastante para o comandante a derrubar e colocar o bracelete de Endora em seu pulso. Não havia adornos nem beleza nele, era um pedaço de couro e metal, porém, reprimia os poderes de uma bruxa a deixando enfraquecida e perdendo a sua força. (Livro: Lendárias - A Legião, Pág.18)
(clique na imagem para maior resolução)  

Seu destino é o castelo de Vanmarah, e, enquanto a líder das Lendárias e A Legião percorrem uma longa jornada, as outras bruxas (companheiras de Kahlan), ficam na dúvida se a segue ou se procura por saber quem, ou melhor, o porquê ela fora capturada. 
 Os espíritos ancestrais estão inquietos, um mal está se erguendo, Kahlan. Uma escuridão se aproxima como no tempo da grande guerra e você deve se preparar.
 O que quer que eu faça?  perguntou com a voz embargada.
 Deve confiar nele.  a rainha olhou para Lian que dormia tranquilamente. (Livro: Lendárias - A Legião, Pág.98)

Dentre a longa viagem até o castelo de Vanmarah, a Lendária e os integrantes da Legião passam por algumas intempéries, correndo grande risco e sentindo-se ameaçados. Kahlan e Lian, mesmo como  digamos assim  inimigos, sentem uma empatia acolhedora e um inicial interesse. Ela, por sua vez, desconfia estar sendo levada ao Rei para ser subjugada e, por fim, ser obrigada a obedecê-lo.
Não chore, seja corajosa, seja forte!
Kahlan repetia para si mesma a frase de sua mãe, toda vez que um medo tentava dominá-la, e isso lhe dava coragem de enfrentar o que quer que fosse no seu caminho. (Livro: Lendárias - A Legião, Pág.122)

Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Mais uma vez digo que foi um prazer sair da minha zona de conforto, afinal, quem me conhece sabe que o gênero que mais leio é, de fato, drama e romance. Porém, desta vez, estou aqui para falar da aventura que foi ler esse livro. Eu devorei a obra em menos de 48 horas, e já dianto que foi uma grata surpresa. 

LENDÁRIAS — A LEGIÃO é o primeiro de uma série de quatro livros (dois deles já foram publicados), onde a trama central baseia-se na jornada de dois clãs, em busca da verdade. Trata-se de uma história adornada em fantasia, com bruxas, elfos, criaturas monstruosas e, principalmente, uma trama instigante e bem amarrada. Kahlan, mesmo sem os seus poderes, mostra-se uma guerreira forte, além de ter um humor sarcástico que é uma pitada a mais para a trama. Lian também é marcante, como comandante, e, ainda assim, sua humanidade que transborda. Em certo trecho descobrimos uma nova condição que implica Lian, uma condição a qual nem ele mesmo sabe e que, provavelmente, no segundo livro, será explorada. Não posso deixar de citar um dos personagens secundários que também ganhou o meu coração: Scott é o nome dele... imediato e melhor amigo de Liam. A história, em si, é de pegar o leitor (ao menos me pegou por completo), com um "que" humorístico e, em verdade, muitas aventuras. O final deixa um plot twist daqueles, fazendo o leitor ainda mais curioso com a sequência. A escrita da autora é singela e entorpecente; a trama tem uma base boa e bem planejada; e os personagens (mesmo os secundários) são aqueles que, aos poucos, ganha o seu coração. O enredo é dividido em cinco partes, com capítulos curtos (graças aos céus, odeio capítulos longos). Por fim, para quem curte o gênero fantasia, eis essa excelente pedida. Eu, tão breve, iniciarei a leitura do segundo livro que foi enviado, LENDÁRIAS — O ORÁCULO

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com espaçamentos e fontes em excelentes medidas, adornada em papel pólen (o amarelinho); e a capa é muito bonita, estampando ninguém menos que a nossa corajosa e linda, Kahlan. 


Livro: LENDÁRIAS  A LEGIÃO #1
Autora: Cristy S. Angel
Gênero: Aventura/Fantasia
Editora: Pen Dragon
Ano: 2016
Páginas: 212

[Nova Parceira]: Cristy S. Angel

Olá, lovers!
Já faz algum tempo que não venho com uma nova parceria. Pois bem, eis que me inscrevi para parceria com a autora Cristy S. Angel e sua série "LENDÁRIAS", e, por fim, fui aceita (P.S.: Obrigada, Cristy!) 💘💘💘 A propósito, esse é o meu primeiro contato com um dos textos da autora... Eu já concluí a leitura do primeiro livro e tive uma grata surpresa (o próximo post será o da resenha). Agora convido a todos para saber um pouquinho mais sobre essa minha nova parceira.





Biografia:

Cristiane, gaúcha, idade bruxa desconhecida e humana não comentada, pseudônimo Cristy S. Angel. Nascida em Porto Alegre, é mãe de dois meninos, e Jogadora de MOBAS e RPGS Online, mas o seu favorito é o card game HS. Apaixonada por comida Italiana, ama chocolate e café. O seu primeiro contato com a leitura foi através das HQs do tio patinhas que sua mãe comprava quando podia, e do conto da Bela adormecida ilustrado. O primeiro livro que leu foi da série vagalume, que a professora de português entregava toda semana para ler e fazer resumo da leitura. O seu favorito da série era “A Arvore que Dava Dinheiro”. Nesta época começou a escrever contos, mas nunca quis publica-los. Foi somente depois de ler Instrumentos Mortais de Cassandra Clare que, realmente se apaixonou pela literatura fantástica. Conhecendo vários outros títulos do gênero. O favorito é Trono de vidro, da Sarah J. Maas. Hoje Cristy é Potterhead, caçadora de sombras, campeã, tributo, divergente, elemental, e Lendária .


P.S.: E aí, curtiram?! 
Logo menos teremos resenha de LENDÁRIAS  A LEGIÃO 
LENDÁRIAS  O ORÁCULO

17 de mai de 2019

[Falando em]: Enquanto a Neve Cai — de Vanessa Benfatti

Eu baixei esse e-book gratuitamente. Trata-se de um YA (young-adult), diga-se de passagem, uma aconchegante leitura. Agora convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e o que eu achei de "Enquanto a Neve Cai", obra da autora Vanessa Benfatti, uma publicação independente. 


Sinopse: Tudo o que Holly tinha que fazer era fugir. Mesmo sendo uma adolescente para pensar dessa forma, era a sua única opção. Sua realidade estava tão dura que ela não via outra solução a não ser de fugir. Fugir do seu passado. Fugir da sua maldita vida. Fugir da dor que ela carregava em seu peito. E assim ela fez, embarcando no primeiro trem que conseguiu. Fugindo do passado ela tromba com seu futuro, ele vem vestido todo de preto, muito sexy e, com o olhar mais quente que Holly já teve sobre ela. Maverick, um músico que nas horas vagas tocava seu instrumento em uma estação de trem, com um intuito de trazer esperanças as pessoas solitárias que passavam por lá, através da música. Quando Marvel avistou Holly, ele pressentiu que era ela uma dessas pessoas que precisavam de sua ajuda e, assim, ele se empenhou em sua missão. Mas quanto mais ele convivia com ela, mais Marvel se encanta com aquela garota rebelde. A química entre ele surgiu em apenas uma noite, e os dois se viram tão ligados em seus problemas que, um sentimento forte nasceu. Porém Holly ainda estava fugindo e, justo quando ela já estava planejando um novo futuro com Marvel, seu passado rapidamente a alcança. Agora só caberá a ela voltar a fugir deixando Marvel junto com o passado ou deixar ser pega por ele.



"Porque há de se perdoar e, por fim, amar..." 


Uma acolhedora história!

Holly é uma garota de dezessete anos, patinadora artística e vem de uma família rica. Os pais são separados e, devido a uma desmazela do passado, chateada e revoltada, foge para Philadélfia, a fim de passar o Natal com sua avó. Contudo, surge um contratempo e ela se vê na estação de trem de Nova York, e acaba avistando Marvel. 
E, por uma pequena fração de segundos, nossos olhos acorrentaram-se e, de alguma forma, eu queria que eles ficassem assim pelo maior tempo possível. (Livro: Enquanto a Neve Cai, Cap.2)

Maverick (ou Marvel), é um rapaz de vinte e dois anos. Ele mora em Nova York e trabalha como operário em uma construção, além de ser violinista e, em suas folgas, tocar suas melodias na estação de trem. E é em uma destas folgas, na estação de trem e um tanto desesperada, que ele enxerga Holly.
Era diferente de tudo aquele olhar, ele me cegava, provocando-me um desejo desvairado de descobrir o que uma garota como ela fazia aqui a uma hora e meia do Natal. (Livro: Enquanto a Neve Cai, Cap.2)
Holly, depois de perder o seu trem para Philadélfia, acaba por conhecer Marvel e passa a noite de Natal com ele. A empatia entre os dois é imediata, despertando, assim, um interesse e fazendo com que os dois se envolvam. Assim como Holly, Marvel também tem uma triste história e, juntos, entre altos e baixos, os dois vão descobrindo como curar suas feridas.  
Não posso perder minha música favorita, porque hoje eu sei que conhecer Holly foi como escutar uma música nova e saber que, pelo resto da minha vida, ela seria a minha favorita. (Livro: Enquanto a Neve Cai, Cap.18)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

ENQUANTO A NEVE CAI é pincelado com dramas familiares e paixão à primeira vista. O título da obra faz jus ao nome, apresentando um cenário gélido e Natalino, além de adornado de coração. Em ritmo de "sessão da tarde" e um tanto "clichê" (algo que eu gosto muito), somos conduzidos a vida de dois jovens, cada qual com seus dilemas. Confesso que achei Holly mimada demais, mas, ainda assim, ela tem seu encanto. Em verdade, achei que a personagem fazia uma tempestade no copo d'água por tudo, o que implica a infantilidade dela. Já Maverick (Ahhhh, esse TOP GUN), me encantou de todas as formas. Só fiquei triste por ele não ter sido melhor aproveitado/trabalhado na trama, pois tinha potencial para isso. Os personagens secundários aparecem na medida exata, dando um "que" na história. Trata-se de um romance leve, com poucas reviravoltas, mas que, de alguma maneira, pega o leitor. O final, apesar de previsível, foi fofo. A escrita da autora é singela e envolvente. Por fim, para quem curte uma leitura envolvente, do tipo sessão da tarde, eis essa boa pedida.

A trama é narrada em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa é bonita, estampando o casal em uma das cenas citadas no livro.


Livro: Enquanto a Neve Cai 
Autora: Vanessa Benfatti
Gênero: Young Adult
Publicação  Independente
Ano: 2018
Páginas: 332

15 de mai de 2019

[Falando em]: Porto Seguro — de Danielle Steel

Eu comecei a ler esse livro meio que ressabiada, afinal, não curti a capa dele (ME JULGUEM, POIS SOU DESSAS - rs). Em verdade, ganhei a obra da minha vizinha, e devido aos seus elogios para/com a mesma, me aventurei na leitura. E para a minha alegria tive uma belíssima surpresa. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "Porto Seguro", obra da autora Danielle Steel, uma publicação da editora Record


Sinopse: A pequena Pip Mackenzie é uma criança solitária. Com apenas 11 anos, sua vida já é marcada pela tragédia, após um acidente terrível ceifar a vida do irmão e do pai, e mergulhar a mãe, Ophélie, em uma profunda depressão. Abaladas pela tristeza, mãe e filha decidem buscar refúgio em uma cidade costeira da Califórnia, onde Pip, caminhando pela praia, conhece Matt Bowles. Um homem que perdeu quase tudo  inclusive seus amados filhos  em um doloroso divórcio, ele agora dedica-se às artes plásticas, e passa os dias observando o mar, preenchendo o vazio de sua vida com as tintas na tela. Enquanto a menina descobre naquele homem mais velho uma companhia acolhedora e sincera, Matt encontra em Pip um pouco de sua própria filha. Ophélie, que a princípio encara como uma ameaça a amizade deles, logo vê no homem um reflexo de sua própria tristeza, e a união dos três será o começo do processo de cura. 


"Porque há de se encontrar o seu porto seguro..." 


Um enredo apaixonante! 💘💘💘

Phillipa Mackenzie, mais conhecida como Pip, tem onze anos e acabara de passar por uma tragédia, pois perdera o pai e o irmão mais velho em um acidente. Ela é uma garota introspectiva e numa tarde, ao passear com seu cachorro Mousse pela praia,  acaba por conhecer Matthew Bowles (Matt), um artista plástico de quarenta e sete anos.
Havia alguma coisa excepcional menina. Ao pensar nela na praia, seus olhos passaram para o retrato que pintara anos antes de uma outra menina, muito parecida. Era sua filha Vanessa, mais ou menos naquela idade. Pensando nisso, foi para a sala, afundou-se no sofá de couro surrado e ficou vendo a neblina descer sobre o mar. E na sua imaginação viu a menininha de cabelo vermelho encaracolado e rostinho sardento, com olhos cor de conhaque impressionantes. (Livro: Porto Seguro, Páginas 20 e 21).
(clique na imagem para maior resolução)

Matt passou por um divórcio doloroso, onde a ex mulher o afastou de seus dois filhos: Vanessa e Robert. Desde então passara a morar numa cidade litorânea, pintando seus quadros e sentindo-se só. É quando conhece Pip que começa a sentir um lampejo de esperança, retratando na menina a filha que — literalmente — perdeu. Em um rompante ele acaba por conhecer a mãe da garota, Ophélie, de quarenta dois anos e que está em profunda depressão, desde a morte do marido e filho. A mãe, preocupada, o enxerga com má intenção, mas, aos poucos, ela se dá conta da verdadeira origem daquela amizade.
— Basta sua presença. Pip vai ficar encantada. — Ele não acrescentou "Eu também", mas teve vontade, e sentiu-se como uma criança. Eram boas pessoas, duas ótimas pessoas, que tinham sobrevivido a muita tristeza, tragédia e sofrimento. Quanto mais sabia dos seus problemas, mais respeito sentia por elas, especialmente depois daquele dia. O que ela contara sobre seu filho lhe pareceu uma verdadeira agonia. (Livro: Porto Seguro, Página 101).
O improvável se torna provável, quando Matt e Ophélie passam e se enxergar com outros olhos, entre dores e tragédias. Pip fica na torcida para que ambos se assumam, o que, aos poucos, acontece.
Olhou-a, debruçou-se sobre ela e lhe deu um beijo carinhoso na boca. Era a primeira mulher que ele beijava em anos, e ela nunca mais fora tocada por um homem desde que seu marido morrera. Ambos eram seres frágeis e cautelosos, como estrelas flutuando no céu. Ophélie levou um susto, não esperava por aquele beijo, mas para alívio de Matt não resistiu nem se afastou. Retribuiu o beijo com tal ardor que ambos ficaram sem ar. (Livro: Porto Seguro, Página 300).
 Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Quero sobressaltar que esse foi o meu primeiro contato com um texto desta autora e, logo de cara, me apaixonei, pois ela sabe como ninguém conduzir uma belíssima história. 

PORTO SEGURO é um enredo onde os dissabores da vida são colocados à tona, uma abordagem delicada e entorpecente. Trata-se de uma história que aborda o luto, e, em conseguinte, a superação. Uma trama recheada de coração, tendo uma narrativa realística e um turbilhão de sentimentos. Pip, Ophélie e Matt são personagens que grudam na pele, com seus dilemas e, claro, a entrega total entre os três: o verdadeiro porto seguro para tanta tristeza que reina em suas vidas. Eu, particularmente, os amei! 💘💘💘 Em verdade, o descrevo como uma narrativa sublime, cheia de altos e baixos, e personagens cativantes. O final traz à tona um percalço já previsto e, ainda assim, não tirou o brilho da obra. Por fim, para quem curte um enredo enternecedor e que toca o coração, eis essa maravilhosa pedida. Eu me tornei fã da autora e afirmo que leio até mesmo a sua lista de compras. o/

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está no padrão, porém achei a fonte para leitura diminuta demais (o que dificultou um pouco a leitura); e a capa, como bem disse no início da postagem, não me agradou muito (gosto não se discute - rs), estampando uma pequena imagem do mar.


Livro: Porto Seguro
Autora: Danielle Steel
Gênero: Drama/Romance
Editora: Record
Ano: 2007
Páginas: 400

4 de mai de 2019

[Lidos]: Abril de 2019

Olá, lovers!
Cheguei chegando, mês passado li três obras Made In Brasil (em e-book): teve romance, drama, sobrenatural e muito mais. A propósito, adorei as leituras, cada qual com sua particularidade e essência. Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Abril. Vem junto! o/


(clique no título da obra para conferir a resenha)

26 de abr de 2019

Sobre gentilezas e afins...

Fui ao mercado hoje pela manhã e fiquei espantado com o preço do bom dia. Faz um tempo que tenho notado a sua escassez e, por sinal, ouvi na rádio dia desses que há uma procura bem maior do que a atual produção mundial, alavancando o índice da má educação. Não sabia; porém, que o impacto seria tão grande para o consumidor final. 

Percebi também uma grande alta nos preços dos obrigados. Conversando com o gentil rapaz que cuida dessa seção, ele explicou que grandes intempéries de orgulho têm atingido as mudas de gratidão, influenciando diretamente nas baixas safras dos últimos tempos. Com isso, a maioria das pessoas está optando por deixar de lado o seu uso. 

Além dos altos preços dos produtos acima, verifiquei a falta nas prateleiras do como vai original. E olha que tenho procurado faz tempo. Em contrapartida, constatei o aumento de algumas marcas similares, com um preço até inferior, mas são daqueles como vai que não esperam resposta sincera, que só aceitam um tudo bem, já que o interesse é falsificado. Pior, esses como vai apresentam na sua casca uma cara de tédio quando a resposta é um desabafo sincero. Para aumentar as vendas, alguns deles vêm até com promoção: Na compra de um como vai similar, você ganha um abraço com nojo, um tapinha nas costas e um "assim mesmo é a vida, fazer o quê?" 

Só que prefiro o como vai original, aquele com abraço apertado, sem tapinhas. Ele vem de fábrica com olho no olho, com um sorriso cordial, acompanha também um ouvido atento e, mesmo que a boca nada diga, os olhos tagarelam frases de carinho, de atenção e de empatia. Infelizmente, como dito, está difícil encontrá-lo por aí. 

Até procurei conversar com a dona do mercado sobre a falta de tais produtos. Ela falou dos tempos, da correria, dos problemas, da tecnologia e um monte de coisas mais. Agradeci a sua explicação, mesmo que consternado. Daí fui ao caixa, passei minhas compras, gastei ali mesmo mais um bom dia e mais um obrigado e paguei com um sorriso. 

[Texto de]: José Escrevente

21 de abr de 2019

[Falando em]: O Anjo e a Fera — de Elissande Tenebrarh

Já faz algum tempo que tenho esse e-book no meu Kindle, porém só agora resolvi me aventurar nessa leitura. Já conferi outros textos da autora (em parceria com outra autora), e gostei muito, o que só me empolgou mais com essa obra. Trata-se de uma nova versão de A Bela e a Fera, que, em verdade, faz parte de uma série chamada "Novos Contos de Fadas". Agora convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e o que eu achei de "O Anjo e a Fera", obra da autora Elissande Tenebrarh, uma publicação independente. 


Sinopse: “Ela o amou mesmo conhecendo seu pior lado." França, 1820. Stephen tem marcas na pele e na alma. O belo lorde que lutou bravamente durante a guerra é agora motivo de pavor entre a sociedade francesa. É por esse motivo que vive há anos enclausurado em sua própria casa, longe das pessoas que um dia fizeram parte de sua vida, vivendo sob a sombra de seus próprios demônios. Isso, porém, muda quando ele encontra uma jovem machucada e corrompida, jogada em frente a sua porta. Seu único instinto é salvá-la. E ele o faz. Ao acordar em uma cama de lençóis macios e quentes, Rosaleen percebe que não foi um sonho. Tudo, todo aquele terror, realmente aconteceu. Desorientada, a jovem sabe que não pode ficar lamentando-se, mas, mesmo estando protegida naquela imensa casa, não está a salvo. Sabe que deve partir, mas seu salvador, o homem que lhe acolheu, não concorda exatamente com esse pensamento. Misterioso e sedutor, o homem que tem o rosto coberto por uma máscara revela a Rosaleen quais são seus planos para ela, que, assim que os compreende, percebe que está em grandes problemas. Quando a consequência de uma noite terrível se evidencia, os dois se veem envolvidos em uma situação incomum, a qual testa os limites de ambos, colocando-os em prova, assim como a chama de desejo e paixão que surge entre eles. Com sua docilidade e bom humor, Rosaleen fará de tudo para provar a Stephen que está disposta a salvá-lo, se ele aceitar entregar seu coração a ela. 




"Porque há de se amar até mesmo uma fera..." 

Uma trama apaixonante! 💘💘💘

França, 1820

Stephen tem trinta e um anos. No passado ele tivera na guerra e, em uma das circunstâncias, fora atingido na face, onde ficara uma terrível cicatriz. Tal intempérie o fez conhecido como A Fera de Bordeaux, além de torná-lo um homem com terríveis cicatrizes na alma.  
Mas ele não era mais humano. Sua alma não lhe pertencia mais, havia ficado perdida naquele campo de batalha. (Livro: O Anjo e a Fera, Cap.1)
(clique na imagem para maior resolução)

Em uma noite em que ele está à mercê de seus tormentos, abaixo de sua janela, Stephen escuta alguns pedidos de socorro. Na manhã seguinte, em sua porta, ele dá de cara com Rosaleen desacordada e machucada. Sem pestanejar, ele a socorre, e quando a mesma está melhor, é informada que terá de pagar sua dívida, prestando serviços para ele como sua criada. 
 Você trabalhará para mim, senhorita Wickford  ele começou a falar, com a voz mais branda.  Sua dívida será paga com trabalho. (Livro: O Anjo e a Fera, Cap.4)
O improvável se torna presente, quando ambos (mesmo com suas alarmantes diferenças), se apaixonam. E devido a um suposto contratempo, eles decidem se casar. A bela, enfim, começa a amolecer o coração da fera. 
Fora esse anjo, sua Rosaleen, quem o ensinara, da forma mais doce, que nenhum ser humano deve ser julgado por sua aparência e que todos são dignos de amor. O amor é capaz de curar qualquer ferida, é capaz de abrandar os corações mais empedernidos e fazer florescer a vida onde há somente tristeza, rancor e dor. (Livro: O Anjo e a Fera, Final)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Sabe aquela história recheada de carinho?! Então, foi assim que me senti ao me aventurar nessa obra, rodeada de carinho, em uma nova e entorpecente versão de A Bela e a Fera.

O ANJO E A FERA é uma trama que aborda a cumplicidade entre duas pessoas; uma cumplicidade que cresce aos poucos, em doses homeopáticas, mostrando que até mesmo o improvável pode tornar-se provável. Trata-se de um romance de época, onde cada qual carrega suas feridas, onde cicatrizes são expostas. Stephen é o famoso durão com uma impetuosidade alarmante, mas, no fundo, és um homem de bom coração. Rosaleen, por outro lado, mesmo com suas feridas, é a ponta de escape que falta na vida desta fera. Ela é doce e ingênua: ela é o antídoto para todo o mal que Stephen vive. A trama é bem escrita e leva consigo algumas cenas hot e de humor. O final, apesar de previsível, é bonito. Senti falta de um dos personagens que me cativaram durante a leitura, ou seja, Lord Matthew Cheeven, contador e amigo de Stephen (eu queria ler a história dele o/). Por fim, para você que curte um apaixonante romance de época, ou melhor dizendo, uma nova e ousada versão de um conto de fadas, eis essa excelente pedida. 

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está perfeita, no formato digital; e a capa é uma lindeza sem tamanho, estampando ninguém menos que Rosaleen. 


Livro: O ANJO E A FERA (NOVOS CONTOS DE FADAS #2)
Autora: Elissande Tenebrarh
Gênero: Romance de Época
Publicação  Independente
Ano: 2017
Páginas: 433

19 de abr de 2019

"Ache o que quiser de mim, isso não muda quem eu sou"

Viver querendo agradar, desejando nunca desapontar ninguém, aspirando a perfeição, buscando corresponder a todas as expectativas, almejando jamais ser criticado… tudo isso cansa e provoca um desgaste enorme, uma perda de energia e um desrespeito tremendo por nós mesmos. 

Leva tempo até que a gente aprenda que nosso valor não está nos elogios que recebemos ou nas decepções que não causamos, mas sim naquilo que a gente é realmente, independente das opiniões a nosso respeito. 

É claro que não podemos viver isolados em nossas bolhas, centrados no próprio umbigo, desprezando todo o resto, mas de vez em quando é necessária uma boa dose de autoconfiança para dar um fod#-se a toda e qualquer exigência a nosso respeito e adquirirmos uma fé enorme em nosso jeito único de ser e de escolher, independente do que esperam de nós. 

Certa vez li uma frase que dizia mais ou menos assim: “Autoestima não significa “eles vão gostar de mim”. Autoestima significa “tudo bem se eles não gostarem””. E é exatamente isso. Às vezes a gente foca tanto no desejo de agradar, na vontade de ser aceito, na expectativa de ser amado, que se afasta do mais importante: nós mesmos. Quando nosso desejo de ser amado pelo outro supera o respeito que temos por nós mesmos, perdemos a capacidade de impor limites, de dizer “não”, de nos resguardar, de nos reservar o direito de seguir nosso coração. 

Viver preocupado com o que as pessoas pensam a meu respeito, com o que as pessoas esperam de mim, com o que as pessoas desejam que eu seja… é uma das formas mais cruéis de se viver e se posicionar na vida. As pessoas podem achar o que quiserem, podem me amar ou me odiar, isso não muda quem eu sou. 

Zele por aqueles que ama, respeite os que te cercam, honre sua família. Mas não se afaste de si mesmo só pelo desejo de agradar ou por não suportar as críticas. 

Viver querendo agradar nos torna marionetes na mão de quem se vale da boa vontade alheia para satisfazer os próprios caprichos. Frustrações fazem parte da vida, e vez ou outra você irá frustrar ou decepcionar alguém, mas isso não coloca por água abaixo todo o valor que você tem. Aprenda a suportar a ideia de que você não é infalível. Você também erra, também tem limites, também é imperfeito, e está tudo bem. 

Faça o seu possível e peça a Deus que cuide do impossível. Você não controla tudo, não dá conta de tudo, não é infalível. Absolva seus erros, perdoe suas limitações, respeite seu tempo. Aprenda a dar limites, a dizer “não” àquela solicitação, à andar no seu ritmo. Você irá descobrir que aqueles que te amam e te respeitam não deixam de estar ao seu lado quando algo não sai conforme o combinado. Ame-se o bastante para entender que nem sempre será aceito como gostaria, e está tudo bem. E, finalmente, não se cobre tanto. Entenda que mais importante que fazer tudo certo é conseguir se perdoar quando algo dá errado, pois como diz o ditado: “Seja uma boa pessoa. Mas não perca seu tempo provando isso”. 

[Por]: Fabíola Simões 

[Falando em]: Desolada — de Agatha de Assis

Eu baixei esse e-book gratuitamente e, novamente, tive uma grata surpresa. Já conferi outros textos da autora, que, por sinal, curti  e por isso não hesitei ao me aventurar nesse livro. Agora confira a sinopse, book trailer e o que eu achei de "Desolada", o primeiro de uma duologia, obra da autora Agatha de Assis, uma publicação do selo Escrevendo Para Renascer


Sinopse: Após acordar de um pesadelo da qual uma garota é assassinada por um anjo caído na Primeira Guerra Mundial, Dakota, uma adolescente problemática, começa a sofrer uma perseguição demoníaca. Tudo no início parece apenas delírio, até que ela começa a ir em busca de respostas; respostas que talvez nunca quisesse saber, e quanto mais busca, mais fica presa na armadilha de seu inimigo. Como algo fora de controle envolvendo laços familiares profundos, uma visão do passado, coisas apagadas de sua memória, experiências com o Divino e uma única certeza: a de não conseguir sobreviver.




"Porque há de se destruir o mal..." 





Uma grata surpresa!

São Paulo, Abril de 2014

Dakota Swarty tem dezessete anos e está no último ano do ensino médio. Ela é uma linda garota, porém um tanto arrogante. Em meio aos caos que é sua vida, entre fortes crises de depressão, ela passa a sonhar com uma garota que fora seduzida por um anjo caído, em plena Primeira Guerra Mundial.
Enquanto Dakota tomava o seu banho, viajou em pensamentos, no sonho que teve. Perguntou a si mesma o motivo dela estar preocupada com aquela garota que nem conhecia. (Livro: Desolada, de Agatha de Assis)
(clique na imagem para maior resolução)

Uma noite, ao voltar de uma festa, Dakota sofre um acidente e entra em coma. E durante essa terrível letargia, ela viaja no tempo, indo para o cenário da Primeira Guerra Mundial e ficando de frente com a garota de seus sonhos, que se chama Paola e, em verdade, é sua avó.
Como vim parar aqui? Por que isso está acontecendo? O que é essa maldição? Quem é esse anjo, ou seja lá o que for que tem me atormentando? Por que ele me induziu a cair na profunda tristeza, renegando minha própria vida? (Livro: Desolada, de Agatha de Assis)
Ainda em coma, ela é informada que sua linhagem é parte de uma maldição; uma maldição que a persegue em vida, entristecendo-a e deixando-a desvairada. Ao acordar do coma, com ajuda da sua melhor amiga, Aline, tenta descobrir os mistérios que envolve sua vida. 
E Dakota era um fantoche, mas daqueles que sua energia vital, seu sangue, seu fôlego, sua vida era indispensável ao anjo possuidor de seus pesadelos. (Livro: Desolada, de Agatha de Assis)
 Agora cesso os comentários para não soltar spoilers

Bom, antes de qualquer coisa, quero dizer que em certo ponto me identifiquei com Dakota, afinal, sofro com depressão e ansiedade, e creio, indubitavelmente, que somos influenciados pelo mal, por isso nos tornamos fantoches de tais intempéries. 

DESOLADA é um pedido de socorro, onde uma garota influenciada pelo mal, descobre-se capaz de vencê-lo. Mas, ainda assim, é persuadida por tal sombriedade, testando o seu limite entre o que é real e loucura. Trata-se de uma leitura rápida e que leva consigo alguns questionamentos/ensinamentos, abordando a amizade e quão o mal pode influenciar em nossas vidas. Algumas pontas ficaram soltas, mas creio que tenha sido intencional para a sua sequência, que levará como título Redimida. A escrita da autora é singela e envolvente, eu senti falta de aprofundamento em algumas situações e personagens, mas nada disso atrapalhou a leitura. O final é cheio de reviravoltas e bem legal, fiquei imaginando toda a cena como se fosse um filme. Há um final alternativo, e foi dele que gostei. A propósito, fiquei com um gostinho de "quero mais". Por fim, para quem curte um romance sobrenatural, eis essa boa pedida. 

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no formato digital; e a capa é bonita (amo capa com rosto), estampando ninguém menos do que Dakota. 


Livro: Desolada #1
Autora: Agatha de Assis
Gênero: Romance/Sobrenatural
Selo: Escrevendo Para Renascer
Ano: 2014
Páginas: 125

8 de abr de 2019

[Falando em]: Se eu fosse um anjo, cairia por você — de B. Pellizer

Eu baixei esse e-book gratuitamente. A propósito, já tive uma boa experiência com um dos textos da autora (para conferir a resenha, clique AQUI). E por tal motivo, não hesitei ao ingressar nessa aventura. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "Se eu fosse um anjo, cairia por você", obra da autora B. Pellizer, uma publicação da editora Raredes


Sinopse: Condenado a passar mil anos sobre a Terra por ter traficado Sangue Santo dentro do Inferno, o demônio Remoir tenta vencer a fome de seus últimos anos de exílio, quando vê, diante de uma igreja, uma moça miúda cujos cabelos tinham a mesma cor dos olhos. Encantado com a visão da moça chamada Geórgia, Remoir foge daquele lugar do planeta a fim de conter seus pensamentos embaraçosamente românticos e deixa seu Supervisor tomar conhecimento de seus pensamentos inadequados. Assim Remoir foi apresentado ao seu segundo inferno: o inferno pessoal nascido de seu desejo pessoal e incontrolável de ficar perto daquela humana, e de sua necessidade de protegê-la do diabo ou de Deus, ao mesmo tempo que disputa a posse de sua alma.


"Porque há males que vem para o mal..." 

Uma trama instigante!

Remoir é um demônio que se alimenta do sangue dos condenados. Dentre a hierarquia do inferno, ele é renascido na Classe B, podendo, assim, ganhar uma nova e terrível forma. Em sua existência se atenta para não consumir Sangue Santo, pois com isso pode tornar-se um ser "do bem".
Eu nunca provara Sangue Santo, mas ao me ver encantado pelos olhos daquela menina perdida à entrada de uma igreja, perguntei-me se, por acaso, eu não teria me intoxicado involuntariamente por um pouco dele. (Livro: Se eu fosse um anjo, cairia por você - de B. Pellizer)

O que Remoir não contava é que ficaria de frente com Geórgia, a menina por quem se interessou e que estava no inferno, pedindo por danação, afinal, ela fora influenciada a fazer coisas terríveis por outro demônio, chamado Natuel. 
Poderia ser o melhor momento da minha vida, eu poderia estar me descobrindo em todo meu esplendor demoníaco, ao invés disso, estava sem qualquer controle sobre meu ser, temendo de desejo e amor por uma humana amarga. (Livro: Se eu fosse um anjo, cairia por você - de B. Pellizer)
A fim de se proteger de tal sentimento, Remoir passa um século e meio na terra, alimentando-se dos condenados e tentando distanciar-se daquela que lhe despertou o interesse. Contudo, ele teve que retornar ao inferno.
— Se eu fosse um anjo, Geórgia, eu cairia só para poder ficar perto de ti, mas assim, como sou, não sei como te ajudar, não sei como te tirar daqui, não sei como arrancar a culpa de dentro de teu coração. — Segurei o rosto pequeno de meu grande amor. — Por enquanto, só o que posso fazer, é garantir que ninguém tocará em ti. (Livro: Se eu fosse um anjo, cairia por você - de B. Pellizer)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Antes de qualquer coisa, digo: "Perdoe-me, senhor!... Eu tenho um fraco por vilões!!!" E com esse livro não foi diferente, pois caí de amores por Remoir. Trata-se de um romance sobrenatural que, para alguns, pode parecer uma blasfêmia, mas que, em verdade, é uma história contagiante (P.S.: Mantenham a cabeça aberta para a leitura, amores - hahaha).

SE EU FOSSE UM ANJO, CAIRIA POR VOCÊ carrega consigo um tom hilário, apresentando ao leitor as faces de um demônio e seu  digamos assim  amor proibido. O improvável se torna provável, e isso faz da história ainda mais interessante. O bem e o mal nos envolve aos poucos, em doses homeopáticas. Não há como dizer mais sem soltar spoilers, o que posso afirmar é que a criatividade e escrita da autora é entorpecente e diferente do livro DUAS VIDAS, o texto está mais enxuto, e por isso, a meu ver, mais deleitoso. Os capítulos finais, em especial, tecem uma atratividade maior, em uma das cenas lembrei-me de um filme que amo muito, ou seja, Cidade dos Anjos  e o final é perfeito, deixando um gostinho de quero "bem mais" (espero que a autora faça isso). Por fim, para quem curte uma pegada sobrenatural, com um quê de romance, és uma excelente pedida.

A trama é narrada em primeira pessoa, com narrativa um pouco rebuscada, porém de fácil compreensão; a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa, tal quanto o título, é atrativa e sedutora, mostrando o mal, ou melhor, Remoir, em sua mais pura essência.


Livro: Se eu fosse um anjo, cairia por você
Autora: B. Pellizer
Gênero: Romance/Sobrenatural
Editora: Raredes
Ano: 2017
Páginas: 185