19 de mai de 2019

[Falando em]: Lendárias, A Legião — de Cristy S. Angel

Já faz muito tempo que estava de olho nessa obra, e quando a autora abriu novas parcerias, não pestanejei e me inscrevi. Por fim, fui uma das escolhidas e recebi um pacote recheado de carinho: com o primeiro e segundo volume dessa série, marca páginas do livro, outros dois marca páginas com o símbolo das Lendárias, ou seja, a flor-de-lis, e, claro, as dedicatórias (P.S.: Obrigada, Cristy!) 💘💘💘. Agora convido a todos para entrar no universo de Aurorya e conferir a sinopse, book trailer e o que eu achei de "Lendárias, A Legião", obra da autora Cristy S. Angel, uma publicação da editora Pen Dragon. Vem junto! o/ 


Sinopse: Em sua busca pela libertação de uma maldição, Kahlan, a líder das lendárias, é capturada pela legião em uma emboscada para ser levada ao rei das terras do norte. Na jornada, repleta de perigos e segredos através da floresta negra, têm seus poderes removidos por um bracelete mágico. Enquanto isso, o restante de seu clã guerreiro terá de decidir se partirá em sua busca ou se desvendará um novo mistério no forte das bruxas. Nesse meio tempo, a jovem e encantadora Líder é levada como prisioneira pelo comandante da legião, o belo Lian Ruthven, mas o que ambos não sabem, é que seus destinos estão mais ligados do que poderiam imaginar. 



"Porque há de ser corajosa e forte..." 

Uma trama instigante!

Kahlan é uma jovem bruxa, líder do clã Lendárias. Ela fora capturada por Lian, um belo comandante de olhos amendoados e seu clã, intitulado como A Legião, amando do rei do norte, Augustus. Em seu braço fora colocado o bracelete de Endora, que lhe priva de seus poderes, e o mesmo só pode ser tirado pela mesma pessoa que o colocou, ou seja, por Lian.
Um pequeno deslize (apenas um) e foi o bastante para o comandante a derrubar e colocar o bracelete de Endora em seu pulso. Não havia adornos nem beleza nele, era um pedaço de couro e metal, porém, reprimia os poderes de uma bruxa a deixando enfraquecida e perdendo a sua força. (Livro: Lendárias - A Legião, Pág.18)
(clique na imagem para maior resolução)  

Seu destino é o castelo de Vanmarah, e, enquanto a líder das Lendárias e A Legião percorrem uma longa jornada, as outras bruxas (companheiras de Kahlan), ficam na dúvida se a segue ou se procura por saber quem, ou melhor, o porquê ela fora capturada. 
 Os espíritos ancestrais estão inquietos, um mal está se erguendo, Kahlan. Uma escuridão se aproxima como no tempo da grande guerra e você deve se preparar.
 O que quer que eu faça?  perguntou com a voz embargada.
 Deve confiar nele.  a rainha olhou para Lian que dormia tranquilamente. (Livro: Lendárias - A Legião, Pág.98)

Dentre a longa viagem até o castelo de Vanmarah, a Lendária e os integrantes da Legião passam por algumas intempéries, correndo grande risco e sentindo-se ameaçados. Kahlan e Lian, mesmo como  digamos assim  inimigos, sentem uma empatia acolhedora e um inicial interesse. Ela, por sua vez, desconfia estar sendo levada ao Rei para ser subjugada e, por fim, ser obrigada a obedecê-lo.
Não chore, seja corajosa, seja forte!
Kahlan repetia para si mesma a frase de sua mãe, toda vez que um medo tentava dominá-la, e isso lhe dava coragem de enfrentar o que quer que fosse no seu caminho. (Livro: Lendárias - A Legião, Pág.122)

Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Mais uma vez digo que foi um prazer sair da minha zona de conforto, afinal, quem me conhece sabe que o gênero que mais leio é, de fato, drama e romance. Porém, desta vez, estou aqui para falar da aventura que foi ler esse livro. Eu devorei a obra em menos de 48 horas, e já dianto que foi uma grata surpresa. 

LENDÁRIAS — A LEGIÃO é o primeiro de uma série de quatro livros (dois deles já foram publicados), onde a trama central baseia-se na jornada de dois clãs, em busca da verdade. Trata-se de uma história adornada em fantasia, com bruxas, elfos, criaturas monstruosas e, principalmente, uma trama instigante e bem amarrada. Kahlan, mesmo sem os seus poderes, mostra-se uma guerreira forte, além de ter um humor sarcástico que é uma pitada a mais para a trama. Lian também é marcante, como comandante, e, ainda assim, sua humanidade que transborda. Em certo trecho descobrimos uma nova condição que implica Lian, uma condição a qual nem ele mesmo sabe e que, provavelmente, no segundo livro, será explorada. Não posso deixar de citar um dos personagens secundários que também ganhou o meu coração: Scott é o nome dele... imediato e melhor amigo de Liam. A história, em si, é de pegar o leitor (ao menos me pegou por completo), com um "que" humorístico e, em verdade, muitas aventuras. O final deixa um plot twist daqueles, fazendo o leitor ainda mais curioso com a sequência. A escrita da autora é singela e entorpecente; a trama tem uma base boa e bem planejada; e os personagens (mesmo os secundários) são aqueles que, aos poucos, ganha o seu coração. O enredo é dividido em cinco partes, com capítulos curtos (graças aos céus, odeio capítulos longos). Por fim, para quem curte o gênero fantasia, eis essa excelente pedida. Eu, tão breve, iniciarei a leitura do segundo livro que foi enviado, LENDÁRIAS — O ORÁCULO

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, com espaçamentos e fonte em excelentes medidas, adornada em papel pólen (o amarelinho); e a capa é muito bonita, estampando ninguém menos que a nossa corajosa e linda, Kahlan. 


Livro: LENDÁRIAS  A LEGIÃO #1
Autora: Cristy S. Angel
Gênero: Fantasia
Editora: Pen Dragon
Ano: 2016
Páginas: 212

[Nova Parceira]: Cristy S. Angel

Olá, lovers!
Já faz algum tempo que não venho com uma nova parceria. Pois bem, eis que me inscrevi para parceria com a autora Cristy S. Angel e sua série "LENDÁRIAS", e, por fim, fui aceita (P.S.: Obrigada, Cristy!) 💘💘💘 A propósito, esse é o meu primeiro contato com um dos textos da autora... Eu já concluí a leitura do primeiro livro e tive uma grata surpresa (o próximo post será o da resenha). Agora convido a todos para saber um pouquinho mais sobre essa minha nova parceira.





Biografia:

Cristiane, gaúcha, idade bruxa desconhecida e humana não comentada, pseudônimo Cristy S. Angel. Nascida em Porto Alegre, é mãe de dois meninos, e Jogadora de MOBAS e RPGS Online, mas o seu favorito é o card game HS. Apaixonada por comida Italiana, ama chocolate e café. O seu primeiro contato com a leitura foi através das HQs do tio patinhas que sua mãe comprava quando podia, e do conto da Bela adormecida ilustrado. O primeiro livro que leu foi da série vagalume, que a professora de português entregava toda semana para ler e fazer resumo da leitura. O seu favorito da série era “A Arvore que Dava Dinheiro”. Nesta época começou a escrever contos, mas nunca quis publica-los. Foi somente depois de ler Instrumentos Mortais de Cassandra Clare que, realmente se apaixonou pela literatura fantástica. Conhecendo vários outros títulos do gênero. O favorito é Trono de vidro, da Sarah J. Maas. Hoje Cristy é Potterhead, caçadora de sombras, campeã, tributo, divergente, elemental, e Lendária .


P.S.: E aí, curtiram?! 
Logo menos teremos resenha de LENDÁRIAS  A LEGIÃO 
LENDÁRIAS  O ORÁCULO

17 de mai de 2019

[Falando em]: Enquanto a Neve Cai — de Vanessa Benfatti

Eu baixei esse e-book gratuitamente. Trata-se de um YA (young-adult), diga-se de passagem, uma aconchegante leitura. Agora convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e o que eu achei de "Enquanto a Neve Cai", obra da autora Vanessa Benfatti, uma publicação independente. 


Sinopse: Tudo o que Holly tinha que fazer era fugir. Mesmo sendo uma adolescente para pensar dessa forma, era a sua única opção. Sua realidade estava tão dura que ela não via outra solução a não ser de fugir. Fugir do seu passado. Fugir da sua maldita vida. Fugir da dor que ela carregava em seu peito. E assim ela fez, embarcando no primeiro trem que conseguiu. Fugindo do passado ela tromba com seu futuro, ele vem vestido todo de preto, muito sexy e, com o olhar mais quente que Holly já teve sobre ela. Maverick, um músico que nas horas vagas tocava seu instrumento em uma estação de trem, com um intuito de trazer esperanças as pessoas solitárias que passavam por lá, através da música. Quando Marvel avistou Holly, ele pressentiu que era ela uma dessas pessoas que precisavam de sua ajuda e, assim, ele se empenhou em sua missão. Mas quanto mais ele convivia com ela, mais Marvel se encanta com aquela garota rebelde. A química entre ele surgiu em apenas uma noite, e os dois se viram tão ligados em seus problemas que, um sentimento forte nasceu. Porém Holly ainda estava fugindo e, justo quando ela já estava planejando um novo futuro com Marvel, seu passado rapidamente a alcança. Agora só caberá a ela voltar a fugir deixando Marvel junto com o passado ou deixar ser pega por ele.



"Porque há de se perdoar e, por fim, amar..." 


Uma acolhedora história!

Holly é uma garota de dezessete anos, patinadora artística e vem de uma família rica. Os pais são separados e, devido a uma desmazela do passado, chateada e revoltada, foge para Philadélfia, a fim de passar o Natal com sua avó. Contudo, surge um contratempo e ela se vê na estação de trem de Nova York, e acaba avistando Marvel. 
E, por uma pequena fração de segundos, nossos olhos acorrentaram-se e, de alguma forma, eu queria que eles ficassem assim pelo maior tempo possível. (Livro: Enquanto a Neve Cai, Cap.2)

Maverick (ou Marvel), é um rapaz de vinte e dois anos. Ele mora em Nova York e trabalha como operário em uma construção, além de ser violinista e, em suas folgas, tocar suas melodias na estação de trem. E é em uma destas folgas, na estação de trem e um tanto desesperada, que ele enxerga Holly.
Era diferente de tudo aquele olhar, ele me cegava, provocando-me um desejo desvairado de descobrir o que uma garota como ela fazia aqui a uma hora e meia do Natal. (Livro: Enquanto a Neve Cai, Cap.2)
Holly, depois de perder o seu trem para Philadélfia, acaba por conhecer Marvel e passa a noite de Natal com ele. A empatia entre os dois é imediata, despertando, assim, um interesse e fazendo com que os dois se envolvam. Assim como Holly, Marvel também tem uma triste história e, juntos, entre altos e baixos, os dois vão descobrindo como curar suas feridas.  
Não posso perder minha música favorita, porque hoje eu sei que conhecer Holly foi como escutar uma música nova e saber que, pelo resto da minha vida, ela seria a minha favorita. (Livro: Enquanto a Neve Cai, Cap.18)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

ENQUANTO A NEVE CAI é pincelado com dramas familiares e paixão à primeira vista. O título da obra faz jus ao nome, apresentando um cenário gélido e Natalino, além de adornado de coração. Em ritmo de "sessão da tarde" e um tanto "clichê" (algo que eu gosto muito), somos conduzidos a vida de dois jovens, cada qual com seus dilemas. Confesso que achei Holly mimada demais, mas, ainda assim, ela tem seu encanto. Em verdade, achei que a personagem fazia uma tempestade no copo d'água por tudo, o que implica a infantilidade dela. Já Maverick (Ahhhh, esse TOP GUN), me encantou de todas as formas. Só fiquei triste por ele não ter sido melhor aproveitado/trabalhado na trama, pois tinha potencial para isso. Os personagens secundários aparecem na medida exata, dando um "que" na história. Trata-se de um romance leve, com poucas reviravoltas, mas que, de alguma maneira, pega o leitor. O final, apesar de previsível, foi fofo. A escrita da autora é singela e envolvente. Por fim, para quem curte uma leitura envolvente, do tipo sessão da tarde, eis essa boa pedida.

A trama é narrada em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa é bonita, estampando o casal em uma das cenas citadas no livro.


Livro: Enquanto a Neve Cai 
Autora: Vanessa Benfatti
Gênero: Young Adult
Publicação  Independente
Ano: 2018
Páginas: 332

15 de mai de 2019

[Falando em]: Porto Seguro — de Danielle Steel

Eu comecei a ler esse livro meio que ressabiada, afinal, não curti a capa dele (ME JULGUEM, POIS SOU DESSAS - rs). Em verdade, ganhei a obra da minha vizinha, e devido aos seus elogios para/com a mesma, me aventurei na leitura. E para a minha alegria tive uma belíssima surpresa. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "Porto Seguro", obra da autora Danielle Steel, uma publicação da editora Record


Sinopse: A pequena Pip Mackenzie é uma criança solitária. Com apenas 11 anos, sua vida já é marcada pela tragédia, após um acidente terrível ceifar a vida do irmão e do pai, e mergulhar a mãe, Ophélie, em uma profunda depressão. Abaladas pela tristeza, mãe e filha decidem buscar refúgio em uma cidade costeira da Califórnia, onde Pip, caminhando pela praia, conhece Matt Bowles. Um homem que perdeu quase tudo  inclusive seus amados filhos  em um doloroso divórcio, ele agora dedica-se às artes plásticas, e passa os dias observando o mar, preenchendo o vazio de sua vida com as tintas na tela. Enquanto a menina descobre naquele homem mais velho uma companhia acolhedora e sincera, Matt encontra em Pip um pouco de sua própria filha. Ophélie, que a princípio encara como uma ameaça a amizade deles, logo vê no homem um reflexo de sua própria tristeza, e a união dos três será o começo do processo de cura. 


"Porque há de se encontrar o seu porto seguro..." 


Um enredo apaixonante! 💘💘💘

Phillipa Mackenzie, mais conhecida como Pip, tem onze anos e acabara de passar por uma tragédia, pois perdera o pai e o irmão mais velho em um acidente. Ela é uma garota introspectiva e numa tarde, ao passear com seu cachorro Mousse pela praia,  acaba por conhecer Matthew Bowles (Matt), um artista plástico de quarenta e sete anos.
Havia alguma coisa excepcional menina. Ao pensar nela na praia, seus olhos passaram para o retrato que pintara anos antes de uma outra menina, muito parecida. Era sua filha Vanessa, mais ou menos naquela idade. Pensando nisso, foi para a sala, afundou-se no sofá de couro surrado e ficou vendo a neblina descer sobre o mar. E na sua imaginação viu a menininha de cabelo vermelho encaracolado e rostinho sardento, com olhos cor de conhaque impressionantes. (Livro: Porto Seguro, Páginas 20 e 21).
(clique na imagem para maior resolução)

Matt passou por um divórcio doloroso, onde a ex mulher o afastou de seus dois filhos: Vanessa e Robert. Desde então passara a morar numa cidade litorânea, pintando seus quadros e sentindo-se só. É quando conhece Pip que começa a sentir um lampejo de esperança, retratando na menina a filha que — literalmente — perdeu. Em um rompante ele acaba por conhecer a mãe da garota, Ophélie, de quarenta dois anos e que está em profunda depressão, desde a morte do marido e filho. A mãe, preocupada, o enxerga com má intenção, mas, aos poucos, ela se dá conta da verdadeira origem daquela amizade.
— Basta sua presença. Pip vai ficar encantada. — Ele não acrescentou "Eu também", mas teve vontade, e sentiu-se como uma criança. Eram boas pessoas, duas ótimas pessoas, que tinham sobrevivido a muita tristeza, tragédia e sofrimento. Quanto mais sabia dos seus problemas, mais respeito sentia por elas, especialmente depois daquele dia. O que ela contara sobre seu filho lhe pareceu uma verdadeira agonia. (Livro: Porto Seguro, Página 101).
O improvável se torna provável, quando Matt e Ophélie passam e se enxergar com outros olhos, entre dores e tragédias. Pip fica na torcida para que ambos se assumam, o que, aos poucos, acontece.
Olhou-a, debruçou-se sobre ela e lhe deu um beijo carinhoso na boca. Era a primeira mulher que ele beijava em anos, e ela nunca mais fora tocada por um homem desde que seu marido morrera. Ambos eram seres frágeis e cautelosos, como estrelas flutuando no céu. Ophélie levou um susto, não esperava por aquele beijo, mas para alívio de Matt não resistiu nem se afastou. Retribuiu o beijo com tal ardor que ambos ficaram sem ar. (Livro: Porto Seguro, Página 300).
 Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Quero sobressaltar que esse foi o meu primeiro contato com um texto desta autora e, logo de cara, me apaixonei, pois ela sabe como ninguém conduzir uma belíssima história. 

PORTO SEGURO é um enredo onde os dissabores da vida são colocados à tona, uma abordagem delicada e entorpecente. Trata-se de uma história que aborda o luto, e, em conseguinte, a superação. Uma trama recheada de coração, tendo uma narrativa realística e um turbilhão de sentimentos. Pip, Ophélie e Matt são personagens que grudam na pele, com seus dilemas e, claro, a entrega total entre os três: o verdadeiro porto seguro para tanta tristeza que reina em suas vidas. Eu, particularmente, os amei! 💘💘💘 Em verdade, o descrevo como uma narrativa sublime, cheia de altos e baixos, e personagens cativantes. O final traz à tona um percalço já previsto e, ainda assim, não tirou o brilho da obra. Por fim, para quem curte um enredo enternecedor e que toca o coração, eis essa maravilhosa pedida. Eu me tornei fã da autora e afirmo que leio até mesmo a sua lista de compras. o/

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está no padrão, porém achei a fonte para leitura diminuta demais (o que dificultou um pouco a leitura); e a capa, como bem disse no início da postagem, não me agradou muito (gosto não se discute - rs), estampando uma pequena imagem do mar.


Livro: Porto Seguro
Autora: Danielle Steel
Gênero: Drama/Romance
Editora: Record
Ano: 2007
Páginas: 400

4 de mai de 2019

[Lidos]: Abril de 2019

Olá, lovers!
Cheguei chegando, mês passado li três obras Made In Brasil (em e-book): teve romance, drama, sobrenatural e muito mais. A propósito, adorei as leituras, cada qual com sua particularidade e essência. Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Abril. Vem junto! o/


(clique no título da obra para conferir a resenha)

26 de abr de 2019

Sobre gentilezas e afins...

Fui ao mercado hoje pela manhã e fiquei espantado com o preço do bom dia. Faz um tempo que tenho notado a sua escassez e, por sinal, ouvi na rádio dia desses que há uma procura bem maior do que a atual produção mundial, alavancando o índice da má educação. Não sabia; porém, que o impacto seria tão grande para o consumidor final. 

Percebi também uma grande alta nos preços dos obrigados. Conversando com o gentil rapaz que cuida dessa seção, ele explicou que grandes intempéries de orgulho têm atingido as mudas de gratidão, influenciando diretamente nas baixas safras dos últimos tempos. Com isso, a maioria das pessoas está optando por deixar de lado o seu uso. 

Além dos altos preços dos produtos acima, verifiquei a falta nas prateleiras do como vai original. E olha que tenho procurado faz tempo. Em contrapartida, constatei o aumento de algumas marcas similares, com um preço até inferior, mas são daqueles como vai que não esperam resposta sincera, que só aceitam um tudo bem, já que o interesse é falsificado. Pior, esses como vai apresentam na sua casca uma cara de tédio quando a resposta é um desabafo sincero. Para aumentar as vendas, alguns deles vêm até com promoção: Na compra de um como vai similar, você ganha um abraço com nojo, um tapinha nas costas e um "assim mesmo é a vida, fazer o quê?" 

Só que prefiro o como vai original, aquele com abraço apertado, sem tapinhas. Ele vem de fábrica com olho no olho, com um sorriso cordial, acompanha também um ouvido atento e, mesmo que a boca nada diga, os olhos tagarelam frases de carinho, de atenção e de empatia. Infelizmente, como dito, está difícil encontrá-lo por aí. 

Até procurei conversar com a dona do mercado sobre a falta de tais produtos. Ela falou dos tempos, da correria, dos problemas, da tecnologia e um monte de coisas mais. Agradeci a sua explicação, mesmo que consternado. Daí fui ao caixa, passei minhas compras, gastei ali mesmo mais um bom dia e mais um obrigado e paguei com um sorriso. 

[Texto de]: José Escrevente

21 de abr de 2019

[Falando em]: O Anjo e a Fera — de Elissande Tenebrarh

Já faz algum tempo que tenho esse e-book no meu Kindle, porém só agora resolvi me aventurar nessa leitura. Já conferi outros textos da autora (em parceria com outra autora), e gostei muito, o que só me empolgou mais com essa obra. Trata-se de uma nova versão de A Bela e a Fera, que, em verdade, faz parte de uma série chamada "Novos Contos de Fadas". Agora convido a todos para conferir a sinopse, book trailer e o que eu achei de "O Anjo e a Fera", obra da autora Elissande Tenebrarh, uma publicação independente. 


Sinopse: “Ela o amou mesmo conhecendo seu pior lado." França, 1820. Stephen tem marcas na pele e na alma. O belo lorde que lutou bravamente durante a guerra é agora motivo de pavor entre a sociedade francesa. É por esse motivo que vive há anos enclausurado em sua própria casa, longe das pessoas que um dia fizeram parte de sua vida, vivendo sob a sombra de seus próprios demônios. Isso, porém, muda quando ele encontra uma jovem machucada e corrompida, jogada em frente a sua porta. Seu único instinto é salvá-la. E ele o faz. Ao acordar em uma cama de lençóis macios e quentes, Rosaleen percebe que não foi um sonho. Tudo, todo aquele terror, realmente aconteceu. Desorientada, a jovem sabe que não pode ficar lamentando-se, mas, mesmo estando protegida naquela imensa casa, não está a salvo. Sabe que deve partir, mas seu salvador, o homem que lhe acolheu, não concorda exatamente com esse pensamento. Misterioso e sedutor, o homem que tem o rosto coberto por uma máscara revela a Rosaleen quais são seus planos para ela, que, assim que os compreende, percebe que está em grandes problemas. Quando a consequência de uma noite terrível se evidencia, os dois se veem envolvidos em uma situação incomum, a qual testa os limites de ambos, colocando-os em prova, assim como a chama de desejo e paixão que surge entre eles. Com sua docilidade e bom humor, Rosaleen fará de tudo para provar a Stephen que está disposta a salvá-lo, se ele aceitar entregar seu coração a ela. 




"Porque há de se amar até mesmo uma fera..." 

Uma trama apaixonante! 💘💘💘

França, 1820

Stephen tem trinta e um anos. No passado ele tivera na guerra e, em uma das circunstâncias, fora atingido na face, onde ficara uma terrível cicatriz. Tal intempérie o fez conhecido como A Fera de Bordeaux, além de torná-lo um homem com terríveis cicatrizes na alma.  
Mas ele não era mais humano. Sua alma não lhe pertencia mais, havia ficado perdida naquele campo de batalha. (Livro: O Anjo e a Fera, Cap.1)
(clique na imagem para maior resolução)

Em uma noite em que ele está à mercê de seus tormentos, abaixo de sua janela, Stephen escuta alguns pedidos de socorro. Na manhã seguinte, em sua porta, ele dá de cara com Rosaleen desacordada e machucada. Sem pestanejar, ele a socorre, e quando a mesma está melhor, é informada que terá de pagar sua dívida, prestando serviços para ele como sua criada. 
 Você trabalhará para mim, senhorita Wickford  ele começou a falar, com a voz mais branda.  Sua dívida será paga com trabalho. (Livro: O Anjo e a Fera, Cap.4)
O improvável se torna presente, quando ambos (mesmo com suas alarmantes diferenças), se apaixonam. E devido a um suposto contratempo, eles decidem se casar. A bela, enfim, começa a amolecer o coração da fera. 
Fora esse anjo, sua Rosaleen, quem o ensinara, da forma mais doce, que nenhum ser humano deve ser julgado por sua aparência e que todos são dignos de amor. O amor é capaz de curar qualquer ferida, é capaz de abrandar os corações mais empedernidos e fazer florescer a vida onde há somente tristeza, rancor e dor. (Livro: O Anjo e a Fera, Final)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Sabe aquela história recheada de carinho?! Então, foi assim que me senti ao me aventurar nessa obra, rodeada de carinho, em uma nova e entorpecente versão de A Bela e a Fera.

O ANJO E A FERA é uma trama que aborda a cumplicidade entre duas pessoas; uma cumplicidade que cresce aos poucos, em doses homeopáticas, mostrando que até mesmo o improvável pode tornar-se provável. Trata-se de um romance de época, onde cada qual carrega suas feridas, onde cicatrizes são expostas. Stephen é o famoso durão com uma impetuosidade alarmante, mas, no fundo, és um homem de bom coração. Rosaleen, por outro lado, mesmo com suas feridas, é a ponta de escape que falta na vida desta fera. Ela é doce e ingênua: ela é o antídoto para todo o mal que Stephen vive. A trama é bem escrita e leva consigo algumas cenas hot e de humor. O final, apesar de previsível, é bonito. Senti falta de um dos personagens que me cativaram durante a leitura, ou seja, Lord Matthew Cheeven, contador e amigo de Stephen (eu queria ler a história dele o/). Por fim, para você que curte um apaixonante romance de época, ou melhor dizendo, uma nova e ousada versão de um conto de fadas, eis essa excelente pedida. 

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está perfeita, no formato digital; e a capa é uma lindeza sem tamanho, estampando ninguém menos que Rosaleen. 


Livro: O ANJO E A FERA (NOVOS CONTOS DE FADAS #2)
Autora: Elissande Tenebrarh
Gênero: Romance de Época
Publicação  Independente
Ano: 2017
Páginas: 433

19 de abr de 2019

"Ache o que quiser de mim, isso não muda quem eu sou"

Viver querendo agradar, desejando nunca desapontar ninguém, aspirando a perfeição, buscando corresponder a todas as expectativas, almejando jamais ser criticado… tudo isso cansa e provoca um desgaste enorme, uma perda de energia e um desrespeito tremendo por nós mesmos. 

Leva tempo até que a gente aprenda que nosso valor não está nos elogios que recebemos ou nas decepções que não causamos, mas sim naquilo que a gente é realmente, independente das opiniões a nosso respeito. 

É claro que não podemos viver isolados em nossas bolhas, centrados no próprio umbigo, desprezando todo o resto, mas de vez em quando é necessária uma boa dose de autoconfiança para dar um fod#-se a toda e qualquer exigência a nosso respeito e adquirirmos uma fé enorme em nosso jeito único de ser e de escolher, independente do que esperam de nós. 

Certa vez li uma frase que dizia mais ou menos assim: “Autoestima não significa “eles vão gostar de mim”. Autoestima significa “tudo bem se eles não gostarem””. E é exatamente isso. Às vezes a gente foca tanto no desejo de agradar, na vontade de ser aceito, na expectativa de ser amado, que se afasta do mais importante: nós mesmos. Quando nosso desejo de ser amado pelo outro supera o respeito que temos por nós mesmos, perdemos a capacidade de impor limites, de dizer “não”, de nos resguardar, de nos reservar o direito de seguir nosso coração. 

Viver preocupado com o que as pessoas pensam a meu respeito, com o que as pessoas esperam de mim, com o que as pessoas desejam que eu seja… é uma das formas mais cruéis de se viver e se posicionar na vida. As pessoas podem achar o que quiserem, podem me amar ou me odiar, isso não muda quem eu sou. 

Zele por aqueles que ama, respeite os que te cercam, honre sua família. Mas não se afaste de si mesmo só pelo desejo de agradar ou por não suportar as críticas. 

Viver querendo agradar nos torna marionetes na mão de quem se vale da boa vontade alheia para satisfazer os próprios caprichos. Frustrações fazem parte da vida, e vez ou outra você irá frustrar ou decepcionar alguém, mas isso não coloca por água abaixo todo o valor que você tem. Aprenda a suportar a ideia de que você não é infalível. Você também erra, também tem limites, também é imperfeito, e está tudo bem. 

Faça o seu possível e peça a Deus que cuide do impossível. Você não controla tudo, não dá conta de tudo, não é infalível. Absolva seus erros, perdoe suas limitações, respeite seu tempo. Aprenda a dar limites, a dizer “não” àquela solicitação, à andar no seu ritmo. Você irá descobrir que aqueles que te amam e te respeitam não deixam de estar ao seu lado quando algo não sai conforme o combinado. Ame-se o bastante para entender que nem sempre será aceito como gostaria, e está tudo bem. E, finalmente, não se cobre tanto. Entenda que mais importante que fazer tudo certo é conseguir se perdoar quando algo dá errado, pois como diz o ditado: “Seja uma boa pessoa. Mas não perca seu tempo provando isso”. 

[Por]: Fabíola Simões 

[Falando em]: Desolada — de Agatha de Assis

Eu baixei esse e-book gratuitamente e, novamente, tive uma grata surpresa. Já conferi outros textos da autora, que, por sinal, curti  e por isso não hesitei ao me aventurar nesse livro. Agora confira a sinopse, book trailer e o que eu achei de "Desolada", o primeiro de uma duologia, obra da autora Agatha de Assis, uma publicação do selo Escrevendo Para Renascer


Sinopse: Após acordar de um pesadelo da qual uma garota é assassinada por um anjo caído na Primeira Guerra Mundial, Dakota, uma adolescente problemática, começa a sofrer uma perseguição demoníaca. Tudo no início parece apenas delírio, até que ela começa a ir em busca de respostas; respostas que talvez nunca quisesse saber, e quanto mais busca, mais fica presa na armadilha de seu inimigo. Como algo fora de controle envolvendo laços familiares profundos, uma visão do passado, coisas apagadas de sua memória, experiências com o Divino e uma única certeza: a de não conseguir sobreviver.




"Porque há de se destruir o mal..." 





Uma grata surpresa!

São Paulo, Abril de 2014

Dakota Swarty tem dezessete anos e está no último ano do ensino médio. Ela é uma linda garota, porém um tanto arrogante. Em meio aos caos que é sua vida, entre fortes crises de depressão, ela passa a sonhar com uma garota que fora seduzida por um anjo caído, em plena Primeira Guerra Mundial.
Enquanto Dakota tomava o seu banho, viajou em pensamentos, no sonho que teve. Perguntou a si mesma o motivo dela estar preocupada com aquela garota que nem conhecia. (Livro: Desolada, de Agatha de Assis)
(clique na imagem para maior resolução)

Uma noite, ao voltar de uma festa, Dakota sofre um acidente e entra em coma. E durante essa terrível letargia, ela viaja no tempo, indo para o cenário da Primeira Guerra Mundial e ficando de frente com a garota de seus sonhos, que se chama Paola e, em verdade, é sua avó.
Como vim parar aqui? Por que isso está acontecendo? O que é essa maldição? Quem é esse anjo, ou seja lá o que for que tem me atormentando? Por que ele me induziu a cair na profunda tristeza, renegando minha própria vida? (Livro: Desolada, de Agatha de Assis)
Ainda em coma, ela é informada que sua linhagem é parte de uma maldição; uma maldição que a persegue em vida, entristecendo-a e deixando-a desvairada. Ao acordar do coma, com ajuda da sua melhor amiga, Aline, tenta descobrir os mistérios que envolve sua vida. 
E Dakota era um fantoche, mas daqueles que sua energia vital, seu sangue, seu fôlego, sua vida era indispensável ao anjo possuidor de seus pesadelos. (Livro: Desolada, de Agatha de Assis)
 Agora cesso os comentários para não soltar spoilers

Bom, antes de qualquer coisa, quero dizer que em certo ponto me identifiquei com Dakota, afinal, sofro com depressão e ansiedade, e creio, indubitavelmente, que somos influenciados pelo mal, por isso nos tornamos fantoches de tais intempéries. 

DESOLADA é um pedido de socorro, onde uma garota influenciada pelo mal, descobre-se capaz de vencê-lo. Mas, ainda assim, é persuadida por tal sombriedade, testando o seu limite entre o que é real e loucura. Trata-se de uma leitura rápida e que leva consigo alguns questionamentos/ensinamentos, abordando a amizade e quão o mal pode influenciar em nossas vidas. Algumas pontas ficaram soltas, mas creio que tenha sido intencional para a sua sequência, que levará como título Redimida. A escrita da autora é singela e envolvente, eu senti falta de aprofundamento em algumas situações e personagens, mas nada disso atrapalhou a leitura. O final é cheio de reviravoltas e bem legal, fiquei imaginando toda a cena como se fosse um filme. Há um final alternativo, e foi dele que gostei. A propósito, fiquei com um gostinho de "quero mais". Por fim, para quem curte um romance sobrenatural, eis essa boa pedida. 

A trama é narrada em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no formato digital; e a capa é bonita (amo capa com rosto), estampando ninguém menos do que Dakota. 


Livro: Desolada #1
Autora: Agatha de Assis
Gênero: Romance/Sobrenatural
Selo: Escrevendo Para Renascer
Ano: 2014
Páginas: 125

8 de abr de 2019

[Falando em]: Se eu fosse um anjo, cairia por você — de B. Pellizer

Eu baixei esse e-book gratuitamente. A propósito, já tive uma boa experiência com um dos textos da autora (para conferir a resenha, clique AQUI). E por tal motivo, não hesitei ao ingressar nessa aventura. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "Se eu fosse um anjo, cairia por você", obra da autora B. Pellizer, uma publicação da editora Raredes


Sinopse: Condenado a passar mil anos sobre a Terra por ter traficado Sangue Santo dentro do Inferno, o demônio Remoir tenta vencer a fome de seus últimos anos de exílio, quando vê, diante de uma igreja, uma moça miúda cujos cabelos tinham a mesma cor dos olhos. Encantado com a visão da moça chamada Geórgia, Remoir foge daquele lugar do planeta a fim de conter seus pensamentos embaraçosamente românticos e deixa seu Supervisor tomar conhecimento de seus pensamentos inadequados. Assim Remoir foi apresentado ao seu segundo inferno: o inferno pessoal nascido de seu desejo pessoal e incontrolável de ficar perto daquela humana, e de sua necessidade de protegê-la do diabo ou de Deus, ao mesmo tempo que disputa a posse de sua alma.


"Porque há males que vem para o mal..." 

Uma trama instigante!

Remoir é um demônio que se alimenta do sangue dos condenados. Dentre a hierarquia do inferno, ele é renascido na Classe B, podendo, assim, ganhar uma nova e terrível forma. Em sua existência se atenta para não consumir Sangue Santo, pois com isso pode tornar-se um ser "do bem".
Eu nunca provara Sangue Santo, mas ao me ver encantado pelos olhos daquela menina perdida à entrada de uma igreja, perguntei-me se, por acaso, eu não teria me intoxicado involuntariamente por um pouco dele. (Livro: Se eu fosse um anjo, cairia por você - de B. Pellizer)

O que Remoir não contava é que ficaria de frente com Geórgia, a menina por quem se interessou e que estava no inferno, pedindo por danação, afinal, ela fora influenciada a fazer coisas terríveis por outro demônio, chamado Natuel. 
Poderia ser o melhor momento da minha vida, eu poderia estar me descobrindo em todo meu esplendor demoníaco, ao invés disso, estava sem qualquer controle sobre meu ser, temendo de desejo e amor por uma humana amarga. (Livro: Se eu fosse um anjo, cairia por você - de B. Pellizer)
A fim de se proteger de tal sentimento, Remoir passa um século e meio na terra, alimentando-se dos condenados e tentando distanciar-se daquela que lhe despertou o interesse. Contudo, ele teve que retornar ao inferno.
— Se eu fosse um anjo, Geórgia, eu cairia só para poder ficar perto de ti, mas assim, como sou, não sei como te ajudar, não sei como te tirar daqui, não sei como arrancar a culpa de dentro de teu coração. — Segurei o rosto pequeno de meu grande amor. — Por enquanto, só o que posso fazer, é garantir que ninguém tocará em ti. (Livro: Se eu fosse um anjo, cairia por você - de B. Pellizer)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Antes de qualquer coisa, digo: "Perdoe-me, senhor!... Eu tenho um fraco por vilões!!!" E com esse livro não foi diferente, pois caí de amores por Remoir. Trata-se de um romance sobrenatural que, para alguns, pode parecer uma blasfêmia, mas que, em verdade, é uma história contagiante (P.S.: Mantenham a cabeça aberta para a leitura, amores - hahaha).

SE EU FOSSE UM ANJO, CAIRIA POR VOCÊ carrega consigo um tom hilário, apresentando ao leitor as faces de um demônio e seu  digamos assim  amor proibido. O improvável se torna provável, e isso faz da história ainda mais interessante. O bem e o mal nos envolve aos poucos, em doses homeopáticas. Não há como dizer mais sem soltar spoilers, o que posso afirmar é que a criatividade e escrita da autora é entorpecente e diferente do livro DUAS VIDAS, o texto está mais enxuto, e por isso, a meu ver, mais deleitoso. Os capítulos finais, em especial, tecem uma atratividade maior, em uma das cenas lembrei-me de um filme que amo muito, ou seja, Cidade dos Anjos  e o final é perfeito, deixando um gostinho de quero "bem mais" (espero que a autora faça isso). Por fim, para quem curte uma pegada sobrenatural, com um quê de romance, és uma excelente pedida.

A trama é narrada em primeira pessoa, com narrativa um pouco rebuscada, porém de fácil compreensão; a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa, tal quanto o título, é atrativa e sedutora, mostrando o mal, ou melhor, Remoir, em sua mais pura essência.


Livro: Se eu fosse um anjo, cairia por você
Autora: B. Pellizer
Gênero: Romance/Sobrenatural
Editora: Raredes
Ano: 2017
Páginas: 185

[Falando em]: SE EU NÃO TIVESSE TE CONHECIDO - Série

Deixa eu respirar antes de falar sobre essa lindeza de série, mais uma produção da Netflix, inspirada na obra de Sergi Bebel, com o título original de SI NO THAGUÉS CONEGUT. A propósito, maratonei ela em menos de vinte e quatro horas... E achei a produção de uma sensibilidade sem igual, com personagens que grudam na pele e um roteiro cativante. Agora vem junto conferir a sinopse, trailer, ficha técnica e o que eu achei de "SE EU NÃO TIVESSE TE CONHECIDO". 💘💘💘



Sinopse: Após perder a família em um trágico acidente, Eduard entra em profunda depressão. E ao tentar o suicídio, é impedido por uma senhora chamada Dra. Everest, uma astrofísica que propõe a ele viajar no tempo (em universos paralelos), o que ele aceita de prontidão, a fim de mudar a trágica história que partira o seu coração, tentando trazer de volta a sua mulher, Elisa, e os seus dois filhos.





FICHA TÉCNICA 
Título Original: Si no t'hagués conegut
Título no Brasil: SE EU NÃO TIVESSE TE CONHECIDO
Ano produção: 2018
Dirigido por: Joan Noguera
Estreia no Brasil: 15 de Março de 2019
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Drama / Ficção Científica / Romance
Países de Origem: Espanha
Roteiro: Cristina Clemente, Sergi Belbel
Produtores: Jaume Banacolocha, Sergi Belbel
Elenco: Andrea Ros (Elisa Pablo),  Pablo Derqui (Eduard), Abel Folk (Joan), David Vert (Pere), Eli Iranzo (Roser), Javier Beltrán (Òscar), Mercedes Sampietro (Liz Everest), Miquel García Borda (Lluís Antich), Montse Guallar (Maria), Olalla Escribano (Míriam), Paula Malia (Clara), Sergi López (Manel).



Trata-se de uma mistura de drama com ficção científica, abordando as escolhas que tomamos em nossas vidas, levando-nos a questionar o famoso "E SE..." e suas possíveis vertentes, nivelando-as, às vezes, para propósitos não tão acalentantes. E isso se dá na vida de Eduard, ao perder a família em um acidente de carro do qual ele — de certo modo — carrega culpa. Quando o mesmo se vê em uma nova chance, ou seja, em universo paralelo, ele tenta (de todas as formas), mudar o destino trágico que teve sua família. Mas o destino não pode ser persuadido pelos seus anseios e, cada vez mais, ele se encontra numa sinuca de bico, sendo guiado para situações mais improváveis e — chego a dizer — de cortar o coração.


MINHAS CONSIDERAÇÕES:

Sabe aquele roteiro cheio de sentimentos e que te faz pensar na vida e suas escolhas?! Foi assim que senti ao assistir essa produção: fui, aos poucos, jogada para dentro da trama. Confesso que no início achei ela um pouco arrastada, mas conforme seguia os episódios, tudo se encaixava na mais perfeita harmonia, mesmo que os acontecimentos não fossem como eu (e o coitado do Eduard) desejava. Cada viagem feita pelo protagonista me deixava mais íntima dele, e cada perda me emocionou em demasia. 

Este é um enredo para se sentir e, claro, refletir... Um drama para lá de dilacerante e surpreendente, uma especulação de como seria se pudéssemos mudar as coisas em um universo paralelo?! O que de fato escolheríamos: se estar ou não na vida daqueles que amamos?... Pois bem, essa trama mexeu tanto comigo que fica difícil dizer o turbilhão de emoções que senti ao assisti-la: cada episódio eu ansiava por mais, mesmo ficando de coração partido. E mesmo sacando a mensagem final, ainda assim não deixei de deleitar-me com esse conglomerado de sentimentos adversos. Eu me apeguei aos personagens, tão quanto ao enredo. E o final, mesmo sendo redondinho, deixou um gostinho de quero mais. Tenho que parabenizar aos envolvidos, principalmente na caracterização dos personagens nos anos noventa: é tudo tão perfeito que me fez querer voltar no tempo. O roteiro é assinado pelo criador da obra, Serj Bebel. Por fim, para quem curte um dramão daqueles, com uma magia que transcende o universo, eis essa belíssima pedida. 💘💘💘 

5 de abr de 2019

[Lidos]: Março de 2019

Olá, amores!

Aqui estou, para/como de costume falar sobre as minhas leituras do mês que passou. Desta vez li quatro livros, sendo uma antologia de fantasia e três romances/new adult. A propósito, um destes foi uma releitura, pois trata-se de uma das autoras que eu mais amo. 💘💘💘 Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Março. Vem junto! o/


[clique nos títulos para conferir as resenhas]:

P.S.: E vocês, como foram de leituras?!

"Ria seu riso"

Livrai-me de tudo que me trava o riso.” (Caio Fernando Abreu)

Por onde andava, ninguém sabia ao certo, havia muito que não concedia o ar de sua graça, graça mesmo, por inteiro. Atrás das responsabilidades, boletos, relações enganosas e eclipses do dia, o Riso se perdera. Não se mostrava na rotina, não aparecia nas horas escuras, nem no calor das piadas, já que era mais fácil ser sério, era mais fácil ser brando, era mais simples ser vazio. 

Mas havia sede, desespero pelo contentamento, a tristeza não tem fim, o Riso sim, tem hora para começar e limite para acabar, então não poderia entrar com calma, sem ocupar muito espaço, tinha que preencher todos os poros, abrir bem os pulmões, aerar a garganta, hipersalivar os dentes, arregaçar a alma para esse soco de liberdade. 

O Riso tem sim a sua hora, no entanto, eterniza um simples instante. 

Para quem segue muito armado de si, o Riso nem sempre engana, pois fica difícil sair, mas se pego desprevenido, ele chega para transbordar. Chega para se atirar mesmo, é um interruptor da loucura, uma pausa nobre e bem encaixada para a dor, um energizante para quem vem se arrastando pelas pedras de seus caminhos. 

Uma boa risada deveria ser transmitida em rede nacional, tocar na rádio, ter zilhões de visualizações no Youtube, com direito a close no céu da boca, zoom na lágrima espremida no canto do olho, foco na melancolia que foi empurrada contra a parede nesse momento de magia e insensatez. 

O Riso não quer saber de rsrs ou hehe, ele quer muito kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, muito hahahahahaha… bem comprido, com reticências, que é para o Riso fingir que não termina nunca, que o dia não termina. O Riso quer saber do áudio com explosão, risada vívida, em tempo real. 

Tudo bem que não precisa ser histérica, mas também risada contida é muito pobre, desmerecida. O Riso prefere aquelas caras que ficam abertas, sem ocultar as rugas, aquela gargalhada de quem tem beleza no íntimo e é essa que importa ser exibida. 

Enfim, ela sucumbiu, permitiu ao Riso sair, e todo o mundo ao redor riu sua risada, gargalhou junto. Também fez chorar, porque o Riso lambuza o rosto de euforia e a lágrima maximiza o prazer, além de lavar e levar o que é ultrapassado consigo. 

E que muitos risos se abeirem, desçam ladeira abaixo, viajem sem fronteira e se joguem no abismo, que isso mal não faz e sim enternece. E que, dessa forma, o novo surja, freie o simples, o brando, o vazio e que o peito se infle e os olhos se fechem para que o Riso seja longo e seja todo dele, todo nosso, completo em si. 

[Texto via]: Papo de Fran

19 de mar de 2019

5 grandes razões para assistir “O Menino Que Descobriu o Vento”

Eu, Simone, já assisti essa lindeza de filme, inspirado em uma história real e adaptado pela Netflix. E por ter gostado tanto e, claro, visualizado esse artigo com as 5 grandes razões para assisti-lo, resolvi repostar o mesmo aqui no blog. Agora convido a todos para conferir essa dica para lá de especial, um filme repleto de reflexões e que transborda sentimentos adversos. Por fim, uma linda história verídica. Vem junto! o/

De tempos em tempos, um filme grande ampla repercussão na plataforma de streaming Netflix. Dessa vez, quem entrou com tudo foi a produção “O Menino que descobriu o vento”. Abaixo, selecionamos 3 motivos indicados por Matheus Mans para o site Esquina Cultural e que julgamos relevantes reproduzir para o nosso público:


1- História emocionante 
A trama de O Menino que Descobriu o Vento, da Netflix, conta a história de William (Maxwell Simba), um rapaz que vê sua comunidade entrar em colapso aos poucos, no coração da África. A democracia está ameaçada, sua família começa ter preocupações graves sobre dinheiro e comida e o clima começa a apresentar instabilidade. Com essa boa e pouco usual premissa, o roteirista, diretor e ator Chiwetel Ejiofor (protagonista de 12 Anos de Escravidão) tece uma produção que fala sobre um assunto pouco abordado em Hollywood sem preconceitos, clichês e narrativas fracas. É a vida e suas dificuldades em essência.


2- Boas atuações 
Todo o elenco está bem, sem pontas soltas. Simba faz uma estreia extremamente madura e segura nas telonas. Passa uma confiança misturada com medo que é muito irracional no ser humano, exponenciada em situações-limite. Tem um futuro grandioso. Ejiofor, enquanto isso, tem plena segurança sobre a história que está contando. Afinal, ele toma conta da produção em várias frentes e domina a narrativa. Como um pai rigoroso, mas de bom coração, ele se sai muito bem. Algumas cenas dão raiva por suas atitudes, mas logo o espectador é recompensado com algum acalento. O restante dos coadjuvantes tem pouco espaço, mas funciona quando são exigidos em cenas mais dramáticas.


3- O final 
O título demora para fazer sentido — só lá pelos 30 minutos finais que o objetivo central de William é revelado. É bonito e traz uma mensagem importante sobre ter confiança, segurança e perseverança, ainda que uma boa subtrama ambiental se perca no meio. Porém, essa mensagem é apenas a superfície. Há, aqui, uma importante história sobre família, amadurecimento, respeito e política. Sobre esse último ponto, aliás, há uma frase de roteiro excepcional: “democracias são como mandiocas importadas. Apodrecem rápido”. Diz muito sobre a África, sobre a América Latina e, especificamente, sobre o Brasil atual. É, em resumo, um filme que vai além de seus limites. Nós, aqui da CONTI outra, gostaríamos de somar mais duas razões que justificam esse investimento:


4- Ser baseado em uma história real 
Não sei se isso também acontece com vocês, mas quando eu sei que uma história é baseada em fatos reais, ela passa ter um peso ainda mais emocional na minha experiência de assisti-lo. Nesse caso, “O Menino que descobriu o vento”, de William Kamkwamba , foi precedido pelo livro homônimo escrito pelo próprio autor e por diversas palestras e relatos de sua história, como a sua marcante participação na Ted. Confira abaixo:


5- Uma mensagem de esperança 
O filme não é perfeito, mas sua mensagem é inspiradora, uma vez que dá um exemplo da capacidade humana de não perder as esperanças e de, frente a cada dificuldade, reinventar-se. É um relato profundamente humano e que nos lembra que, nossa vida é muito melhor e fácil do que pensamos que é, basta termos um olhar mais amplo e entender que existe muito mais coisa nesse mundão do que somos até mesmos capazes de imaginar.


Gostou? Confira o Trailer

[Via]: Psicologia do Brasil

14 de mar de 2019

[Falando em]: Duas Vidas, Encontro — de B. Pellizzer

Sabe aquele autor(a) que você é louco(a) para conferir um de seus textos?! Pois bem, B. Pellizzer faz parte da minha seleção de autores que, por fim, queria muito conhecer. E já adianto que foi uma grata surpresa e que, claro, quero ler outros textos dela. o/ Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "DUAS VIDAS, ENCONTRO", o primeiro de uma série, uma publicação da editora Raredes em parceria com a Drago Editorial. Vem junto! o/


Sinopse: Quando Isabel e Rogério se conheceram, foi amor ao segundo beijo (o primeiro beijo dos dois foi um fiasco). Como nem só de beijos e encantos sobrevive um grande amor, os dois se perderam um do outro e, quando se reencontraram, Isabel estava namorado Rodrigo, o irmão de Rogério. Isabel é independente, despachada, não sabe se acredita em Deus e tem uma boca muito suja. O tipo de mulher que Rogério sempre desprezou; Rogério é o típico bom-moço, evangélico, de família, e até um tanto machista. O tipo de homem que Isabel nunca respeitou. Mesmo com tantas diferenças, a cada passo que davam na direção contrária do outro, as forças invisíveis do destino os empurrava de volta. 


"Porque a distância entre dois amores, é apenas um espaço no tempo..." 

Uma grata surpresa!

Isabel Ferrara tem vinte anos e terminara seu noivado com Carlos, três dias antes de seu casamento. A fim de desfrutar de sua liberdade, resolve ir a uma danceteria com suas amigas; Rogério Figalho tem vinte anos, policial rodoviário, criado numa família evangélica, noivo de Larissa. Exausto com sua relação insossa, dá uma escapadela e vai se divertir na mesma danceteria que Isabel está. 
Na beira da pista, enquanto observava Isabel dançar, Rogério não pensava na conversa que o tinha levado até ali. Havia algo hipnótico nos movimentos da moça. Algo que o obrigava a olhar. Ela não estava se exibindo. Parecia que nem estava ali, que só estava curtindo a música, mas, por Deus, como era sexy. (Livro: Duas Vidas, Encontro  de B. Pellizzer) 

Os dois ficam juntos mas, ao final da noite, ambos se apresentam com nomes diferentes e Isabel, o número de telefone errado. Desta forma, sem ter como se comunicar, mesmo atraídos um pelo outro, acabam findando o que ainda nem havia começado. 
Pensou nele por um instante muito breve, entretanto, e tão logo se lembrou de com quem estava, retribuiu o beijo com tanta intensidade quanto possível. Quando suas bocas se separaram, ela olhou bem nos olhos do namorado e sussurrou seu nome para que tivesse certeza de que era nele que ela estava pensando. (Livro: Duas Vidas, Encontro  de B. Pellizzer) 
Como numa brincadeira do destino, Isabel conhece Rodrigo (irmão mais velho de Rogério). Sem saber que o moço é irmão daquele que lhe tirou a paz, tendo ambos muito em comum, entram em um acordo e  digamos assim   num relacionamento aberto.
— Tô te dizendo que ela invadiu minha vida e penetrou na minha pele, assim como fez com você. Tô dizendo que Ana Lívia e Isabel são a mesma pessoa. (Livro: Duas Vidas, Encontro — de B. Pellizzer) 
Rodrigo acaba por contar tudo a Rogério e Isabel: ela tira de letra, mesmo ainda pensando em Rogério; ele sente-se traído e furioso, porém fica na dele, deixando com que o irmão e sua paixão, Isabel, prossigam com o namoro. Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

Trata-se de um triângulo amoroso, e como tal, somos conduzidos as dúvidas e escolhas que rodeia quem vive tal infortúnio.

DUAS VIDAS, ENCONTRO é uma conturbada história de amor, onde os opostos se atraem e os dispostos se distraem. Eu me vi imersa nesse triângulo, mas confesso que, muitas vezes, ele me tirou do sério. Isabel me fez ir do céu ao inferno com seu jeito despojado de ser: eu a amei e a odiei, pois suas dúvidas, em com quem deveria ficar, me deu nos nervos. Dentre hesitação e asserção somos conduzidos a um romance improvável. Mas quem disse que o improvável não pode tornar-se provável?! Essa é a cereja do bolo do enredo, e tal como os protagonistas temos os personagens secundários, cada qual com sua característica e dosagem exata, que só agregou na trama. Eu, particularmente, fiquei apaixonada por Franklin, amigo e confidente de Isabel. Rogério, Rodrigo e Cláudia também ganharam o meu coração. Eu queria falar mais, mas se eu fizer isso soltarei spoilers. A escrita da autora é deliciosa de se aventurar (eu só diminuiria bastante o número de páginas da trama); os personagens são do tipo que grudam na pele; e o enredo perpetua em questionamentos e deixa uma mensagem legal. A propósito, o final foi surpreendente e obtundente (eu não esperava aquilo, a autora me matou com tal revés). Por fim, para quem curte um triângulo amoroso daqueles, eis essa boa pedida.

A trama é narrada em segunda pessoa (algo que curti bastante, pois me fez mais íntima do contexto), com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, no formato digital; e a capa é muito bonita, estampando esse triângulo para lá de quente.


Livro: DUAS VIDAS, ENCONTRO #1
Autora: B. Pellizzer
Gênero: Drama/Romance
Editora: Raredes e Drago Editorial
Ano: 2015
Páginas: 574

13 de mar de 2019

[Conto]: O VASO — de Olavo Bilac

Oh! o lindo, o lindo vaso que Celina possuía! e com que carinho, com que meiguice tratava ela as flores daquele vaso, o mais belo de toda a aldeia! Levava-o a toda a parte: e, no seu ciúme, na sua avareza, não queria confiá-lo a ninguém, com medo de que mãos profanas estragassem as raras flores que nele viçavam. Ela mesma as regava, de manhã e à noite: ela mesma as catava cuidadosamente todos os dias, para que nenhum inseto as roesse ou lhes poluísse o acetinado das pétalas. E em toda a aldeia só se falava do vaso de Celina. Mas, a rapariga, cada vez mais ciosa do seu tesouro, escondia-o, furtava-o às vistas de todo o mundo. Oh! o lindo, o lindo vaso que Celina possuía! 

Certa vez, (era por ocasião das colheitas) Celina acompanhou as outras raparigas ao campo. A manhã era esplêndida. O sol inundava de alegria e de luz a paisagem. E as raparigas iam cantando, cantando; e as aves nas árvores, gorjeando, e as águas do riacho nos seixos da estrada, murmurando, faziam coro com elas. E Celina levava escondido seu vaso. Não quisera deixá-lo em casa, exposto à cobiça de algum gatuno. E os rapazes diziam: “Aquela que ali vai é Celina, que possui o mais belo vaso da aldeia…” 

Por toda a manhã, por toda a tarde, a faina da colheita durou. E, quando a noite desceu, cantando e rindo as raparigas desfilaram, de volta à aldeia. Celina, sempre retraída, sempre afastada do convívio das outras, deixou-se ficar atrasada. E, sozinha, pela noite escura e fechada, veio trazendo o seu vaso precioso… 

Dizem na aldeia que aqueles caminhos são perigosos: há por ali, rodando nas trevas, gênios maus que fazem mal às raparigas… 

Não se sabe o que houve: sabe-se que Celina, chegando à casa, tinha os olhos cheios de lágrimas, e queixava-se, soluçando, de que haviam roubado as flores do seu vaso. E não houve consolação que lhe valesse, não houve carinho que lhe acalmasse o desespero. E os dias correram, e correram as semanas, e correram os meses, e Celina, desesperada, chorava e sofria: “Oh! as flores! as flores do meu vaso que me roubaram!…” 

Mas, no fim do nono mês, Celina consolou-se. Não tinha recuperado as flores perdidas… mas tinha nos braços um pimpolho. E o João das Dornas, um rapagão que era o terror dos pais e dos maridos, dizia à noite, na taverna, aos amigos, diante dos canecos de vinho: 

— Ninguém roubou as flores da rapariga, ó homens! eu é que lhes fiz uma rega abundante, por que não admito flores que estejam toda a vida sem dar frutos… 

[Falando em]: Romance Proibido — de Clara de Assis

Eu baixei esse e-book gratuitamente, devido a indicação de uma amiga. Trata-se de uma  noveleta, e por tal motivo, somos conduzidos a uma breve história. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "ROMANCE PROIBIDO", uma história do gênero LGBT, escrito pela autora Clara de Assis, uma publicação independente. 


Sinopse: Após mudar mais uma vez de cidade, o estudante e gamer, Brice Lockhart, está se adaptando aos novos desafios. Com seu talento em cativar amigos, parece saber exatamente quem é e do que gosta. Até que o novo professor de literatura mostra a ele que suas convicções são frágeis, e Brice começa a questionar sobre quem realmente é e do que realmente gosta. 


"Porque, às vezes, querer é poder..." 

Uma noveleta gostosa de se ler!

Brice Lockhart é um jovem estudante do ensino médio (e gamer), filho de um pai militar. Ele se mudara para uma nova cidade e começara a se relacionar com Amber, a garota mais sexy do colégio. 
Ele ficou calado. Calado tempo demais. Analisando-me, estava certo disso. Manteve seus olhos sobre os meus. Ele era do tipo que encarava, que apreciava uma briga. Mas adivinha? Eu também. (Livro: Romance Proibido, Cap.4)


O que Brice não contava é que teria um novo professor de literatura, Alexander Knnox (mais conhecido como Sr. Knnox), um homem intimidador e atraente. 
Queria afastá-lo. Precisava afastá-lo, porque eu queria que ele me tocasse. Aquilo era errado. Toda a minha vida eu estive com garotas, pensei em garotas, aprendi o que deveria fazer. Mas o que estava acontecendo dentro de mim, ninguém me ensinou, ninguém me explicou a confusão. (Livro: Romance Proibido, Cap.8) 
Knnox também é um gamer, o que é descoberto por Brice. E  nesse impasse, entre meio a descobertas, os opostos se atraem. E mesmo entre a diferença e convicções díspar, acabam, por fim, unindo-os intimamente, fazendo Brice se questionar sobre sua atual condição.
— Você precisa sair dos meus pensamentos! Eu preciso sair dos seus. Deixa eu te beijar direito e então vá embora. Isso nunca terá acontecido. Vamos viver nossas vidas como... não sei... amigos? (Livro: Romance Proibido, Cap.8)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

ROMANCE PROIBIDO faz jus ao título, apresentando as intempéries e o caos interno de dois personagens bem diferentes: Brice é um rapaz descobrindo-se, em uma nova condição sexual; Knnox já é certo de sua condição sexual, porém se camufla para  digamos assim  aos olhos dele, um bem maior. O querer fala mais alto, o que implica questionamentos por parte de ambos (especialmente Brice), fazendo com que ele se afaste de sua namorada, Amber. E nesse ínterim somos conduzidos aos sabores e dissabores de uma nova paixão. A autora tem uma escrita singela e deliciosa de se enveredar. O que eu senti falta foi um pouco de aprofundamento na trama, mas, como já foi dito, trata-se de uma noveleta e, por tal motivo, é uma leitura rápida. 

A trama é narrada em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão, a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa estampa um dos protagonistas que, a meu ver, é Brice.


Livro: ROMANCE PROIBIDO
Autora: Clara de Assis
Gênero: LGBT
Publicação — Independente
Ano: 2019
Páginas: 66

7 de mar de 2019

[Falando em]: IMAGINARIUM/ANTOLOGIA — de Susana Silva e outros

Eu baixei essa antologia gratuitamente depois de ser avisada pela amiga/escritora portuguesa e organizadora Susana Silva.💘💘💘Trata-se de contos de fantasia, onde alguns autores nos presenteiam com seu imaginário. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de IMAGINARIUM, uma publicação independente. 


Sinopse: A busca por novas histórias pode levar-te a um universo totalmente único, onde você descobrirá um mundo paralelo em que princesas são verdadeiras guerreiras, piratas se tornam os mocinhos e sereias não são sereias. Aqui o leitor é convidado a entrar em momentos fantásticos onde a imaginação não tem limites. Vem, encare essa aventura. A fantasia pode te surpreender. 


"Porque em cada mente, um novo mundo se cria..." 

Uma grata surpresa!

Por tratar-se de uma antologia, antes de dar o meu parecer, deixarei abaixo três quotes.
E então tudo tremeu. Um estrondo no céu fez os corvos alinharam-se como um exército quando o comandante dá uma ordem. Um vulto passou por mim fazendo a minha pele arrepiar-se. Fechei os olhos. O vulto não tinha me causado medo. (Conto: Noiva do Demônio, de Nanda Guzo)
Não podia acreditar no que descobrira em um único dia: a existência de trolls, fadas, uma bruxa e sereias, uma perfeita criatura das águas. Uma perfeição que poderia ser dele. Estava apaixonado, disso tinha certeza absoluta, não poderia apenas ir embora e deixá-la lá para sofrer pela eternidade. (Conto: O Canto da Sereia, de Ge Benjamim)
— Não é seu treinamento que importa, é seu coração. — Abaixou sua cabeça e encostou seu focinho em meu peito. — Esse foi o erro dos humanos no passado, por isso viraram bestas ferozes, muito mais até que os dragões que montavam. Não tinham corações puros, a ligação não era completa e nós sofríamos pela ignorância daqueles que deveriam ser nossos companheiros. (Conto: Do Outro Lado da Porta, de Tatiane Durães) 


Quem me conhece sabe que esse não é um dos meus gêneros prediletos. Contudo, às vezes, vale a pena sair da zona de conforto. E foi o que aconteceu.

IMAGINARIUM é uma odisseia fantástica, onde o leitor se verá entre bruxas, sereias, dragões, piratas e tantos outros seres mágicos. A criatividade é ampliada, nos conduzindo ao irreal, tornando de cada conto um grato entretenimento. É óbvio que cada qual tem sua particularidade, e, ainda assim, embarcamos em diversas aventuras, algumas assustadoras e outras um tanto utópicas, o que condiz com o que fora proposto. Por fim, para você que curte contos de fantasia, eis essa boa pedida. o/

Os contos são narrados em primeira e terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa é bonita, estampando seres mágicos. 


Antologia: IMAGINARIUM
Organizadora: Susana Silva
Autores: Susana Silva, Nanda Cuzo, Gê Benjamim, 
Tatiane Durães, Graci Rocha, Leanderson Silva,
Carla de Sá, Estefany Cavalcanti, S.S Days e Mirian Fidelis Guimarães
Gênero: Contos/Fantasia
Publicação  Independente
Ano: 2018
Páginas: 216