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8 de abr. de 2020

[Divulgação]: Livros inspirados em canções

O que essas três histórias têm em comum?! Todas são inspiradas em canções!!! 🎼🎼🎼 Lembrando que os e-books estão com um preço acessível e também no Kindle Unlimited. Clique no link e confira as sinopses e avaliações. Bem-vindos! 🌷🌷🌷


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8 de jan. de 2020

[Divulgação]: Dezesseis, A Estrada da Morte e Contado a Canção

Olá, lovers! 
Como eu não divulgo meus livros faz um tempinho, resolvi fazer essa postagem para deixar o link para vocês adquiri-los. Queria pedir, de coração, que para quem já os leu, por favor, avalie e comente (resenha) na Amazon e Skoob, pois isso é de suma importância para visibilidade das obras. Desde já, agradeço. 


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Abraços mega literários... 🌷🌷🌷

5 de abr. de 2019

[Lidos]: Março de 2019

Olá, amores!

Aqui estou, para/como de costume falar sobre as minhas leituras do mês que passou. Desta vez li quatro livros, sendo uma antologia de fantasia e três romances/new adult. A propósito, um destes foi uma releitura, pois trata-se de uma das autoras que eu mais amo. 💘💘💘 Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Março. Vem junto! o/


[clique nos títulos para conferir as resenhas]:

P.S.: E vocês, como foram de leituras?!

13 de mar. de 2019

[Conto]: O VASO — de Olavo Bilac

Oh! o lindo, o lindo vaso que Celina possuía! e com que carinho, com que meiguice tratava ela as flores daquele vaso, o mais belo de toda a aldeia! Levava-o a toda a parte: e, no seu ciúme, na sua avareza, não queria confiá-lo a ninguém, com medo de que mãos profanas estragassem as raras flores que nele viçavam. Ela mesma as regava, de manhã e à noite: ela mesma as catava cuidadosamente todos os dias, para que nenhum inseto as roesse ou lhes poluísse o acetinado das pétalas. E em toda a aldeia só se falava do vaso de Celina. Mas, a rapariga, cada vez mais ciosa do seu tesouro, escondia-o, furtava-o às vistas de todo o mundo. Oh! o lindo, o lindo vaso que Celina possuía! 

Certa vez, (era por ocasião das colheitas) Celina acompanhou as outras raparigas ao campo. A manhã era esplêndida. O sol inundava de alegria e de luz a paisagem. E as raparigas iam cantando, cantando; e as aves nas árvores, gorjeando, e as águas do riacho nos seixos da estrada, murmurando, faziam coro com elas. E Celina levava escondido seu vaso. Não quisera deixá-lo em casa, exposto à cobiça de algum gatuno. E os rapazes diziam: “Aquela que ali vai é Celina, que possui o mais belo vaso da aldeia…” 

Por toda a manhã, por toda a tarde, a faina da colheita durou. E, quando a noite desceu, cantando e rindo as raparigas desfilaram, de volta à aldeia. Celina, sempre retraída, sempre afastada do convívio das outras, deixou-se ficar atrasada. E, sozinha, pela noite escura e fechada, veio trazendo o seu vaso precioso… 

Dizem na aldeia que aqueles caminhos são perigosos: há por ali, rodando nas trevas, gênios maus que fazem mal às raparigas… 

Não se sabe o que houve: sabe-se que Celina, chegando à casa, tinha os olhos cheios de lágrimas, e queixava-se, soluçando, de que haviam roubado as flores do seu vaso. E não houve consolação que lhe valesse, não houve carinho que lhe acalmasse o desespero. E os dias correram, e correram as semanas, e correram os meses, e Celina, desesperada, chorava e sofria: “Oh! as flores! as flores do meu vaso que me roubaram!…” 

Mas, no fim do nono mês, Celina consolou-se. Não tinha recuperado as flores perdidas… mas tinha nos braços um pimpolho. E o João das Dornas, um rapagão que era o terror dos pais e dos maridos, dizia à noite, na taverna, aos amigos, diante dos canecos de vinho: 

— Ninguém roubou as flores da rapariga, ó homens! eu é que lhes fiz uma rega abundante, por que não admito flores que estejam toda a vida sem dar frutos… 

7 de mar. de 2019

[Falando em]: IMAGINARIUM/ANTOLOGIA — de Susana Silva e outros

Eu baixei essa antologia gratuitamente depois de ser avisada pela amiga/escritora portuguesa e organizadora Susana Silva.💘💘💘Trata-se de contos de fantasia, onde alguns autores nos presenteiam com seu imaginário. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de IMAGINARIUM, uma publicação independente. 


Sinopse: A busca por novas histórias pode levar-te a um universo totalmente único, onde você descobrirá um mundo paralelo em que princesas são verdadeiras guerreiras, piratas se tornam os mocinhos e sereias não são sereias. Aqui o leitor é convidado a entrar em momentos fantásticos onde a imaginação não tem limites. Vem, encare essa aventura. A fantasia pode te surpreender. 


"Porque em cada mente, um novo mundo se cria..." 

Uma grata surpresa!

Por tratar-se de uma antologia, antes de dar o meu parecer, deixarei abaixo três quotes.
E então tudo tremeu. Um estrondo no céu fez os corvos alinharam-se como um exército quando o comandante dá uma ordem. Um vulto passou por mim fazendo a minha pele arrepiar-se. Fechei os olhos. O vulto não tinha me causado medo. (Conto: Noiva do Demônio, de Nanda Guzo)
Não podia acreditar no que descobrira em um único dia: a existência de trolls, fadas, uma bruxa e sereias, uma perfeita criatura das águas. Uma perfeição que poderia ser dele. Estava apaixonado, disso tinha certeza absoluta, não poderia apenas ir embora e deixá-la lá para sofrer pela eternidade. (Conto: O Canto da Sereia, de Ge Benjamim)
— Não é seu treinamento que importa, é seu coração. — Abaixou sua cabeça e encostou seu focinho em meu peito. — Esse foi o erro dos humanos no passado, por isso viraram bestas ferozes, muito mais até que os dragões que montavam. Não tinham corações puros, a ligação não era completa e nós sofríamos pela ignorância daqueles que deveriam ser nossos companheiros. (Conto: Do Outro Lado da Porta, de Tatiane Durães) 


Quem me conhece sabe que esse não é um dos meus gêneros prediletos. Contudo, às vezes, vale a pena sair da zona de conforto. E foi o que aconteceu.

IMAGINARIUM é uma odisseia fantástica, onde o leitor se verá entre bruxas, sereias, dragões, piratas e tantos outros seres mágicos. A criatividade é ampliada, nos conduzindo ao irreal, tornando de cada conto um grato entretenimento. É óbvio que cada qual tem sua particularidade, e, ainda assim, embarcamos em diversas aventuras, algumas assustadoras e outras um tanto utópicas, o que condiz com o que fora proposto. Por fim, para você que curte contos de fantasia, eis essa boa pedida. o/

Os contos são narrados em primeira e terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no padrão digital; e a capa é bonita, estampando seres mágicos. 


Antologia: IMAGINARIUM
Organizadora: Susana Silva
Autores: Susana Silva, Nanda Cuzo, Gê Benjamim, 
Tatiane Durães, Graci Rocha, Leanderson Silva,
Carla de Sá, Estefany Cavalcanti, S.S Days e Mirian Fidelis Guimarães
Gênero: Contos/Fantasia
Publicação  Independente
Ano: 2018
Páginas: 216

16 de fev. de 2019

[Conto]: INVÍDIA, DO DESEJO AO CASTIGO — de Simone Pesci

Eu escrevi esse conto para participar de uma antologia inspirada nos sete pecados capitais, mas, infelizmente, não rolou o projeto. Desde então o conto está engavetado, pensei em colocá-lo na Amazon, mas, por fim, estou disponibilizando ele aqui no blog. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o conto INVÍDIA, DO DESEJO AO CASTIGO. Vem junto! o/ 


Sinopse: Patrick perdera a mãe aos oito anos e ficara aos cuidados do pai, um inclemente comandante da tropa inglesa. Ainda na infância conheceu Henry, que passou a ser o seu único amigo — e, juntos, foram treinados para se tornarem combatentes inclementes. Com o passar dos anos, Patrick passou a ser o comandante, tendo Henry como o seu braço direito. Contudo, no momento que soube que o seu melhor amigo estava noivo de uma bela jovem, a inveja apoderou-se de si, conduzindo-o a caminhos obscuros, ansiando pela felicidade do amigo. Será que Patrick conseguirá deixar de cobiçar a felicidade alheia?! Venha descobrir com INVÍDIA. 





INVÍDIA, DO DESEJO AO CASTIGO
Copyright © 2019 Simone Pesci 



Aos oito anos Patrick ficara aos cuidados do pai, Thomas Carter, um comandante inclemente da tropa inglesa. Sua mãe, Mary Carter, veio a óbito repentinamente, de algo que ninguém soube dizer. As lembranças foram sucumbindo o que de bom havia em seu coração, fazendo com que uma triste anedota tamborilasse em seus ouvidos.


“A coragem está em seu sangue, da mesma forma que a inveja inflama sua essência. Seja merecedor de suas conquistas, e que a inveja não o envolva em ebriedade...”, foram as últimas palavras da mãe. 


Os anos passaram e as palavras deixaram de ter importância. Patrick fora treinado para tornar-se um combatente inclemente. Ele conhecera ainda na infância, Henry, filho de Hugh Swayze, braço direito do seu pai. E teve como refúgio aquela única e verdadeira amizade.

Patrick era brindado com um porte físico mediano, além de uma beleza deslumbrante, com seus olhos cristalinos de tom azul, além de cabelos pretos lisos e abaixo dos ombros. Henry, por sua vez, era de porte físico gigantesco e uma beleza rústica, com olhos escuros e penetrantes, salvo seus cabelos castanhos encaracolados, também abaixo dos ombros. Entre os dois havia um diferencial: um era o desfastio humanitário; já o outro era a afecção humanitarista. E o falecimento de Thomas Carter sobrechegou, fazendo de Patrick o comandante da tropa inglesa.




— O que escondes atrás de ti? — Patrick questionou Henry.

Eles estavam em uma das aldeias que, de tempo em tempo, passavam para cobrar impostos.

— Nada importante! — respondeu Henry.

Ambos se colocaram numa análise intensa.

— Interessante! — disse Patrick, ao se aproximar e avistar uma bela jovem.

— Patrick... — Proferiu Henry, estufando o peito. — Apresento-lhe Hester Evans, minha noiva.

Um terrífico silêncio se fez presente.

Patrick intercalou o olhar entre Henry e Hester.

— Noiva? — Patrick emitiu, incrédulo.

E mesmo demonstrando-se seguro, Henry sabia do risco que corria. Ter um amigo ególatra e cobiçoso o assustava. Hester empertigou-se em cumprimento, recebendo como retribuição o mesmo gesto. Patrick passou a observar o pequeno local que a jovem vivia, um casebre aconchegante, uma discrepância para uma jovem sem recursos.

— Até mais, Srta. Hester! — Patrick despediu-se.

Henry também despediu-se, apenas com um aceno de cabeça, a fim de não despertar o interesse do amigo. O dia transcorreu sem alardes, mas, ao final da jornada, Patrick indagou Henry.

— Estou curioso... Como uma jovem sem qualquer recurso consegue se manter?

Henry respirou fundo, e já se dando conta de que viriam mais perguntas, replicou:

— Ela morava com a mãe, que adoeceu e veio a óbito tempos atrás — Henry foi direto com as palavras. — Acho melhor cessarmos esse inquérito.

A fim de consumir alguns copos de cerveja e preencher o estômago vazio, Henry deus às costas e seguiu até a taverna. Por tempo indeterminado conversou com outros combatentes, além de saciar a fome. Patrick, por outro lado, passava dia e noite vislumbrando Hester como sua. E mesmo sendo disputado por belas damas, fez da noiva de Henry sua obsessão. Relembrou de vários instantes em que o amigo esteve ausente, provavelmente desfrutando de ínfimos momentos ao lado da amada. E mais terrível foi constatar que Henry a mantinha, oferecendo-lhe conforto e amor.

A ambição de tê-la para si chegou em alta voltagem, desconsiderando o sentimento vigente que o amigo sentia. Patrick passou a observar o casal às escondidas. O tempo passava e ele não aceitava tamanha felicidade, o que o fez se envolver com mulheres da vida e, ainda assim, não deixar de invejar o combatente amigo.

20 de nov. de 2018

[Falando em]: UM TOQUE DE SOLIDÃO — de Danilo Barbosa

Hoje trago a resenha de um conto que me fez refletir muito. A propósito, anos atrás li um livro do autor (para conferir a resenha, clique AQUI) que gostei muito. Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "UM TOQUE DE SOLIDÃO", do autor Danilo Barbosa, uma publicação independente. Vem junto! o/



Sinopse: Quando duas pessoas completamente diferentes se apaixonam, tudo pode acontecer. Bento, um nerd assumido, sabia que tinha se apaixonado pela tatuadora Ariel à primeira vista. Apesar de serem completamente diferentes, os dois tinham tudo para viverem o divertido "felizes para sempre", mas um desentendimento pode colocar tudo a perder... E agora, como dar uma final feliz para esta história? Nada que "Um toque de solidão" não resolva! Apaixone-se por esta história inusitada, onde você irá rever o quanto perdemos da vida nas nossas rotinas. Duvido que, ao terminar esse conto, não passe a rever os próprios conceitos.


"É sobretudo na solidão que adentramos a realidade..." 

Um conto reflexivo!

A vida e sua improbabilidade se faz presente, especialmente quando um nerd e uma tatuadora se apaixonam. 
Um casal que ninguém imaginou ver longe um do outro. Bento, um proeminente jornalista web; Ariel, a tatuadora de um grande estúdio. O alto e magrelo com cara de nerd e a tatuadora baixinha e gordinha, vestida como uma pin up. Duas pessoas tão diferentes, mas que combinavam tanto... (Conto: Um Toque de Solidão, de Danilo Barbosa)
(clique na imagem para  maior resolução)

O casal se casa, porém, depois de um tempo, o amor entre ambos é posto na corda bamba, devido ao excesso de trabalho (entre outras coisas), separando-os.
Excesso de amor traz consequências... De solidão também. Então, por mais que não possa parecer importante para muita gente, Bento sem Ariel — ou vice-versa  causou um verdadeiro caos, que se não tivesse visto, sei lá se iria acreditar. (Conto: Um Toque de Solidão, de Danilo Barbosa)
Bento recebe a visita da Sra. Solidão, que o alerta dos perigos iminentes e o faz enxergar o quão precioso é viver. 
Bento tinha cada vez mais a certeza de que, às vezes, era preciso perder, e perder feio, para ganhar. No caso dele, precisou que uma catástrofe desconhecida, quem sabe a nível mundial, tirasse de sua frente tudo que conhecia para enfim criar coragem de ir atrás da mulher que amava. (Conto: Um Toque de Solidão, de Danilo Barbosa) 
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

UM TOQUE DE SOLIDÃO é um conto que fala sobre a solidão e suas consequências. No caso de Bento, assim como tantos outros (inclusive eu), muitas vezes achamos que o essencial é o mundo ao alcance de um botão, e com isso deixamos de viver (ou vivemos para aquilo que não é viver). Nesse ínterim, acabamos por nos acostumar com nossa unilateralidade. A trama é composta por uma singela e bela narrativa, vale muito a pena a reflexão que leva consigo. Eu, particularmente, senti um despertar, créditos que dou a sábia Sra. Solidão. Por fim, para você que curte uma leitura rápida e reflexiva, eis essa excelente pedida.

O enredo é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está no padrão digital; e a capa estampa ninguém menos que Bento, o protagonista.


Conto: UM TOQUE DE SOLIDÃO
Autor: Danilo Barbosa
Publicação  Independente
Ano: 2014
Páginas: 34

8 de nov. de 2018

[Falando em]: Os Minutos — de Roberta Del Carlo

Eu baixei essa coletânea com cinco contos gratuitamente e não hesitei em lê-la. A propósito, já li uma das obras da autora (para conferir a resenha, clique AQUI), que, por sinal, curti muito. o/ Agora convido a todos para conferir a sinopse e o que eu achei de "OS MINUTOS", obra de Roberta Del Carlo, uma publicação independente. 


Sinopse: Você já parou para pensar na quantidade de coisas boas e ruins que podem acontecer em minutos? Cinco contos maravilhosos que levam para o mesmo caminho: Os minutos e tudo o que pode ser feito, pode ser um pensamento, uma atitude ou um simples pensamento. Venha se envolver com esses contos maravilhosos. 



"Porque o que vale é cada minuto..."





Uma leitura prazerosa!

Por tratar-se de uma coletânea com cinco contos, antes de dar o meu parecer, deixarei três quotes.
Mas, logo a dúvida chegava como uma vizinha chata, depois o medo como um amigo chato que aparecia sem ser convidado, e o tempo passava como uma amiga legal que estava apressada. (Conto: O Velho do 52, de Roberta Del Carlo)
Alguns detalhes de uma vida não poderiam ser compartilhados dessa forma a quaisquer olhos, pois um detalhe pode se tornar uma importância perigosa. Cada segredo vira uma arma letal, e virando um trunfo para aqueles que já estão condenados a própria sorte. (Conto: Carolina tem que morrer, de Roberta Del Carlo) 
Então, ela vem, senta-se na cadeira menos confortável da casa, escuta algumas músicas, relembra alguns nomes e depois, vai embora. Porém, agradeço silenciosamente durante as minhas rezas a sua falta de notícias e sabem como isso aconteceu? Quando ela chegou em sua última visita deu de cara com a esparramada no sofá a tal, Felicidade. As duas não se bicam muito bem. (Conto: Angústia, de Roberta Del Carlo) 



OS MINUTOS é, literalmente, uma ampulheta da vida, onde cada segundo pode ser fatal, dando sentido (ou não) as coisas. Os contos são reflexivos, cada qual deixando a sua mensagem. A escrita da autora é singela e envolvente. Eu, particularmente, fiquei presa a dois contos: "Carolina tem que morrer", uma história instigante e "Angústia", um texto mais breve e reflexivo. Por fim, para quem curte uma instigante e breve leitura, eis essa boa pedida. o/

Os contos são narrados em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está boa, no formato digital; e a capa estampa uma ampulheta. 


Contos: OS MINUTOS
Autora: Roberta Del Carlo
Gênero: Coletânea de Contos
Publicação  Independente
Ano: 2018
Páginas: 57

6 de out. de 2018

[Conto]: GAROTAS SÓ QUEREM SE DIVERTIR

Nascida em uma família nada convencional, Clara seguia os dias de forma mecânica. Os pais seguiam a ideologia “paz e amor”, repelindo os valores que a sociedade impunha. Eles se mantinham com o pouco que ganhavam, empenhando-se em vender as poucas bijuterias que confeccionavam. A garota questionava-se sobre o comportamento dos pais, vivendo de forma tão isenta. Um tanto confusa, arriscou-se em ser como eles. E querendo conhecer o mundo, aceitou o convite de duas amigas, partindo para uma festa. 

— Garota, quando que você vai viver sua vida direito? — questionou a mãe. 

Isso passou a ser um problema, pois Clara pegara gosto pela coisa, e de convencional passou a ser uma beberrona convicta. 

— Mamãe, nós não temos boa vida pra isso — seu tom de voz era sarcástico. — Além do mais, eu e as garotas só queremos diversão. 

A mãe ficou sem palavras. “Como impor padrões quando origina-se nada convencional?!”, concluiu a matriarca. 

As noites maldormidas passaram a ser corriqueiras, fazendo com que Clara levasse duas advertências no trabalho. Os pais ficaram preocupados, pois se Clara perdesse o emprego, a renda familiar passaria a ser microscópica. 

Ela recebia ligações no meio da noite, o que deixava seu pai irritado: 

— O que você está fazendo da sua vida? — questionou o pai, segurando-a com força pelo braço direito. 

Agora Clara permitia-se repelir os valores morais, passando a viver uma nova ideologia: permeada em baladas, destilados e garotos. 

— Papaizinho, saiba que você ainda é o número um. Afinal, eu e as garotas só queremos nos divertir... — concluía de forma ébria. 

Depois de mais uma noite de farra, passou a atender um cliente de forma desatenta. O supervisor a chamou de canto e lhe disse: 

— Eu deveria demiti-la, mas vou dar uma colher de chá! — ameaçou-a apontando o dedo indicador em seu nariz. 

Irritada ao relembrar tal infortúnio, resolveu novamente divertir-se, tendo como companhia uma forte ressaca. 

Clara perdera o emprego. 

— Como faremos agora? — questionou a mãe. 

Por tempo indeterminado, ela pensou... 

— Como faremos agora? — perguntou a mãe, mais uma vez. 

Clara refletiu mais um tempo... 

— Tem biju pra vender? — interrogou a matriarca. — Posso sair pelas ruas, tentando vender. 

A mãe espantou-se com a resposta, enquanto Clara imaginava o quão perfeito seria caminhar pelas ruas, cantarolando e tentando vender algumas peças mal-apessoadas. E fora no café da manhã que o pai ergueu o braço esquerdo, chacoalhando algumas das quinquilharias que confeccionava. 

— Brindemos! — disse o pai, erguendo uma xícara de chá com ervas diversificadas. — Paz e amor! E que você venda tudo. 

Clara partiu, permitindo-se trabalhar no seu tempo, além de conseguir vender todas aquelas manilhas. Por consequência, até as amigas comemoravam sua nova condição. As festas passaram a ser em sua casa, sem restrições e ouvindo clássicos dos anos setenta, transformando todos em ébrios estandardizados.




 
**Para conferir esse e outros nove contos inspirados em canções, 
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2 de ago. de 2018

[Lidos]: Julho de 2018

Olá, lovers!
Como vocês foram de leituras?! Pois bem, eu me encontrei em cinco leituras de parceria. 💘💘💘 Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Julho. Vem junto! o/


[clique no título da obra para conferir a resenha]:

24 de jul. de 2018

[Crônica]: As Moscas Também Amam

A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos… Se é que teria tal utilidade! 

Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo aquilo que é desprezado pela espécie dominante na Terra. 

Pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos. 

Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo. 

Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação – precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo. 

Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou em uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante. 

A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem. 

Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho. 

Cheia de amor e boas intenções a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube porque, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado. 

Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas. 

Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outras milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem. 

[Via]: Corrosiva

19 de jul. de 2018

[Falando em]: Você e outros pensamentos que provocam arrepio — de Fred Elboni

Eu recebi essa lindeza de livro em parceria com a editora Sextante/Arqueiro, para resenhar no blog "Uma leitura a mais" e, claro, aqui também (P.S.: Obrigada, Arqueiro!) 💘💘💘. A propósito, já faz um bom tempo que acompanho e sou fã dos textos/pensamentos do Fred Elboni. Agora convido a todos para conferir a sinopse, teaser trailer e o que eu achei de "Você e outros pensamentos que provocam arrepio". Vem junto! o/


Sinopse: Você e outros pensamentos que provocam arrepio traz 50 crônicas que retratam as relações amorosas com sensibilidade e irreverência. Profundo conhecedor da alma feminina, Fred Elboni já vendeu cerca de 200 mil exemplares. Agora, em seu sexto livro, ele revela seu amadurecimento como escritor num prazeroso diálogo que desafia as mulheres a encontrarem a própria liberdade, buscando dentro de si o poder e a coragem de se despir de seus medos, pudores, preconceitos e inseguranças. Com uma linguagem leve e sexy, Fred apresenta pequenos flashs do cotidiano em deliciosos textos sobre paixão, sexo, encontros casuais, saudade, intimidade e afeto, explorando as múltiplas e imprevisíveis maneiras de experimentar o amor  e a si mesmo.


P.S.: Vídeo editado por Simone Pesci


"Porque o melhor arrepio é o do coração..."





Eis um belo varal de emoções!!!

Esse não é o meu primeiro contato com um texto do Fred Elboni, pois como já disse, eu o acompanho nas redes sociais. Contudo, é o primeiro livro dele que leio. o/ Trata-se de crônicas/contos escritos com coração, para tocar corações. Abaixo segue três quotes:


(clique na imagem para maior resolução)

É engraçado, mas quando digo que quero um amor de domingo todos se entreolham e me encaram, assustados, como se eu precisasse sempre viver um amor de sexta-feira. Mal sabem que todos os meus amores até hoje foram de sexta-feira. Eu sei: há quem procure um amor de sexta-feira porque já viveu muitos amores de domingo. Mas eu quero um amor de domingo porque os de sexta-feira eu já vivi todos os segundos. São as fases da vida, ora calmaria, ora aventura. (Livro: Você e outros pensamentos que provocam arrepio, Pág. 22)
A saudade brinca de doer e, injustamente, tira para dançar quem nunca ensaiou o adeus. Ela é uma lembrança de que houve o amor, seguida de dores que transportam a alma para um passado bonito, mas distante. Sentir saudade é perceber que alguém deixou em nós mais de si do que poderíamos suportar. (Livro: Você e outros pensamentos que provocam arrepio, Pág. 36)  
Beijar você é um toque que faz contas na intimidade, que envolve carinho e uma canção da qual já compramos todos os direitos emocionais. Cantar pensando em você é uma brincadeira gostosa demais para não fazer com toda a verdade que há. (Livro: Você e outros pensamentos que provocam arrepio, Pág. 50)   

(clique nas imagens para maior resolução)



Com uma escrita singela e envolvente, algo que já era de se esperar, fui conduzida a um amontoado de sentimentos adversos, marca registrada do autor.

VOCÊ E OUTROS PENSAMENTOS QUE PROVOCAM ARREPIO é um despertar da alma, um conglomerado de sensibilidade. Entre crônicas/contos que falam do cotidiano e, claro, sobre o amor, fui conduzida a questionamentos que tamborilam na minha cabeça... Um verdadeiro varal de emoções. Trata-se de um livro para quem é provido de coração, independente do sexo (se homem ou mulher). O autor tem uma singularidade que nos suga de forma bela, entre narrativa e poesia. Além das crônicas/contos, o leitor é presenteado com uma obra de arte, com algumas ilustrações, além de uma cartela de ímãs com uma das ilustrações e algumas frases. A capa, assim como o miolo, é linda de viver... Uma arte espetacular onde a alma feminina é despida. Por fim, para quem é apaixonado por textos adornados em coração, eis essa belíssima pedida.

O livro é narrado em primeira pessoa, com narrativa de fácil compreensão; a diagramação está perfeita, com espaçamentos e fontes em bom tamanho; e a capa, como eu bem já disse, é uma obra de arte, onde a alma feminina está despida para um novo florescer. 


Livro: Você e outros pensamentos que provocam arrepio
Autor: Fred Elboni
Gênero: Crônicas/Contos
Editora: Sextante/Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 176

12 de jul. de 2018

[Falando em]: Razão Para Ser Louca — de Ana Costa

Eu recebi essa lindeza em parceria com a autora Ana Costa (PS.: Obrigada, Ana!) 💘💘💘. Trata-se do seu mais novo lançamento  Razão Para Ser Louca  um livro com contos e crônicas. A propósito, já li e resenhei o primeiro trabalho da autora (para conferir a resenha, clique AQUI). Agora confira a sinopse e o que eu achei deste lançamento, uma publicação do grupo editorial  Scortecci.


Sinopse: “Razão Para Ser Louca” é o novo livro da escritora Ana Costa, após o sucesso de “Volta, se houver motivo para voltar”, ganhador do prêmio Troféu Literatura 2017. No Razão para Ser Louca, 41 contos e crônicas se alternam entre vivências pessoais e anedotas kafkianas; situações cotidianas e extraordinárias; viagens e permanências; encontros e desencontros; impressões e expressões; medos e coragens; e encantamentos e desilusões. Todos narrados no estilo peculiar de Ana Costa, uma prosa direta, franca, e salpicada de muita emoção e, sobretudo, humor. Lembranças da infância; experiências de uma mãe de adolescente; amores europeus; vivências em Paris; cartas da avozinha querida; cargas mentais; bizarrices; e excentricidades também aparecem no livro, entre muitas outras razões para sermos loucos.


"Porque de louco, todo mundo tem um pouco..." 

Uma grata e animada surpresa!

Por se tratar de um livro de contos/crônicas, antes de dizer o que achei, deixarei abaixo três quotes.

(clique na imagem para maior resolução)

Enfim, na medida em que a vida passa, questiono mais e mais. E hoje a metade de minha alma, aquela que é anarquista, acordou com uma vontade danada de sentar com Deus e entender seus mistérios. Por várias razões, sobretudo, porque Ele poderia ter sido menos gozador quando formatou a espécie humana. (Livro: Razão Para Ser Louca, Pág. 33)
É assim, caro leitor, geralmente os doidos fazem coisas incompreensíveis na visão dos ditos normais, e em contrapartida, os ditos normais também fazem coisas incompreensíveis na visão dos doidos. As forças se convergem, ou seja, somos todos igualmente doidos. Afinal de contas, de acordo com Machado de Assis "de médico e louco todo mundo tem um pouco". Cada um a seu nível, cada um com sua loucura. É daí que vem a graça. (Livro: Razão Para Ser Louca, Pág. 111)
Como o tempo não para, quando me dei conta já era  hora de retornar. Voltei compreendendo que o mundo está cheio de razões para ser louca, basta ter maturidade para encará-las  viajar é uma delas. O amor também. (Livro: Razão Para Ser Louca, Pág. 122)
Com uma narrativa envolvente e — diga-se de passagem — para lá de engraçada, marca registrada da autora, fui conduzida a um amontoado de acontecimentos.


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RAZÃO PARA SER LOUCA é uma sequência de contos divertidos e, ao mesmo tempo, reflexivos. Como já era de se esperar, eu me identifiquei com os pensamentos da autora e a cada virar de página pensava: "O que será que ela aprontou agora?!" Trata-se de relatos do cotidiano, narrados de forma singela e levando consigo uma verdadeira e cômica mensagem. A autora, por mais uma vez, está de parabéns!!! Além de inteligente e carismática provou novamente ser uma excelente contadora de histórias. Tenho por mim que quando a conhecer pessoalmente não conseguirei segurar o riso... Essa é a sensação que a leitura nos deixa, com ensinamentos e uma mente maquinando sobre todo tipo de assunto. Por fim, para quem curte uma leitura rápida, instigante e animada, eis essa excelente pedida. EU. MEGA. RECOMENDO. o/

Os contos/crônicas são narrados em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está ótima, com bons espaçamentos e excelente tamanho de fonte, adornado em papel pólen (o amarelinho); e a capa é singela e instigante, estampando o título da obra e o nome da autora.


Livro: RAZÃO PARA SER LOUCA
Autora: Ana Costa 
Gênero: Contos/Crônicas
Ano: 2018
Páginas: 141

5 de jul. de 2018

[Lidos]: Junho de 2018

Olá, lovers!
Como foram de leituras?! Eu me enveredei em cinco leituras, duas delas (OS LEGADOS DO SOL E DA LUA e O LADO FEIO DA AMOR) eu reli; DESCONCERTOS recebi em parceria com o autor Ricardo Tagliaferro e os outros três: A CAPELA, DANGE ROCK e PARAÍSOS SELVAGENS eu baixei gratuitamente em formato digital. Todas as leituras foram excelentes e ganharam um lugar especial do lado esquerdo do peito. Abaixo deixarei o link das resenhas. Vem junto conferir! o/


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**Clique nos títulos para conferir as resenhas:

21 de jun. de 2018

[Falando em]: Desconcertos — de Ricardo Tagliaferro

Eu recebi essa lindeza em parceria com o autor Ricardo Tagliaferro. A propósito, quero agradecer o autor pela confiança e parceria. 🌷🌷🌷 Esse é o meu primeiro contato com um de seus textos e já adianto que: "Eu leio até mesmo a lista de compras do Ricardo!" o/ Confira agora a sinopse e o que eu achei de DESCONCERTOS, uma publicação independente. 


Sinopse: Desconcertos é uma coletânea de contos que retratam a vida normal de pessoas comuns em seu cotidiano rotineiro. Um homem bem-sucedido, mas infeliz; um fotógrafo abandonado por sua maior inspiração; um violinista com vontade de largar tudo; um padre desacreditado; e alguns outros relatos de quem decidiu viver à sua maneira. Histórias fictícias que muito bem poderiam ser reais... e talvez até sejam. O que difere a vida dessas pessoas da nossa é o infortúnio. Não se assuste caso se depare com um caso em que se identifique. A vida é nada mais do que isso: viver. 


"Porque somos todos eternos desconcertos..." 

Um belíssimo grito no escuro!

Por se tratar de uma coletânea de contos, cada qual com sua particularidade, antes de dar o  meu parecer deixarei abaixo três quotes da obra. 

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Ela, agora casada, seguia radiante para o fim já esperado. Ele, conformado, seguiu o caminho oposto, talvez obscuro, que o condenava. Duas vidas divididas pelo poder do livre arbítrio. Dentre todas as grandes escolhas, optou por ser padre, mas, se pudesse, teria escolhido não celebrar o casamento do amor de sua vida. (Conto: Enlace, Pág. 31)
Na manhã seguinte não havia ele, não havia ela, havia apenas as ondas libertadoras. Para os dois, as coisas mais importantes no final de suas vidas eram o mar e amar. (Conto: A Ilha, Pág. 79)
Ele encontrou dentro de casa a felicidade que tanto procurava fora, e fora castigado com o abandono. Não pela mulher com quem escolhera viver até o fim da vida, e sim pela própria mente, que o enganou, fazendo-o acreditar que, às vezes, tentamos plantar algo na terra do outro sem saber que a nossa terra, de todas, é a mais fértil. (Conto: Cotidiano, Pág. 115)
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DESCONCERTOS é um farfalhar de sentimentos adversos, um retrato real da vida. O título da obra condiz com o seu propósito, apresentando contos singulares, cada qual adornado em sabores e dissabores. Há em cada conto um traçado melancólico, com infortúnios dos quais muitos são fadados. Trata-se de uma leitura rápida e de fundo reflexivo. Eu, como uma boa admiradora de textos que conduzem o coração, ADOREI!!! ♥♥♥ Por fim, para quem é apreciador (a) de uma breve leitura e recheada de sentimentos, eis essa belíssima pedida. o/

Os contos são narrados em primeira e terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com bom espaçamentos e fontes um pouco maiores (o que facilitou ainda mais a leitura), adornada em papel pólen (o amarelinho); e a capa é singela e bonita, estampando o título da obra e o nome do autor.


Livro: Desconcertos
Autor: Ricardo Tagliaferro
Gênero: Coletânea de Contos
Publicação  Independente
Ano: 2018
Páginas: 138

1 de jun. de 2018

[Lidos]: Maio de 2018

Olá, lovers!
Como foram de leituras?! Bom, eu me enveredei em cinco leituras, cada qual me tocou de uma forma. E já adianto que amei todas!!! 💘💘💘 Agora convido vocês para conferir as minhas leituras de Maio. Vem junto! o/

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[clique no título para conferir a resenha]:

28 de mai. de 2018

[Falando em]: Oito — de Décio Gomes

Que sou fã do autor Décio Gomes isso não é novidade. o/ A propósito, já li os três livros da série IN NOMINE PATRIS e afirmo que foi a partir dessas leituras que me tornei fã (para conferir as resenhas, clique AQUI, AQUI e AQUI). E assim que vi essa antologia disponível para download gratuito, não hesitei em baixá-la. Agora convido a todos para conferir o que eu achei de "OITO", uma antologia com oito contos, uma publicação independente. 


Sinopse: Entre o terreno e o etéreo existem muitos mistérios. Entre o céu e o inferno existem inúmeras portas. Entre a vida e a morte, também, existem inúmeras conexões. E o número oito está ligado a cada uma delas. Seja um equilíbrio cósmico, seja um círculo ou um quadrado, seja este mundo ou o intermediário: tudo está representado dentro de um oito, que de pé indica quantidade, e que deitado incorpora o infinito. Oito histórias. Oito sentimentos. Oito formas de se dizer o que está por dentro. Oito olhares. Oito cores: oito forma de falar de dores e amores. 


"Porque para cada conto há de se ter uma grande história...' 

Uma antologia maravilhosa! 💘💘💘

Por tratar-se de uma antologia, cada conto leva sua dosagem de particularidade: uns dramáticos, outros românticos e, claro, como marca registrada do autor, há também aqueles com sua  pitada de terror. Abaixo deixarei três quotes de contos que amei (se bem que gostei de todos). rs
Nara não sabia — e talvez nunca viesse a saber —, mas o que o filhote de pelos amarelos queria mesmo dizer, com o primeiro miado de sua vida, era a palavra que completava o chamado daquela que havia dado-lhe um lar não apenas naquela vida, mas também na anterior. Ele queria dizer... “Polo”. Ele queria dizer... “mãe”. (Antologia: Oito, Conto: Marco Polo) 
A faca de caça foi mais uma vez retirada da cintura, e o colecionador de máscaras estava finalmente pronto. Começaria ali, naquele exato minuto, o maior massacre de assassinatos em massa que o mundo chegaria a conhecer. (Antologia: Oito, Conto: O Colecionador de Máscaras) 
Mancando e ainda com a mente a girar, Jullian foi levado pelo centro da capela. Ao chegar à entrada, antes de deixar a pequenina capela em construção, não teve a certeza de ter ouvido certo ou de apenas ter sofrido um devaneio, mas conseguiu escutar, ao pé de seu ouvido, um sussurro gelado e suave formado por um coro de vozes combinadas: “Liberdade…” (Antologia: Oito, Conto: As Almas dos Enforcados)

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Excelentemente escritos e pra lá de instigantes, a cada virar de página eu me sentia mais envolvida e ansiando por mais.

OITO é uma coletânea de contos que retrata de tudo um pouco, cada qual com sua característica. As histórias começam diminutas e conforme a leitura foi fluindo, envolveu-me de forma que me fez desejar um livro para cada conto. Pois bem, o autor tem dessas, pois sabe como ninguém contar histórias que prende o leitor... E com OITO não seria diferente!!! Para quem curte uma leitura rápida e pra lá de instigante, eu mega indico essa antologia. o/

O livro tem contos narrado em primeira e terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, em formato padrão digital; e a capa é belíssima, mostrando um pouco de cada conto. 


Antologia: Oito
Autor: Décio Gomes
Publicação  Independente
Ano: 2017
Páginas: 180

20 de mai. de 2018

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Ei, você... Está a fim de se encontrar em ótimas leituras?! Então convido a todos para ler DEZESSEIS - A ESTRADA DA MORTE e CONTANDO A CANÇÃO. O primeiro é inspirado na canção de mesmo título, da saudosa banda Legião Urbana — e o segundo é uma antologia com 10 breves contos inspirados em canções, entre elas com o repertório da Legião Urbana, Nirvana, Ira, Skid Row, Kid Abelha, Van Halen, Arnaldo Antunes e Nando Reis, Cindy Lauper, Jota Quest e, por fim, George Michael. Ambos projetos estão com excelentes avaliações e preço acessível, além de estarem disponíveis no Kindle Unlimited. Caso você não tenha o aparelho Kindle para leitura, basta baixar gratuitamente o aplicativo para o seu smartphone, tablet ou computador. Bem-vindos à estrada da morte e ao universo da vívida partitura!!! 🎶 📖 🎶




Adquira os e-books, AQUI.
✔ Baixe o aplicativo Kindle gratuitamente, AQUI

6 de mai. de 2018

[Falando em]: Amei Te ver — de Michael Josh

Eu recebi o pdf deste conto antes mesmo de ser lançado em formato digital, direto do amigo/autor Michael Josh. 💘💘💘 Sinto-me honrada por lê-lo antes de todos. Agora te convido a conferir a sinopse e o que eu achei de "Amei Te Ver", um conto que estará disponibilizado gratuitamente (como divulgação do autor), uma publicação independente. Vem junto! 


Sinopse: Você tem uma amizade que nunca mudou... Indiferente do tempo que se passe ou das coisas que acontecem em sua vida? Essa é a amizade de Renata e Felipe. Mesmo com todas as dificuldades que a vida colocou entre os dois, o que ambos sentiam um pelo outro sempre foi inabalável. Até que a vida lhes pregou uma peça. Renata e Felipe irão aprender o significado de um sentimento que preferiram não rotular. “Amei te ver” é uma história sobre amadurecimento e de altos e baixos, tal como a vida deve ser. Será que a amizade será suficiente para suportar todas as dificuldades que a vida colocar em seus caminhos?


"Porque, às vezes, reviver é viver..."






Um lindo conto! 💘💘💘

Felipe é um garoto que sempre tira notas baixas. Renata é uma garota esforçada, mas parece que nada entra na sua cabeça. Ele detesta tabuada. Ela tem dificuldade com as sílabas. Eis que ambos se tornam amigos.

 Você deu uma lição neles...  Renata comentou quando os dois desistiram ou se cansaram da briga. (Conto: Amei Te Ver, de Michael Josh)
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A amizade continuou com o passar do tempo, porém Felipe fez uma confissão...
 Eu beijei a Suelen! (Conto: Amei Te Ver, de Michael Josh)
Apesar de triste com tal confissão, o que realmente a deixou devastada foi saber que os pais do amigo estavam se separando e, com isso, Felipe se mudaria com a mãe para outro estado.
 Ótimo... Eu suportaria qualquer coisa nessa vida, menos perder meu melhor amigo. (Conto: Amei Te Ver, de Michael Josh) 
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.

AMEI TE VER é nada menos que um conto marcado por despedidas e reencontros. Um sentimento vigente e, ao mesmo tempo, oculto. A mais linda forma de se amar. O desfecho tamborila no peito como uma triste anedota, contudo deixa nas entrelinhas uma linda mensagem. EU AMEI O CONTO! Em verdade, queria que o autor o torna-se um livro.

O conto é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação (em pdf) está boa; e a capa é linda de viver, estampando o casal protagonista. Por fim, para quem curte uma leitura rápido e que toca o coração, eis essa belíssima pedida. Logo menos o conto estará disponível na Amazon.


Conto: Amei Te Ver
Autor: Michael Josh
Gênero: Drama/Romance
Publicação Independente
Páginas: Aproximadamente 25
Ano: 2018

5 de mai. de 2018

[E-books gratuitos]: Dias 05, 06 e 07 de Maio

Geinteinnn... "Johnny e o seu Opala azul metálico" e "Contando a Canção" estão no 0800, op's, gratuitos até segunda-feira (dia 07/05). Para quem não tem o aparelho Kindle para leitura, basta baixar gratuitamente o aplicativo no seu smartphone, tablet ou computador (deixarei o link abaixo). Bem vindos à estrada da morte e ao universo da vívida partitura!


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