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23 de mai. de 2018

Sobre a preguiça de ser criativo...


Por onde anda a criatividade?! Há clichê em tudo, ou seja, no romance, no drama, no suspense, no investigativo e pasmem, até no terror. A pergunta é a seguinte: O que de fato está acontecendo?! Por onde caminha a criatividade?!... Por onde caminha os acontecimentos que se interligam na trama e fazem todo o sentido?!... Por onde anda o ápice da trama com grandes revelações?!... Por fim, onde se encontra a razão do por quê?! Vou dizer, estou cansando de ler alguns nacionais, e digo isso com dor no coração. Eu não sou a perereca das galáxias em meus textos, mas tento usar da minha criatividade para elaborar um conteúdo — digamos assim — com conteúdo. Vamos vencer essa preguiça, com homens fodões e garotas puritanas, tampouco com garotas fodonas e homens puritanos. A vida, em sua totalidade, é paz, amor e guerra. Dedique-se mais ao conteúdo.

Abraços literários,
Simone Pesci 

26 de mar. de 2018

↓↓↓ Boicote pra quê?! ↓↓↓

Um país que luta entre esquerda e direita, ofendendo um ao outro e tentando boicotar tudo e qualquer coisa que vá contra o que pensa, pra mim é descartável. E foi por esse motivo, devido a nova série brasileira produzida pela Netflix, intitulada "O Mecanismo", que resolvi fazer essa postagem. Afinal, a hipocrisia rola solta, principalmente quando se ovaciona uma série espanhola que leva consigo um conteúdo parecido, e quando é para falar do Brasil... Não pode! Pois bem, eu não sou partidária, por isso não me inclua nessa porcentagem de imbecis. Você pode não concordar comigo, mas há de se refletir sobre o que "alienados em hipocrisia" reverba por todos os cantos, incitando violência e tantas outas coisas. Portanto, seja de esquerda... Seja de direita... Só não seja execução. Então vamos lá... 


Qual é a pauta da vez? Chega mais, deixa eu contar pra vocês... 
O MECANISMO 
Que tem uma platéia sem juízo. 

De esquerda ou de direita, é pura demência.  

Mas você é escritora, tem que dar sua opinião. 
Não, obrigada! Prefiro não entrar nessa confusão. 

Netflix, me dê uma Smart Tv... A maior que eu possa ter... Pra deitar no sofá e de lá me entreter. 

E se eu chegar a uma conclusão, ainda assim não entrarei em discussão. 

"Simone, você é uma cuzona sem opinião..." 

Não, amiguinho! Eu só não quero entrar nessa distração. Tampouco boicotar com uma gangue que tem apenas uma direção. 

E se já nos primeiros episódios eu não gostar, partirei para outra sem pestanejar. 

Via streaming é tudo de bão, principalmente pra quem tem depressão. 

E mesmo que a cabeça não estivesse trollada, continuaria assistir mais uma temporada. 

Não há mal no mundo que não dê pra consertar, desde que sua cabeça esteja no lugar. 

Prefiro continuar com os meus cloridratos de recaptação, em vez de entrar nessa autodestruição. 

E se alguém por acaso não me entender, peço desculpas, mas vai se foder. 

Aos menos dementes como eu, prazer, senta no sofá e vamos nos entreter. 


[Reflexão de]: Simone Pesci, em 26/03/2018 

17 de fev. de 2018

PORQUE HÁ TANTO ÓDIO NO MUNDO?

Não consigo acreditar no que meus olhos veem, 
Não vejo mais razão no que as religiões creem, 
Tenho que deixar de lado minha situação de mero expectador, 
Tenho que tomar atitudes diante de mais um fato aterrador, 
Era quase tangível seu descaso com a piedade, 
Você matou humanos como vermes, com muita crueldade. 
Porque há tanto ódio no mundo? 
Quando o fim do mundo chegar nada mais vai assustar, 
Mas e se ele nunca mais chegar, 
E se eu não estiver mais aqui pra testemunhar, 
Levante as mãos pro céu e comece a orar para o seu Deus de crença, 
Porque ele é diferente do meu e causador de toda esta desavença, 
O instinto fez sua mente doentia superar seu coração, 
E eu vi você deixar crianças mortas pelo chão. 
Porque há tanto ódio no mundo? 
Triste mesmo é ver tanta solidão espalhada por aí, 
Insano mesmo é a armadilha em que eu cai. 
O que fazemos de verdade pela paz? 
Olhamos sempre para um mesmo lado e o resto tanto faz, 
O que fazemos de verdade pra que as ideias se invertam a favor da paz? 
Nada, nada, em nossa alma em frangalhos a covardia jaz. 

[Texto de]: Altino Manoel 

7 de jan. de 2018

💘💘💘 BOYS DON'T CRY 💘💘💘

Se garotos choram, eu não sei. O que posso afirmar é que eu choro! Mas, antes disso, tenho que relatar o que me aconteceu. Não se trata de uma canção do "The Cure", se bem que ela se encaixa, em partes, com o que sinto. Então vamos lá...

               ---------- xxx ----------

 Foi um grande passo!  Disse minha irmã. 
"NÃO. FOI. UM. GRANDE. PASSO...", pensei. 
Minutos antes... 
GRANDE PASSO seria se eu não sentisse vontade de chorar junto com a garotinha, aparentemente com quatro anos, com um Danone em mãos e ansiando por outra coisa, provavelmente mais gostosa e mais cara. 
 Você não vai pegar Coca-Cola? 
 Não! 
 Por quê? 
 Porque não! 
 Mas se você não estivesse aqui eu pegaria  Insistiu minha irmã. 
Quem me conhece sabe como sou viciada em Coca-Cola, Pipoca e Doritos. 
 Tá! Mas estou aqui e não quero...  rebati num decibéis alterado. 
Em verdade, eu só queria sair daquele amontoado de gente. 
 Deixa eu voltar lá e pegar uma Coca pra você?! 
— CARALHO! EU. JÁ. DISSE. QUE. NÃO. QUERO. 
Naquele momento eu não queria. 
Agora eu quero. 
ESTOU EM CASA. 
Quero Coca-Cola. 
E Doritos. 
E pipoca. 
E paz. 
A propósito, o GRANDE PASSO será quando eu conseguir caminhar novamente sozinha. 
Obrigada! 
De nada.

[Texto de]: Simone Pesci

14 de dez. de 2017

O CÉU DE ABADON — por Erick Russeal

Os fudidos, os desajustados, os filhos da puta assim como eu, a puta toda gozada, bêbada e vomitada que paguei pra fuder, o traficante que pegou meu contato e manda o moleque sujo e todo rasgado deixar a maconha e o pó quando eu quero me entorpecer, o travesti que corrige meus textos, o suicida que logo cedo encontraram no beco, o padre pedófilo que dá o cu ao coroinha, o pastor safado que inventa mil e uma profecias para comer as irmãzinhas, o deputado ladrão, o Juiz que o livra da prisão, o presidente golpista e sua total falta de decoro, o bom marido que adora ser o corno, todos os santos abraçados com tantos loucos, comam agora a hóstia podre do meu corpo, bebam meu sangue com gosto de conhaque do porto, juntos vamos adentrar as portas da eternidade somos os verdadeiros herdeiros da verdade, testemunhas de um novo céu. 

[Por]: Erick Russeal

30 de nov. de 2017

↓↓↓ PARA REFLETIR ↓↓↓

Estamos numa odisseia insolente. O certo seria não enxergar cores, mas sim humanos. Ser negro não é o problema, o revés da humanidade é o que me preocupa. Dentre os ingredientes que faltam para o bolo, temos A FALTA DE RESPEITO E EMPATIA. Sem demagogia: "Hoje é dia de branco, mas a coisa tá preta!". E pior do que ser negro, amarelo, vermelho ou azul... É não ser."
↓↓↓



[Por: Simone Pesci]

21 de nov. de 2017

A geração de mulheres 'inamoráveis'

Uma vez, num bar, ela disse-me: "Neste mundo existem pessoas 'inamoráveis', e eu sou uma delas".

Aquilo intrigou-me durante toda a noite... uma palavra fora do dicionário que ela usava para se descrever, e porquê? Observei-a enquanto ela, tímida, finalizava mais um copo de cerveja. Eu estava com ela apenas quatro horas, quatro horas onde conversamos sobre filosofia, artes, astrologia, cinema e viagens... Quando ela se dirigia ao empregado de balcão, o bar inteiro parava para vê-la...  

Ela tinha o seu carro, a sua casa e era do tipo que não dependia de ninguém, então porquê pensar assim? Teria ela se fechado para os relacionamentos?

Ela fez uma cara de entediada e chamou-me para caminhar enquanto fumava um cigarro, até à saída sorriu e cumprimentou toda gente com aquele jeito danada e brincalhão de menina do mundo...

Aquilo tudo era muito pequeno e raso para ela, concluí eu.

Na rua todos passavam apressados, ela divertia-se com os animais abandonados, abaixou-se e entregou a sua garrafa de água para o morador da rua, explicou o endereço de um bar em alemão para um estrangeiro perdido que agradeceu com um sorriso, comprou chicletes de uma criança e na minha cabeça só ecoava: "inamorável"...

Foram horas a observar aquela mulher, até não me aguentar e voltar ao assunto... Eu queria entender melhor, eu queria uma definição como num dicionário. Então ela pegou na minha mão e puxou-me para um bar onde tocava uma banda de rock, ficou em silêncio por 30 minutos a observar tudo, até que disse:

 "Olha ao teu redor, estamos aqui já algum tempo e durante esse tempo passou por nós uma mulher a chorar porque o seu namorado terminou com ela ontem e hoje já está com outra, pois ele acredita que pessoas são substituíveis... naquela mesa ao fundo estão 10 pessoas e elas não conversam entre si porque estão muito ocupadas com os seus smartphones . Talvez aquela mulher de vermelho seja a mulher da vida do rapaz de azul, mas ele nunca saberá pois é orgulhoso demais para tentar se aproximar dela. 

Observa aquele rapaz de pólo no bar, é o terceiro copo de martini que ele toma enquanto olha para aquela loira, que por sua vez está a tentar chamar a atenção do vocalista da banda que fingirá que ela não existe por causa da ruiva e da morena que ele pega em dias alternados, e ele não pode ficar mal perante as outras.

Olha ao teu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos. Não fazemos mesmo parte disso! Entramos sem telefone na mão, na expectativa de encontrar pessoas simpáticas e interessantes, com conversas interessantes, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão querer-te porque tu moras longe, ou porque não gostam da tua cor de cabelo ou porque tu não curte os Beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém. 

Eu passo por essa legião de pessoas como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está ao seu redor enquanto procuram alguém no tinder ou em outro qualquer app de encontros.

E eu importo-me? Não mais. Sou inamorável porque não me importo com nada disso. Não me importo com nenhum desse estatuto, não me importo quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se teria que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um convite para ver o show dos Beatles porque é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Porque eu sou assim, e se antes era isso que as pessoas procuravam em alguém, hoje em dia somos considerados inamoráveis por acreditarmos no amor e por mantermos o coração e a mente aberta."

Naquele momento eu entendi-a, e apaixonei-me pelo mundo dela. 


[Texto de]: Akasha Lincourt
[Via]: Já Foste

20 de nov. de 2017

"Depressão é desconexão da alma"

Estou terminando a leitura do livro “O demônio do meio dia, uma anatomia da depressão”, de Andrew Solomom e, fechando o livro ao final de cada capítulo, me ponho a refletir sobre essa doença que atinge tanta gente em nosso tempo e que muitas vezes não é compreendida, diagnosticada ou cuidada como deveria. 

Eu não entendia a depressão, até que tive uma. 

Foi há dois anos, e levei todo esse tempo para conseguir falar sobre o assunto. A gente só entende realmente o que aconteceu olhando em retrospectiva, e é difícil falar da depressão durante a depressão. 

Hoje estou bem, recuperei minha vitalidade, minha energia, minha coragem e principalmente minha conexão com o mundo e com as pessoas. Voltei a me sentir a pessoa que sempre fui, a mulher ativa, animada, por vezes engraçada, enérgica e corajosa. 

Porém, conheci o outro lado, e isso me trouxe um entendimento maior acerca do inverno da alma. 

Ainda tomo o meu remédio, numa dose menor daquela que comecei. Pode ser que daqui a algum tempo eu consiga andar sozinha sem os comprimidos, mas antes quero me sentir totalmente segura. 

Antes de ter depressão, eu tinha uma curiosidade arrogante diante das pessoas deprimidas. Achava que sabia o que elas sentiam, e ficava indignada pela pouca força de vontade que apresentavam. Na minha ignorância, achava que o que elas sentiam era o mesmo que eu experimentava na TPM, um misto de sensibilidade com irritação, algo perfeitamente contornável com uma caixa de bombons. 

Eu era tão desentendida que não consegui identificar minha própria depressão. Porque eu imaginava que depressão era sinônimo de tristeza, e não reconheci que aquela perda de sentimento, aquele distanciamento da minha essência, aquela falta de sentido e aquele entorpecimento que eu experimentava era depressão. 

Não sei dizer o momento exato em que a depressão chegou. Também não consigo encontrar um motivo específico que tenha sido o gatilho para ela se manifestar. Ao mesmo tempo que havia muitos motivos, não havia nenhum. De repente me flagrei indiferente. Indiferente às conversas, ao trabalho, aos livros, ao dia que começava, à vida. Fiquei antissocial. Me encontrar com as pessoas, manter uma conversa, receber um telefonema… era uma agressão. Me agasalhava demais, mesmo em dias quentes, como se o excesso de roupas pudesse me proteger e me isolar do mundo. 

Passei um ano me sentindo assim, e nas festas de final de ano me sentia exausta. Me relacionar com as pessoas era exaustivo, exigia um esforço sobrenatural. Eu procurava disfarçar minha desconexão, não dava bandeira da minha apatia, mas algumas pessoas notaram. E elas foram fundamentais para minha cura. Agradeço às minhas primas, que com carinho e cuidado me confrontaram. Se interessaram. Me incomodaram. Não tentaram me divertir. Não tentaram dizer que a vida é linda e que eu tenho que valorizar. Não insistiram para que eu dançasse ou risse de uma piada. Nada disso teria funcionado, e poderia me afundar ainda mais. Elas acertaram quando me olharam com firmeza e disseram seriamente que eu deveria procurar um médico. 

Foi o que fiz. Fui diagnosticada com depressão, comecei a tomar remédio, ajustamos as doses e após um mês de adaptação (que pareceu uma eternidade) já estava me sentindo melhor. Voltei a reconectar-me comigo mesma, ganhei energia, passei a sair da cama bem disposta. 

Além dos benefícios esperados, tive outros ganhos. Me curei de diversas dores que eu frequentemente tinha e que médico algum conseguia resolver. Descobri que as dores que me acompanhavam há mais de dez anos eram psicossomáticas, e só se curaram com o antidepressivo. Talvez se a depressão não tivesse se manifestado em sua forma mais nítida, eu jamais teria descoberto que minhas dores físicas (e muito reais!) eram sintomas de um desequilíbrio emocional. Talvez, se eu não me tratasse da depressão, eu continuasse passando noites em claro, com insônia, como costumava ser minha rotina. 

Depressão não é frescura, muito menos “falta de vassoura”, preguiça ou ingratidão diante da vida e de Deus. Depressão é desconexão da alma. Desconexão com a realidade, com o convívio social, com nós mesmos. É distanciamento da razão de existir e de estar aqui. É a descoberta de que o oposto da depressão não é a felicidade, e sim a vitalidade. 

A pessoa deprimida não está assim porque quer. E não é forçando-a a fazer exercícios, a rir de uma piada ou se reunir com amigos que você irá ajuda-la. 

Talvez você possa ajuda-la fazendo-a entender que não vai ser sempre assim. Levando-a a acreditar que, com fé em Deus e na medicina, isso também vai passar. Ajudando-a a confiar que em algum momento a cura vai chegar, e ela será grata por recuperar a vitalidade e a vida…

12 de nov. de 2017

[Desabafo]: Sobre o câncer e seus males

Aos vinte anos, eu (Simone) tive um câncer no mediastino  linfoma de Hodgkin maligno. Foram inúmeras sessões de quimioterapia e radioterapia, e ler esse relato da atriz Márcia Cabrita, que infelizmente faleceu dessa terrível enfermidade no dia 10/11/2017 (aos 53 anos), é como se eu o tivesse escrito. Que tudo siga em paz e se não for pedir demais, livrai-me do mal, amém. P.S: Brilha no céu, Márcia Cabrita!

***

Eu fiquei gravemente doente. Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói. Nãnãninã não! Quem recebe uma notícia dessas não consegue ter pensamentos belos. Bem… eu não conseguia. A cobrança de positividade acabou se tornando um problema. Olhava-me no espelho branca, magrela e de cabelos curtinhos (antes de caírem) e achava que estava pronta para fazer figuração em “A lista de Schindler”. Achava que não tinha chance de sobreviver à cirurgia, só pessoas que não tinham maus pensamentos sobreviviam. Muitas vezes deixei de comprar coisas para mim porque tinha que deixar tudo para minha filha. Bem, se na minha cabeça era esse o pensamento que reinava… Sem chance. 

O mundo moderno é incrível. Tudo é maravilhoso, não existe sofrimento! As separações são sempre amigáveis e sem lágrimas, as mães não têm mais o direito de embarangar e ficar em casa lambendo a cria. Um mês depois estão lindas, magras, com barriga sarada! Os atores não ficam desempregados, estão sempre felizes com um convite que ainda não pode ser revelado! Quimioterapia é moleza! Vem cá, só eu que não moro na Disney? 


[Texto da atriz]: Márcia Cabrita 

9 de nov. de 2017

↓↓↓ Sobre a intensidade ↓↓↓

Ser intenso é ser mais do que inteiro. Mais que completo. É ser transbordante. Abundante. 

Eu acho lindo quem não admite ser raso. Quem se entrega, se doa, quem faz e acontece. Quem encara um desafio só pelo gostinho, quem sai da platéia e vai ser jogador. 

Quem se joga e quem joga, até descalço. Não importando que faltem 10 minutos pra acabar a partida. Gosto de gente que enfrenta, que luta, que argumenta, que esgota até dizer chega. 

Admiro quem não se cala, quem tem palavras de sobra, quem inventa moda e não sossega. Gosto da bravura, da luta, da lágrima. Me encanto com pessoas e verdades inteiras, sem vírgulas, sem traços, sem “se”. 

Adoro surra de like, surra de áudio, surra de beijo. 

Gosto de firmeza. Nas promessas, palavras e apertos de mão. 

Os abraços, gosto mesmo daqueles de verdade, os generosos, os de faltar o ar, os quebra-costela. Rir até doer a barriga. 

Dançar até doer o pé. 

Experimentar, ousar, explorar, movimentar, mergulhar. Adoro. Adoro quem faz questão, quem tenta até o último suspiro e quem suspira de tanto tentar. 

Adoro corações transbordantes e mesas fartas. 

Não é o simples exagerar, desperdiçar, esbanjar. Mas é além do completar, sustentar, abastecer. Algo que flutua entre esses dois universos, onde jamais se passa fome nem vontade. 

Tom pastel, monotonia, tofu e meias porções nunca me serviram bem. Intensidade aqui meu caro, é prato cheio.

[Texto de]: Estela Meyer

27 de set. de 2017

CARTA DE UM SUICIDA EM POTENCIAL

Neste momento estou no quarto, sentada na cama com as pernas cruzadas. Hoje é mais um domingo ensolarado. Um travesseiro está sobre as minhas pernas, e como apoio (sobre o travesseiro), jaz um livro. Eu preciso escrever essas palavras... Ter um blog não é sinônimo de escrever o que se sente, principalmente quando suas declarações afetará outrem. Mas hoje permito-me quebrar as regras. Logo menos completarei 1 aninho. SIM, você leu certo. Deixe-me explicar... Está próximo o meu primeiro ano de tratamento psiquiátrico, ingerindo uma quantidade adversa de drogas para controlar minha depressão, ansiedade  e o pior, minha fobia, o que me impossibilita sair de casa. 
"Parabéns pra mim!" \o/\o/\o/
Eu consegui passar a primeira fase do jogo: aumentando e diminuindo as doses diárias de remédios, intoxicando-me e permanecendo numa lucidez demente, com dias bons e ruins. E o melhor disso é que não estou atacando mais verbal (e ofensivamente) quem eu amo. Bom, há alguns deslizes nesse quesito, mas estou me esforçando ao máximo. Deus! Estou com uma vontade louca de colocar tudo pra fora, mas o medo e a ansiedade me bloqueiam, o que me faz ter certeza do quão estou apenas sobrevivendo. Eu não quero sobreviver. EU QUERO É VIVER!

Não sou a mesma há anos, e me desculpe por não saber responder o que ocasionou isso: acho que juntei uns caquinhos de lá, outros caquinhos de cá, e meu aglomerado de acúmulos tornou-se uma bomba, afetando até mesmo a minha lucidez. E se tiver de prosseguir com as consultas psiquiátricas para ficar boa, voltando pra casa com a bolsa cheia de remédios, prefiro bater o martelo, concretizando a minha sentença, aquela que há tempos determino. 

EU NÃO QUERO CONTINUAR NESSE GAME OVER DE VIDA! Sei que se fizer o que tanto penso, a fim de aliviar a dor, vou desapontar minha família. E isso, a meu ver, é a pior sentença que se pode ter. 

Estou trêmula.
E com o coração descompassado.
Estou com falta de ar.
E com vontade de chorar.

Já volto!
Vou tomar mais uma dose de sossega-leão.

CARALHO, ISSO NÃO É VIDA!!!

A propósito, não é nada fácil escutar corriqueiramente: 
É só uma fase ruim! Isso vai passar.
GAME OVER PARA TODOS!
GAME OVER PARA MIM!

Eu não quero continuar esse desabafo, pois me sinto mais perdedora. Não quero continuar a pensar que pouco me importa se já passou mais um dia. Se eu pudesse mudar o curso de tudo, quer dizer, eu até posso, mas o medo de desapontar quem eu amo é maior. 

Quando tudo acabar, não sei se irei para o céu ou para o inferno. Em verdade, penso que Deus e o Diabo não me aguentariam por perto. Eu não me sinto digna do céu, tampouco estou preparada para o inferno. Sendo assim, continuarei com falta de ar e trêmula, tentando acalmar a dor lancinante, sorrindo e fingindo alegria. 

EU NÃO QUERO ISSO!
GAME OVER!
PLAY NOW!

[Desabafo do pseudônimo literário]: Alessandra Toledo
[Escrito em]: 24/09/2017

11 de jul. de 2017

↓↓↓ SWEET LITERATORTA ↓↓↓

Conversando via whatsApp com uma amiga, falei o quão abomino gente que me procura apenas quando precisa, e abomino ainda mais quem fica puxando o saco de quem está em evidência. Já deixei de ler, resenhar e até mesmo de seguir autores assim. O cenário literário nacional não mais me surpreende. Já participei de panelinhas e sinto-me envergonhada por isso. Vejo autores se autointitulando "APOIADORES DA LITERATURA NACIONAL", e sentada na minha cadeira, penso: "Quanta mentira! Se quiser algum apoio, terá de ser um bajulador". É claro que há exceções, e destas faço questão de estar por perto e aplaudir. Eventos literários e Bienais? Minha nossa! Tome um bom banho de sal grosso antes de atravessar os portões. Agora eu me pergunto: "Por que estou dizendo isso?". A resposta é simples: "Prefiro o anonimato de quem é de verdade do que a evidência de quem é de mentira."

Abraços literários,
Simone Pesci