27 de mai de 2017

[Falando em]: Quando a Bela Domou a Fera — de Eloisa James

Eu recebi esse livro da amiga e parceira Renata Pereirapara resenhar no blog "Uma leitura a mais", e, claro, aqui. (P.S: Obrigada, Re! ). Trata-se de um lindo e divertido romance de época, enviado como parceira pela editora Arqueiro. Confira a sinopse e resenha de "Quando a Bela Domou a Fera", obra da autora Eloisa James.


Sinopse: Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher. Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas. No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu? 


"Porque o amor pode domar até mesmo uma Fera" 



Um enredo divertido e apaixonante!

Linnet Berry Thrynne é uma linda mulher de vinte e três anos, filha de um visconde e órfã de mãe. Ela envolveu-se com o Príncipe Augustus Frederick (duque de Sussex), sendo flagrada aos beijos com ele, em uma comemoração da realeza. Além deste contratempo imperdoável, passara mau com uma das refeições servidas no evento, regurgitando na frente de todos, além de usar um vestido que a deixara  digamos assim  mais volumosa, fazendo com que todos pensem que está esperando um herdeiro do príncipe. 
 É uma lástima que eu não possa me casar com você  disse ele, desculpando-se, quando o escândalo se espalhou na noite anterior.  Nós, duques reais, você sabe... Não podemos fazer tudo que gostaríamos. Meu pai está um pouco transtornado com essa questão. Sinceramente, é um desconsolo imenso. Você deve ter ouvido histórias sobre o meu primeiro casamento, aquele que foi anulado porque Windsor decidiu que Augusta não era boa o bastante, e ela é filha de um conde. (Livro: Quando a Bela Domou a Fera, Pág.8)
Piers Yelverton é conde de Marchant e herdeiro do duque de Windbank, além de um excelente médico de temperamento forte e grosseiro. Ele vive num castelo, no País de Gales, tendo ao seu lado o mordomo Prufock. E devido uma necrose em seu quadríceps direito, sente muitas dores e vive pendurado numa muleta. Devido a essa restrição, é visto como um varão de poder, porém incapaz de ter um herdeiro.
 Não há bebê nenhum nessa barriga, Srta. Thrynne. O fato de que você amarrou uma almofada na cintura pode ser suficiente para confundir meu pai, mas... (Livro: Quando a Bela Domou a Fera, Pág.63)
Juntando o útil ao agradável, o visconde Cornelius (pai de Linnet), e sua entrometida tia, Zenobia, traçam um plano para que ela não seja condenada pelo resto da vida, combinando com o duque de Windbank (pai de Piers), um noivado entre os dois. O problema é que Linnet não está esperando um filho, pois seu breve relacionamento com o Príncipe Augustus não passara de alguns beijos  e, ao chegar no castelo, é desmascarada por Piers. Ambos tempestuosos e certos de que não haverá noivado algum, ficam atordoados quando se dão conta do quão estão apaixonados.
 Você tem gosto de chocolate  grunhiu ele, seus lábios ainda pairando sobre os dela. 
Linnet podia sentir seus olhos fechando. Sim... Por favor... Seu estômago deu um nó quando ela sentiu o hálito dele, chocolate e menta. 
 Se você fosse um bombom, eu iria mordê-la. 
Ele inclinou a cabeça e... a mordiscou? Mordeu seu lábio inferior. Contra toda a razão, aquilo enviou uma onda de calor pelo corpo de Linnet. 
Seus olhos se abriram. 
 Acho que você precisa ler um ou dois livros  disse ela.  Se é que se pode chamar isso de beijar. (Livro: Quando a Bela Domou a Fera, Pág.118)

Agora cesso os meus comentários para não soltar mais spoilers.

Essa história é a releitura de uma fábula, porém com um contexto diferente: em vez de um homem amaldiçoado com um encanto, temos um rude médico, que leva consigo amargas lembranças do passado. Piers sequer imagina-se noivo, quanto menos casado  e essa foi a maneira do seu pai (o motivo maior de suas tristes lembranças) reaproximar-se. Entretanto, o carrancudo doutor não imaginava que o improvável tornaria-se provável, e acabou ficando cara a cara com uma inteligente e bela mulher, sem papas na língua, o que instigou-o ainda mais. No entanto, ele não se sentia digno dela.  

Eu gostei muito de me aventurar nesse enredo, com uma narrativa envolvente e diálogos pra lá de divertidos, fazendo-me cair na gargalhada por diversas vezes. Além desses elementos, há também o romance picante entre Piers e Linnet: OP'S, PERDI O FÔLEGO!... Afinal, quem não gostaria de ter um expert na arte do amor como o doutor Piers?! Os personagens secundários aparecem menos, porém são tão importantes quanto os protagonistas. Dentre desavenças e amores impossíveis há um percalço maior, que só acrescentou na trama. Vou confessar, EU ME APAIXONEI POR PIERS! E não poderia ser diferente, pois tenho inclinação para homens inteligentes (mesmo que sejam carrancudos e sarcásticos  rs). E já prevendo o final, pois o conteúdo lembra alguns livros do gênero que li, senti-me envolvida e AMEI! O epílogo foi ainda mais lindo e divertido, apresentando o futuro dos protagonistas. A propósito: "Eu leio até mesmo a lista de compras da autora"o/ 

Curiosidades: Na nota histórica, a autora diz que o protagonista Piers Yelverton foi inspirado no Dr. Gregory House, do famoso seriado "House". Caso alguém reconheça as similaridades, é isso. Além deste relato, há na capa uma nota da autora Julia Quinn dizendo o seguinte: "Nada me faz correr para uma livraria mais rápido do que um romance novo da Eloisa James".

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com espaçamentos e fontes em bom tamanho, adornado em papel Pólen Soft (o amarelo mais claro); e a capa estampa uma linda rosa vermelha. Por fim, para você que curte um romance de época apimentado, eis essa EXCELENTE pedida. 


Livro: Quando a Bela Domou a Fera
Autora: Eloisa James
Gênero: Romance de Época
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 320

25 de mai de 2017

[Tradução]: Glycerine — Bush

Quem me conhece sabe que respiro música, e que para cada canção, imagino uma cena. Eis que ao dar play no Cd da banda Bush pude voltar ao tempo, quando essa lindeza de canção foi lançada. Pois bem, pela tradução da mesma, me veio na cabeça a série "Os 13 Porquês" (para conferir a resenha da série, clique AQUI). Quem já leu o livro ou até mesmo conferiu a primeira temporada do seriado, perceberá o quão a tradução da canção se encaixa no contexto. A propósito, essa versão acústica é tão maravilhosa quanto a versão original. Vem conferir:



[BANDA]: BUSH
[CANÇÃO]: GLYCERINE
[CENAS DA SÉRIE]: 13 REASON WHY (OS 13 PORQUÊS)
P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

Sobre os cômodos do nosso coração...


No silêncio do meu coração encontro tristezas que só eu sei como se desenham. Eu não sou uma pessoa triste, longe disso, mas, volta e meia, lido com muitos momentos com pitadas de melancolia. Maluco pensar que neste mundo, cheio de cores e sorrisos, infelizmente, não me sinto compreendido como gostaria, não sei se alguém realmente me conhece, nem se tem interesse em conhecer. Tenho diferenças minhas, loucuras e palavras que às vezes não saem, e eu queria tanto que saíssem, medos e traumas que se instalaram sem perguntar o porvir. Ser diferente é um silêncio bonitinho que a gente guarda com a gente, no escurinho do nosso quarto, nos cômodos do nosso coração. 

24 de mai de 2017

[Divulgação]: Pátria Chamada Amor — de Marcia Rubim

É  com alegria que divulgo o novo trabalho da amiga/autora Marcia Rubim. A propósito, eu conheço a Marcinha já faz alguns anos: ela assina a série "Adeus à Humanidade", um enredo com quatro volumes do gênero sobrenatural/vampiros. Entretanto, agora venho falar do seu novo lançamento, um drama contemporâneo. Confesso que ontem, quando ela divulgou a capa e sinopse, eu estava pelo celular e já havia me apaixonado. Mas agora, vendo essa capa no computador e relendo a sinopse, apaixonei-me ainda mais (P.S: Logo menos estarei dando o meu parecer sobre os primeiros capítulos aqui no blog). EM BREVE o livro entrará em pré-venda, via Amazon. Confira agora a sinopse dessa lindeza. Bem-vindos à Pátria Chamada Amor♥♥♥


Sinopse: A grande obstinação do capitão Christiano Vicenzo é chegar ao topo máximo da carreira, ou seja, ao generalato do Exército. Para alcançar a sua meta, precisa manter uma vida pessoal e profissional irretocável. Tudo começa a mudar quando ele serve em Niterói e conhece Nina, uma jovem com problemas sociais que ultrapassam — e muito  o que ele idealiza como protótipo de par perfeito. Fascinado pela garota, o militar decide arriscar no relacionamento, mas não imagina que, ao ser convocado para integrar a Missão de Paz no Haiti (MINUSTAH), terá sua história ao lado de Nina tragicamente desviada. Inconformado com os caminhos que o destino escreveu para si, Christiano vai descobrir com o tempo que a maior batalha na reconquista do amor perdido talvez seja enfrentar as mágoas do passado e que a felicidade não segue regulamentos. Um romance sensível e resistente ao tempo, que mostra que até mesmo para servir com dignidade à pátria é preciso que a pessoa por trás da farda esteja em paz com o coração.


Livro: Pátria Chamada Amor
(Quando vencer a batalha significa se render)
Autora: Marcia Rubim
Gênero: Drama
Publicação: Independente  Via Amazon
Capa: Décio Gomes
Ano:2017

23 de mai de 2017

[Falando em]: Maternidade — por Bruna Estrela

Se eu pudesse dar só um conselho para os meus amigos, seria esse: tenham filhos. Pelo menos um. Mas se possível, tenham 2, 3, 4... Irmãos são a nossa ponte com o passado e o porto seguro para o futuro. Mas tenham filhos. Filhos nos fazem seres humanos melhores. O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz. Viajar o mundo te transforma, uma carreira de sucesso é gratificante, independência é delicioso. Ainda assim, nada te modificará de forma tão permanente como um filho. 

Esqueça aquela história de que filhos são gastos. Filhos te tornam uma pessoa com consumo consciente e econômica: você passa a comprar roupas na Renner e não na Calvin Klein, porque no fim, são só roupas. E o tênis do ano passado, que ainda tá novinho e confortável, dura 5 anos... Você tem outras prioridades e só um par de pés. Você passa a trabalhar com mais vontade e dedicação, afinal, existe um pequeno ser totalmente dependente de você, e isso te torna um profissional com uma garra que nenhuma outra situação te daria. Filhos nos fazem superar todos os limites. 

Você começa a se preocupar em fazer algo pelo mundo. Separar o lixo, trabalho comunitário, produtos que usam menos plástico... Você é o exemplo de ser humano do seu filho, e nada pode ser mais grandioso que isso. 

Sua alimentação passa a importar. Não dá pra comer chocolate com coca-cola e oferecer banana e água pra ele. Você passa a cuidar melhor da sua saúde: come o resto das frutas do prato dele, planta uma horta pra ter temperos frescos, extermina o refrigerante durante a semana. Um filho te dá uns 25 anos a mais de longevidade. 

Você passa a acreditar em Deus e aprende como orar. Na primeira doença do seu filho você, quase como instinto, dobra os joelhos e pede a Deus que olhe por ele. E assim, seu filho te ensina sobre fé e gratidão como nenhum padre/pastor/líder religioso jamais foi capaz. 

Você confronta sua sombra. Um filho traz a tona seu pior lado quando ele se joga no chão do mercado porque quer um pacote de biscoito. Você tem vontade de gritar, de bater, de sair correndo. Você se vê agressivo, impaciente e autoritário. E assim você descobre que é só pelo amor e com amor que se educa. Você aprende a respirar fundo, se agachar, estender a mão para o seu filho e ver a situação através de seus pequenos olhinhos. 

Um filho faz você ser uma pessoa mais prudente. Você nunca mais irá dirigir sem cinto, ultrapassar de forma arriscada ou beber e assumir a direção, pelo simples fato de que você não pode morrer (não tão cedo)... Quem é que criaria e amaria seus filhos da mesma forma na sua ausência?! Um filho te faz mais do que nunca querer estar vivo. Mas, se ainda assim, você não achar que esses motivos valem a pena, que seja pelo indecifrável que os filhos têm. 

Tenha filhos para sentir o cheiro dos seus cabelos sempre perfumados, para ter o prazer de pequenos bracinhos ao redor do seu pescoço, para ouvir seu nome (que passará a ser mãmã ou pápá) sendo falado cantado naquela vozinha estridente. Tenha filhos para receber aquele sorriso e abraço apertado quando você chegar em casa e sentir que você é a pessoa mais importante do mundo inteirinho pra aquele pequeno ser. Tenha filhos para ganhar beijos babados com um hálito que listerine nenhum proporciona. Tenha filhos para vê-los sorrirem como você e caminharem como o pai, e entenda a preciosidade de se ter uma parte sua solta pelo mundo. Tenha filhos para re-aprender a delícia de um banho cheio de espuma, de uma bacia de água no calor, de rolar com o cachorro, de comer manga sem se limpar. 

Tenha filhos. Sabendo que muito pouco você ensinará. Tenha filhos justamente porque você tem muito a aprender. Tenha filhos porque o mundo precisa que nós sejamos pessoas melhores ainda nessa vida. 

[Texto via]: Facebook Oi, eu sinto
[Por]: Bruna Estrela