22 de nov de 2017

[Falando em]: OS LEGADOS DO SOL E DA LUA — de Murillo Magalhães

Hoje trago a resenha de um livro que AMEI! 💘💘💘 Trata-se da obra de estreia do autor Murillo Magalhães, uma leitura entorpecente e que me deixou numa baita ressaca literária. (P.S: Agradeço a parceria, Murillo!). \o/\o/\o/ Confira agora a sinopse e o meu parecer sobre "OS LEGADOS DO SOL E DA LUAuma publicação da editora Skull


Sinopse: Em nosso mundo conturbado vivenciamos algumas situações diferentes, mas nunca nos demos conta do que nos cerca. Nathan é um cara comum, que vem tendo sonhos com uma jovem que nunca viu. Sua vida passa por grandes provações, pelo menos é o que ele pensa, porém ele não imagina o que está por vir. Isadora é uma garota que quer ser ela mesma, viver a vida comumente, até que algo atrapalha seus planos. Em meio ao caos vivido por nós, os anjos travam uma guerra interna, a fim de proteger vidas importantes, deixando todos sob influência de uma antiga profecia. Destarte, apresenta-se Belaiel, um anjo que não medirá esforços para salvar aquilo que é mais importante, ou seja, O Amor. 


"Porque os caminhos que toma será o seu legado" 

UM ENREDO MARAVILHOSO!!! 💘💘💘

Nathan tem vinte e cinco anos e mora num apartamento alugado em São Paulo, próximo à Praça da República. Desde os quatorze sonha com uma garota, o que faz com que procure ajuda médica, porém de nada adianta. Ele trabalha como auxiliar administrativo em uma empresa de TI, um serviço do qual está fatigado, e nas horas vagas, sem amigos, se entrega ao álcool e as prostitutas.

Foi entrando devagar. Um vento frio vinha da sala, mas não se lembrava de ter deixado a porta aberta. Com passos rápidos, cruzou o aposento para fechar a janela. Uma voz feminina, profunda como um oceano, veio de suas costas. 
 Olá, Nathan. Temos muito a conversar.  (Livro: Os Legados do Sol e da Lua, Cap.1)


(clique na imagem para maior resolução)


Isadora (ou Isa) é uma garota de quatorze anos, que mora com a mãe, Dona Cleide, em Santo André. O pai falecera anos atrás, num acidente de trabalho. E num dia, a caminho do colégio, é atingida por um carro. 

Lembrou que fitava o céu, deitada no asfalto frio pela manhã e que, sem forças, havia desistido, estava pronta para entrar na luz e acabar com a dor, quando ouviu uma voz dizendo que ainda não era a hora dela e que ela tem um destino a cumprir. O dono da voz lhe estendeu a mão e Isa tinha certeza que havia visto asas atrás de seu salvador. Era tudo que lembrava. (Livro: Os Legados do Sol e da Lua, Cap.7)

Nathan e Isadora têm os destinos cruzados e não fazem ideia que há uma profecia a Eles destinada. No passado, Isa sofre um acidente e entra em coma por anos, sendo conduzida a um outro plano, pelo Anjo Superior Azrael; enquanto Nathan é protegido desde a infância pelo anjo Belaiel.

 Irmão...  disse o Anjo Negro.  Meus soldados clamam a sua morte, por vingança a Amnon. Mas olhe para eles, são seres burros, movidos a fome de sangue. Eu não sou assim...  Deu uma pausa antes de continuar.  Eu não quero a sua morte, venho apenas buscar o humano. Por mais que eu tenha passado a eternidade em escuridão, ainda me lembro da Luz e, por isso, lhe dou essa chance... Caso contrário, prometo que ainda estará vivo quando eu arrancar suas belas asas e alimentar meus cães com seu corpo. (Livro: Os Legados do Sol e da Lua, Cap.14)

Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers

Você deve estar achando que eu já revelei muito, não é mesmo? Mas não se engane, essa é apenas a base da história. Quem me conhece sabe que os meus gêneros prediletos são drama e romance, e que é uma grata surpresa quando saio da área de conforto e me envolvo com o enredo, neste caso: fantasia/sobrenatural. Eu nunca tive contato com um dos textos do autor e já afirmo: "Eu leio até mesmo a lista de compras do Murillo!". o/ 

OS LEGADOS DO SOL E DA LUA é um enredo instigante, daqueles que você inicia e não quer parar de ler. Com uma trama e personagens bem construídos, eu me vi perdidamente apaixonada pelo contexto, onde é mostrado o passado e o presente de duas pessoas que se amam; o passado e o presente de um homem e uma mulher, ambos com uma dificílima missão, tendo que fugir de demônios e salvar o mundo do mal. Fica difícil falar mais sobre a trama, pois soltarei spoilers. O final é surpreendente e PHODASTICO, fiquei imaginando isso nas telonas, e me deixou com um gostinho de "quero mais"... Murillo, pode providenciar isso o quanto antes! Eu vou cobrar! 📚 📚 📚

O enredo é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; eu li o arquivo em PDF, que está com uma boa diagramação; e a capa é linda de viver, estampando uma das cenas finais. Por fim, para quem curte um enredo excelentemente amarrado e instigante, do gênero fantasia/sobrenatural, eis essa MARAVILHOSA PEDIDA. 


Livro: OS LEGADOS DA LUA E SOL
Autor: Murillo Magalhães
Gênero: Fantasia/Sobrenatural
Editora: Skull
Ano: 2017
Páginas: 236

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[Tradução]: Johnny Cash — Hurt

Apaixonada por essa canção, eu não poderia deixar de postá-la. A propósito, ela faz parte da playlist do meu primeiro livro  ENTRE O CÉU E O INFERNO , porém na versão da cantora Leona Lewis. Vem junto conferir!!! o/


[Cantor]: Johnny Cash
[Canção]: Hurt

21 de nov de 2017

A geração de mulheres 'inamoráveis'

Uma vez, num bar, ela disse-me: "Neste mundo existem pessoas 'inamoráveis', e eu sou uma delas".

Aquilo intrigou-me durante toda a noite... uma palavra fora do dicionário que ela usava para se descrever, e porquê? Observei-a enquanto ela, tímida, finalizava mais um copo de cerveja. Eu estava com ela apenas quatro horas, quatro horas onde conversamos sobre filosofia, artes, astrologia, cinema e viagens... Quando ela se dirigia ao empregado de balcão, o bar inteiro parava para vê-la...  

Ela tinha o seu carro, a sua casa e era do tipo que não dependia de ninguém, então porquê pensar assim? Teria ela se fechado para os relacionamentos?

Ela fez uma cara de entediada e chamou-me para caminhar enquanto fumava um cigarro, até à saída sorriu e cumprimentou toda gente com aquele jeito danada e brincalhão de menina do mundo...

Aquilo tudo era muito pequeno e raso para ela, concluí eu.

Na rua todos passavam apressados, ela divertia-se com os animais abandonados, abaixou-se e entregou a sua garrafa de água para o morador da rua, explicou o endereço de um bar em alemão para um estrangeiro perdido que agradeceu com um sorriso, comprou chicletes de uma criança e na minha cabeça só ecoava: "inamorável"...

Foram horas a observar aquela mulher, até não me aguentar e voltar ao assunto... Eu queria entender melhor, eu queria uma definição como num dicionário. Então ela pegou na minha mão e puxou-me para um bar onde tocava uma banda de rock, ficou em silêncio por 30 minutos a observar tudo, até que disse:

 "Olha ao teu redor, estamos aqui já algum tempo e durante esse tempo passou por nós uma mulher a chorar porque o seu namorado terminou com ela ontem e hoje já está com outra, pois ele acredita que pessoas são substituíveis... naquela mesa ao fundo estão 10 pessoas e elas não conversam entre si porque estão muito ocupadas com os seus smartphones . Talvez aquela mulher de vermelho seja a mulher da vida do rapaz de azul, mas ele nunca saberá pois é orgulhoso demais para tentar se aproximar dela. 

Observa aquele rapaz de pólo no bar, é o terceiro copo de martini que ele toma enquanto olha para aquela loira, que por sua vez está a tentar chamar a atenção do vocalista da banda que fingirá que ela não existe por causa da ruiva e da morena que ele pega em dias alternados, e ele não pode ficar mal perante as outras.

Olha ao teu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos. Não fazemos mesmo parte disso! Entramos sem telefone na mão, na expectativa de encontrar pessoas simpáticas e interessantes, com conversas interessantes, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão querer-te porque tu moras longe, ou porque não gostam da tua cor de cabelo ou porque tu não curte os Beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém. 

Eu passo por essa legião de pessoas como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está ao seu redor enquanto procuram alguém no tinder ou em outro qualquer app de encontros.

E eu importo-me? Não mais. Sou inamorável porque não me importo com nada disso. Não me importo com nenhum desse estatuto, não me importo quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se teria que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um convite para ver o show dos Beatles porque é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Porque eu sou assim, e se antes era isso que as pessoas procuravam em alguém, hoje em dia somos considerados inamoráveis por acreditarmos no amor e por mantermos o coração e a mente aberta."

Naquele momento eu entendi-a, e apaixonei-me pelo mundo dela. 


[Texto de]: Akasha Lincourt
[Via]: Já Foste

[Nova Parceria]: Murillo Magalhães

Olá, lovers! 
Hoje apresento-lhes um novo parceiro do blog, um autor que conheço virtualmente e que faz algum tempo que anseio conferir o seu trabalho. Estou falando do Murillo Magalhães, que está de casa editorial nova  a editora Skull, com o livro "Os Legados do Sol e da Lua". Abaixo deixarei a biografia, sinopse do livro e um quote junto ao link da Pré-Venda. Vem junto conferir! o/




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Biografia 






Murillo Magalhães nasceu em setembro de 1985, em São Paulo. Profissional na área de TI, sempre gostou do mundo fantástico apresentado pelos autores, tendo como grande inspiração André Vianco, Tolkien, Stephen King, entre outros. Criado na região do Grande ABC, usou da mesma para ter inspiração ao escrever o seu trabalho de estreia, que leva como título "Os Legados do Sol e da Lua, Sonhos Marcadosa". 




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Sinopse: Em nosso mundo conturbado vivenciamos algumas situações diferentes, mas nunca nos demos conta do que nos cerca. 

Nathan é um cara comum, que vem tendo sonhos com uma jovem que nunca viu. Sua vida passa por grandes provações, pelo menos é o que ele pensa, porém ele não imagina o que está por vir. 

Isadora é uma garota que quer ser ela mesma, viver a vida comumente, até que algo atrapalha seus planos. Em meio ao caos vivido por nós, os anjos travam uma guerra interna, a fim de proteger vidas importantes, deixando todos sob influência de uma antiga profecia. Destarte, apresenta-se Belaiel, um anjo que não medirá esforços para salvar aquilo que é mais importante, ou seja, O Amor.




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(clique na imagem para maior resolução)


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 Agradeço o autor pela parceria.
✔ Bem-vindo, Murillo!!! 


**Quer ser um parceiro(a) também? 
Envie um e-mail com o assunto "Parceria" para: 
 simoniass@hotmail.com

20 de nov de 2017

"Depressão é desconexão da alma"

Estou terminando a leitura do livro “O demônio do meio dia, uma anatomia da depressão”, de Andrew Solomom e, fechando o livro ao final de cada capítulo, me ponho a refletir sobre essa doença que atinge tanta gente em nosso tempo e que muitas vezes não é compreendida, diagnosticada ou cuidada como deveria. 

Eu não entendia a depressão, até que tive uma. 

Foi há dois anos, e levei todo esse tempo para conseguir falar sobre o assunto. A gente só entende realmente o que aconteceu olhando em retrospectiva, e é difícil falar da depressão durante a depressão. 

Hoje estou bem, recuperei minha vitalidade, minha energia, minha coragem e principalmente minha conexão com o mundo e com as pessoas. Voltei a me sentir a pessoa que sempre fui, a mulher ativa, animada, por vezes engraçada, enérgica e corajosa. 

Porém, conheci o outro lado, e isso me trouxe um entendimento maior acerca do inverno da alma. 

Ainda tomo o meu remédio, numa dose menor daquela que comecei. Pode ser que daqui a algum tempo eu consiga andar sozinha sem os comprimidos, mas antes quero me sentir totalmente segura. 

Antes de ter depressão, eu tinha uma curiosidade arrogante diante das pessoas deprimidas. Achava que sabia o que elas sentiam, e ficava indignada pela pouca força de vontade que apresentavam. Na minha ignorância, achava que o que elas sentiam era o mesmo que eu experimentava na TPM, um misto de sensibilidade com irritação, algo perfeitamente contornável com uma caixa de bombons. 

Eu era tão desentendida que não consegui identificar minha própria depressão. Porque eu imaginava que depressão era sinônimo de tristeza, e não reconheci que aquela perda de sentimento, aquele distanciamento da minha essência, aquela falta de sentido e aquele entorpecimento que eu experimentava era depressão. 

Não sei dizer o momento exato em que a depressão chegou. Também não consigo encontrar um motivo específico que tenha sido o gatilho para ela se manifestar. Ao mesmo tempo que havia muitos motivos, não havia nenhum. De repente me flagrei indiferente. Indiferente às conversas, ao trabalho, aos livros, ao dia que começava, à vida. Fiquei antissocial. Me encontrar com as pessoas, manter uma conversa, receber um telefonema… era uma agressão. Me agasalhava demais, mesmo em dias quentes, como se o excesso de roupas pudesse me proteger e me isolar do mundo. 

Passei um ano me sentindo assim, e nas festas de final de ano me sentia exausta. Me relacionar com as pessoas era exaustivo, exigia um esforço sobrenatural. Eu procurava disfarçar minha desconexão, não dava bandeira da minha apatia, mas algumas pessoas notaram. E elas foram fundamentais para minha cura. Agradeço às minhas primas, que com carinho e cuidado me confrontaram. Se interessaram. Me incomodaram. Não tentaram me divertir. Não tentaram dizer que a vida é linda e que eu tenho que valorizar. Não insistiram para que eu dançasse ou risse de uma piada. Nada disso teria funcionado, e poderia me afundar ainda mais. Elas acertaram quando me olharam com firmeza e disseram seriamente que eu deveria procurar um médico. 

Foi o que fiz. Fui diagnosticada com depressão, comecei a tomar remédio, ajustamos as doses e após um mês de adaptação (que pareceu uma eternidade) já estava me sentindo melhor. Voltei a reconectar-me comigo mesma, ganhei energia, passei a sair da cama bem disposta. 

Além dos benefícios esperados, tive outros ganhos. Me curei de diversas dores que eu frequentemente tinha e que médico algum conseguia resolver. Descobri que as dores que me acompanhavam há mais de dez anos eram psicossomáticas, e só se curaram com o antidepressivo. Talvez se a depressão não tivesse se manifestado em sua forma mais nítida, eu jamais teria descoberto que minhas dores físicas (e muito reais!) eram sintomas de um desequilíbrio emocional. Talvez, se eu não me tratasse da depressão, eu continuasse passando noites em claro, com insônia, como costumava ser minha rotina. 

Depressão não é frescura, muito menos “falta de vassoura”, preguiça ou ingratidão diante da vida e de Deus. Depressão é desconexão da alma. Desconexão com a realidade, com o convívio social, com nós mesmos. É distanciamento da razão de existir e de estar aqui. É a descoberta de que o oposto da depressão não é a felicidade, e sim a vitalidade. 

A pessoa deprimida não está assim porque quer. E não é forçando-a a fazer exercícios, a rir de uma piada ou se reunir com amigos que você irá ajuda-la. 

Talvez você possa ajuda-la fazendo-a entender que não vai ser sempre assim. Levando-a a acreditar que, com fé em Deus e na medicina, isso também vai passar. Ajudando-a a confiar que em algum momento a cura vai chegar, e ela será grata por recuperar a vitalidade e a vida…