5 de dez de 2017

[Lidos]: Novembro de 2017

Olá, lovers!
Como foram de leituras?! Eu me enveredei em cinco enredos, dois foram de parcerias. 💘💘💘 A propósito, cada qual ganhou um cantinho do lado esquerdo do peito. Agora convido a todos para conferir as minhas leituras de Novembro. Vem junto!!! 📚 📚 📚



[Clique no título para conferir a resenha]:

2 de dez de 2017

[Falando em]: DEPOIS DAQUELA MONTANHA — de Charles Martin

Eu escolhi esse livro como parceria (com a editora Arqueiro), a fim de postar a resenha no blog que sou parceira e colaboradora, ou seja, o blog "Uma Leitura a Mais", e, claro, aqui também. o/ Lembrando que a adaptação para as telonas já foi lançada, porém eu ainda não assisti. Agora convido a todos para conferir a sinopse, trailer do filme e a resenha de "DEPOIS DAQUELA MONTANHA", obra do autor Charles Martin. Vem junto! o/


Sinopse: O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo. Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida. Mas havia uma mulher também  Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada. Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas. 




"Porque coragem é a resistência ao medo" 






Um pedido de socorro!


Era para ser uma viagem como qualquer outra, onde o Dr. Ben Payne, um médico/cirurgião de trinta e nove anos, e Ashley Knox, uma colunista de revista feminina de trinta e quatro anos, decidem pagar por um voo fretado, devido ao tempo os voos foram suspensos. Cada qual tem a sua razão: Ben tem uma cirurgia agendada para algumas horas; enquanto Ashley está prestes a se casar. Desta forma, junto ao Sr. Grover (piloto de uma aeronave modelo Scout) e seu cachorro, Tanque, tentam retornar para casa.
A última coisa de que me lembro é que houve um rodopio, uma cambalhota, e a cauda se quebrou. Em seguida, ouvi um estalido alto, Ashley gritou, o cachorro latiu e foi lançado fora da aeronave. A neve salpicou o meu rosto, seguida pelo som de galhos de árvore quebrando e pelo barulho do impacto. (Livro: DEPOIS DAQUELA MONTANHA, Pág.39)
(clique na imagem para maior resolução


O piloto tem um ataque cardíaco, vindo a óbito. Mas, antes disso, faz um pouso de emergência e consegue salvá-los. Ashley está ferida gravemente; e Ben, apesar de também sofrer com a queda, está mais resistente, devido ao seu preparo físico, pois é um amante de corridas e adrenalina. Destarte, inicia uma luta para que eles sobrevivam, passando por situações dolorosas e perigosas na neve, além de um frio congelante. 
 Nem acredito que estou deitada aqui deste jeito, com você me costurando, no meio de só Deus sabe onde, e estamos rindo. Acha que há alguma coisa errada conosco? (Livro: DEPOIS DAQUELA MONTANHA, Pág.59)
Ashley mostra sua força, mesmo estando com dores e tentando sobreviver. Ben agarra-se a força dela, a fim de não fazê-la entrar em desespero, tal como demonstrar o seu medo. E por quase 1 mês eles sobrevivem, oscilando entre a esperança e desesperança. 
O sol estava alto quando abri os olhos. Sentia dor em alguns lugares que havia esquecido que faziam parte do meu corpo. Não sentia fome, porém a fraqueza era tanta que eu não queria me mexer. Afora algumas migalhas, nossa comida havia acabado. Meu rosto dava a impressão de ter sido esticado. Queimado de sol. A boca estava descascando e mesmo a barba de duas semanas oferecia pouca proteção contra as queimaduras por raios solares. (Livro: DEPOIS DAQUELA MONTANHA, Pág.186)
Agora cesso os comentários para não soltar mais spoilers.  


Com uma narrativa lenta e detalhada (o único ponto que não gostei da trama), somos apresentados ao conhecido clichê de sobrevivência. Eu, particularmente, gosto muito do "mais do mesmo". Tal trivialidade ganha pontos ao expressar tragédia e sentimentos, principalmente do Dr. Ben Payne, onde, no passado, sofrera carência de afeto paternal e conhecera o amor através de sua mulher, Rachel.

DEPOIS DAQUELA MONTANHA é um enredo de reflexão, onde a jornada dos personagens é apresentada em dois tópicos: sobreviver a tragédia e confrontar o passado/presente. Os três personagens (estou incluindo o cachorro), são bem construídos, cada qual com sua particularidade e encanto, o que torna a narrativa lenta mais interessante. Ashley é uma personagem que nos faz querer ser igual, isto é, forte e bem-humorada; e Ben carrega no peito um amor que nem ele consegue enxergar, além de sua sólida coragem, o que se torna o ingrediente perfeito entre os dois. O final é previsível, mas leva consigo muita emoção. Agora, mais do que nunca, quero conferir o filme. 💘💘💘

O enredo é narrado em primeira pessoa, intercalando passado e presente, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação é simples, com fontes e espaçamentos em excelente tamanho, adornada em papel pólen soft (o amarelinho mais claro); e a capa estampa o pôster do filme, que está linda de viver e me fez imaginar todo o enredo com os atores escolhidos para a adaptação. Por fim, para você que curte um enredo de sobrevivência e reflexão, eis essa boa pedida. 



Livro: DEPOIS DAQUELA MONTANHA
Autor: Charles Martin
Gênero: Ficção Americana/Drama
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 304

30 de nov de 2017

"O que aprendi com escritores que escrevem mal"

Eu encontrei esse artigo e achei de grande valia publicá-lo aqui. Vem junto conferir! o/ 


---------- xxx -----------

1. Autores ruins pensam que escrevem muito bem. 
Esta foi a primeira coisa que aprendi. Quão pior o autor maior o nível de confiança. É o que mais invejo nos escritores ruins, a auto confiança. Autores ruins quase sempre acham que já estão prontos, que sabem tudo e que é questão de tempo até que o mundo compreenda sua genialidade. 

2. Autores ruins não gostam de críticas. 
Para eles toda forma de crítica é uma heresia. Demorei muito a entender o motivo pelo qual autores inciantes reagiam tão rispidamente a qualquer crítica, mesmo que construtiva. A verdade é que esses autores não saem da casca e entram num círculo vicioso de não gosto de crítica porque não exponho meu trabalho >>> não exponho meu trabalho porque não gosto de crítica. 

3. Autores ruins repetem os mesmos padrões. 
A coisa que mais me chamava a atenção nos meus tempos de editor era que, por mais que enviássemos e-mails dando dicas de melhoria dos textos, muitos autores respondiam repetindo sempre os mesmos erros. Para alguns era impossível enxergar tais repetições como uso excessivo de adjetivos, falta de coerência verbal ou excesso de vírgulas. Autores ruins vivem tão apegados ao seu estilo que não enxergam outra forma de escrever. 

4. Autores ruins não gostam de ler, leem pouco ou leem apenas um gênero. 
Já ouvi autores dizendo, mais de uma vez, que preferem escrever do que ler. Para mim isso é algo bizarro, é como ser vampiro e ter medo de sangue. Há ainda autores que leem muito e acreditam que estão sendo originais, quando na verdade apenas repetem o que outros escritores já disseram. Outros autores leem apenas aquilo que querem ouvir. Escrevo ficção científica, logo, só leio ficção científica. É um erro clássico. 

5. Escritores ruins querem fazer sentido e/ou serem compreendidos o tempo todo. 
Escritores ruins oscilam entre dois modos de escrita: fazer sentido o tempo todo com textos com uma moral clara e repetitiva ou textos que não dizem nada, mas que merecem ser “interpretados”. O erro mais comum que vejo é a superexposição de sentido. Livros repletos de personagens que se auto-explicam a todo momento como se o leitor fosse burro e não conseguisse ler nada nas entrelinhas. 

6. Escritores ruins não sabem lidar com o tempo ou com a voz. 
Uma coisa que a vida me ensinou foi: textos devem fazer sentido sobre passado, presente e futuro. Existem caras como Faulkner e Joyce que brincam com o tempo, mas se você não é Falkner ou Joyce, cuidado! Flashbacks em demasia, pulos no futuro sem aviso, não saber quem está falando na cena — eis o pacote completo para fazer seu leitor trocar seu livro pelo novo da Kéfera. 

7. Escritores ruins são emocionais. 
Para um escritor imaturo muitas vezes não existe uma linha entre sentimento e criação. Tudo o que se cria é baseado num sentimento. Isso faz dos autores ruins pessoas extremamente dependentes da inspiração. Só escrevem se estiverem de bom humor, se os pássaros cantarem ou se as memórias da infância estiverem vivas na mente. Essa dependência justifica-se pela falta de ferramentas de criação. 

8. Escritores ruins confundem teimosia com estilo. 
De um modo geral escritores ruins estão a todo momento gastando mais energia tentando justificar seus erros do que corrigindo-os. “Esse erro de escrita foi por desatenção” ou “Essa bagunça de personagem sem propósito é parte do meu estilo”. Escritores ruins preferem sacrificar todo um trabalho a se adequar a algumas regras, afinal, regras são para escritores comuns, e muitos autores se sentem acima do resto da turma no quesito “ousadia”. 

9. Escritores ruins não gostam de editar. 
Autores imaturos pensam que cada parte do texto é como um pedaço dos manuscritos do Mar Morto. Nada pode ser cortado. Sabe o rascunho que é feito e logo depois descartado? Um autor ruim não conhece isso — tudo em sua escrita é preservado como relíquia. 

10. Escritores ruins romantizam a vida de escritor. 
O que mais encontro em grupos de escritores é a famosa composição: caneca de café, gato, pilha de livros clássicos, lápis, caderno Moleskine e a frase: A genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração. Ok, a frase condiz com a realidade, mas o que ninguém fala é das noites em claro escrevendo um capítulo que, no dia seguinte, será lançado ao lixo. Ninguém fala que na verdade você não escreve sempre no silêncio de uma biblioteca clássica num PC branco da Apple ao som de Bach (eu escrevi este texto nos horários livres no meu trabalho ao som de uma obra que já dura 6 dias!). Ninguém fala dos textos por encomenda, sobre propaganda de sabonete ou ração para cachorro, nem como é difícil escrever depois que você para de fumar ou de como o mercado de editoras está cruelmente abandonando os autores talentosos pelos Youtubers cheios de gírias e livros imbecis. Ou seja, não tem glamour nenhum ser escritor em começo de carreira. 

Bônus track: 

11. Escritores ruins são os que não aprendem. 
Ninguém começa no mundo da escrita lançando o Madame Bovary versão 2017. No mundo da escrita estamos aprendendo constantemente com os nossos e com os erros dos outros. Os grandes autores são os que evoluíram, que passaram por cima do ego, que ofereceram aos leitores uma obra em progressão. São os que se dedicaram completamente  —  sem se contentar com elogios nem se abater com críticas. São os autores que fizeram o que a profissão demanda: escrever, sempre e cada vez melhor. 


[Artigo via]: Medium

↓↓↓ PARA REFLETIR ↓↓↓

Estamos numa odisseia insolente. O certo seria não enxergar cores, mas sim humanos. Ser negro não é o problema, o revés da humanidade é o que me preocupa. Dentre os ingredientes que faltam para o bolo, temos A FALTA DE RESPEITO E EMPATIA. Sem demagogia: "Hoje é dia de branco, mas a coisa tá preta!". E pior do que ser negro, amarelo, vermelho ou azul... É não ser."
↓↓↓



[Por: Simone Pesci]

24 de nov de 2017

↓↓↓ EU SOU ASSIM ↓↓↓



Não, doutor, eu não escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. 
Creio até que o poeta seja um ser tremendamente egoísta. 
Quero mais que as vidas se fodam, em ais, para inspirar-me um soneto, em guetos pretos, se explodam, para me darem uma trova, que se esbodeguem na cova, para me renderem um poema. 
Não tenho um pingo de pena, 
Um pingozinho sequer. 
Escrevo para matar... 
O medo que me detém, 
O gozo que não convém. 
E tudo que me vem até a garganta com esse gosto acre de hemorragias. 
Minha poesia nasce com intenções de aborto. 
De parir o feto podre que me infecta, 
De cuspir goela a fora, 
O que me mata. 
Escrevo para matar... 
E se salvo alguém, ou até a mim, perdoe. 
Tudo que escrevo dói, por mais que roa. 
Tudo que escrevo roí por mais que morra... 
Doutor. 
Há uma beleza na dor, seja lá como for. 
O senhor não sente? Não vê? 
Escrevo para enterrar meus ossos do amor. 
E bater a pá na terra até que nada, possa de fato renascer. 
Enfim... 
eu sou assim.


[Texto de]: Adhemar Navas 
[Via]: Anjos Urbanos