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No momento minha reputação é PÉSSIMA, e isso devido a incidentes que realmente aconteceram: problemas com segurança em shows, violência física e verbal de minha parte, instabilidade emocional, escândalos públicos, e tudo por conta de drogas e álcool. Me sinto envergonhado e confuso por tudo isso e muitas vezes me questionei, por me sentir culpado de não estar sendo um bom exemplo para a juventude. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.25)
Não acredito estar sabotando meu tratamento. Se estiver, é com meu martelar nesta questão do uso da palavra "Deus" constantemente (o que me incomoda um pouco), e isso não foi tratado no vídeo, que me lembre. Talvez racionalizando demais ou não entrando firme em contato com meus sentimentos ou não trabalhando minha autoestima corretamente. Mas acredito sinceramente que estou me esforçando, que sou honesto e que já consegui meu primeiro passo! (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.39)
Hoje remexi no baú e fantasmas ainda estão voando à minha volta, por toda parte — lidar com isso com maturidade, Renato! O bloqueio persiste, no entanto; bem, ninguém é perfeito. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.46)
Acho que me ressentia com minha própria indiferença, que buscava desesperadamente no álcool e tranquilizantes, a cada dia com resultados mais negativos. Isso aconteceu com certeza quase todo dia, desde meados de janeiro deste ano até minha chegada à Vila Serena. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.62)
Mesmo com altos e baixos começo a perceber que estou mais equilibrado. Me assusta um pouco perceber também uma série de coisas a meu respeito (que eu sabia mas abafava, ou então evitava completamente). Estou tranquilo — mas, sinceramente, este desabafo é maior do que eu imaginava. Parar é fácil — o difícil é continuar sem drogas, sem álcool. Mais difícil ainda (para mim) é resgatar o prazer de viver. Espero chegar lá. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.78)
Fiz uma descoberta (algo que devo trabalhar): não estou acostumado com carinho e aceitação das pessoas! Isso tem me deixado confuso. Fiz um curso intensivo em manipulação (com meu trabalho, o marketing e a construção em cima de uma "imagem") e agora, quando percebo minha falta de autoestima (na época de minha adicção) e tento reaver esse sentimento, me sinto bloqueado. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.118)
Qualquer pessoa que comprou um bom sistema 3x1 sabe que é difícil voltar à vitrolinha portátil do passado. O que devo trabalhar é meu incessante fantasiar (preciso definir limites p/minha imaginação) e minha dependência de pessoas. Desligamento e assertividade sempre! No mais, espero progredir como ser humano, a cada 24 horas, sempre ciente da minha doença. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.157)



Novamente volto a pensar na conversa que tive com meu pai, e uma frase explode em meu coração, à medida que caminho com Rodrigo pelos corredores brancos e congelantes do hospital: "A vida é muito mais que uma sucessão de fatos ao acaso. Quando você acha que nada mais pode acontecer, é exatamente aí que tudo muda". (Livro: As Batidas Perdidas do Coração, Pág.9)Rafael é um cara que apanha da vida, ele perdeu o pai assassinado anos atrás, e, agora, acabara de perder mais quatro pessoas da sua família, sendo uma dessas sua irmã mais nova. Tudo aconteceu por imprudência de um playboy riquinho, que estava tirando racha de carros, e este mesmo, provido de uma família de influência e abastada de dinheiro, sequer foi condenado. Rafa está quebrado e sente repulsa por pessoas de classe social elevada. No entanto, no dia que está no hospital, defronte aquela trágica fatalidade, ele se depara com Vivi, pois ela também está tão dilacerada quanto ele — e entre olhares e dores à parte, casualmente, os dois se conhecem.
— Meu pai dizia que, quando descobrimos que estamos apaixonados, o coração fica tão assustado que pula um batimento, como se estivesse se preparando para todas as variações de velocidade que vai ter que enfrentar a partir daí. É o que ele chama de "batidas perdidas do coração". Segundo ele, o coração nunca recupera o ritmo correto até se encontrar no peito de outra pessoa. (Livro: As Batidas Perdidas do Coração, Páginas 118 e 119)Desta forma, é na dor que ambos começam a se relacionar, tornando-se a válvula de escape um do outro. Contudo, eles se deparam com a compreensão (e incompreensão) de muitos. Rafa é um barman, independente e com uma situação financeira estável. Ele trabalha no barzinho do amigo, Lex, e quando possível, faz algum bico por fora, para conseguir uma grana a mais. Já Vivi nunca precisou disso, pois veio de uma família rica, o que deixa o seu avô em cólera.
— Preciso da droga, Vivi. Por favor, me deixa usar, por favor, por favor. Faço o que você quiser, mas me dá só um pouquinho — ele implora como uma criança, e seu sofrimento é tão doloroso em mim que não sei o que vou fazer se o vir assim por mais tempo.Não consigo segurar as lágrimas, que escorrem por meu rosto e caem sobre os cabelos dele, já empapados de suor. Um nó se forma em minha garganta. Só consigo pensar em meu pai e nas primeiras crises de náusea após a quimioterapia. Imagens se sobrepõem em meus pensamentos. Mais uma vez, vejo um homem que amo se reduzir a pó, e não há nada que eu possa fazer para diminuir a dor. (Livro: As Batidas Perdidas do Coração, Pág. 273 e 274)
