24 de dez. de 2015

Neste Natal...

... presenteie com lindas histórias. S2


**Dezesseis - A Estrada da Morte (em formato físico), clicando AQUI.
**Entre o Céu e o Inferno (em formato ebook), clicando AQUI.

21 de dez. de 2015

[Falando em]: Só por hoje e para sempre — Diário do Recomeço

Hoje eu trago uma resenha diferente, pois não se trata de um enredo construído, mas sim relatos de um período em que um dos grandes nomes do Rock Nacional passou. Estou falando de um dos meus ídolos, Renato Russo, e seus 29 dias internado na clínica de reabilitação Vila Serena (no Rio de Janeiro), em 1993.

Esse livro foi uma troca com outra legionária que conheci há pouco e que tenho grande apreço, a Marina Rodrigues. Ela me procurou (via facebook), assim que lancei "Dezesseis - A Estrada da Morte", este inspirado na canção Dezesseis da Legião Urbana, sugerindo a troca, o que aceitei de prontidão. P.S: Obrigada, Mari! S2 Agora vamos de sinopse, book trailer e resenha de "Só por hoje e para sempre - Diário do Recomeço", uma publicação da "Companhia das Letras".


Sinopse: Entre abril e maio de 1993, Renato Russo passou vinte e nove dias internado numa clínica de reabilitação para dependentes químicos no Rio de Janeiro. Durante esse período, o músico seguiu com total dedicação os Doze Passos, programa criado pelos fundadores dos Alcoólicos Anônimos, que incluía um diário e outros exercícios de escrita. É este material inédito que vem à tona depois de mais de vinte anos em Só por hoje e para sempre, graças ao desejo de Renato de ter sua obra publicada postumamente. Entremeando as memórias do líder da Legião Urbana com passagens de autoanálise e um olhar esperançoso para o futuro, este relato oferece a seus fãs, além de valioso documento histórico, um contato íntimo com o artista e um exemplo decisivo de superação.




Perdi vinte em vinte nove amizades, por conta de uma pedra em minhas mãos..."










Se você acha que vai viajar em páginas de uma autobiografia... PARE POR AQUI!
Em primeiro lugar, o leitor que estiver prestes a dar início nessa leitura tem que estar ciente que NÃO se trata de uma biografia, mas sim de um período de 29 dias em que Renato Russo esteve internado, para se recuperar da sua dependência química e alcoólica, e que, também, tornou-se uma luta pessoal. Portanto, as 168 páginas deste livro são relatos em cartas, adornadas de sentimentos dilacerantes e transtornados.

Assim como sou fã do Renato e da Legião, sou ainda mais fã de Kurt Cobain e do Nirvana —, e já faz algum tempo que conferi a biografia "Mais Pesado Que O Céu" (essa sem resenha, pois estava no meu antigo blog que foi deletado), e também "Kurt Cobain - A Construção do Mito" (para conferir a resenha, clique AQUI), ambas autorizadas pela família e amigos e escritas por Charles R. Cross.

Foi surreal ler os sentimentos do Renato, pois me deparei com sentimentos bem parecidos com os do Kurt. Afinal, eles eram seres humanos que sentiam tudo (e todos) de forma intensa, e tanto um quanto o outro ansiavam pelo simples, contudo, tornaram-se extraordinários. O problema é que até mesmo o extraordinário caminha pela escuridão e se perde pela estrada. 

Não há mais nada a ser dito, pois como já mencionei, trata-se de relatos em cartas de um curto período de reabilitação. Por isso, não espere um enredo construído com cenas e diálogos, mas sim relatos de uma pessoa que sentia tudo de forma intensa, ora achando-se vítima, ora se achando o predador... Um homem genial que, infelizmente, desfrutou de sua genialidade descarregando sentimentos, conhecimento e pensamentos em vícios, afastando-se de muitos, assustando tantos outros... Mas que, no fim, tocava a todos com sua genialidade em forma de canção. Para aqueles que não são fãs, essa leitura pode ser um tanto insossa. Mas se você é fã, siga em frente. S2 Agora vou deixar alguns trechos/relatos citados em muitas das cartas descritas pelo Renato.
No momento minha reputação é PÉSSIMA, e isso devido a incidentes que realmente aconteceram: problemas com segurança em shows, violência física e verbal de minha parte, instabilidade emocional, escândalos públicos, e tudo por conta de drogas e álcool. Me sinto envergonhado e confuso por tudo isso e muitas vezes me questionei, por me sentir culpado de não estar sendo um bom exemplo para a juventude. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.25)
Não acredito estar sabotando meu tratamento. Se estiver, é com meu martelar nesta questão do uso da palavra "Deus" constantemente (o que me incomoda um pouco), e isso não foi tratado no vídeo, que me lembre. Talvez racionalizando demais ou não entrando firme em contato com meus sentimentos ou não trabalhando minha autoestima corretamente. Mas acredito sinceramente que estou me esforçando, que sou honesto e que já consegui meu primeiro passo! (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.39) 
Hoje remexi no baú e fantasmas ainda estão voando à minha volta, por toda parte — lidar com isso com maturidade, Renato! O bloqueio persiste, no entanto; bem, ninguém é perfeito. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.46) 
Acho que me ressentia com minha própria indiferença, que buscava desesperadamente no álcool e tranquilizantes, a cada dia com resultados mais negativos. Isso aconteceu com certeza quase todo dia, desde meados de janeiro deste ano até minha chegada à Vila Serena. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.62) 
Mesmo com altos e baixos começo a perceber que estou mais equilibrado. Me assusta um pouco perceber também uma série de coisas a meu respeito (que eu sabia mas abafava, ou então evitava completamente). Estou tranquilo — mas, sinceramente, este desabafo é maior do que eu imaginava. Parar é fácil — o difícil é continuar sem drogas, sem álcool. Mais difícil ainda (para mim) é resgatar o prazer de viver. Espero chegar lá. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.78) 
Fiz uma descoberta (algo que devo trabalhar): não estou acostumado com carinho e aceitação das pessoas! Isso tem me deixado confuso. Fiz um curso intensivo em manipulação (com meu trabalho, o marketing e a construção em cima de uma "imagem") e agora, quando percebo minha falta de autoestima (na época de minha adicção) e tento reaver esse sentimento, me sinto bloqueado. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.118) 
Qualquer pessoa que comprou um bom sistema 3x1 sabe que é difícil voltar à vitrolinha portátil do passado. O que devo trabalhar é meu incessante fantasiar (preciso definir limites p/minha imaginação) e minha dependência de pessoas. Desligamento e assertividade sempre! No mais, espero progredir como ser humano, a cada 24 horas, sempre ciente da minha doença. (Livro: Só por hoje e para sempre, Diário do Recomeço - Pág.157) 

Livro: Só por hoje e para sempre - Diário do Recomeço
Por: Legião Urbana Produções Artísticas Ltda.
Índice: Músicos brasileiros - Diários
Editora: Companhia Das Letras
Ano: 2015
Páginas: 168 

20 de dez. de 2015

[Quote]: Entre o Céu e o Inferno

— Alex... — Max pronunciou meu nome em tom suave e carinhoso.

Levantei minha cabeça incredulamente, fixando o olhar naquele menino que se tornara homem e que com certeza era a pessoa que eu mais amava no mundo. Max! Ele realmente estava de volta. E foi naquele exato momento, depois de anos sem ter notícias daquele que me acompanhara ao inferno e ao céu por inúmeras vezes, que pude sentir a falta que ele fizera em minha vida. De repente, o mundo parou e como em um filme, aquele cenário era só nosso. Então, ficamos nos fitando em silêncio, por segundos a fio, apenas nos comunicando pelo olhar, sabendo do risco que corríamos em viajar para o céu ou para o inferno, juntos novamente.

Aquele era um momento mágico, pois meu céu estava de volta, apenas a alguns passos de mim. E a sensação que tive ao vê-lo era indescritível. Naquele momento, pude novamente sentir a paz que tantas vezes senti ao seu lado. 

— Meu Céu... É você mesmo que está aqui? — perguntei descrente.

Seu olhar era o mesmo de sempre. Um olhar carinhoso e de compaixão. Ele realmente estava de volta e assim como eu, continuava em silêncio, apenas fitando-me dentro dos olhos, transmitindo uma calmaria que só ele conseguia. E novamente, depois de anos, estávamos nos comunicando pelo olhar. 

Eu continuava paralisada, assim como ele. Era como se alguma coisa estivesse nos prendendo naquele flerte. Um flerte que, na verdade, era um reencontro... O reencontro que eu tanto sonhara.

— Max... — falei como num sussurro.

E assim, percebi um resquício de sorriso no canto de sua boca. Em seguida, tristes lágrimas percorrendo sua linda face.

— Você voltou... — pronunciei com a voz embargada.

Ele levantou a cabeça em direção do céu, como se estivesse agradecendo por algo. E depois de um longo suspiro e voltando a encarar-me, caminhou em minha direção ficando de joelhos bem à minha frente, deixando nossas faces tão próximas que eu conseguia até sentir sua respiração quente e desgovernada. E lá estávamos nós... Olhos azuis e olhos verdes, se cruzando novamente, depois de anos, como num pedido de socorro.

Max tocou meu rosto suavemente, deslizando seus longos dedos, como se não estivesse acreditando que era eu quem estava à sua frente. Meu corpo arrepiou-se por inteiro e eu sentia como se todo aquele peso ruim de anos, se esvaecesse pelos ares. Sem pensar, também toquei sua face angelical, que eu conhecia tão bem e que em momento algum havia saído da minha mente e do meu coração. 

Assim que Max sentiu meu toque, fechou os olhos e novamente percebi novas lágrimas percorrendo sua face. E por um longo tempo ficamos nos sentindo, sem nada dizer. Ele nunca havia me tocado com tamanha intensidade, deixando-me como se estivesse flutuando no ar, libertando um choro contido.

— Shhhh, não chore meu amor... Eu voltei para lhe ajudar, e dessa vez não desistirei de você. — Max falou ainda tocando meu rosto com ternura.


------------ XXX ------------


**A VENDA EM FORMATO EBOOK, 
CLICANDO AQUI.

[Quote]: Dezesseis - A Estrada da Morte

— Você é bom em correr... Eu sou bom na força! Desafio você para uma queda de braço... Agora mesmo. — Samuel desafiou-me mais uma vez, deixando todos ainda mais agitados.

Encarei meus amigos, arqueando a sobrancelha direita, sabendo que aquela disputa certamente eu perderia. Olhei mais uma vez para Ana, que nos encarava com certo desprezo.

— Vocês realmente são dois imbecis! — disse o anjo, em tom amargurado.

E não querendo sair por baixo com toda a intimidação de Samuel, sem ao menos pensar nas consequências, rebati: 

— Que rufem os tambores!

O alvoroço aumentou, numa grande euforia. Foi quando, querendo apenas ganhar tempo, clamando por um milagre, perguntei:

— E se der empate, seu marombado?

— Do quê você me chamou? — Samy enfureceu-se.

— De playboy marombado! — provoquei-o.

— Opa! Vocês estão aqui para disputar ou para ficar que nem duas mariquinhas? — perguntou uma voz qualquer no meio da multidão.

Meus amigos me encararam de canto, sabendo que aquela disputa eu não venceria.

— Certeza de que haverá empate, pé na tábua! — garantiu-se o egocêntrico filho do prefeito.

Eu sabia que suas palavras tinham um fundo de verdade. No entanto, eu não me acovardaria de seu desafio.

— Se houver empate, será Ana quem decidirá com quem quer voltar! — anunciei qual seria o prêmio, tentando dessa forma tirar meu Opala da jogada.

Samuel concordou de imediato, iniciando assim nossa queda de braço. As pessoas vibravam ao presenciar outro desafio, disputado tão arduamente pelo filhinho de papai e o rebelde sem causa. O anjo, por sua vez, fitou-me nos olhos, no exato momento que estava sendo derrotado por meu oponente.

— Vença! — disse Ana.

-------------- xxx -------------- 

Inspirado na canção “Dezesseis” — da banda brasileira Legião Urbana — este é um enredo de amor recheado com muitas aventuras.

**A VENDA EM FORMATO FÍSICO, 
CLICANDO AQUI.

[Falando em]: As Batidas Perdidas do Coração — de Bianca Briones

Falar sobre este livro chega a ser algo inimaginável, pois ansiava em lê-lo há mais de 1 ano — e graças a minha amiga, a Juny Moura, pude apreciar desta sensacional leitura. \o/ P.S: Obrigada, Juju! S2

Há três coisas que me instigam para/com uma leitura, sendo essas: capa, título, e por último, sinopse (exatamente nessa ordem). E quando coloquei os olhos neste livro, enlouqueci e perdi uma batida do meu coração. Desta forma, procurei por resenhas... E minha surpresa maior foi me deparar com tantos pareceres positivos referente ao conteúdo, principalmente com alguns quotes que me deixavam ainda mais descompassada. Aliás, não há nada no mundo que me encante mais do que um texto simples, verossímil e que toque o meu âmago. E este tocou no fundo da minha alma, tamanha carga dramática e realística que carrega consigo. Portanto, confiram a sinopse, book trailer que eu tive o prazer em editar e a resenha de "As Batidas Perdidas do Coração", uma publicação da editora Verus. 



Sinopse: Viviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar.
Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre.
As batidas perdidas do coração é uma história sobre perdas e como cada um lida com elas. É o encontro atormentado entre a dor e o amor. Com uma narrativa sexy, envolvente e repleta de música, este livro traz a última tentativa de duas pessoas arruinadas que, juntas, buscam desesperadamente se encontrar.


P.S: Vídeo editado por Simone Pesci


"Porque eu perdi infinitas batidas..."




Apaixonante! 
Dilacerante! 
Verossímil!

Eu poderia adjetivá-lo de tantas outras formas, mas cito apenas três que mostram a grandiosidade do conteúdo. Trata-se de um drama/romance contemporâneo, com uma pitada new adult, onde os protagonistas são dois jovens com corações partidos, devido perdas pessoais e que encontram acalento em ambas as dores.


Viviane é uma rica garota de 18 anos. Por tempos, dedicou-se a cuidar do pai doente, pois sua mãe entrou numa profunda depressão ao saber que o marido estava condenado a óbito, deixando até mesmo de lado os dois filhos, ou seja, Vivi e Rodrigo. Aliás, Rodrigo é apenas alguns meses mais novo que a irmã — e apesar de ela parecer uma garota forte, assim que perde o pai, fica perdida, não aguentando a dor lancinante que a perda daquele que tanto amava lhe proporcionou. Ela parece ser uma típica 'patricinha', porém, perante todos os percalços que passou nos últimos tempos, demonstra ser uma guerreira, tornando-se a responsável pela casa, pela mãe e pelo irmão.
Novamente volto a pensar na conversa que tive com meu pai, e uma frase explode em meu coração, à medida que caminho com Rodrigo pelos corredores brancos e congelantes do hospital: "A vida é muito mais que uma sucessão de fatos ao acaso. Quando você acha que nada mais pode acontecer, é exatamente aí que tudo muda". (Livro: As Batidas Perdidas do Coração, Pág.9)
Rafael é um cara que apanha da vida, ele perdeu o pai assassinado anos atrás, e, agora, acabara de perder mais quatro pessoas da sua família, sendo uma dessas sua irmã mais nova. Tudo aconteceu por imprudência de um playboy riquinho, que estava tirando racha de carros, e este mesmo, provido de uma família de influência e abastada de dinheiro, sequer foi condenado. Rafa está quebrado e sente repulsa por pessoas de classe social elevada. No entanto, no dia que está no hospital, defronte aquela trágica fatalidade, ele se depara com Vivi, pois ela também está tão dilacerada quanto ele — e entre olhares e dores à parte, casualmente, os dois se conhecem.
— Meu pai dizia que, quando descobrimos que estamos apaixonados, o coração fica tão assustado que pula um batimento, como se estivesse se preparando para todas as variações de velocidade que vai ter que enfrentar a partir daí. É o que ele chama de "batidas perdidas do coração". Segundo ele, o coração nunca recupera o ritmo correto até se encontrar no peito de outra pessoa. (Livro: As Batidas Perdidas do Coração, Páginas 118 e 119)
Desta forma, é na dor que ambos começam a se relacionar, tornando-se a válvula de escape um do outro. Contudo, eles se deparam com a compreensão (e incompreensão) de muitos. Rafa é um barman, independente e com uma situação financeira estável. Ele trabalha no barzinho do amigo, Lex, e quando possível, faz algum bico por fora, para conseguir uma grana a mais. Já Vivi nunca precisou disso, pois veio de uma família rica, o que deixa o seu avô em cólera.

Muitas coisas acontecem, e o avô de Vivi ordena para que ela se afaste de Rafael, e caso ela não faça isso, perderá todas as regalias que têm. Sendo assim, o avô dá um ultimato: ou ela deixa Rafa e continua com suas regalias, ou ela fica com Rafa e passa a viver como ele, de forma mais restrita. Vivi, sem hesitar, opta pelo coração, sabendo de sua nova condição e também que, em breve, terá que passar por uma prova de fogo, pois Rafa é dependente químico e está prestes a ter uma crise de abstinência de drogas, coisa que praticamente todos, a essa altura do campeonato, já sabem. E mesmo se apavorando com tudo que está prestes a acontecer, ela acredita que o amor que um sente pelo outro será suficiente para passar por todas essas provas. Desta forma, chega o terrível dia...
— Preciso da droga, Vivi. Por favor, me deixa usar, por favor, por favor. Faço o que você quiser, mas me dá só um pouquinho — ele implora como uma criança, e seu sofrimento é tão doloroso em mim que não sei o que vou fazer se o vir assim por mais tempo.
Não consigo segurar as lágrimas, que escorrem por meu rosto e caem sobre os cabelos dele, já empapados de suor. Um nó se forma em minha garganta. Só consigo pensar em meu pai e nas primeiras crises de náusea após a quimioterapia. Imagens se sobrepõem em meus pensamentos. Mais uma vez, vejo um homem que amo se reduzir a pó, e não há nada que eu possa fazer para diminuir a dor. (Livro: As Batidas Perdidas do Coração, Pág. 273 e 274)

Rafa e Vivi conseguem vencer mais este obstáculo, e quando as coisas parecem estar entrando nos eixos, algo terrível acontece... Perdas irreversíveis, amores improváveis e futuros contratempos são o pano de fundo para este magnífico enredo. Os capítulos finais são de perder o fôlego e eu perdi as batidas do meu coração por diversas vezes. A partir daqui cesso os meus comentários, pois não quero soltar spoilers.

Este é um enredo para ser sentido... 

Bianca escreve de forma simples, e ainda assim consegue entorpecer o leitor com uma narrativa e diálogos mais que reais. Em muitos momentos me vi dentro da trama, sentindo as dores dos protagonistas e antagonistas, pois SIM, os antagonistas são tão protagonistas quanto. Eu me apaixonei por todos os personagens, sem exceção, e os senti como se os conhecesse há anos. Também tenho que dizer que o livro carrega uma playlist sensacional. S2

O enredo é narrado intercaladamente por Vivi e Rafa, sempre em primeira pessoa, tendo a narrativa e diálogos de fácil compreensão, com capítulos curtos (amo autores que não enchem linguiça no texto e ainda assim conseguem transpor tudo de forma formidável); sua diagramação é simples, com fonte e espaçamentos na medida certa, adornada por folhas em papel pólen, ou seja, o amarelinho; a capa é divina, estampando uma Viviane que sofre e também parte do Rafael com um instrumento de suma importância na trama. Por fim, para você que curte uma trama muito bem desenvolvida, adornada de sentimentos, essa é uma maravilhosa pedida. De nota 1 a 10 eu dou 1.000. Depois dessa leitura, eu leria até mesmo a lista de compras da Bianca. S2 Estou numa baita ressaca literária. \o

P.S: Agora estou ansiosa para ler os outros volumes já publicados: o segundo com Clara e Bernardo protagonizando; o terceiro temos o retorno de Vivi e Rafa; e o quarto, que será lançado em Fevereiro de 2016, teremos a Branca e o Lex... Amo todos! S2


Livro: As Batidas Perdidas do Coração (Livro 1)
Autora: Bianca Briones
Gênero: Romance brasileiro
Editora: Verus
Ano: 2014
Páginas: 402