19 de jan de 2016

[Falando em]: In Nomine Patris (Livro 1) — de Décio Gomes

Hoje apresento-lhes a resenha deste que há tempos eu queria ler. \o Uma obra contagiante, escrita por um companheiro de editora, o Décio Gomes. Aliás, este foi mais um dos livros que recebi como parceria e presente de aniversário da TDL. P.S: Obrigada, Nam! S2 Agora confiram a sinopse, book trailer e resenha de "In Nomine Patris", livro 1 de uma quadrilogia, uma publicação da editora Tribo das Letras


Sinopse: Jullian Bergamo é um padre missionário que realiza trabalhos para a igreja católica. Mas não um padre comum. Ele é um venator: um membro da igreja especialmente treinado para caçar e eliminar demônios. Após ser transferido de sua antiga comunidade para a cidadezinha de Willinghill, Jullian depara-se com um caso singular: pessoas mortas levantando-se de suas tumbas e vagando livres pela cidade. Logo ele conhece a origem do problema: o Mormo, um terrível demônio necromante que possui cadáveres e os transforma em violentos mortos-vivos. Munido com sua fé e coragem, o jovem padre enfrentará um dos casos mais marcantes de sua trajetória como venator: eliminar o Mormo, enquanto tenta sobreviver às hordas de mortos-vivos que farão de tudo para devorar cada pedaço de sua carne.



"Porque viver é remexer-se constantemente em um túmulo."



Entorpecente!
Eletrizante!
Assustador!

Nessa assustadora trama temos como protagonista o jovem padre Jullian Bergamo, que é nada mais que um venator, ou seja, um caçador de demônios (ou um caçador de Mormo), um terrível demônio necromante que tem como objetivo despertar os mortos de suas tumbas. 

Jullian foi enviado a um orfanato assim que nasceu, e antes mesmo de completar três meses, foi adotado por um rico casal de fazendeiros. Até os 8 anos teve uma vida normal e feliz. Porém, a fazenda de sua família adotiva foi saqueada e também queimada, ocasionando a morte de seus pais adotivos, deixando-o novamente órfão, perambulando pelas ruas. 

Depois de dias vagando perdido, ele é acolhido em um mosteiro. Desta forma, passa a ter grande conhecimentos religiosos, que faz com que ele anseie em tornar-se um membro da igreja. Seus dons especiais são notados ainda na adolescência, pois ele consegue enxergar coisas que ninguém mais consegue ver; aos dezesseis anos foi protagonista de um acontecimento que só agregou mais o seu dom, avistando ainda dentro do porão do mosteiro, um alado infernal. E antes de completar sua maioridade, realiza com êxito o seu primeiro exorcismo. 
Suas habilidades foram sendo amadurecidas no decorrer de seus poucos anos de vida, em duras sessões de treinamento proferidas por missionários experientes, e assim completou seus vinte e cinco anos de idade e finalmente convocado pela Ordem Mundial e nomeado como um venator: um servo da igreja católica responsável por livrar o mundo de toda e qualquer invasão vinda das profundezas dos infernos. (Livro: In Nomine Patris, Pág.17)
Um venator iniciante não pode permanecer mais que 665 dias no mesmo lugar. Depois deste período, ele se enfraquece, tornado-se uma presa fácil para qualquer demônio. Agora o jovem padre está seguindo para uma nova cidade, e assim que chega em seu novo lar, se depara com um caso à parte —  e a pedido de um morador, chamado George Mosley, ele se vê de frente com o seu primeiro caso, pois este morador pede para que ele vá até sua casa exorcizar algo maléfico que está em seu filho.
As gotas escorreram pelo rosto de Adrian, juntando-se ao fio de baba gosmenta que saía de sua boca, mas ainda assim ele não esboçava qualquer reação. Estava quase imóvel, num estado de calmaria que nenhum outro ser possuído por um demônio conseguiria estar ao receber respingos de água sagrada. (Livro: In Nomine Patris, Pág.34)
Adrian Mosley, que até então tinha 11 anos, acabara de falecer. Ele retornou para a sua casa como um 'morto-vivo' na madrugada do terceiro dia após a sua morte, algo que não foi revelado para o padre, deixando-o emputecido com tal conclusão, fazendo com que ele tenha a certeza de que o demônio necromante começara a agir na cidade. Eis que surge novos e assustadores acontecimentos, onde tantos outros 'mortos-vivos' aparecem em plena luz do dia, até mesmo na festa de aniversário da cidade... É quando Jullian e George, que devido a empatia que ambos sentem de imediato, tornam-se amigos, e assim resolvem seguir para os bairros vizinhos à caça do demônio necromante, na intenção de aniquilá-lo e ter novamente a cidade em paz.
Finalmente, no fundo do mausoléu, como se acordados direto do mais profundo inferno, dois grandes olhos amarelos abriram-se e iluminaram as paredes.
O Mormo acabara de despertar.
 MOSTRE-SE, AGORA! 
(Livro: In Nomine Patris, Pág.130)

Agora cesso os meus comentários quanto ao enredo para não soltar spoilers.

Uma coisa que me fascina numa leitura é quando ela consegue me prender logo de início. E, neste caso, eu fiquei presa desde a sua sensacional INTRODUÇÃO, onde é apresentado o bem e o mal em uma linha tênue e de eloquente endereço entre a Escuridão e a Luz. Tal qual minha surpresa quando me deparei com os primeiros capítulos que foram mais que instigantes, onde me vi lendo algo bem parecido com o que já assisti por diversas vezes nas telonas. Confesso!... Eu me borrei nos capítulos iniciais, porém, ansiando sempre por mais. E por diversas vezes senti medo do que estava lendo. Contudo, fui me envolvendo de tal forma que fiquei íntima do padre Jullian e do George, deixando até mesmo o medo de lado, envolvendo-me ainda mais nesta trama muito bem escrita e amarrada, com uma narrativa e acontecimentos na medida certa... Os capítulos finais são de perder o fôlego e deixou-me descompassada, ansiando ainda mais pelo livro 2. \o Se eu gostei? Não! Eu NÃO gostei... Eu AMEI!!! S2 E digo mais, eu leria até mesmo a lista de compras do Décio. \o hahaha 

O livro é narrado em terceira pessoa, sempre aos olhos do padre Jullian, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; sua diagramação é simples e bem bonita, com fontes e espaçamentos na medida certa, envolta em papel pólen (o amarelinho), levando consigo na parte debaixo de cada página um sombreamento com um cemitério; sua capa é sombria, estampando pare Jullian pronto para o ataque contra o mal, aliás, quem assina a capa é o próprio autor. Por fim, para você que aprecia um excelente enredo do gênero terror, eis uma magnífica pedida. P.S: Agora vou ficar aqui,, em frangalhos aguardando sua continuação. \o


Livro: In Nomine Patris, Livro 1
Autor: Décio Gomes
Gênero: Literatura brasileira - Terror
Editora: Tribo das Letras
Ano: 2015
Páginas: 160

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