13 de abr de 2017

[Falando em]: Os 13 Porquês — Série

Tempos atrás eu avistei a capa e o título de um livro que me deixou instigada, sendo este "Os 13 Porquês" (13 Reasons Why), do autor Jay Asher, publicado no Brasil pela editora Ática. Mas como não pude adquiri-lo, deixei de lado a minha curiosidade. Eis que me deparo com uma febre virtual, uma nova série da Netflix, produção assinada pela cantora e atriz Selena Gomes, que teve estreia mundial no dia 31/03/2017. Trata-se da adaptação do livro que despertou meu total interesse. Confira a sinopse, trailer, quote e a minha opinião (SEM SPOILERS).



Sinopse: "Por que uma garota morta mentiria?". Baseada no best-seller de Jay Asher, a série original Netflix, 13 Reasons Why, acompanha Clay Jensen que, ao voltar da escola, encontra uma caixa misteriosa com seu nome na porta de casa. Dentro dela, ele encontra fitas cassetes gravadas por Hanna Baker  sua colega de classe e paixão secreta  que cometera suicídio duas semanas antes. Nas fitas, Hanna explica as treze razões que a levaram à decisão de acabar com a própria vida. Será que Clay foi uma delas? 





Um enredo para corações fortes!

Os 13 Porquês conta a história de Clay (Dylan Minnette), um rapaz que sofre pela morte de Hanna Baker (Katherine Langford), colega de escola por quem nutria uma paixão secreta. Hanna, depois de sofrer bullying por diversas vezes, acaba deprimindo-se e cometendo suicídio. E logo depois da tragédia, deixa 13 fitas cassetes gravadas, enfatizando o porquê de tal desatino. E para cada fita, há uma pessoa que, de alguma forma, contribuiu para que ela cometesse tal ato.  


(clique em cima da imagem para maior resolução)


Quem me conhece sabe que drama é o gênero que mais gosto, e isso foi o pontapé inicial para que eu assistisse a série. E mesmo não lendo o livro (algo que quero muito fazer), eu já sabia do que se tratava, devido a enxurrada de postagens e comentários nas plataformas virtuais. A propósito, estou em tratamento médico desde Dezembro de 2016, com diagnóstico pela CID-10: F41.2 + F41.1 + F.40.1 + F40.8, além de já ter sido vítima e também de ter cometido bullying, o que me fez compreender os dilemas e angustias dos personagens  e depois de assistir a série, lembrei da minha infância e adolescência, onde levávamos as provocações e os problemas cotidianos de outra forma: fugindo ou enfrentando... NUNCA SE MATANDO!!! 

O que a série retrata é algo que sempre existiu: ofensas e humilhações sempre ocorrerão, seja em qualquer ambiente. E, claro, o que para alguns pode parecer pouco, para a vítima pode ser muito. Deixe a hipocrisia de lado e questione-se se alguma vez você não só sofreu como também cometeu bullying? Lembrando que só o fato de você compartilhar um meme, ou qualquer outra coisa ofensiva que pareça insignificante, já faz parte da classe de humilhações e agressões. E não precisa de um livro ou uma série para constatar isso... Ficar atento aos pequenos sinais é o que realmente importa. 

A série é um conteúdo de reflexão, onde fiquei perdida num emaranhado de sentimentos: muitas vezes achei Hannah egoísta e maquiavélica, outras tantas me compadeci de suas dores, pois cada qual sente a dor de uma forma, sendo ela intensa ou não. Se eu dissesse que ela fez errado, estaria sendo hipócrita, mesmo porque já pensei diversas vezes em fazer o mesmo. Mas venhamos e convenhamos, SUICÍDIO NUNCA SERÁ A MELHOR SAÍDA (...) E NEM MESMO CESSARÁ A DOR! Quem fica é que sofre às consequências, muitas vezes culpando-se pelo acontecido. 

No caso da série, a meu ver, o suicídio foi abordado com certo glamour, como se fosse uma única e linda saída, tornando o suicida herói... Algo preocupante, pois a molecada de hoje tem tudo nas mãos e nem sempre sabe lidar com os contratempos da vida. Aliás, para quem estiver passando pelo mesmo problema e não ter um acompanhamento médico ou até uma estrutura familiar, ao assistir a série, pode não saber interpretar a importantíssima mensagem que a mesma carrega, e fazer de si o protagonista, algo que infelizmente já aconteceu por aqui (para conferir, clique AQUI). 

EU AMEI A SÉRIE...
Apesar de achar o ritmo bem lento, algo que me incomodou bastante. A propósito, fiquei sabendo que no livro tudo acontece em uma noite, ou seja, o Clay não é tão lerdo para ouvir as fitas  rs. E digo mais... em seu contexto não há só bullying e suicídio, há também amizade, amor, paixão retida, omissões de fatos, entre tantas outras coisas. O três últimos episódios me deixaram com o coração despedaçado e me fez querer mais (espero que tenha uma segunda temporada). o/ A playlist da série é SENSACIONAL, já no primeiro episódio pulei da cadeira ao ouvir Joy Division. O roteiro e atuações são impecáveis. S2 É uma pena que nem todos consigam enxergar o real propósito do seriado, para compreendê-lo há de se ter EMPATIA e ser um CATALISADOR DE SENTIMENTOS E EMOÇÕES. Fora isso, quero parabenizar a todos os envolvidos neste projeto, apresentando de forma verossímil o que sempre existiu. Por fim:



"Não seja um porquê"


2 comentários

  1. Realmente a série foi bem detalhista. Amei o enredo e amei também as atuações, principalmente do Dylan Minnette... Gosto do jeito lento dele rs amei a postagem haha como sempre ❤️

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    1. Iná, agora estou de ressaca! o/
      Espero que tenha uma segunda temporada. rs
      Beijossss

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