20 de nov de 2015

[Quote]: Entre o Céu e o Inferno — Max

Tive uma vida pacata no interior de São Paulo, ao lado de minha mãe, e sempre com uma nova namorada. Aliás, eu tentei de todas as formas, entregar meu coração para outra mulher, mas não consegui. Era sempre estranho, pois parecia que me faltava algo. Nenhuma delas me completava. As garotas que eu conhecia, ainda naquela pacata cidade do interior, eram fúteis, sem conteúdo e também sem uma boa razão para serem protegidas. Com nenhuma delas, funcionava como comigo e Alex, que tínhamos nossos sofrimentos à parte e que nos entendíamos apenas pelo olhar. Eu sempre pensava, depois de um bom sexo, em como elas conseguiam pensar somente em futilidades sem sentido... Em algumas vezes, eu as deixava falando sozinhas e seguia para casa, pois definitivamente tudo aquilo era lastimável. Só um verdadeiro coração que sangra, sabe a grandeza que é estar ao lado de quem ama, vivendo uma vida normal, sem futilidades.

Minha linda... 
Perdoe-me por não ter sido capaz de suportar...




O meu coração, apesar de não parecer, ainda sangrava e muito. Sangrava por não ter notícias de Alex... Sangrava por pensar que ela poderia estar se metendo em alguma encrenca... Sangrava por saber que não fui forte o suficiente para arrastá-la junto comigo rumo àquela clínica de reabilitação e a uma nova vida, mesmo que fosse contra sua vontade. Alex e eu pensávamos da mesma maneira, sobre muitos pontos de vista, entre eles, sobre o privilégio de ter o poder de escolha. Eu não poderia obrigá-la a fazer o que ela não queria, pois sabia que ela jamais me perdoaria.
Ela continuava desacordada, em sono profundo e eu não conseguia tirar os olhos de sua linda face. Acariciava seu rosto com ternura e chegando ainda mais perto, podia sentir aquele cheiro que tanto me entorpecia. Como era bom senti-la tão perto... Por tantas noites sonhei com aquilo. E aproximando-me ainda mais e com os olhos fechados disse:

 Amo você!

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