30 de out de 2014

Prólogo - #DAEDM

Para quem ainda não sabe, este é o meu novo projeto, que será publicado em algum momento do segundo semestre de 2015. Aliás, quem me conhece sabe o quão sou fissurada em música, e por isso, novamente, nasce um enredo de uma música. Desta vez trata-se da canção de uma banda nacional que muito amo, até hoje. \o Dezesseis (da banda Legião Urbana), é aquela canção que sempre escutei e pensei:

— Poxa! Como eu queria ler (ou assistir) um enredo desta música...

Eis que um belo dia resolvi colocar minhas ideias no papel. Por fim, já tenho 20 capítulos (sem revisão). Portanto, segue abaixo a sinopse, vídeo com a letra da canção e prólogo. Ps.: A capa do post NÃO é oficial.

Sinopse: João Roberto, conhecido por todos como Johnny – O Rei dos Pegas – acabara de completar Dezesseis. Estereotipado como “rebelde sem causa”, leva uma vida desregrada, ao lado dos amigos, mostrando-se o cara legal e maioral, desejado por muitas garotas, sempre vencendo os rachas do qual participa. Porém, ele não contava com um sobressalto do destino – e assim, apaixonou-se por Ana Claudia, uma linda e doce garota, que fora sua salvação e perdição! Dentre tantos conflitos e percalços para assim ficar ao lado de seu grande amor, entra de cabeça em uma disputa, com destino para estrada da morte. Inspirado na canção DEZESSEIS da banda Legião Urbana, esse é apenas um enredo de amor.

Apaixone-se!

E seja você também um “rebelde sem causa”.

 

PRÓLOGO

Eu fechei meus olhos e pisei fundo no acelerador, fazendo o ronco do motor de meu Opala metálico azul ressoar como um cântico encantador aos ouvidos de qualquer apaixonado por aquele barulho ensurdecedor. E, ainda de olhos fechados, respirei fundo. Como em um filme, tive alguns flashes de tudo que vivenciei nesses meus dezesseis anos... Minhas travessuras quando ainda criança ao lado de minha família amada, meus momentos de loucuras ao lado de meus amigos, sempre regado a muitas bebidas e muitos cigarros de maconha. Porém, era ela — Ana Claudia — a minha maior e melhor recordação.

Foi por ela, aquela que eu considerava minha salvação e perdição, que estava prestes a seguir rumo à estrada da morte, também conhecida como “curva do diabo”. Uma curva a qual muitas vidas foram perdidas. Uma curva que certamente seria a salvação de qualquer mero mortal que estivesse prestes a desistir da vida.

Ainda acelerando meu Opala, respirei fundo e abri meus olhos. Logo, segui meu fitar em direção ao lado oposto da estrada e dessa forma o visualizei... Samuel Garcia, conhecido por todos como — Samy — aquele era o cara que acabou com os meus sonhos e tirou de mim o mais lindo e real sentimento que já nutri por alguém. Ele roubou minha doce e amada Ana, aquela que me fez sentir vivo e amado por longos e inesquecíveis meses — e que, em muitos momentos, fez-me enlouquecer a ponto de pensar em sumir levando-a como minha refém.

Eu sentia o olhar vulcânico de Samy em minha direção, e também percebi que ele acelerava o carro tanto quanto eu, fazendo o ressoar do seu, também, Opala — porém, na cor preta metálica — tão ensurdecedor quanto o meu.

Sempre fui considerado o rei dos rachas e, de certa forma, me orgulhava por ser intitulado dessa maneira. Era como se essa patente fosse exclusivamente minha, e por esse motivo nunca deixei que ninguém me vencesse em alguma disputa, pois essa era minha vida. Entretanto, estar naquela situação, era aterrorizante e libertador.

— Johnny... Não! — escutei a doce voz que eu tanto amava soprar as palavras em meu ouvido.

E, ainda olhando a pequena e fiel multidão que sempre acompanhava esses acontecimentos, segui rumo à curva do diabo. Os motores saíram ligados a mil, para estrada da morte, e aquele foi o maior pega que existiu...

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